27/08/2012

Página em branco

Página em branco
Dos que me elogiavam
Dos que fingiam me amar
Daquilo que não lembro mais.
Minha lauda é vazia
Meu toque esquecido
Minha régua sem marcação
Num riso fingido.
Nesse ponto, essa vírgula exclama,
interroga,
É reticência...
E o texto não sai
A palavra não entoa
a minha boca não me articula,
Meu poço secou...
Não há sintaxe, não há palavras,
Portanto, não há vida.
Só a solidão da página em branco.

Nilson Ericiera
Robrielli

... poemas de A a Z

Como o tempo é exíguo e efêmero, bastarei-me em dispor de poemas de A a Z de nossa lavra, trata-se de minha impressões, encucações, ilações, vidas, sentimentos, frustrações, amores, desamores, dissabores, contemplações do que é feio e belo, amargo e doce, que juntos formam um fragmento do conhecimento dos que nascem prontos e, por isso, acham-se melhores. Dispenso ajuda de arrogantes e preconceituosos, isso faz parte da minha liberdade. Sei que posso ser um pássaro ferido, mas tenho asas para voar.
Meu canteiro de amor
Reguei você, amei,
Namorei você, amei,
Beijei você, amei
No meu canteiro de amor
Vou regar essa flor
Que cedeu aroma à mulher

essência e forma

A mulher ao homem

seu cheiro, sua parte, encaixe

A mulher deu-se ao homem

entregou-se.

Não é apenas costela

e parte

mas seu todo e arte

Deu seu dengo e prazer

de um jeito ameno e

delírios, prazer!

A flor a anunciou no seu

desabrochar

com encanto

Enquanto o sol se vinha

se fez...

A flor coroou a vida

Os beijos das flores e das abelhas

e reflexos

Que em turmas se alimentam

delas e nectas

e no topo das árvores:

as flores

e nos canteiros da vida

mulheres e homens nesse

infinito desabrochar.

Nilson Ericeira

Robrielli



25/08/2012

Menina

O ser que me retornou à vida
Fez despojar sentimentos
Me imaginar pueril
Senti esse brio.
Menina
Mas sem graça
Não desfaça esse jeito
Esse encanto e sedução
E só faz pra me revolver,
abalar, seduzir.
Menina te olho no olho maroto
É lua, luares de encanto
Flor, vida, estações...
É recomeço de um caminho
A chegada, a voz, o eco de um coração
Meu encontro...
É menina, a musa da rua
Uma lua que anda
Que moveu coração...

Nilson Ericeira
Robrielli

Algumas reflexões

Estabeleço sempre que posso uma reflexão sobre fatos vividos, relacionamentos, derrotas, conquistas pelas quais Deus tem me oportunizado.

A vida é assim, até mesmo pessoas que julgam não precisar uns dos outros acabam em algum momento da vida precisando de algo que não saiba ou que não tenha acesso. Até mesmo os mais rogados, que se julgam sábios e poderosos, precisam dos mais humildes. Que bom que Deus fez o mundo perfeito até nas diferenças.

Já pensou se alguns de nós fóssemos imortais na matéria? Imagino que apressaríamos ainda o sofrimento de alguns que são desvalidos de Estado. Trataríamos todas as instâncias sociais como se fossem lotes de suas propriedades. Traríamos nossos irmãos, assim, na palma da mão ou entre os dedos iguais marionetes.

As religiões, as instituições sociais têm o papel nivelador do homem, embora em discurso o faça, mais muitos desses órgãos também distanciam dos mais simples, cobrindo de confetes e elogios aos que mais podem ou que têm sob julgo os mais fracos. É a competição de que faz parte esse devir egoístico, ás vezes desumano.

A política, no seu sentido plural, se bem que poderia servir para diminuir abismos, dirimir dívidas, estreitar ausências e influenciar. Não obstante, usada para alguns interesses acaba é por aumentar a cratera do desleixo nosso com os nossos sentimentos humanos, colocando-nos na condição de selvagens.

A educação, princípio, meio e de todo devir social, mola mestra da sociedade, fator gerador de desenvolvimento e conscientização do povo, precariza-se nos moldes de que saber é ser formal, o suficiente para falar e escrever sem a prioridade das decodificações.

