27/06/2012

Traíras, tranqueiras e a semelhanças com os homens


Traíra é um peixe, mas pode ser uma pessoa, é que a linguagem popular denomina de traíra aqueles que usam de falsidades com os “ditos amigos”, igual à traíra faz para roubar isca no anzol ou mutacar malha de tarrafa, rede, landroar... Esperta a traíra engana, mutaca, arredoa, desfaça e, só algumas caem na armadilha fatal e são visgadas pelo pescador.
Na sociedade é comum comparar a traíra peixe com o bicho homem. Aqueles que não agem com urbanidade, civilidade, sinceridades, enfim valores que deveriam nortear tais relações. Alguns enganam os tolos, pois tolos que são não sabem que outros pensam, percebem, usam os sentidos.
Geralmente em rios de água doce ou igarapés, as traíras desde pequenas já demonstram que não entregam o serviço de pronto. Só que pesca ou já pescou traíra nas tranqueiras percebem os danos que os traíras fazem a seus ditos irmãos. Mas irmãos não são, pois agem mesmo é como tralhotos usando habilidade para dissimular e a boca para cortejar da mesma maneira que as traíras fazem com seus inúmeros dentes na sua arcada. Lisas correm após saciarem sua fome, diferente dos homens que é fome de instintos.
O mundo animal é mesmo complexo e as analogias não são por acaso e as coincidências nos cabe observar e aprimorar nossos antídotos.

Quanto vale sua redação do Enem


Entender a nota da redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é um desafio aos candidatos quase tão grande quanto escrever um bom texto. Apesar de os critérios estarem disponíveis em parte no edital do exame e em parte no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), a maioria dos estudantes desconhece as exigências da prova e como ela é corrigida.
Para ajudar aqueles que estão se preparando para o próximo Enem ou os que ainda não se conformaram com suas notas na última prova, o iG elaborou um teste que avalia textos de acordo com os mesmos critérios utilizados no Enem.
Segundo um manual distribuído pelo Ministério da Educação (MEC) aos corretores da redação do Enem 2011 a que o iG teve acesso, são testadas cinco competências: “Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita”; “Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista”; “Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos”; “Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação”; “Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos”.
Para cada uma delas, existem 5 níveis possíveis que um candidato pode atingir, cada um valendo 200 pontos. Por exemplo, na primeira competência o aluno pode receber zero se o domínio da língua padrão estiver ausente, 200 se for baixo, 400 para mediano, 600 com nível bom, 800 se tiver muito bom e 1000 com domínio considerado excelente. O processo se repete para as outras competências. Ao final, somam-se as cinco notas e divide-se o total por cinco até chegar a uma média que vai de 0 a 1000 pontos.
É importante lembrar que existem quatro critérios que zeram a nota de um candidato do Enem: texto em branco, com até 7 linhas, com intenção clara do autor em anular a redação ou cuja argumentação não respeite os direitos humanos e fuga ao tema proposto.
http://www.folhadosertao.com.br/

Arari e a saudade dos Jogos de futebol que assistíamos no Campo Grande


Lembro-me com saudade não somente dos inúmeros jogos que assistíamos no Estádio Santos Dumont, Campo Grande, que agora é a escola Cidade de Arari. É nostalgia de amor, reminiscências ou histórias da minha alma. Lembro-me ao mesmo tempo de Raimundo de tia Lenir, cheinho de lama, driblando até sua sombra e que ficava à tarde inteira com a bola, jogando sozinho e seu imenso mundo de um craque se foi prematuramente. Lembro-me de Côco de dona Évola, lembro-me de Casinha ajeitando o meião do Flamengo de Sérgio Campos e tantos outros que incentivo lhes davam.
Vejo pela flechas dos talos que cercavam o Campo Grande, luzes de grandes jogos entre o Colégio Comercial de Arari e o time do Colégio Arariense, da mesma forma que vejo Bistoca sair deitando e rolando com seu toque clássico e domínio absoluto na meia cancha. Vejo Calbi em disparada alegrando a todos com sua genialidade. Vejo Paulo Vital com seu charme de goleiro profissional e Maisena se aquecendo. Relembro em cenários eternos as “cueiras”, com suas folhagens rarefeitas pela ação dos pés e mão, onde disputamos os melhores lugares. Vejo Arari em mim igual meus órgão dos quais necessito sãos para viver Arari.
Arari meu encanto é a tua história, meus passos são ao rumo de ti. Minha cidade eu quero cuidar de ti cuidando de teu povo, de meus irmãos que chegam. Quero que os mesmo não passem os dissabores de lutar pela sobrevivência com se fosse párias. Quero contemplar teu verde, amar teu povo. Quero tomar bênção, referenciar pessoas, respeitá-las e amá-las e no dia deixar de conviver, fazer poesias, cantarei vigilante em outro leito para que injustiças não se sedimentem em teu leito.
• Muitos dos meus textos não têm correção, por falta de tempo, mas por favor não chamem Darwin para corrigi-los ou borrá-los.

Os contatos iniciais com o amigo dicionário


Entender a organização e o funcionamento desse material, assim como aprender a encontrar nele o significado das palavras, é importante desde o início da escolaridade
Com apuração de Mariana Queen (novaescola@atleitor.com.br). Editado por Ana Ligia Scachetti
Na EMEF Duque de Caxias, o professor Cristiano Alcantara realiza atividades com o dicionário na sala de leituraDicionário é "a listagem geralmente em ordem alfabética das palavras e expressões de uma língua com seus respectivos significados", segundo o minidicionário Houaiss. A definição pode dar a impressão de que se trata de algo com pouca utilidade em tempos de respostas instantâneas via internet, mas esse tipo de livro continua sendo de fundamental importância pelo rigor de suas informações. Diante disso, ele deve ser apresentado já na alfabetização inicial às crianças - elas precisam entender que o dicionário vai acompanhá- las durante toda a vida.
Cristiano Alcantara é professor na sala de leitura da EMEF Duque de Caxias, em São Paulo. Em parceria com os docentes responsáveis pelas aulas regulares, ele desenvolve atividades com essa publicação para turmas do 1º ao 9º ano. "Mostro aos estudantes que ela é mais prática e precisa do que os sites de busca que eles consultam na internet", diz.
No trabalho em conjunto com Alcantara, Regina Coeli do Couto ensina ao 3º ano os recursos que esse tipo de livro oferece. Diariamente, a professora usa textos de diferentes gêneros nas aulas, como contos, reportagens e até receitas culinárias. Ela faz uma leitura coletiva e pede que todos anotem as palavras mais difíceis, que depois são escritas no quadro e procuradas nos vários dicionários distribuídos. A atividade é adaptada para um dos alunos, que tem deficiência intelecual (leia o quadro na página seguinte).
A investigação também é realizada para termos desconhecidos lidos em textos de outras disciplinas. E, quando a classe vai exercitar a escrita, Regina indica a mesma publicação para tirar as dúvidas de ortografia. Nos primeiros contatos, ela faz o acompanhamento individual até que todos se familiarizem com a publicação. Durante o manuseio, aproveita as curiosidades da turma e antecipa que o material estará presente nas aulas sobre verbos e outros conteúdos.
Na sala de leitura, Alcantara distribui exemplares de edições diferentes aos alunos e pede que compartilhem os significados encontrados para uma mesma palavra (também coletada com base em um texto trabalhado por ele ou pelos outros professores nas classes regulares). Com a busca em vários livros, o docente consegue demonstrar a diversidade de respostas existentes. "O que define o uso do significado é a compreensão do contexto", alerta. Por isso, é essencial voltar ao texto e discutir a adequação das diferentes definições encontradas. "Esse tipo de atividade também permite que a criança faça uma leitura crítica e crie opinião a respeito de cada dicionário", complementa Egon Rangel, docente da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e consultor do Ministério da Educação (MEC).
Nelly Carvalho, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), aponta no artigo Linguagem e Ideologia nos Verbetes do Dicionário que, apesar de esse tipo de publicação ser considerada um oráculo pelos leitores, seus verbetes carregam valores sociais e culturais. Isso também é observado nas atividades realizadas na Duque de Caxias em que se comparam exemplares de autores diferentes. De acordo com a pesquisadora, como o nome do autor não aparece junto do significado, fica a impressão de neutralidade. Mas a definição carrega a interpretação de quem a escreveu.
http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/contatos-iniciais-amigo-dicionario-678509.shtml

25/06/2012

ARARI: GENTE E COISAS DE ARARI

O ILUSTRE ESCRITOR JOSÉ FERNANDES SERÁ HONAGEADO EM ARARI. A HOMENAGEM SERÁ FEITA PELA FUNDAÇÃO CULTURAL DE ARARI, NO DIA 27 DE JUNHO.
A EXPECTATIVA É QUE MUITAS AUTORIDADES E PERSONALISTA DA CULTURA E DO CONHECIMENTO DE MANEIRA GERAL, PRESTIGIARÃO O EVENTO.
JOSÉ FERNANDES É UM DOS MAIS VALOROSOS ESCRITORES E INTELECTUAIS DE NOSSA ARARI. EXALTA A NOSSA GENTE, ESCREVE SOBRE NOSSO POVO E NOS ORGULHA COM O LABOR DE SUAS OBRAS.
CASO TENHAMOS OPORTUNIDADE ALGUM DIA, INCENTIVAREMOS A NOVA GERAÇÃO A SE ESPELHAR NESTES GRANDES MESTRES QUE ESCREVEM A NOSSA HISTÓRIA AGORA, COM MUITAS REMINISCÊNCIAS E E NOS REPORTAM A SAUDADES ETERNAS DE PESSOAS TÃO QUERIDAS POR TODOS NÓS. DESTA FEITA, DIGO-LHES É PRECISO FAZER MAIS E MELHOR PELA EDUCAÇÃO DE NOSSO POVO. EXEMPLO NÃO NOS FALTAM.
AOS QUE QUEREM SER MAIS QUE dEUS, MEU REPÚDIO E INSATISFAÇÃO COM TANTA PREPOTÊNCIA, AOS QUE SE ACHAM dEUS, MINHA PIEDADE...

