31/10/2012

Para um amigo, amigo especial!

Amigo especial é aquele despojado de interesses que não seja você. Amigo é aquele que sempre te diz a verdade embora que esta seja dolorida e de difícil de entendimento. Amigo é aquele que nunca se afasta, mesmo que tudo faculte contra aquela amizade.
Hoje escrevo linhas que se traduzem em caminhos. Caminhos que trilho e que estão postos sobre o trilho do amor. Falo do amor de meu pai Clemente Duarte da Silva Sousa (Crecy). Um pai querido que, embora na rigidez de sua disciplina sempre nos protegeu, nos cobriu com o manto do amor e da dignidade. A ti paizinho, dou-te meu ser.
Hoje  bate-me lembranças boas que passamos juntos: eu você nossos irmãos e nossa mãe. Tanta luta digna! Hoje eu sei que vocês plantaram em mim não só o sentimento de humanidade, mas sobremaneira me ensinaram a amar e multiplicar esse amor. Ressinto-me apenas de não os ajudarem o tanto de que merecem agora, depois de ter nos dado todo o patrimônio de que dispunham, tanto material quanto imaterial. Exemplo disso, são as botinas búfalo de que meu pai guardava para vender no inverno e que quando eu e minha irmã adoecemos, dispôs de tudo para comprar remédio e alimentação para nós. E o velho tabuleiro que guardava iguarias depois de inúmeras bulinadas, orladas e engraxadas? Este da minha memória: com “areste” espalhadas, martelo, conta-bico, torquês e seus compartimentos franzidinhos de cola! E dizia “puxa com o bico da torquês”, referindo a espichar o couro curto da beira do rosto do calçado.
Meu pai a ti rendo eterno amor. Amor de filho, de quem tem  forma, tua cor, cara gen e tudo. Você me embalou na rede do canto do quarto e me deu conforto do amor. Agora o vejo olhando para o tempo com se texto subliminares me quisera dizer. Traduzo em espírito companheiro de quem renunciará qualquer tipo de vantagem para acolhê-lo nos meus braços. Você é meu amor.
E quantas vezes pai vi a cor da tua camisa branca surgir no começo da rua. Quantas vezes esperei a tua chegada. Quantas vezes me fiz de homem para te acompanhar. Quantas vezes você me ensinou a pescar, tarrafear, cortar árvores, fazer carvão, vender Paes, bananas, pescar de corda, remar e amar, respeitar e valorizar as pessoas. Declaro-te amor maior, amor de filho.
Eu sei que você sempre me achava o mais forte de todos. Seguia meus passos, admirava-me pela valentia. Eu demonstrava isso para te agradar, para te satisfazer, para você não se decepcionar comigo, pois na essência sinto e sentia enorme medo dos desafios: das locas no rio e igarapés, e quando a tarrafa engatava, o anzol, na linha ou no caniço.
Descrevo esta homenagem que representa apenas o sinal léxico diante de um amor que perpassa mundos e se encontra nele próprio.
Que Deus nos abençoe meu amigo querido do meu coração, pois sem você o mundo não tem graça. Você é tudo que preciso para ser forte e valente.
Amor se traduz assim... e não esqueçam nossos pais são o nosso encontro  conosco e com a paz que procuramos...
Nilson Ericeira

Espera-se muito do professor. Até onde vai nossa responsabilidade e começa a dos pais?