24/08/2012

A educação de Arari é destaque


Dizer que a educação de Arari é ruim é não somente desconhecer a história de Arari, cujos filhos se destacam. Imagino como deveriam se sentir expressões da literatura arariense, da oratória e do conhecimento, a exemplo de Davi Maciel, José Benedito Pestana, Silvestre Fernandes e do próprio monsenhor padre Clodomir Brandt, ao ouvirem tamanho impropério. Com certeza estes não silenciariam da mesma forma que revolvem-se em seus túmulos a tamanho insulto.

Professores de hoje, educadores de ontem não se distanciam quando está em baila a educação de nossa gente. Colégios em Arari existem de que nos orgulhamos de ter estudado ou de ter formado alguns de nossos parentes. Mas instituições da grandeza dos Colégios Comercial de Arari e do Colégio Arariense cuja rivalidade saudável era de demonstrar quem eram os melhores. Ora bolas, o que a ignorância de quem não conhece pode fazer a uma população? Levá-los a crer que Arari tem uma péssima educação é um insulto a homens e mulheres que fazem a educação no cotidiano, seja no labor da sala de aula, seja no cotidiano da família, onde também a educação se forja. Falar do que não sabemos nos remete a erros irreparáveis. Vejo que dizer que a educação do povo de Arari é ruim um deles. Isto é imperdoável. Talvez fosse melhor explicar-se reconhecendo que mesmo não sendo boa a estruturas e ambiências do fazer pedagógico dialético de ensinar e aprender, Arari desponta como um dos municípios que sempre se destaca no cenário educacional do nosso estado.

Quando alguém que pretensamente quer ocupar cargo público declara impropérios assim, rendo-me a minha própria ignorância e acabo por achar que ainda existem mesmo muitos analfabetos funcionais. Simplesmente isso.

Página em branco

Página em branco
Dos que me elogiavam
Dos que fingiam me amar
Daquilo que não lembro mais.
Minha lauda é vazia
Meu toque esquecido
Minha régua sem marcação
Num riso fingido.
Nesse ponto, essa vírgula exclama,
interroga,
É reticência...

E o texto não sai
A palavra não entoa
a minha boca não me articula,
Meu poço secou...
Não há sintaxe, não há palavras,
Portanto, não há vida.
Só a solidão da página em branco.

Nilson Ericiera
Robrielli



HOMENAGEM A ETERNIDADE DE SÃO LUÍS: 400 E MUITOS ANOS A MAIS...

Instantes de São Luís
És nosso sol nascente
Que em excitantes poentes
De nasceres e amadureceres
Rejovelhecida em encantos e magias,
Maresias em nós ...

São Luís onde o Sol brilha
Na sombra de casas, mirantes e casarões
Que se renova ao brilho de raios
E no frio dos telhados
Ilhada de rios e de gotas de amar
É esse nosso amar!

De moços pardos, brancos e continentais
Filhos de plebe e de França
Brasileiros daqui
Da nossa Ilha do Amor
De encanto e desencantos
De magia sem cartolas e mágicos
Mas mesmo assim és magistral
Mesmo em beleza tão maltratada
De nudez política.
Percebo que já desnudas,
Mesmo que em teu vestido de chita rasgado
em azulejos escuros pelo pós
de corrupção e maus tratos
E teu semblante triste,
Mirantes destelhados,
De ombros-muros caídos,
Calçadas obradas
Mesmo assim resiste esse lugar!

São Luís,
De fontes agora fétidas, sujas, poluídas e possuídas...
Teus palhaços tão sem graça
Nosso amor ferido e rebeldia ofuscada
É de doer no peito e ofuscar nosso brio
Ainda bem que se sabe que Odilo
É nosso Filho
E o Ferreiro,
Ferreira Gulart
Acolá,
O Josué é Montello
A ponte é Tribuzi...

São Luís
De ti inspira-nos um amar eterno
Igual o luar de boca da noite
que finge morrer e desmaia
A conversa fiada, a prosa, o vizinho
A pamonha,
A saudade!

Eu sei que teu futuro é discurso
É percurso por onde tens que passar,
Mas em aniversários eternos
Sei que uns filhinhos de tuas entranhas
Já matraqueiam, alumiam, rufam
E brincam na Ponta-D’areia
E já apeiam suas tropas:
Boeiros, artesão, apeiam o seu batalhão
Só para te homenagear...