O MÊS DE JUNHO NO MARANHÃO É BOM DEMAIS

UMA SÉRIE DE FOTOGRAFIAS PUBLICADAS POR NOSSO BLOG, DE PRODUÇÃO DO REPÓTER FOTOGRÁFICO LAURO VASCONCELOS, UM DOS  MELHORES DO MARANHÃO, NA MINHA OPINIÃO, TEM O INTUITO DE MOSTRAR UM POUCO DO RICO FOLCLORE MARANHENSE. UMA PITADA APENAS, DE UM TEMPERO SABOROSO QUE É CURTIR A CULTURA MARANENSE QUE, ESPECIFICAMENTE NO MÊS DE JUNHO, LANÇA-SE AO BRASIL E MOSTRA QUE O FOLCLORE DO MARANHÃO É BOM DEMAIS.
É LÓGICO QUE O QUE ACONTECE NO MARANHÃO NAS APRESENTAÇÕES, EM DEZENAS DE ARRAIAIS EM TODO ESTADO, NÃO É SÓ QUE SE VÊ E O QUE DIZ NOS JORNAIS E BLOGS. É MUITO MAIS. E OLHA QUE O MARANHÃO DEVERIA TER UMA POLÍTICA CULTURAL QUE ABARCASSE O QUE É REALMENTE AUTÊNTICO DO MARANHÃO. MESMO ASSIM, COM ESSE PULSAR E ESSA CONSTANTE EM MIM, QUE É CONTRIBUIR, MOSTRA-SE UM POUCO DO DELEITE CULTURAL NA LENTE DE LAURO VASCONCELOS.

Arari, ontem, hoje, agora, a todo momento em mim igual a chama que me faz viver


Estava em Arari. A cidade, neste período, respira política. Onde paramos em qualquer hora e local, fala-se de política partidária, esquece-se de políticas públicas, aliás, não há.
Revi amigos, conversei com colegas de infância, escutei os mais idosos, que me contaram causos e histórias. Histórias que são nossas, que são deles e que são da cidade também.
Numa casa um deles me mostrou quadro com um time de futebol e disse esse foi você que me deu. Nas suas palavras, apesar da aparente rigidez, ressoaram com carinhos. Trata-se coisas nossas, nosso tempo de infância.

Andei nas ruas, de casa em casa, cumprimentando a todos, não porque sou pré-candidato, mas porque gosto, curto, vivo, alimento-me das pessoas e coisas de Arari.

Fui à Franca, passei no remanso, que já não é igual, e nem poderia ser. Falei com uma pessoa que me lembrou de fatos, mostrou-me a casa que constrói com dificuldades. Opinei!

Voltarei logo, pois de lá não saio. Escuto as pessoas, discordo em muitas vezes, mas não sou deselegante. Alguns blefam, outros falam a verdade doida, mas necessária, disto me felicito mais.



24/06/2012

O FOLCLORE DO MARANHÃO É BOM DEMAIS

FRASE DO DIA

SE PERDERMOS A IDEIA DE VALOR PERDEMOS A SUBSTÂNCIA DA PRÓPRIA EXISTÊNCIA HUMANA. ”

21/06/2012

SEDUC, REMINISCÊNCIAS, ENCONTROS E O CICLO DA VIDA

HOJE ME ENCONTREI COM O PROFESSOR, DOUTOR RAIMUNDO MEDEIROS LOBATO, MEU PRIMEIRO SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO, QUANDO CHEGUEI DE ARARI PARA TRABALHAR E ESTUDAR EM SÃO LUÍS. FOI EMOCIONANTE, LEMBRAMOS DE FATOS, COISAS, RELAÇÕES, POLÍTICAS DE EDUCAÇÃO, QUE AGORA JÁ COMPREENDO E DE HISTÓRIAS QUE SÃO ETERNAS EM MIM. FALEI DAS MINHAS REFRÊNCIAS.
POR ABSOLUTA FALTA DE TEMPO ESCCREVEREI SOBRE ISTO EM OUTRO MOMENTO, MAS COM CERTEZA ESTA DATA ESTA MARCADA DA MESMA FORMA QUE ME MARCOU O MEU COMEÇO COM ELES... NO GABINETE DO SECRETÁRIO, LADEADO DE ESCUTORES QUE ME AJUDARAM A ESCUPIR PRETENSÕES MINHAS. AGUARDEM.

Retratos do ensino rural brasileiro


Estudo revela as condições das salas multisseriadas e como elas interferem na aprendizagem dos alunos

Paola Gentile (pagentile@abril.com.br). Com reportagem de Agnes Augusto, Beatriz Fugulin e Cinthia
Equipamentos
Carência de materialMetade dos diretores entrevistadosconsidera a estrutura boa, porém 72%afirmam ser urgente a construção deuma cozinha e uma sala de informática,entre outros ambientes que ainda faltam.Para 32% dos gestores, são necessáriascarteiras, cadeiras e rede elétrica. 90%das escolas de campo funcionam emprédio próprio, como a EE Jovelino Vieirade Ávila, em Santana do Pirapama, a 150 quilômetros de Belo Horizonte.Foto: Pedro Motta

A maioria das escolas do campo não tem biblioteca. Também é uma raridade encontrar computador, impressora, fotocopiadora e projetores. Essa é a realidade das escolas de campo, categoria em que estão 58% das instituições de Ensino Fundamental no Brasil (cerca de 77 mil). Elas recebem 4,8 milhões de crianças - ou 18% das matrículas. Mesmo com essa representatividade, não existe uma política pública eficaz para atender às necessidades dos estudantes e dos educadores que vivem e trabalham nessa realidade.



Em 2009, pela primeira vez, o Ministério da Educação (MEC) aplicou a Prova Brasil em 10 mil unidades rurais. Até então, os testes de Língua Portuguesa e Matemática para alunos do 5º e do 9º ano eram feitos apenas por estudantes da zona urbana. Contudo, as turmas multisseriadas - que reúnem estudantes de idades variadas e nas quais estão 60% dos estudantes do campo - não foram incluídas. Para suprir essa lacuna, a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA) fez uma pesquisa com o Instituto Paulo Montenegro (IPM)/Ibope Inteligência para obter mais dados sobre a infraestrutura, as condições de ensino e aprendizagem e o perfil de professores e alunos nessa situação. Entre fevereiro e março, um exame no mesmo molde da Prova Brasil foi aplicado em 50 escolas do Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Pará, Pernambuco e Tocantins.



O resultado: na escala de 125 a 350, usada pela Prova Brasil, as escolas rurais tiveram a média de 166 pontos - exatamente a mesma dos estados com os piores desempenhos na avaliação nacional -, e a falta de infraestrutura está diretamente relacionada ao desempenho. "Somente uma definição de padrões mínimos de insumos para a estrutura física, de pessoal e de materiais pedagógicos é capaz de reverter o quadro de carência nas escolas rurais", afirma Carlos Eduardo Sanches, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).



Alguns dos principais dados levantados no estudo estão nesta reportagem. Eles estão acompanhados de um ensaio fotográfico feito com exclusividade por NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR, que retrata a realidade de algumas unidades do campo que se destacam por ter melhores condições de infraestrutura e condições de ensino e aprendizagem.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br



20/06/2012

Arari e o céu claro de sentimentos límpidos por pessoas que são eternas em nós


Do amor entre Ires do Céu Claro Chaves e Rita de Cássia (Ritinha), nasceram Antônio Chaves (Tuntuna), Alcindo Chaves e Marçalina. Estes criaram seus filhos com muito amor e dignidade. Ali não faltava nada e abastecíamos com o amor de Ritinha que não somente amava os que saíram de seu ser, mas multiplicava-se entre Miguel e Teixeira. Naquela casa, todos eram acolhidos, pois Ritinha nos abraçava com seu jeito doce de ser, de amar: ser especial! Já Cabloco Iris, lembro-me que cuidava de animais, botava carroça e fazia roça. Era um senhor rústico, mas de igual doce.Falava mansamente e quase sempre atendia ao imperativos de Ritinha. E com a chibata na mão, calção grandão, sinto de cordão enxotava  as aves no quintal.

Costa de que moraram no povoado Côco, município de Arari. Mas já os conheci no bairro Carne Sêca, em Arari. Lembro-me com alegria de quando jogava futebol na frente da casa deles, e os meninos, Tuntuna e Alcindo se divertiam com minha valentia e, que, geralmente terminava em confusão. Lembro-me das janelas da casa que tinha a frente feita em alvenaria.

Lembro-me do quintal, da cerca, do pé de crivirizeiro, da canôa, da tarrafa e dos pés de caboclo Iris cheinhos de lama. Lembro-me da sompra das árvores que sobre o rio e nas tranqueiras (raiz) pescavamos peixe -sabão. Que saudade! Ali ele também lava os animais...

Meu pai, Clecy, era considerado um outro irmão de Tuntuna, Alcindo, Marsalina (Masuca), Miguel e Teixeira, Tanto que se tornou uma espécie de fã de Tuntuna, depois o tempo e orgulho se encarregaram de destruir esse sentimento que achava tão bonito. Tanto que meus pais o convidaram, por amizade de irmãos, para ser padrinho de um de meus irmãos. Talvez isto tenha acontecido porque alguns poucos encargos o eram atribuídos por força de sua própria vontade e isto o pesaria no futuro, embora esse não fosse o desejo de meus pais, pois se aproximaram e construíram amizades não pelo ter, mas pelo ser. Mas isto pode ser melhor contado em outro tempo.

Quanto a Alcindo, trabalhou em São Luís em instituições financeira. É muito digno e nunca se afastou de nós. Nem por isso pedimos alguma coisa material a ele. Vejo com muita admiração e acolhida o sentimento que meu pai demonstra por ele. Marçalina, minha comadre, esta fez morada em nosso coração pela sua generosidade, desprendimento para acolher as pessoas, dedicação à família e integridade.

Dividirei esta história em capítulos, pois assim organizarei pontos importantes como da história de um macaco que criavam no Carne Seca. Até lá!

Movimento: por que ele é tão importante


Confira como organizar o espaço da creche com a finalidade de estimular a linguagem corporal para impulsionar o desenvolvimento físico e cognitivo dos pequenos
Com apuração de Márcia Scapaticio (novaescola@atleitor.com.br). Editado por Beatriz Vichessi

Compartilhe Envie por email Imprima Um dos primeiros movimentos que os bebês executam logo ao nascer é sugar. Com o passar do tempo, o repertório aumenta e é aperfeiçoado com base no contato com o entorno, as pessoas e os objetos. Essa oportunidade é importante para garantir a sobrevivência dos pequenos e a comunicação deles com o ambiente antes da aquisição da linguagem oral. Por meio de gestos, eles exploram e conhecem o mundo em que vivem. Esse estágio foi descrito como sensório-motor (ou projetivo) pelo médico, psicólogo e filósofo francês Henri Wallon (1879-1962).