Muitas vezes, por não ter clara essa divisão, a escola terceiriza problemas aos pais, e vice-versa, o que gera sentimentos de impotência e sobrecarga em ambos os lados. Os papéis dos educadores e da família são complementares, porém distintos. Em casa, há uma relação de autoridade entre pais e filhos. A criança possui também uma posição privilegiada e, por mais que se comporte mal, os relacionamentos se mantêm. Na escola, o cenário muda. O aluno se torna mais um integrante do grupo, aprende a lidar com novas regras, experimenta conflitos e percebe que as relações dependem de suas ações. Além do conhecimento, a criança deve adquirir na escola competências indispensáveis para o convívio em sociedade - dificilmente obtidas em família. Cabe a nós, educadores, contribuir para esse aprendizado e buscar maneiras de lidar com os conflitos inerentes ao processo. Isso requer boa formação, estudo coletivo, envolvimento da equipe, reflexão, avaliação e aperfeiçoamento. Só assim nos sentiremos amparados e seguros para atuar no dia a dia. O fracasso da Educação familiar não pode significar também o insucesso da escola. Não podemos depender do bom desempenho dos pais para educar nossos alunos para a vida em uma sociedade democrática, mais equilibrada e justa e nem esperar estudantes ideais como um pré-requisito para obter êxito. As crianças que trazem dificuldades de casa são as que mais precisam do nosso apoio para se inserir socialmente. Vamos aproveitar esse começo de ano para debater tais questões. Como profissionais da Educação, podemos construir uma escola capaz de dar conta do que ocorre no espaço sob sua responsabilidade tanto em relação à aprendizagem quanto ao comportamento social.
Telma Vinha  é especialista em Psicologia Educacional e responde dúvidas sobre comportamento.
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar

UEMA informa concorrência e locais de prova da 1ª fase do PAES 2013



Medicina, Direito e Engenharia Civil são os cursos mais concorridos do vestibular.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012 às 16h19   TweetA Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) divulgou nesta quarta-feira, 31 de outubro, a concorrência e os locais de prova da 1ª fase do Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior (PAES) 2013. Para saber onde fará o exame, o candidato deverá acessar a página de Confirmação de Inscrição.
Esta edição do PAES recebeu 31.524 inscrições para as 4.595 vagas oferecidas, sendo 1.911 vagas para o primeiro semestre e 2.684 para o segundo. A UEMA reserva 10% das vagas em cada curso para negros e indígenas que estudaram em escolas públicas. Além disso, 5% das vagas dos cursos do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA) são destinadas a pessoas com deficiência.
O curso mais concorrido do PAES 2012 é Medicina em Caxias, com 114,93 candidatos por vaga no sistema universal. Em seguida aparecem Direito em São Luís, com 41,90 inscritos por vaga, Engenharia Civil (31,82), Direito em Bacabal (29,67) e Engenharia de Produção (28,35). Os cursos de engenharia citados são oferecidos na capital maranhense.
 Acesse a concorrência do PAES 2014timo dia 26, a UEMA divulgou a relação de candidatos habilitados nos testes de habilidades específicas para Arquitetura e Urbanismo, Música e curso de formação de oficiais. O resultado pode ser consultado aqui. Essas provas foram realizadas no dia 23 de setembro.
A primeira fase do PAES 2013 será realizada no dia 11 de novembro, das 13h às 18h, em São Luís, Caxias, Imperatriz, Bacabal, Balsas, Santa Inês, Açailândia, Pedreiras, Timon, Grajaú, Lago da Pedra, Zé Doca, Itapecuru-Mirim, Colinas, Carolina, Pinheiro, Presidente Dutra, São João dos Patos, Coelho Neto, Barra do Corda e Codó.
Nesta primeira etapa, os candidatos deverão responder 80 questões objetivas de múltipla escolha sobre as disciplinas do ensino médio. Eles precisam chegar com uma hora de antecedência, portando documento de confirmação de inscrição com foto, documento de identidade informado na inscrição e caneta esferográfica transparente de tinta azul ou preta e escrita grossa.
A data para divulgação dos selecionados na primeira fase não foi informada, porém a segunda etapa ocorrerá em 16 de dezembro. A data de publicação do resultado final também não foi disponibilizada pela UEMA.
Mais informações podem ser obtidas no Edital, pelos telefones (98) 3245-1102/2756 ou pelo e-mail vestibular@uema.br.
Por Adriano Lesme

Reflexão: Será que tudo vai dar certo?