E a Cidade louvada
Tem num novo cenário
Têm novas atrizes, políticos passistas...
Noutra cena estamos atores, doutores das letras
de bumba-meu-boi,
E de toa-dores que fazem o retumbá
És São Luís encantada e tão festejada em versos
baleiros, pregoeiros...
Todos deste lugar.

São Luís teu Sol é tão forte
Já disse és do Norte
Ah êêê derressol!

E que morenas juçaras
É bacaba,
Maracaneiam nesse luar!
Oh minha Ilha encantada
Eu sempre corro ao encontro de ti
Em teus becos
E sob as bicas desses becos e ruas
que agora,
Reproduzo em versos para ti homenagear.

Nilson Ericeira
Robrieelli

Sonho de amar


Se você me quiser,
Serei eu e você num só corpo
E divagar.
Mas de você me aceitar,
Nutrirei meu ser,
Me abastecerei de amor.
Se você me encontrar,
Caminharemos juntos
E no mesmo sentido.
E se você me amar,
Serei só encantos, amores, enfim.
Mas se você não estiver,
Solidão...
Descaminhos, desencontros assim.
E se você aparecer,
Eu outra vez renascer,
Meu brilhar e existir.
Mas se eu parar de sonhar,
Vou morrer, camuflar sucumbir...
Mas se você me quiser,
Uma vez, outra vez, tantas vezes,
Infinitamente sonhar.
Nilson Ericeira
Robrielli

23/08/2012

GILBERTO ARÔSO NO PÁREO EM PAÇO DO LUMIAR


A DISPUTA RUMO À PREFEITURA DE PAÇO DE LUMIAR AGORA PROMETE ESQUENTAR. É QUE O EX-PREFEITO GILBERTO ARÔSO (PMDB), QUE DISPUTA A PREFEITURA DE PAÇO DO LUMIAR, VENCEU ONTEM MAIS UMA BATALHA. CONSTA DE QUE O TRE NEM TOMOU CONHECIMENTO DO RECURSO IMPETRADO CONTRA ARÔSO.
O EX-PREFEITO JÁ CONSEGUIU REUNIR EM SUA CAMPANHA CERCA DE 20 CANDIDATOS A VEREADOR QUE ESTAVAM EM OUTROS GRUPOS. CERCA DE 40 CANDIDATOS A VEREADOR PODEM SOMAR COM GILBERTO ATÉ O FINAL DE AGOSTO.

Arariensidade ou sede de Arari

Há em nós um sentimento diferente, que nos alimenta, nos move e, muitas vezes, nos traz de volta à vida, nos devolvendo esperança e fé. Este não é um sentimento novo, revolve em nosso ser desde a primavera de nossa alegria e felicidade. Mas há de se notar que é este um sentimento nobre que corre em nosso sangue, por nossas veias e espírito ao nosso cérebro fazendo-nos diferentes. Este estado de ser também é contagiante naqueles que, mesmo não nascendo em Arari, são abraçados por nossa terra e abraçam nossa gente na igualdade de irmãos. Ser de Arari é um estado de graça.
Nossa ariensidade é um motor gerador de emoções que se corporifica em nossas tradições, cultura, jeito de ser e estatura... Está em cumprimentos e abraços recíprocos, na chegada e na partida. No canto, na voz e até no emudecer. Ser de Arari é muito mais que ser de um lugar, é está nele, viver nele e dele nutrir-se de um amor que não se consegue mensurar. Ser de Arari é mesmo distante, está em Arari em sonhos, lembranças e poesias, mesmo que já fora da infância, mas sempre na referência dela. Quem é de Arari não apaga lembranças, não deixa os seus e recebe amizade do outro na forma de néctar. Ser assim é encher-se de um doce e multiplicar uma forma de acolher que ultrapassa os limites do céu: é sentimento nobre de amor ao outro que se avizinha, precisa, chora e sorrir juntos. Arari é nosso céu de estrelas, nosso sentimento de irmãos, de arariensidade. Ser de Arari é beber na fonte do rio Mearim, correr nos campos, escutar as vozes de Arari, vestir a fardinha da escola, interagir e professar. Ser de Arari é beber na fonte de amor!
Ser de Arari é caminhar como se estivera num paraíso, correr ruas, tomar bênçãos e respeitar. Mas Arari é um paraíso! Oásis! Fonte de amor! Sede de Arari se sacia com peixe, água e no dividir de casa em casa do vizinho, na solidariedade que nos afina a cada dia mais. Sede de Arari é voltar nos finais de semana, brincar com os amigos, lembrar de fatos e pessoas. É alegra-se, divertir-se, contar estórias, rir de doer à barriga e ter sempre a mais afinada. Ser de Arari é ter no peito o garbo da diferença, do frescor da manhã, do calor humano que em outro lugar não há. Sede de Arari não se separa pela distância física, casas, ruas esquinas... Em Arari nos unimos por referenciais, por famílias, batalhas, por santos, sousas e silvas, enfim... Arari é nossa casa, lugar e paraíso. É sede nossa e esse sentimento que se multiplica na ânsia das diferenças e na igualdade da nossa arariensidade. Algo que só se explica com variáveis do consentimento consciente de quem ama e é correspondido pela felicidade de ser desse lugar. É correr nas ruas, brincar de palhaço, sumir no rio e ressurgir no pulo de barreira qualquer. É ver o sol nascer no mesmo esplendor da despedida. Ariensidade é conhecer nossos irmãos pelo nome e não se esquecer de ninguém. É saber do nome e chamar pelo apelido com o mesmo respeito. Cumprimentar o religioso no culto e esperá-lo na esquina. Ser de Arari é ter ciúmes do irmão, protegê-lo, vigiá-lo, mas se abraçar no encontro.
Sei não é fácil descrever um paraíso muito menos o que dele advém. Mas no aperto de mão, no chorar de um novo {arariensezinho} que chega, no sorrir e no chorar, temos em comum o amor por nossa terra, que se traduz no que chamo de ariensidade.