Na creche, trabalhar a temática do movimento requer planejamento. A ausência de berços, somada a atividades de dança que envolvem gestos repetitivos e coreografados e os tradicionais circuitos que desafiam a turma a descer, subir, rolar, entrar e sair, é interessante. Mas é preciso garantir ainda mais, pensar em propostas que desafiem as crianças constantemente a ir e vir, a explorar ações que ainda desconheçam, a experimentar sensações e a conhecer o próprio corpo, possibilidades e limites. Para isso, organizar a sala com elementos pertinentes e espaços livres é essencial.
Atividade permanente: desafio corporal .
A importância de rolar, pular e dançar.
Não existe uma fórmula para criar um ambiente corporalmente desafiador. No entanto, bons exemplos podem ajudar, mostrando como o espaço deve ser organizado para favorecer a pesquisa de movimentos e a estimulação dos sentidos da criançada. A foto acima apresenta uma das salas da CEI Nossa Senhora das Graças. Observe que a diversidade é contemplada para além do tipo de objeto. A disposição e o tamanho de cada um são pensados pelos educadores.
Essa preocupação, de acordo com o livro Educação de Bebés em Infantários (Jacalyn Post e Mary Hohmann, Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, 380 págs., edição esgotada), é importante para incentivar diversas interações. Objetos grandes e pequenos, colocados no alto e mais próximos ao chão, permitem que os bebês investiguem meios de alcançar todos eles. Além disso, garantir que na sala existam peças grandes, como as de mobiliário, evita que eles vejam o adulto como um gigante.
Além de garantir um bom trabalho com movimento, essas intervenções rendem frutos para a construção e o desenvolvimento da autonomia e da identidade, outro eixo fundamental na Educação Infantil. Segundo Ana Lúcia Bresciane, psicóloga e formadora de professores, o desenvolvimento motor favorece as descobertas e a expressão de sensações e sentimentos, promovendo a comunicação segundo as marcas simbólicas, próprias da cultura infantil. Nara de Oliveira, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), completa: "Pensar de forma opositiva, corpo versus mente, só reforça estereótipos". Então, aproveite ao máximo as oportunidades de pôr a turma para se mexer.

http://revistaescola.abril.com.br/

19/06/2012

A PREFEITURA DE SÃO LUÍS... PASSA UMA MÃOZINHA AÍ!

EU PINTO, TU PINTAS...


A PREFEITURA DE SÃO LUÍS REALMENTE ESTÁ REALIZANDO UM GRANDE SERVIÇO. ESTÁ PINTANDO OS MEIOS-FIOS DE A CAL. NISSO INCLUI AS PARTES QUE ESTÃO DETETERIORADAS, MESMOA SSIM, PASSA-SE A MÃO DE TINTA.

MAS ISTO NÃO É NENHUMA NOVIDADE, NAS ADMINISTRAÇÕES ANTERIORES, VIA-SE TAMBÉM ESTA MAQUIAGEM.

AS ASVENIDAS GUAJAJARAS E LOURENÇO VIEIRA DA SILVA, HOJE TÊM BATALHÕES DE PINTORES DE MEIOS FIOS QUEBRADOS. NESTAS DUAS VIAS, NESTAS SIM DEVERIAM TIRAR TODO ASFALTO VELHO E COLOCAR UM NOVO, DA FORMA QUE ESTÁ SENDO, JUSTIÇA SEJA FEITA, EM OUTRAS AVENIDAS.

POR QUE NÃO RECUPERAM ANTES DE PINTAR? Ufa!

SÃO LUÍS QUEM TE PARIU ETERNIDADES - 400 ANOS


Imagem feita pelo repórter fotográfico Lauro Vasconcelos
AINDA BEM QUE A TUA LINGUAGEM NÃO É A DOS COMUNS E NEM AS DOS HOMENS MAUS, POIS SE ASSIM A FOSSE, GRITARIA. COMO GRITAM TEUS PRÉDIOS, TUAS, RUAS, TEUS BECOS E MONUMENTOS.
AINDA BEM QUE TEU NAVIO NÃO É NEGREIRO, DE ESCRAVOS, MAS CRAVA NAUFRÁGIOS.
SÃO LUÍS, AINDA BEM QUE TUA AUDIÇÃO NÃO É DOS MORTAIS, MAS DOS IMORTAIS QUE JÁ A IMORTALIZARAM EM SUAS CRÓNICAS, POESIAS, MARESIAS, FOTOGRAFIAS E ENCANTOS ( EM CANTOS).
SÊ-DE NOSSA LUZ AQUI MESMO SEM TE ESQUECER DE PARIS, QUE TE PAPRIU DE DIFERENÇAS TÃO NOTADAS, PRINCIPALMENTE AGORA, EM RUÍNAS...
SÃO LUÍS É DE IGREJAS, É SANTO, É DO CARMO, DA SÉ, DE FÉ E DE ESCADARIAS. E FONTES E PEDRAS QUE AGORA SÃO ENTULHOS...
SÃO LUÍS DE MAR, MARESIAS, TÃO BELA QUE EU JURO QUE NUNCA DE DEIXO LONGE DE MEU CORAÇÃO. SÃO LUÍS DAS MORENAS, DO VENTO QUE BOLE, QUE BALANCEIA QUE VINGE MORRER E DESMAIA NAS POSTAS DA AREIA...
SÃO DOS ENCANTOS TEUS, OLHOS QUE OLHAM PARA TUA HISTÓRIA E A FAZ AINDA LINDA, EXUBERANTE E, AO MESMO TEMPO MAL CUIDADA...

EU SOU POETA,

NILSON ERICEIRA

O FOLCLORE DO MARANHÃO É BOM DEMAIS!

Arari no caminho do Lago da Morte


Prendo-me a coisas e fatos que presenciei, muitos deles com um de seus protagonistas. Não que pretenda ser igual aos que já sabem, mas porque também enxergo coisas, uso os objetos e amo as pessoas.

Nesta viagens, reminiscências ou histórias da minha alma, conto-lhe que das várias vezes que fui ao Lago da Morte, hoje depredado, não cuidado, quase morto, o fiz apor necessidade de sobrevivência e muitas delas impulsionado por pura pressão de meu pai que não podia ir sozinho. Muito justo, pois com problema em uma das pernas, por paralisia infantil, hoje têm seqüelas do frio, de lama, de noites mal dormidas, tudo isso para nos construir dignos...

Lembro-me que um dia saímos muito cedo, pegamos a Rua do Sol, vamos dar com a Estrada Velha, só nós dois. Não tinha almas nenhumas. Disso pode ser só impressão. O silêncio era geral. As casas fechadas, a maioria com portas de (meançabas), de palha tecida, entrelaçada ou como entenderem, só se ouvia galos tecendo a manhã e os sapos coaxarem o que me fazia um medo sepulcral. E na porta do cemitério, ali imaginava que as almas iam sair correndo atrás de nós. Meu Deus!

E ainda existia a história de onça que aparecia lá nas bandas da casa de Juca Leite, morador do Lago que logo viria morar em Arari. E ainda tinha outra história de que aparecia um animal nas ruas de Arari de que não era jumento e nem porco... Tudo isso me perturbava.

Vejam que são muitas histórias, mas a desse dia, nos foi muito lucrativa. Chegamos, pescamos, enchemos o côfo de palha, e voltamos felizes, mas muito desconfiados, pois quando estávamos voltando é que os outros pescadores estavam rumando ao Lago da Morte. Eu e meu pai, (seu Clecy) sempre repetimos essas mesmas histórias isso o anima e coloca contextos nesse meu poço raso, pois meu pai, assim como outros ararienses, sabem de histórias maravilhosas de Arari, talvez não transporte com os mesmo tom dos que nascem prontos, afeitos a si próprios e narcisos por natureza.

Contarei outras histórias verdadeiras de Arari e quando isto não me for possível, adentrarei para o mundo da ficção.

Próximo texto: Igarapé do Nema, pescaria de traíra e de barragem.

Garota de 17 anos faz vestido de formatura com lições velhas de matemática


A adolescente canadense Kara Koskowich, 17, dispensou as grifes famosas e carésimas da moda, que todas suas amigas a-do-ram, e fez o seu próprio vestido de formatura. O melhor de tudo é que ela não gastou nada para fazer, ficou fashion e chamou mais atenção que um Versace.

É que ao invés de tecido, Kara usou suas lições-de-casa antigas de matemática na costura do vestido, e uns post-its coloridos para dar "aquele" toque especial. Kara colou, cortou, costurou e dobrou 75 páginas de cálculos e fórmulas para finalizar a peça.

"Para mim não vale a pena gastar muito para parecer bonita e ficar legal", disse ela ao site CBC. "No dia foi bem engraçado, pois todo mundo estava usando aquelas roupas caras e chiques e eu que usei uma roupa que não custou nada fui a mais admirada e popular do baile".
Isso é que é levar a matemática ao pé da letra.
http://noticias.uol.com.b/


17/06/2012

Arari e os ensinamentos de um mestre

Um renomado professor da Ufma, um dos melhores que já tive, uma vez me ensinou, aliás, ensinou a uma lista de grandes jornalistas de hoje, que sempre há a palavra mais adequada ao texto, sempre há palavra que diz mais, tem mais significância, dá mais precisão sobre aquilo queremos comunicar. Com certeza o nobre professor usou de palavras suas e com maior significância e adequadas à época, pois isto faz mais ou menos 16 anos, quando eu era ainda acadêmico de Comunicação, na Ufma. Alertou-nos ainda sobre o vocabulário. Segundo ele, deveríamos conhecer o significado ou os significados do maior número de palavras possível, pois assim construiríamos melhores textos.

A omissão do nome do professor é proposital, uma vez não saber da sua permissão para que possa divulgar o seu nome neste texto.

Guardei essa lição, da mesma maneira que me influenciei pelo encanto da oratória de doutor Dantas, saudoso promotor de justiça, filho de Lago Açu que foi adotado por Arari. Ainda em Arari, quando estudávamos no Colégio Comercial de Arari, o eminente mestre se juntou a outros não menos sapientes para proferir um curso de férias. Ali tivemos os primeiros contatos como disciplinas de Física, Química, Biologia... Uma bela iniciativa que incentivou muitos ararienses a seguir passos, alçarem outros voos. Mesmo sem querer deixar nenhum deles de fora, enumero dos que me lembro: doutor Pereira (Pereirinha), Jonilton, Nerly (médico), Ana Batalha, Nilson Maciel e outros. O curso aconteceu no prédio da Escola Prefeita Justina Fernandes (Milton Ericeira). Guardo com muito carinho esse certificado que me certificou de que é possível e para isso, não precisa inventar Deus ou achar-se melhor que o Criador.