Por Fábio Torres

Sempre que uma pessoa querida está passando por problemas, nosso instinto natural é confortá-la, ajudá-la a superar o que quer que esteja acontecendo. No entanto, nem sempre as coisas terminarão bem. No texto abaixo, o psicólogo e mestrando em Fenomenologia Existencial, Vitor Sampaio, lembra que é preciso aprender com a dor, a fim de nos tornarmos pessoas melhores.
Será que tudo vai dar certo?
Quando dizemos para alguém que “tudo vai dar certo”, queremos acreditar nestas palavras. Esquecemos, no entanto, que quem as escuta até gostaria de acreditar, mas sabe que são palavras vazias de certeza. Quando os acontecimentos ruins nos acometem, cabe a nós respeitar este momento, ao invés de atropelá-lo com um desejo de que logo passe. Respeitar a dor é aprender com ela, é respeitar a nós mesmos.
Suponhamos que seu animal de estimação esteja doente. Precisará passar por uma cirurgia de emergência. Você está preocupado. Está naquela disposição afetiva onde nada mais existe em sua vida além do animal. “Não se aflija, tudo vai dar certo.”
O prazo para a entrega da monografia está chegando ao fim. Pouco ou nada foi produzido. Você ainda precisa escrever a conclusão, revisitar a introdução e finalizar a análise dos dados. Seu orientador nem quer mais olhar na sua cara, certo de que você irá falhar. “Não se aflija, tudo vai dar certo.”

Você terminou o noivado. Oito anos com a pessoa amada, que, de tão amada, era a única pessoa que lhe importava em todo o mundo. Você terminou com alguém que compartilhou toda a sua vida e agora sofre. “Não se aflija, tudo vai dar certo.”

Sempre que temos uma situação difícil, um sofrimento evidente, uma tristeza profunda, fundada ou infundada, nós temos no mínimo um amigo para nos abraçar e dizer: “não se aflija, tudo vai dar certo”.

Quando dizemos isso, queremos acreditar nisso. Esquecemos, no entanto, que quem escuta até gostaria de acreditar, mas sabe, mais do que ninguém, que as chances de o animal sobreviver são pequenas, que a capacidade de escrever não é tão grande, e que a perda de um amor é um caso único. Podemos e devemos respeitar esta dor, ao invés de sufocá-la com um sentimento inútil e opressivo de que tudo dê certo. Talvez nada dê certo. O melhor a fazer é sofrer para entender a dor e aí sim recomeçar.

http://www.profissaomestre.com.br

Tenho medo do amanhã



Não porque me pese desonestidades, deslealdades, desvalores enfim. Não porque tenha medo de meu próprio rosto ou mês espante com o que meus sentidos levem a ter independente do que possa acontecer com meus semelhantes. Esse tem sido um paradoxo da atualidade: o bom não somente precisa ser bom, mas tem que ter algo material para oferecer!
Da mesma forma que os seres humanos normais, tenho animosidades a comportamentos, procuro não os ver como regra, mas exceção. Prefiro amar aos que me prejudicam (É difícil, mas é só se afastar e analisar carências), sinto pena, às vezes, em perceber que suas caras não cabem no corpo. Fechados que são, insensíveis...
Eu tenho medo de não poder criar, formar, educar, transformar meu filho. Desejo ser vigilante. Esta não sei se será vontade de Deus. Tenho medo de poder apontar os caminhos para ele não passe por caminhos tão cheio de espinhos dos quais eu já experimentei. Tenho medo de ver meus pais sorrirem e de meus irmãos não me abraçarem. Do sempre primeiro beijo da mulher amada e de nem poder retribuir.
Tenho medo de não abraçar o melhor amigo pois seduzido pelos hipócritas acelerou processo de desconfiança. Isso eu tenho medo que seja tarde.
Quando você é omisso, não se expressa, muitas vezes o faz por educação, mas acaba por prejudicar seu interior que quer falar exatamente o contrário. Dizer que não se coaduna com humilhações, prepotências O respeito sempre será uma relação mútua, não cola com ditames ou monólogos umbilicais. Mas há os que não se enxergam.
Parte do escrevo e penso dedico a mim mesmo, nesses estranhos mundos de que não sei. Mesmo sim, sei que existem pessoas que já declaram gostarem do que escrevo, tão bem quanto respeito os darwinianos de plantão. Escrevo para todos...
Nilson Ericeira