Nilson Ericeira
Robrielli

 

Meu Sol

Meu Sol


Essa estrela brilha além de mim
Além dos astros, galáxias, enfim.
Além de minhas possibilidades
É uma luz que é estrela além de mim
É força que me conduz
Meu Sol
Que ilumina minha alma
Abre meu riso
Irradia amor
E escancarou meu coração
É sol que ilumina minha alma
E espírito
Renova-se em raios fulgurantes
E sedimenta amor...
É astro, estrela, constelações, universo
É Ser, coração e alma de
Um homem-menino
Que na vida me ensina amar.

Nilson Ericeira

Robrielli





21/08/2012

Arari, o amor nasceu aqui!

Arari, o amor nasceu aqui!
O amor que te espera
O sol que te aquece
O amor que te fez
O sereno que te toca
O amor que te acolhe
Os braços que te abraçam
O amor que te adora
A boca que te beija
O tempo presente
O amor que te molha
O tempo de outrora
É de Arari.

O calor que te esquenta
O amor que te deu forma
O canto que ouviste
É o eco de nós
O amor que é hino
A prece e oração
O amor do teu coração
A dor, o grito, esse êxtase
O amor, o nosso amor que está aqui
E existe em nós

O amor é esse manto, o encanto e essa voz
O torrão, a terroada e a lama
É o sangue, o parente esse primo-irmão
É amor, é poeira esse chão
O amor de Deus que se fez aqui
É essa voz, nossa voz e o nosso jeito de ser
É o amor de ser de Arari.

Nilson Ericeira
Robrielli

• (Poema inédito), com os direitos reservados exclusivamente ao autor.

ARARI AO AMANHECER.

ARARI AO ENCONTRO DE TI...
ARARI AO AMANHECER.


ARARI NASCE CRIANÇA, CRESCE MENINO, TORNA-SE ADULTO,

ENVELHECE, ANOITECE, RENASCE E SATISFAZ MEU CICLO DE AMOR.

ARARI É MEU SOL, MINHA BRISA, PENUMBRA.

MEU CÉU, MEU ENCANTO E POESIA,

MEU SONHO E CONCRETIZAR.

ARARI MEU SER, MEU ÍNTIMO E EXTERIZAÇÕES DE MIM,

POESIAS ENFIM,

MUNDOS, CÉUS DE AMOR.

ARARI É O PRIMEIRO E O ÚLTIMO,

MEU ETERNO FESTEJAR.

MINHA AUSÊNCIA NA MORTE,

MINHA FLOR QUE DESABROCHA NOUTRO IRMÃO.