Lembro-me que Dantas falou na sua apresentação que gravava o significado de dez novas palavras todos os dias. Exercício que fazia ao amanhecer, antes de ir ao trabalho. Tentei seguir o exemplo, mas foi em vão, ou talvez não. Nesse mesmo ínterim vem-me à memória quando eles recepcionaram João Evangelista Ribeiro Júnior (Júnior de Maru), de cabeça raspada, pois tinha sido aprovado no vestibular da Uema para o curso de Agronomia. Aquilo tudo me incentivou...

Puxei o fio desta história com o objetivo de contribuir de alguma forma com outras gerações, com pessoas que querem e às vezes param nos obstáculos. Do primeiro exemplo, é notável por excelência e tem contribuído sobre maneira com a cultura de nosso povo. O faz quando ensina não só em sala de aula, mas em textos que podemos apreciar constantemente nas páginas dos jornais maranhenses ou em seus livros publicados. Um verdadeiro mestre!

Os outros, penso que herdei um pouco dessa iniciativa, dessa coisa bonita de querer contribuir com o que sabe, lamento a apenas a dimensão da fonte. Pois é natural de da minha constituição querer contribuir na formação de pessoas. Saber o que fazem, o que estudam o que pensam e o que transformam com seus conhecimentos e inquietudes. Acho até que tem muita gente que, antes de discursos e exibicionismos, precisavam contribuir mais.

16/06/2012

Arari, cidade de tradição intelectual, de uns poucos arrogantes...

Senti saudade de Arari eis que não consigo evitar, pois é pulsar constante, faz parte de mim igual meu sangue, minha constituição e sentido de vida. Dessas lembranças as mais arraigadas são as que vivi até os 16 anos de idade, mais ou menos, quando vim morar em república, em São Luís. Mas sei que não escrevo só para mim, escrevo para os que fazem história e são parte dela, importantes, portanto; escrevo também para os que chegam e, por isso, e iguais a mim não conhecem ainda; escrevo para os que amam a nossa terra, nosso amor! Mas longe de mim, querer competir com os que já estão prontos, imortais pó si sós e de olhos para o seus próprios umbigos. Isso eu nego. Meu sentido é o da justiça, minha vida diz isso e meus textos redundantes redundam isso.


Sou uma pessoa de Português (Língua Portuguesa) arrastada, embora por ofício tente fazer o contrário da realidade, disso nem precisava expressar, mas motivado pelo amor por Arari, escrevo dia e noite sobre estes fatos e ilações, objetos de insônia, são mundos... Mas deixa eu pisar aqui no chão, pois tenho notado que os conselhos dados por conselheiros restritos a seus mundos, egoístas e eivados de vaidades, em nada me ajudam e estimulam, pelo contrário, afloram um atestado que já tenho: não conhecedor, não pronto, ineficiente, de poucas letras, analfabeto para muitas leituras, insipiente, portanto. Mas nem por essa razão, menor e imperfeito ao ponto de não aceitar estas condições.


Tenho absoluta incapacidade de senti ódio, mas esta é uma existência que busquei em Deus, pedi, supliquei, aceitei! Não sinto ódio dos que me fazem mal, mesmo assim depois de terem inventado, maquinado, prejudicado-me, na minha honra objetiva e subjetiva, disfaçam, diluem entre caras, evasivas e bocas. Isso eu percebo. Mas sou por natureza uma pessoa disposta para servir, sou um servidor. Meus pais, meus amigos, minha família me ensinam isso. Vejam o execesso de pronomes neutros. Vai que não somente preciso de gramática, mas de cérebros...

As palavras servem para comunicar, outros gestos para comunicar e dizer o que no som não se assimila. Os dias passam e sei que a vida é cíclica.
Têm vírgulas que são obstáculos e têm pontos que não são o ponto final. Têm travessões que não são pontes. Têm exclamações que não são sentimentos. Têm interrogações que não são perguntas. Têm reticências que não são infinitas. Têm pontos-e-vírgula que não intercalam, calam. Têm coisas que não devem ser ditas e têm imperativos que são arrogâncias.  

O FOLCLORE DO MARANHÃO É BOM DEMAIS!


15/06/2012

Arari e mais histórias da minha alma


Contar as minhas histórias e as das pessoas de Arari, que são tão minhas quanto as primeiras, servem-me de fortificante para minha alma. Nesse sentido tenho interagido com boa gente, em tempo de expor histórias sentimentais, conto-lhes histórias nossas que, se fosse ditas por semi-deuses, ou mesmo deuses, tivessem melhor semântica.
Lembro-me das caçarolas 70, olé 70 e do carro do velho Chico. Todas não precisavam de buzina, pois eram um verdadeiro estardalhaço. A duas primeiras eram caçambas velhas que existiam em Arari, na década de 70 e começo dos anos 80, e o último era um caminhão velho, sem capô, cabine, cadeira velha, só o esqueleto... Quando passavam nas ruas a molecada se divertia. Era uma gritaria só. Lá vem a caçarola 70! Olha carro velho do velho Chico!
Os nomes são fictícios, o fato verdadeiro. A História é história. São reminiscências ou histórias da minha alma. O certo que os donos das caçambas têm descedentes em Arari, os do caminhão também. Ainda existem muitas casas em Arari que têm tijolos e outros materiais transportados por esses automóveis.

Pensamentos sob o olhar

Cada vez mais onipresentes, as produções audiovisuais continuam, em boa medida, sendo reproduzidas acriticamente nas escolas. Mas começam a aparecer os decifradores de sua linguagem - e de suas armadilhas

Por Gisele Brito e Guilherme Bryan
 Nos primeiros anos do século 20, quando a exibição de filmes começou a ganhar espaço em vaudevilles e outros locais caracterizados pela multiplicidade de atrações, as pequenas narrativas veiculadas estavam longe da linearidade que alcançariam poucos anos mais tarde. Temerosos de que as formas não narrativas levassem as plateias a um excessivo estado de excitação - ou a um "nervosismo insalubre", como escreve o historiador Tom Gunning, um dos principais artífices da revisão histórica desse período do cinema - grupos reformadores americanos buscaram de toda forma reproduzir no novo meio os princípios do teatro e do romance do século 19. Ou seja, recriar nas telas a ilusão de reprodução da realidade pela arte, direcionar o olhar do público a uma leitura de caráter universalizante.
Um século depois, mesmo com todo o advento das mídias digitais e de seu universo fragmentário, a tentação da narrativa audiovisual clássica e de seu efeito de realidade continua mais presente do que nunca. Nas escolas, os filmes e programas televisivos diversos chegam como documentos comprobatórios de realidades, sem que haja discernimento mesmo por parte dos professores de seu caráter seletivo e da articulação discursiva que há por trás deles.
Para colocar essas e outras questões em perspectiva, estudiosos, docentes e realizadores têm, cada vez mais, tentado destrinchar a linguagem cinematográfica e os filmes, na tônica de que, no mais das vezes, ambos falam muito mais sobre a época em que foram produzidos e o olhar de quem produziu do que sobre os objetos retratados.
Com o intuito de facilitar o trabalho dos professores com a ferramenta audiovisual, a cineasta Laís Bodanzky, premiada por filmes como Bicho de Sete Cabeças (2001), Chega de Saudade (2008) e As Melhores Coisas do Mundo (2010), desenvolveu um projeto educativo com workshops e palestras. O projeto também mantém, por três semanas, uma sala de cinema em comunidades de baixa renda.
"Através dessas ações queremos fortalecer a formação das pessoas na linguagem audiovisual, o que é fundamental hoje em dia. Além disso, queremos trabalhar em parceria com os professores na criação de novas perspectivas para a educação", destaca Laís. O objetivo dela é fazer com que a escola dialogue mais com os jovens atuais e que proponha atividades mais próximas do universo referencial dos alunos. O primeiro passo para isso é ver determinado filme apenas como um ponto de vista sobre determinado tema e permitir que os alunos desenvolvam suas próprias opiniões a partir do que viram, sem a interferência da visão do professor. Nessa perspectiva, o audiovisual é visto como uma ferramenta para criar uma escola com visão mais contemporânea.
Cinema para educar
O projeto é uma extensão do Cine Tela Brasil, iniciativa de Laís Bodanzky em parceria com o também cineasta Luis Bolognesi, que já exibiu gratuitamente filmes brasileiros em mais de 340 cidades do país desde 2005. "Durante esse período fomos cada vez mais nos certificando do poder do cinema para educar. Já tínhamos um desejo grande, há bastante tempo, de aproximar nosso trabalho da educação formal", conta a cineasta.
A primeira comunidade a receber o projeto, que tem duração de três semanas e oferece três workshops para professores, que também aprendem a montar oficinas de vídeo e cineclubes nas escolas, aconteceu no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, entre 28 de maio e 17 de junho. Também estão confirmadas edições em São Paulo, São Carlos e Limeira.
"Levar o cinema para as escolas não significa abandonar os livros. Mas é fundamental que a escola faça a mediação da relação dos alunos com o audiovisual, preparando-os para uma leitura mais reflexiva e crítica daquilo que eles assistem", acredita Henry Grazinolister, coordenador pedagógico do Educativo Tela Brasil. "Existe ainda resistência por parte de alguns professores, que veem o cinema como algo não importante e transmitem essa visão aos alunos. Mas acreditamos que o cinema pode ser ótimo para os alunos refletirem e verem o mundo de forma diferente e com mais atenção", finaliza Laís.

A presença do cinema na escola pode ir muito além da simples exibição de um filme para complementar o conteúdo de determinada disciplina. Como defendia o sociólogo francês Pierre Bourdieu, a experiência das pessoas com o cinema contribui para desenvolver o que se pode chamar de "competência para ver", ou seja, de compreender, analisar e apreciar qualquer história contada em linguagem cinematográfica, o que faz bastante sentido numa época marcada pelos audiovisuais.
Para Wenceslao Oliveira, pesquisador do Laboratório de Estudos Audiovisuais da Universidade de Campinas (Unicamp), o "Olho", o uso do cinema para a educação tem ao menos três vertentes destacadas. Em primeiro lugar porque estamos inseridos em um mundo onde o cinema é responsável por muito do que pensamos e sonhamos, em termos de projeções de modos de ser e de lugares. Portanto, suas imagens e sons atravessam as escolas de múltiplas maneiras. Em segundo lugar, porque as obras do cinema e do audiovisual participam da educação visual realizada no mundo contemporâneo. E, por último, porque o "audiovisual como linguagem tem grande potência poética para fazer deslizar as políticas de subjetivação em outras direções, mais plurais, mais abertas ao novo, no sentido que [a filósofa] Hannah Arendt dá a esta palavra", detalha.
Modelos
E é nesse sentido que a escola Carlitos, em São Paulo, introduziu o cinema em sua grade curricular. A expectativa é que os alunos se tornem espectadores ativos da arte cinematográfica desenvolvendo conhecimentos para que aprendam aspectos objetivos e subjetivos do filme. "Queremos que o aluno aprecie com critério diferentes produções, que entenda por que um filme se torna um clássico", explica a diretora pedagógica da unidade 1 da Carlitos, Laura Piteri. A escola desenvolve diversas estratégias. A primeira delas é levar os alunos a salas de cinema. Para isso firmou uma parceria com o Espaço Unibanco, espaço exibidor de São Paulo, para garantir que o aluno tenha contato com a especificidade que uma sala de exibição oferece.
"A escolha do filme também é uma estratégia importante porque são filmes difíceis, pelos quais eles provavelmente não se interessariam espontaneamente" diz Laura. Depois disso, é proposta uma análise dos filmes considerando três eixos: a narrativa, o tempo, e as especificidades fílmicas, como o enquadramento, a montagem, os movimentos de câmera, a articulação entre som e imagem. Por fim, os alunos dos 2º, 5º e 8º anos produzem filmes de animação.
No entanto, há outros modelos. A Escola Municipal Aparecida Elias Draibe, de Cajuru, interior de São Paulo, primeira colocada no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2009, adotou o cinema como ferramenta interdisciplinar para seus 3,2 mil alunos. "Tentamos criar um ambiente para que o aluno se aproxime ao máximo da experiência de uma sala de cinema e da imersão necessária para a apreciação de um filme, que é uma ferramenta lúdica para sedimentar conteúdos trabalhados em sala de aula. O resultado é que a relação dos alunos com o que está sendo passado mudou completamente", explica a coordenadora pedagógica Hélida da Silva Barbosa.
Oliveira, da Unicamp, acredita que as duas possibilidades pedagógicas - o cinema como objeto de estudo e como ferramenta de aproximação de outros conteúdos - não se opõem, uma vez que é possível tomar um filme ou trecho dele para aproximar os alunos de certo tema ou questão e, ao mesmo tempo, conversar sobre este filme apenas como uma versão cinematográfica ou videográfica para aquele tema ou questão. "Mas quando se lida somente com o cinema como ferramenta, o mais frequente nas escolas, elimina-se a conversa de que forma é conteúdo e de que o cinema e o audiovisual apresentam sempre a maneira de autor da obra grafar aquele tema, história, lugar, sensação e relação. Documentaristas como Eduardo Coutinho frequentemente apontam isto em suas entrevistas", pondera.
O audiovisual pode servir de complemento a outras disciplinas, defende a mestranda na Escola de Comunicações e Artes da USP e orientadora educacional no ensino médio do Colégio Bialik, Krishna Tavares, desde que o professor esteja minimamente preparado para isso. "O uso desse recurso em sala de aula por outras disciplinas deve ser preparado, para que seu uso não tenha apenas um caráter ilustrativo. O uso de filmes em qualquer disciplina exige do docente um domínio, introdutório que seja, da história do cinema e da linguagem audiovisual", ressalta.
Na mesma linha vai Carmem Zink Bolognini, professora do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp e autora do livro Discurso e ensino: O cinema na escola . "A linguagem audiovisual ganhou muita força nos nossos tempos. Ela demanda um investimento analítico por parte de todos. Para que os professores preparem seus alunos, é importante que eles mesmos tenham acesso a um aparato teórico que pode subsidiar o processo de análise. As diversas materialidades significantes devem receber atenção, pois elas têm as mesmas características da língua: não transparência, sentidos ancorados à história e à ideologia."
Quando não vistas como um discurso formulado a partir de um lugar de enunciação, essas características podem fazer com que o docente, especialmente quando exibe um filme sobre um tema que não domina bem, o acabe tomando como verdade acabada. "Nessa circunstância, ele tende a lidar com aquilo como uma obra verdadeira e não uma visão pessoal do autor. Até mesmo documentários partem do ponto de vista do autor", sublinha Elisabete Bullara, secretária executiva da Cineduc Cinema e Educação, entidade filiada ao Centro Internacional do Filme para a Infância e a Juventude e também integrante da Rede Latino-Americana em Educação, Cinema e Audiovisual (Rede Kino), que abriga estudiosos de diversas universidades.
Caráter ilustrativo
Para Cleuber Inácio Amaro, integrante de um grupo que estuda a relação entre cinema e educação na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), habitualmente no Brasil os professores usam os filmes como um recurso didático auxiliar, e não a obra cinematográfica como uma produção única, com inúmeras conexões conceituais e estéticas. Isso pode se dar pela falta de familiaridade dos professores com estudos sobre linguagem cinematográfica ou pelas limitações técnicas que podem encontrar na prática do uso de filmes na escola. Mesmo reconhecendo a prevalência desse primeiro grupo, Amaro completa: "Observamos também que existem professores de escolas públicas e privadas realizando trabalhos mais profundos, que procuram explorar a pluralidade de aspectos e discussões que uma obra cinematográfica propõe. Mas esse diagnóstico ainda é resultado de uma investigação superficial".
A indefinição sobre os objetivos de utilização é outro problema apontado. "Tivemos uma boa evolução quanto ao uso dos filmes. Mas, infelizmente, ainda falta clareza sobre o uso dos filmes em sala de aula. Eles não são programados e avaliados com base no potencial pedagógico que possuem", diz João Luís de Almeida Machado, coordenador pedagógico da escola Moope, em São José dos Campos (SP).
Enquanto esperam por essa clareza, muitos estudantes - e professores - continuam a ver filmes ainda sob a mesma ótica unificadora que resultou da ação de setores da sociedade norte-americana no século passado, cujas ideias se tornaram majoritárias em todo o mundo. Numa época em que a palavra diversidade tem sido maltratada pelo uso excessivo, seria de bom tom exercê-la no que diz respeito aos produtos audiovisuais que são objeto do nosso olhar.

http://revistaeducacao.uol.com.br/

O FOLCLORE DO MARANHÃO É BOM DEMAIS!

FOLCLORE DO MARANHÃO É BOM DEMAIS!

Saiu no Bom dia Brasil: Em escola improvisada, alunos têm aula debaixo de árvore em São Luís


Em pleno mês de junho, o ano letivo ainda nem começou por causa do estado precário das escolas. A associação de mães montou uma escola em um sítio, onde algumas crianças têm que estudar até debaixo de árvores.
Em São Luís, mais de 4 mil alunos estão sem aulas. Em pleno mês de junho, o ano letivo ainda nem começou por causa do estado precário das escolas. A Justiça deu prazo até sexta-feira para que a prefeitura resolva o problema. Com carteiras quebradas e banheiros sujos e danificados, duas escolas chegaram a ser interditadas pela Vigilância Sanitária. Por causa da falta de estrutura, até o ano passado, parte da rede municipal estava funcionando em prédio alugados ou mesmo em casas. Mas este ano três delas foram despejadas por falta de pagamento.
De acordo com o Ministério Público, 25 mil estudantes ainda estão em aulas. A Justiça deu um prazo de 10 dias para que a prefeitura resolva o problema. Para evitar que as crianças permaneçam tanto tempo da sala de aula, algumas comunidades estão tendo que ‘dar um jeito’ e se virando como podem.

Uma escola improvisada foi montada pela associação de mães que funciona em um sítio, onde algumas crianças têm que estudar até debaixo de árvores. “É muito sol. É quente”, reclama um jovem.

“Realmente, é uma tristeza ver uma criança durante seis meses fora da escola. O estatuto diz que o lugar de criança é dentro da escola. Tinha que dar um jeito”, afirma a professora voluntária Zebina Serra.

Só na escola improvisada, são 650 alunos nessa condição. Tudo feito de doação. As carteiras foram feitas de improviso pelos pais com armário velho e enferrujado. “Isso é uma falta de responsabilidade das autoridades, em primeiro lugar, com o ser humano, e em segundo lugar, com o direito das crianças. Se não fosse essa escola, as crianças estariam nas ruas”, critica a dona de casa Nazaré Macedo Filho.

O Bom Dia Brasil procurou a Secretaria de Educação de São Luís, que afirmou que até o dia 15 deste mês, ou seja, sexta-feira, todas as obras nas escolas devem estar prontas e que as aulas devem começar na semana que vem.

Site M.R.P
http://mrp-maranhao.blogspot.com.br




14/06/2012

Jovens discutem projeto para desenvolvimento sustentável


O papel dos jovens na política de educação ambiental é fundamental para ajudar a construir um conjunto de ações na área. O ponto de vista é da secretária de educação continuada, alfabetização, diversidade e inclusão do Ministério da Educação, Cláudia Dutra. Ela abriu os trabalhos desta quinta-feira, 14, do Encontro de Juventude e Educação para a Sustentabilidade Socioambiental, na conferência Rio+20, no Rio de Janeiro.
Durante todo o dia, cerca de 400 participantes do encontro discutirão o papel dos jovens na construção de espaços educadores sustentáveis e a agenda da juventude para um projeto de desenvolvimento sustentável.
 