ARARI MEU CHÃO, RIO, SÓ-RIO DENTRO DE TI.

Nilson Ericeira

Robrielli

AMOR VERDADEIRO

AMOR VERDADEIRO
ENCONTRA-SE NELE MESMO
NA CONSTANTE PROCURA
DO OUTRO
É PARTE E O TODO
É TODA ESSÊNCIA DO AMOR
O AMOR VERDADEIRO É O SENTIDO
É A VIDA
É O LHAR PRIMEIRO
O CHEIRO SANTO
O ENXERTO
É AMOR
O AMOR DE VERDADE
CONSTRÓI-SE EM SI
É PARTE INTEGRANTE
É A PARTE
É A FLOR, O JARDIM
ARREBOL
É MUNDO, O TEMPO, A ESTRELA
CONSTELAÇÕES...
É AMOR.

NILSON ERICEIRA

ROBRIEELI

20/08/2012

Perdão! Mas eu não comemoro e mais de cinco milhões também.



 Tenho Roberto Carlos um dos melhores intérpretes da música brasileira. Mas entendo que o Governo do Maranhão poderia ofertar coisas melhores ao povo do Maranhão: aqui se tem os piores indicadores sociais do Brasil e se o nosso país fosse localizado no Continente Africano, da mesma maneira competia com baixíssimos índices.
Eu sei que não só de pão vive o homem, mas aqui a situação e feia. Que a mesma disposição exista para, de forma planejada, políticas de cidadania sejam aqui aplicadas.
São Luís merece toda honra e glória, seu povo constitui o seu próprio coração e cérebro, por isso mesmo que aqui deveriam existir muitas ações em todos os setores. Quem mora aqui sabe que a Ilha é completamente abandonada pelos Poderes.
Espero que mesmo que seja na próxima eleição para governador, ou num aniversário tão importante quanto o de São Luís, o de 4001 anos por exemplo, façam-se políticas públicas com respeito a dignidade do povo pagador de impostos deste Estado.

17/08/2012

PASSOU NA ORDEM



Parabéns ao doutor Emerson Moreira pela aprovação na prova da Ordem dos Advogados do Brasil.
Refiro-me a uma pessoa que faz parte do meu ciclo de amizade, jovem talentoso e dedicado. Doutor Emerson trabalha na Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e estudou na Universidade CEUMA, onde começamos a interagir.
É dele menções de extremo incentivo. De forma recíproca desejo-lhe todo sucesso na vida.
Agora, apesar da sua juventude, o procurarei mais para me ajudar na área do Direito e contribuir para que eu possa cada vez mais ajudar as pessoas que precisam de orientação, principalmente nesta área em que, na minha opinião, há evidente ausência de Estado.
O Maranhão com certeza ganhou um novo advogado, pois o enxergo como uma pessoa dedicada, atenciosa e humilde. Julgo que estes são valores que servem como base para todo profissional.
Seus pais, seus familiares de maneira geral, e seus amigos também se sentem honrados pelo mérito da sua aprovação. Parabéns!

A política no reino da camuflagem


Enquanto a maioria das pessoas deseja a humanização nas relações, poucos, mas ainda restam, os que querem se assemelhar aos animais. Agem da forma que os animais agem, prostituem-se, arrogam-se de bons, lambuzam-se nos seus próprios hábitos e disseminam maldades.  Mas continuar na lama é um ardente desejo dos búfalos, porcos e uruás. Só para que se tenha uma idéia, há os que moram em casas sem portas, dentro de um clausuro, morrem sem respirar e quanto se juntam fora desse habitat movem-se como se incomodado com o som de liberdade das multidões. São bichos!
Nas atitudes têm os que se assemelham bem aos seus desejos genotípicos. Macacos, cachorros, gatos, tartarugas e até jacarés. O paradoxal é que, às vezes, coadunam-se, harmonizam nesse reino: o da hipocrisia, mas isto se justifica, pois símios vivem pulando de galho em galho, os cachorros ladram, mesmo quando a caravana passa, as tartarugas, iguais aos cágados, andam devagar demais e dizem por aí que  os seus fecais fedem muito. 
Os jacarés, de pele grossa e barriga lisa, de cara mais limpa ainda, arrastam-se, mostram suas presas e chocam suas crias não permitindo que seu berçário seja invadido. Então viva ao reino dos humanimais.
Caso prestemos bem atenção, na “política” algumas pessoas nutrem este desejo, uma vez que, iguais as aranhas e muito parecidas com os jacarés, arrastam-se de casa em casa, tecem uma teia que não nos parece do reino humano. Lembram daquele ditado popular: “jacaré parado vira bolsa”. Pois é, picando pelo rabo, jacaré e escorpiões se parecem até no modo de atacar. Usam a boca para grunir, blasfemar, insultar...
Mas não só de jacarés equilibra-se esse pântano: há preguiças, burros e rinocerontes que vivem entre os da fauna humana. Aqui também se vive de ilusões, aliás, nutre-se disso.  Ilusões que começam desde os trejeitos, tão venenosos quantos suas verdadeiras intenções. É tanto molambo que dá vontade vomitar. Desses bichos há os que camuflam em cores variadas, confundindo-se, ou fazendo-se confundir com os que realmente praticam e vivem aqui entre humanos.
Nilson Ericeira

16/08/2012

ESTA IMAGEM É LINDA! TRATA-SE DA ENTRADA DA CIDADE DE VITÓRIA DO MEARIM, NO SENTIDO ARARI X VITÓRIA DO MEARIM, AO LONGO DA BR 222.

LIGADAS POR SENTIMENTOS MUNICIPALISTAS, VITÓRIA DO MEARIM E ARARI TÊM ASPECTOS BEM SEMELHANTES, MAS NO QUE MAIS SE IGUALAM: NO SENTIMENTO DE SEU POVO QUE SE TRADUZ EM AMOR.

15/08/2012

Um recital sob minha janela.



Do blog dE Olho - Ailton Barros

Eu tenho lembranças de você. 
Eu tenho vontade de te     ver.
Faço na vida surgir nascer um sonho                           
E de repente plotar um Mar, com você.
Pra querer te agarrar,                                       
Eu preciso te achar 
E se quiseres alguém que te incendeie                          
Aproveite o derramar da veia, prestes a vazar.

Nenhum lugar é o nada, ou o repouso
De um sonhar sem querer deslizar
Pelos desejos de querer conhecer a felicidade.
A realidade pode acontecer bem distante
Dos olhares de quem enamorou eternamente
As eternas manhãs, em busca de paridade.

                                            Que vontade de te ver,
                                                   De querer te abraçar.                                                          Imagino assim querer                                                                 E começo a sonhar.


Autofagia


O homem apega-se ao ter
E esquece de Ser
Filho do homem
E filho de Deus.
O homem tribal
Tribaliza-se
Robotiza-se
E animaliza-se
Numa autofagia.
Neste auto devorar
Consome-se
Constrange-se
Em impulsos da nova aldeia
Global.
Desumanizam-se falas
Em textos
Que abreviam: hipocrisia.
Eu quero vê-lo
Tocá-lo
Senti-lo sem impulsos mecânicos
Mas no pulso do meu sentir
No teu abraço.
Pois sou teu irmão
Desejo te sentir por inteiro
Sem prejuízo do tempo
Pois o tenho no tempo da vida
Preciso dos bytes
Mas não para alimentar minha alma
Meu ser
Os seres humanos
Sei, que é essencial ser Inter
Mas, mais para dentro do ser...
Não preciso mandar outras mensagens
Então, vou de pressa!
Enviá-las para bem mais próximo de nós.
Nilson Ericeira
Robrielli

Arari: ATORES MIRINS



Léguas e cansaço
Andarilhos irmãos
Surgem de todos os cantos
Nessa luta poeril
Precoce
Preconceito
Valentes meninos
Homens da Rua da Franca
Sacos,
Picolés,
Bananas,
Pipocas alagadas,
Manuês e doces...
Alimentam-se de sangue
E de dor numa infância adulta...
De luta.
Legumes.
Todos os dias
Encenam
Pre-maturos
Premaduros também
Eles
Conversam
E Convencem
Vendem
Alguns trocados lhes restam.
Escolas freqüentam
Se continuarem
Vão ensinar
E nas ruas são salas
Laboratórios de marginais...
No final da labuta
Correm para casa
Barriga não quer suportar.
Cozinha de pratos de lata
Mesa de tábua
Algazarra desses escoteiros
Se juntam aos outros da prole
Que fome não quer mais passar.

Nilson Ericeira
Robrielli