Na visão da secretária, a educação ambiental não pode ser tratada apenas como uma temática, uma disciplina, mas como parte do projeto político-pedagógico das escolas, e deve estar aliada às relações com o mundo político, econômico e social. “A educação ambiental envolve uma concepção de mundo”, afirmou. Segundo Cláudia Dutra, as ações do MEC na área incluem a formação de professores, a participação ativa dos estudantes e a mobilização social. Quanto à formação docente, a secretária lembrou que, este ano, mais de 20 mil professores inscreveram-se em cursos de educação continuada na área ambiental. Além disso, a partir de agora, com a homologação das diretrizes curriculares nacionais para a educação ambiental, o tema terá de ser abordado nas licenciaturas e em toda a formação inicial.
Nos últimos três anos, mais de 16,8 mil professores de escolas públicas fizeram cursos de educação ambiental. O tema integra a Rede de Educação para a Diversidade, em parceria com o sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB). Os cursos são ofertados na modalidade semipresencial, em níveis de aperfeiçoamento e especialização, com reserva de 20% das vagas para atendimento de demanda social. Ou seja, para agentes sociais que integram a comunidade escolar ou que tenham influência direta sobre ela.
Recursos — Cláudia Dutra também abordou o programa Dinheiro Direto na Escola – Escola Sustentável. “As escolas de educação básica terão recursos específicos para trabalhar a questão socioambiental”, explicou. Em 2012, serão beneficiadas 2 mil escolas. Cada uma vai receber de R$ 8 mil a R$ 14 mil, de acordo com o número de alunos. O programa vai liberar, em três anos, mais de R$ 100 milhões, a serem aplicados, nas escolas públicas, em projetos ambientais, como hortas escolares, eficiência energética, coleta de água da chuva, separação seletiva do lixo e até adaptação de espaços físicos em prédios sustentáveis.
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) prevê o repasse de recursos financeiros a escolas que disponham de unidade executora própria (UEx) e que tenham respondido o Censo Escolar de 2011. A verba deve ser empregada em ações que propiciem condições favoráveis à melhoria da qualidade de ensino e à transição das escolas para a sustentabilidade socioambiental.

Letícia Tancredi
http://portal.mec.gov.br

 

 

 

JUSTIÇA SEJA FEITA


É HORA DE RECONHECER QUE A POLÍCIA DO MARANHÃO, LEIA-SE O SISTEMA DE SEGURANÇA, FEZ UM BOM TRABALHO EM RELAÇÃO AO ASSASSINATO DO JORNALISTA DÉCIO SÁ.
EM RELAÇÃO AO QUE PODE VIR OU NÃO À TONA, AINDA FICA NO CAMPO DA INCERTEZA.
MAS PARA MAIS OU PARA MENOS, O QUE JÁ FOI FEITO ATÉ AQUI AMENIZA O SOFRIMENTO E O DESESPERANÇA QUE MUITOS DE NÓS TÍNHAMOS E AINDA TEMOS EM RELAÇÃO AO EPISÓDIO E CONSEQUENTE AGRESSÃO APARELHO DE ESTADO.
É LÓGICO QUE ESTA É UMA PRIMEIRA ETAPA PARA QUE A JUSTIÇA SEJA EQUINÂNIME. VÁRIOS PASSOS AINDA VÃO SER E PRECISAM SER DADOS NESSE SENTIDO. O ESTADO EXISTE PARA O FIM DA JUSTIÇA.
QUEM GOVERNA, PELA LIDERANÇA OU PELA AUTORIDADE, É O QUE MENOS INTERESSA. NA HORA QUE É PARA SE PROMOVER A JUSTIÇA, A IGUALDADE, RESTABELER-SE DE FERIDAS SOCIAIS TERRÍVEIS COMO ESTA, DA BARBÁRIE, DA AUTO-TUTELA, NÃO TEMOS LADOS, SEGUIMOS TODOS A UM SÓ RUMO: O DA JUSTIÇA.
NÃO TENHO PREPARO PARA DESDOBRAR COM DETALHES, ISTO É, ESTABELECER ANÁLISES (QUEBRAR EM PEDAÇOS PARA MONTAR DE FORMA LÓGICA), POIS SOU LEIGO TAMBÉM NESTE ASSUNTO, MAS PENSO QUE OS JORNALISTAS E OUTROS PROFISSIONAIS DA COMUNICAÇÃO, A SOCIEDADE DE MANEIRA GERAL, SENTEM-SE UM POUCO MAIS ALIVIADOS.

Sistema oferece mais de 10 mil vagas para cursos noturnos

Estudantes que querem ingressar na educação superior pública, mas precisam estudar à noite, podem concorrer a 10.816 vagas oferecidas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação para o período noturno. Para o segundo semestre de 2012, o processo seleciona candidatos para 30.548 vagas, disponíveis em 56 instituições de ensino superior.

Além das noturnas, o Sisu oferece 14.342 vagas em regime integral, 2.976 para o período da manhã e 2.414 para as aulas no turno vespertino. As inscrições devem ser feitas pela página do Sisu na internet, entre 18 e 22 de junho, e cada estudante pode se candidatar a até duas opções de curso oferecidas. O Sisu é o ambiente virtual criado pelo MEC para selecionar estudantes em instituições públicas com base nas notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A partir do dia 18, ao longo do período de inscrições, a classificação parcial e a nota de corte dos candidatos serão divulgadas diariamente no portal do Sisu, para consulta a qualquer hora do dia. No próprio sistema, o estudante pode tirar dúvidas sobre notas de corte, datas das chamadas, período de matrículas nas instituições, resultados e lista de espera.

O sistema ainda permite ao estudante localizar cursos e vagas por meio de pesquisa com a indicação do município, da unidade da Federação e da instituição de ensino. É possível ainda saber em quais instituições estão as vagas pretendidas.

http://portal.mec.gov.br/
Assessoria de Comunicação Social





A educação nossa de todos os dias


Se tem uma coisa que eu tenho certeza é a de que dá para envolver a comunidade no processo educacional do país, do estado e dos municípios. Desculpem a redundância, mas que enxergo a educação de forma sistêmica, de forma transcendental e ao mesmo tempo distribuído em redes. Não se deve isolar as redes permitindo-se fora do sistema. Em síntese, alguns gestores encarregam-se da {sua parte} e exime-se com isso da delas e do todo. Educação é um sistema tão essencial para a vida que não pode ser concebida em escolas depositárias de saber formal, e olhe lá!

Penso mais, tem-se ao longo de mais ou menos 30 anos feito as mesmas coisas, com raríssimas exceções. Há até um certo romantismo nas palavras, mas às vezes não há conhecimento e quando há, falta-lhes sensibilidade. Disso até os que se vangloriam de conhecer os caminhos que levam a formação sabem: que fadamos ao fracasso em métodos insalubres...

É possível fazer diferente. Tenho plena consciência disso. Não podemos nos esquecer de uma base fundamental para o sucesso de algum projeto ou intenção cidadã, a de que a sociedade é formada de pessoas e estas são nutridas e formadas nas relações sociais e a educação é, sem nenhuma dúvida, um dos principais vetores para se chegar a um porto seguro, sem o desalento do naufrágio.

EDUCAÇÃO - Aprender matemática ao alcance de todos


Pesquisa mostra os bons métodos de professores que se destacam na matéria

O brasileiro não sabe matemática. E isso não é bem o que se pode chamar de novidade. Os mais recentes dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), de 2009, mostram que o país está na 57ª colocação entre 65 pesquisados. E dentre os países da América Latina, ficou abaixo do Uruguai, Chile e México. O problema em questão, é que não se sabe matemática porque a Escola não ensina. “Ao contrário da língua portuguesa, cujo aprendizado também é feito na família e no ambiente cultural, o Ensino da matemática é exclusividade da Escola, não se aprende no dia a dia”, afirma Angela Dannemann, diretora-executiva da Fundação Victor Civita (FVC).

Ao invés de ficar procurando culpados por esta situação, a FVC e a Fundação Cesgranrio aceitaram o desafio de buscar as melhores práticas no Ensino de matemática.O que significa encontrar quais os melhores Professores do país no assunto. O resultado, a pesquisa “Boas Práticas Docentes no Ensino da Matemática”, será divulgado na próxima sexta-feira e foi adiantado com exclusividade ao BRASIL ECONÔMICO (ver infográfico).

No estudo foram filmadas mais de mil horas de aulas de 63 Professores do 6º ao 9º ano do Ensino fundamental e do Ensino médio das rede estadual de São Paulo. Estes profissionais foram selecionados por seu desempenho no processo de Promoção por Merecimento da rede estadual e também pela nota de suas turmas no Saresp entre 2008 e 2010. “A matemática está em crise porque ela não faz sentido para os Alunos, não constrói significado. Ela precisa ser contextualizada, comunicada com clareza”, explica Angela. E mesmo entre os bons Professores há desafios. A pesquisa mostra, por exemplo, que apenas em 35,3% das aulas foi pedida lição de casa e em apenas 17,7% a execução foi verificada.

Fonte: Brasil Econômico (SP)

Arari, minha vida e minha primeira bola!


Minha primeira bola de futebol me foi presenteada por Dr. Bical. Era ainda muito menino, talvez igualmente ao que me sinto quanto teço reminiscências ou histórias da minha alma.

Com minha bola que carregava a marca do Armazém Paraíba eu fiz sucesso nos pátios de Arari. Na Rabelo, no Pátio de Seu Alexandre, no de Seu Domingos Batalha, no de {Sipriano} Santos, no Perimirim, em Barreiros e outros. Mas me lembro da emoção que senti! O certo é que os primeiros chutes foram dados mesmo foram na nossa porta, em frente à casa de Seu Dico Prazeres.

Bical e Ataulfo eram amigos e moços novos. Ataulfo é filho de Seu Dico Prazeres, que era proprietário de um movimentado comércio na Rua da Franca, em Arari. Guarda na memória a grandeza do presente e a significância que tem para os meus dias que se seguem.

Dr. Bical (Carlos César Vitalino Bical) o encontrei na Praia Ponta D’areia, em São Luís. Ali naquele espaço que os amigos se juntavam para jogar futebol.

Logo que cheguei a São Luís comecei acompanhar as notícias da ascenção do protagonista de meu presente inesquecível.

Quanto a Ataulfo Prazeres (Taulfo), sou ligado desde criança. Tenho por ele carinho e consideração. Aliás, a sua família é importante na formação política de nosso povo, pois o seu pai, Dico Prazeres se constituiu em uma liderança. Trabalhador e honesto, turrão com quem merecia, e apaziguador com os que lhe tinham admiração e respeito. Seu Dico criou seus filhos com honestidade e dignidade.

Mas esta é uma outra história que contarei fragmentos dela no decorrer dos passos da minha vida. Desculpem-me, então, os professores de Deus.

Inscrições para o Enem terminam amanhã; provas serão em novembro


As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 terminam amanhã (15). Os interessados devem acessar o site da prova até as 23h59 (horário de Brasília) desta sexta-feira

O exame será aplicado nos dias 3 e 4 de novembro. No ano passado, cerca de 6 milhões de estudantes se inscreveram no Enem e pouco mais de 5 milhões pagaram a taxa que confirma a inscrição. Desde 2009, a prova ganhou mais importância porque passou a ser usada por instituições públicas de ensino superior como critério de seleção em substituição aos vestibulares tradicionais. A participação no exame também é pré-requisito para quem quer participar de programas de financiamento e de acesso ao ensino superior, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Ciência sem Fronteiras.

Até ontem (13) à tarde, quando o número de inscritos atingiu 4 milhões, os estados com o maior número de inscrições foram São Paulo (659.441), Minas Gerais (425.033) e o Rio de Janeiro (315.292). Roraima, Amapá e o Tocantins registram menor participação: 11 mil, 14 mil e 25 mil inscritos, respectivamente. No primeiro dia de provas (3 de novembro), os participantes terão quatro horas e meia para responder às questões de ciências humanas e da natureza. No segundo, será a vez das provas de matemática e linguagens, além da redação, com um total de cinco horas e meia de duração. A divulgação do gabarito está prevista para 7 de novembro, e o resultado final deve sair em 28 de dezembro.

13/06/2012

RESPEITO E RECONHECIMENTO

SÓ ATUALIZAREI ESTE BLOG DEPOIS DA 22h, DE HOJE.

12/06/2012

O perigo de Campo de Perizes


Como se não bastasse inúmeros acidentes que acontecem nesse trajeto da Br 135, muitos deles fatais, tendo em vista a imprudência dos condutores e as condições de rolamento em duas únicas vias, mão e contra-mão, com automóveis geralmente em velocidade muito acima do permitido, o que culmina inevitavelmente com mais vítimas, muitas delas vítimas da própria irracionalidade do homem no volante.
Agora, não se pode mais parar no acostamento, desse trecho por que necessidade que for, pois marginais agem com truculência, agridem as pessoas, insultam e roubam.
Hoje mesmo uma pessoa da minha convivência, mas que prefere não se identificar, parou bem próximo da ponte que liga a cidade de São Luís ao continente, no sentido de quem vem para São Luís, quando foi surpreendido com marginais que o agrediram, levaram objetos seu e de seu carona, usaram de palavras de baixo calão e caíram no matagal.

São Luís,o belo, a natureza e a sensibilidade do poeta


Imagem de Lauro Vasconcelos



A FEIRA E O LIXO

URUBUS TÊM TOMADO CONTA DA FEIRA DA CIDADE OPERÁRIA, ISSO DURANTE O DIA, POIS NÃO SÃO DE FERRO E TÊM QUE DORMIR. JÁ Á NOITE SÃO VÂNDALOS E MARGINAIS QUE ESTÃO ASSALTANDO AS PESSOAS, PRINCIPALMENTE ESTUDANTES QUE PASSAM ALI NAQUELAS IMEDIAÇÕES. AÍ NEM SE PODE DIZER QUE NÃO TEM POLÍCIA, POIS O QUARTEL É A CEM METROS, OU MELHOR, DE FRENTE COM A FRENTE DA FEIRA.
ALÉM DISSO, OUTRO PROBLEMAS TAMBÉM GRAVES COMO É CASO DE PESSOAS QUE INGEREM BEBIDA ALCÓLICA, CHEIRAM COLA, COM A PRESENÇA ATÉ DE MENORES. 
SOCORRO! 

Pequenos cientistas


Docentes de educação infantil levam experiências caseiras à sala de aula para explicar conhecimentos da área de ciências; foco é interação das crianças nas situações e não suas respostas
Camila Ploennes
Pacotes de gelatina, maçã e abacaxi podem ser ingredientes de sobremesas. Mas para as professoras Fabiane Costa e Liliani Marques, esses são materiais de um experimento simples - e ao mesmo tempo muito eficiente - que serve para explicar conceitos científicos básicos a crianças de 5 anos de idade. "A nossa ideia era ampliar o conhecimento de mundo dessas crianças por meio de investigações de diferentes fenômenos, usando experiências acessíveis com base em alimentos", destaca Fabiane.
A estratégia é aproveitar a curiosidade comum da infância no ensino de ciências: "Em um recipiente, colocamos a gelatina diluída em água junto com a maçã fresca picada. Em outro, misturamos a gelatina dissolvida a pedaços de abacaxi. Colocamos na geladeira e, no dia seguinte, levamos para os alunos verem o resultado. Primeiro, eles constataram que a gelatina com maçã endureceu e a gelatina com abacaxi ficou mole. Depois, pedimos que tentassem explicar o que poderia ter acontecido. Alguns, por exemplo, disseram que não colocamos o pote que tinha abacaxi para gelar", relata a professora. "Depois das hipóteses deles, explicamos de uma forma lúdica que o abacaxi possui uma enzima [bromelina] que impede a união dos aminoácidos da gelatina, ou seja, que não a deixa endurecer", continua. Para as crianças, as professoras ilustraram essa reunião dos aminoácidos com um novelo de lã.
Devido a experiências como essa, durante o segundo semestre de 2011, os 20 alunos do segundo (e último) ano de educação infantil da Escola Lourenço Castanho tiveram os primeiros contatos com as noções de densidade, transformações de estado físico da matéria e reações químicas. Segundo Fabiane, toda semana a classe participava de um experimento diferente e, ao final, cada um era convidado a registrar com desenhos a parte que mais havia achado interessante. "Conforme o tempo passava, os registros ficavam mais detalhados e, se um conceito visto antes aparecia em uma outra situação, eles identificavam suas semelhanças", ressalta.
A professora afirma ainda que o intuito não é avaliar a resposta que as crianças apresentam, mas a relação delas com aquilo que examinam. "Fazíamos rodas de conversas, onde elas falavam com os colegas de classe e alguns alunos encontravam o coordenador de área na hora da saída, ou mesmo os pais, e contavam o que tinham feito em sala. Crianças mais retraídas se expressaram espontaneamente e outras refizeram o experimento em casa", finaliza.
O trabalho realizado pelas duas professoras foi exposto no último fim de semana durante o 4º Congresso de Práticas na Sala de Aula, promovido pelo Instituto Cultural Lourenço Castanho, em São Paulo. No total, foram apresentadas 262 práticas, de diversas disciplinas e todas as etapas de ensino, elaboradas por docentes de escolas públicas e particulares.
http://revistaeducacao.uol.com.br

ESQUENTA OS BASTIDORES DA POLÍTICA NA CAPITAL

MAS QUEM QUER SER O PREFEITO DE SÃO LUÍS, MAS SOB ESSA PONTE MUITA ÁGUA AINDA VAI PASSAR...

O FOLCLORE DO MARANHÃO É BOM DEMAIS!

NO MARANHÃO ACONTECE O MAIOR E MELHOR ARRAIAL DO BRASIL: É MUITA ALEGRIA PESSOAL!

AQUI NO MARANHÃO, O POVO SE ENCONTRA COM SUAS DIFERENÇAS E SE IGUALA NA UNIÃO DE SENTIR-SE BEM PROPORCIONADO MUITA ALEGRIA E EMOÇÃO NUM CENÁRIO INIMAGINÁVEL. VENHA VOCÊ TAMBÉM!

A Caema e o preço elevado pago pela água que não se tem



Sou morador do Jardim América, área da Cidade Operária, lá onde o abastecimento d’água é precário, esgoto praticamente inexiste. Mas se não fosse a ausência d’água nas torneiras que há muito não chega nas torneiras em altura normal, visto que a maioria dos moradores abrem cisternas com torneiras embaixo, para receber água lá pela madrugada, os preços aumentaram de forma exorbitante. No caso da casa a que me refiro aumentou mais de 100% e lá não tem cisterna e água raramente chega e quando vem, passamos horas enchendo vasilhas.
Tenho percebido, já faz algum tempo, que a água tem cheiro de água podre. Em outro momento continuarei escrevendo sobre este assunto. Aguardem.

Como está sendo feita a despoluição do rio Tietê?



As técnicas usadas para despoluir um rio variam de acordo com seu tamanho e com o tipo de poluição que o afeta. O Tietê, como outros rios brasileiros, recebe muito esgoto, que vem de locais sem serviço de saneamento. Esse esgoto é sua principal fonte de poluição. Por isso, a recuperação do Tietê concentra-se, atualmente, na ampliação da rede de saneamento, coleta e tratamento de esgoto na capital paulista, que o rio atravessa por inteiro. Ao longo do seu trajeto, o Tietê também recebe o lixo que é jogado nas ruas, a fuligem dos carros e outros detritos. O Projeto Tietê, que visa recuperar o rio, prevê ampliar os índices de coleta da região metropolitana de 84 para 87% e os de tratamento de 70 para 84%. No infográfico acima, apresentamos as etapas da despoluição, que também prevê a retirada de dejetos com dragagem

http://revistaescola.abril.com.br/ciencias/pratica-pedagogica

Opinião - Vários rios do Maranhão, uma das maiores hidrografias do Brasil, estão sendo a cada dia mais, poluídos. Degetos e veneno. Isso mesmo, estando políndo a nossa água e matando os nosos rios. Isso para justificar por que somos animais. O rio Mearim é um exemplo típico desse desajuste. Neste tenho olhado no trecho que banha o município de Arari. Mas esse é só um exemplo. Os rios Itapecuru, Pindaré, Corda Flores, Munin, Grajaú. O Maranhão é rico... mas é bom acordar antes que seja tarde.




A imagem é ilustrativa, mas na original, têm-se nos pontos (1): os diferentes tipos de resíduo são separados e seguem dentro das redes coletoras para tubulações montadas abaixo da superfície. (2) A| água suja separada segue diferentes estações de tratamento. Depois pode ser usada de novo ou envolvida no amabiente. (3) Robôs vistoriam o rio para identificar focos de poluição. Em caso de suspeita, corantes são despejados. A água fica vewrmelha se há degetos.
* O texto original encontra-se no site da revista Nova Escola. A publicação neste blog é por entender de utilidade pública e servir de exemplos para situações gerais em nosso país e, no Maranhão, em particular. (Nilson Ericeira)

11/06/2012

NOVOS GESTORES PARA QUÊ?



Já começam a ser definidas as lideranças para a disputa do próximo pleito. Mesmo não sendo oficialmente, mas alguns nomes já estão praticamente confirmados em relação à disputa de prefeito nas cidades do Maranhão.

Em São Luís muitos nomes são conhecidos da população. Outros nem tanto. O que se deve tirar de lições anteriores é de que nem tudo que se promete é realizado materialmente. Longe de mim ser um analista gabaritado, da forma que percebo existir no Maranhão, mas a safra agora será diferente e a colheita pode nos apresentar surpresas. Disso podem ter certeza.

Já faz tempo que o povo é enganado. Palavras de retórica já não enchem barriga de Ninguém. Quanto mais que não vivemos só de comida, mas de tudo que nos faz cidadãos.

É comum se contratar a melhor banda musical, postar-se no melhor trio elétrico, ter a propaganda mais animada e colorida, prometer como sem falta e faltar como sem dúvida... O povo, alienado, faz um carnaval fora de época. Engrossam fileiras promovem que os ignora.

Penso que o que não foi feito não o será mais, a não ser que o nome seja outro e a postura seja proba, honesta e digna.

Alguém de sã consciência poderia apontar um algum lugar, uma experiência, pelo menos que os gestores tenham patrocinados políticas públicas na área da geração de emprego, distribuição de renda e geração de expectativa por meio de outras políticas que levam a isso?

Os novos gestores, mesmo aqueles que por ventura tiverem sua procuração renovada, devem planejar suas ações e fazer retornar os recursos públicos a quem os gera: o povo. Fora disso é malhar em ferro frio, tapar o sol com a peneira, enxugar gelo numa política do faz-de-conta.

Nilson Ericeira

O FOLCLORE DO MARANHÃO É BOM DEMAIS!


AS IMAGENS FALAM POR SI SÓS



EDUCAÇÃO - Um dia de estudo no museu

Um dia de estudo no museu


Cartola - Agência de Conteúdo

No filme Uma Noite no Museu, Ben Stiller interpreta um guarda noturno em uma instituição de história natural em que o acervo ganha vida durante a noite. Ainda que menos fantasiosa, a visita a um museu real também pode ser divertida. Locais temáticos facilitam a aprendizagem das disciplinas. "Esse não é só lugar pra guardar coisas velhas", afirma a diretora da Fundação Cultural Cabras de Lampião, Cleonice Maria, responsável pela manutenção do Museu do Cangaço, em Serra Talhada (PE).

Visitas orientadas esclarecem dúvidas sobre as matérias da escola de uma forma mais prática e divertida. Os roteiros, em geral, são adaptados às necessidades dos visitantes. Para as crianças, as visitas são mais lúdicas. Para os mais crescidos, uma análise da realidade com exemplos práticos de como aplicar a teoria. Já os formados, uma nova perspectiva de encarar a vida profissional. "O ensino do estudante na escola é todo montado por meio do livro. Visitar o museu oferece outras possibilidades, por meio de linguagens diferentes, como a do visual. Só a atmosfera do ambiente já convida o aluno a dedicar outro tipo de atenção ao estudo", diz Normanda Freitas, coordenadora de educação do Museu da República do Rio de Janeiro.

"A principal função dos museus é contribuir para que o aluno perceba a interdisciplinaridade da realidade, para que ele entenda que o conhecimento não é uma coisa estanque e compartimentada, e sim uma ação permanente de busca e aprendizado", afirma Helena Mourão, diretora do Museu das Minas e do Metal, em Belo Horizonte. Lá, o aluno pode entender melhor a trajetória dos mineiros e sua ligação com a história do País.

Para umas aulinhas extras de português, uma passada no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, é o ideal. Se o desejo é saber mais sobre as leis da física, o Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS, em Porto Alegre, pode ser o destino. Conheça algumas das opções de instituições temáticas pelo País.

Especial para o Terra

ENEM-2012

Estudantes surdos e disléxicos ganharão mais tempo para fazer o Enem


Mudanças no edital que garantem atendimento especializado para atender necessidades dos candidatos também preveem correção diferenciada das redações

O paulista Cláudio da Silva Junior, de 19 anos, se prepara para enfrentar um desafio comum para a maioria dos estudantes do 3º ano do ensino médio como ele: o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Ele, porém, ao contrário da maioria, precisa de condições especiais para competir em pé de igualdade com os milhões de candidatos que farão a prova.

Leia também: Metas educacionais voltam a apoiar classes só para deficientes

Cláudio é surdo. Utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para tudo. Para ele e seus pares, essa é sua primeira língua. O português é apenas o segundo idioma. Isso significa que a compreensão de conteúdos, provas e comandos em língua portuguesa fica prejudicada. Especialmente em provas de seleção.

Na escola onde estuda, o Colégio Rio Branco, em São Paulo, durante as aulas e nas provas, ele e os colegas surdos – que estudam em classes regulares – recebem apoio especializado. Uma intérprete de Libras os acompanha o tempo todo. No Enem, esse tipo de apoio também pode ser solicitado. Além disso, eles terão tempo a mais para fazer as provas.

Divulgação

No Colégio Rio Branco%2C onde Cláudio e Andrezza estudam%2C há intérprete de Libras com eles o tempo todo. Estudantes surdos têm o mesmo direito no Enem

As regras para atendimento diferenciado para candidatos deficientes têm se aprimorado, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Este ano, o edital deixou bem claro que, além dos alunos com deficiência física, auditiva e visual que, em geral, podem solicitar atendimento especial, outros grupos serão contemplados.

Saiba como se inscrever no Enem

Pela primeira vez, as regras do exame orientam estudantes com dislexia, hiperativos e autistas, por exemplo, a pedir ajuda especial dos organizadores do exame. Todos têm direito a auxílio de um profissional ledor e transcritor, podem solicitar tempo a mais para fazer as provas e suas redações serão corrigidas sob critérios diferenciados de avaliação.

“Ao longo de sucessivas realizações do exame, o processo de eliminação de barreiras e de provimento de serviços profissionais especializados e de recursos de acessibilidade vem se aprimorando”, afirma o órgão em documento enviado ao iG. Para quem usufrui do atendimento, são essas peculiaridades que garantem a igualdade de condições.

Para Cláudio, o ideal seria que, além de serem distribuídas escritas na língua portuguesa, as provas fossem gravadas em Libras e ficassem disponíveis em notebooks ou tablets. “O aluno surdo poderia fazer a prova em seu tempo, retomando o vídeo quando necessário”, diz. A colega Andrezza Santos Gomes, 17 anos, acrescenta: “a seleção dos tradutores-intérpretes também precisa ser mais criteriosa”, avalia.

Direito

O atendimento diferenciado em provas de seleção é um direito de todas as pessoas com deficiência. De acordo com o Decreto nº 5.296/2004, esses jovens têm direito a instrumentos, equipamentos ou tecnologias adaptados para favorecer a autonomia deles. As ferramentas têm de ser solicitadas no momento da inscrição.

Após a solicitação, funcionários do Inep telefonam para cada candidato, confirmando os pedidos feitos pela internet. É nesse momento que os estudantes podem solicitar também tempo adicional para fazer as provas. Essa é mais uma possibilidade prevista em lei (no Decreto nº 3298/1999). No Enem, esses candidatos ganham uma hora a mais.

Nos casos de dislexia e déficit de atenção, por exemplo, quem não solicitar auxílio extra pode pedir mais tempo para resolver os itens por questões pedagógicas. Vale lembrar que é preciso comprovar, com laudos médicos, as necessidades especiais.

Andrezza e Cláudio dizem que a maior dificuldade que enfrentam é mesmo a compreensão dos comandos e dos itens em língua portuguesa. Por isso, gastam muito mais tempo que outros alunos para preencher todas as questões.

Divulgação

Cláudio e Andrezza aprovam as medidas adotadas pelo Inep%2C mas gostariam que tablets fossem usados para gravar a leitura das questões em Libras

Correção

As dificuldades com a linguagem também serão consideradas este ano na correção das redações, segundo o Inep. Os mecanismos de avaliação dos textos de participantes surdos ou com deficiência auditiva são coerentes ao aprendizado da língua portuguesa como segunda língua. Para os disléxicos, as características linguísticas de quem possui esse transtorno também são levadas em conta.

Entenda o novo método de correção das redações do Enem

Os estudantes do Colégio Rio Branco também elogiam a medida. “Se isso não acontecer, certamente ocorrerão equívocos na correção, por desconhecimento da escrita dos surdos”, comenta Andrezza.

Confira trechos do edital:

"2.2 O PARTICIPANTE que necessite de atendimento DIFERENCIADO e/ou de atendimento ESPECÍFICO deverá, no ato da inscrição:

2.2.1 Informar, em campo próprio do sistema de inscrição, a necessidade que motiva a solicitação de atendimento de acordo com as opções apresentadas:

2.2.1.1 Atendimento DIFERENCIADO: oferecido a pessoas com baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual (mental), surdocegueira, dislexia, déficit de atenção, autismo, gestante, lactante, idoso, estudante em classe hospitalar ou outra condição incapacitante.

2.2.2 Solicitar, em campo próprio do sistema de inscrição, o auxílio ou o recurso de que necessita, em caso de atendimento DIFERENCIADO, de acordo com as opções apresentadas: prova em braile, prova com letra ampliada (fonte de tamanho 24 e com figuras ampliadas), tradutor-intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), guia-intérprete, auxílio ledor, auxílio para transcrição, leitura labial, sala de fácil acesso e mobiliário acessível."

Quem pode pedir (e qual tipo) auxílio

a) Baixa visão: ledor, transcritor, prova ampliada, sala de fácil acesso;

b) Cegueira: prova em Braille, ledor, transcritor, sala de fácil acesso;

c) Deficiência física: transcritor, sala de fácil acesso, mesa e cadeira sem braços, mesa para cadeira de rodas, apoio para perna;

d) Deficiência intelectual: ledor, transcritor, sala de fácil acesso;

e) Deficiência auditiva: tradutor-intérprete Libras, leitura labial;

f) Surdez: tradutor-intérprete Libras, leitura labial;

g) Surdocegueira: guia-intérprete, prova ampliada, prova em Braille, tradutor-intérprete Libras, leitura labial, ledor, transcritor, sala de fácil acesso;

h) Autismo: ledor, transcritor;

i) Déficit de atenção: ledor, transcritor;

j) Dislexia: ledor, transcritor;

k) Gestantes e lactantes: sala de fácil acesso, mesa e cadeira sem braços, mesa para cadeira de rodas, apoio para perna;

l) Idoso: sala de fácil acesso.