31/01/2012

Estações



Estações

Meu vale, flores, jardins,
arrebol e estações em mim.
Mesmo nesse amor tão distante,
Meu encanto escondido,
Meu gemido calado,
sofrido...
Meu doce mel tão áspero.
Minha vida sofrida sem-tir.
É uma voz, essa voz...
São vozes da alma que
De um ser que calado consente,
Nesse sofrer por amor,
Em mil, e mais uns,
Meus gestos contidos,
Reprimidos de amor.
E nesse rio que é face,
É fonte,
Derramo no meu rosto enrugado,
Num regato, um rio, amar, oceano...
Dê-me o mel desse amor que é só seu,
E anda ainda no peito sentido.
E de ter que na vida dividir o silêncio
De uma voz,
Essas vozes de um amor incontido,
Que me vale na pretensão desse amor
posso ir...

Nilson Ericeira

Robrielli

O ALMIRANTE TAMANDARÉ PRESERVARÁ A SUA AUTONOMIA ADMINISTRATIVA

Alunos, pais e responsáveis no momento da reunião

O CE Almirante Tamandaré não será anexo do Cintra, não perderá a sua autonomia, atenderá maior número de alunos e primará pela qualidade de ensino.

Estive hoje numa reunião entre professores, alunos, pais e responsáveis pelos alunos do Almirante Tamandaré com o gestor geral do Cintra, professor Arnaldo.

O gestor começou a reunião explicando como seria a parceria e qual é a intenção dessa parceira, além de que informou que não se trata de perda de autonomia do Almirante Tamandaré e nem de transformar essa tradicional instituição de ensino da rede pública estadual em anexo.

“Quem informou isso? A importante escola Almirante Tamandaré não vai ser transformada em anexo. Vai é melhorar a gestão e apresentar bons resultados. É isso que todos queremos”, disse o diretor do Cintra. Reforçando que a necessidade de atender toda a grande demanda de alunos que tem procurado a escola para efetuar matrículas. Nesse sentido, disse que é interesse de que a o ensino oferecido seja de qualidade.

Muitos foram os questionamentos no decorrer da reunião. Todos foram devidamente explicados pelo diretor. Pais e alunos se manifestaram a mudança de gestão na escola, um exemplo que bem demonstra isso é a fala de Francisco Pinheiro Junior, pai de Leonardo Felipe S. Pinheiro, aluno do Almirante Tamandaré, disse: “vai mudar a direção o que dá para perceber é isso, pois eu nunca fui bem tratado no Almirante Tamandaré e que toda vez que vou a uma reunião não fui bem tratado. Meu filho eu matriculei no Almirante Tamandaré e quero que meu filho estude lá, é esse o meu sentimento. O meu interesse é que meu filho estude próximo a minha residência porque eu optei por isso. Se o professor Arnaldo está dizendo que vai ajudar para melhorar e então vamos lá. Se é para mudar vamos lá e se é para ter mudança vamos ter mudança para melhor, como é o caso que professor Arnaldo está afirmando”.

Para dona Maria Domingas C. Silva, que tem um filho matriculado no Almirante Tamandaré, e fez referência a disciplina dos alunos na escola, disse: “que como estava não tinha organização, não há organização isso eu percebo que naquela escola não tem. Da forma que está não dá para continuar. Realmente não há organização isso eu digo realmente isso não tem. Se realmente é para buscar a melhoria eu concordo”, sintetizou.

E a aluna Malena Castro, que está matriculada na 3º série do Ensino Médio, turno matutino: assim eu sou aluna do Almirante Tamandaré e tudo que aqui foi falado aqui eu não tiro a razão dos pais, pois também não concordaria o Almirante fosse se tornar anexo do Cintra, mas não é o caso. Se for para a melhoria que seja para a melhoria”. Mas conforme esclareceu o professor Arnaldo de que é uma nova gestão, eu concordo, pois dizer que tudo lá era uma bagunça da forma que estava eu confirmo, mas entendo que agora é uma nova gestão. É com o pai falou que se for para a melhoria que seja para melhoria”, finalizou.

Também no decorrer da reunião, foi informado sobre o fardamento escolar, autonomia da escola, quadro de professores. O condutor da reunião também confirmou que não haverá mudanças, uma vez que se trata de funcionários públicos estaduais, com lotação definida pelo sistema, que a escola tem autonomia administrativa e que o fardamento será o do Almirante Tamandaré como sempre foi.

30/01/2012

Professores do Município de São Luís iniciam greve nesta terça-feira

Falta de professores, falta de estrutura das escolas municipais e outros problemas relacionados à rede de ensino municipal, fazem com que os professores, por meio de Assembleia Geral, decidissem pela GREVE GERAL a partir do dia 31 de janeiro, terça-feira.

A prefeitura de São Luís, por sua vez adiou o início do ano letivo, para março, fator que não impede que os professores negociem em greve.

A Prefeitura de São Luís, administrada pelo prefeito João Castelo, tem uma atuação muito fraca em relação à educação. Só para que se tenha uma idéia, dos professores convocados do último concurso, muitos sofreram transtornos e tiverem dificuldades para realizarem os exames porque a Prefeitura não tinha realizado repasse, ou seja, pagamento para o laboratório autorizado.

EDUCAÇÃO DO MARANHÃO: SEDUC REALIZA BOA AÇÃO NA VILA OPERÁRIA



Abertas as matrículas no Colégio da Vila Operária

A comunidade estudantil do Bairro Vila Operária e bairros adjacentes passarão a contar, a partir do inicio do ano letivo, com a primeira escola de ensino médio da rede estadual de ensino. Nesta segunda-feira (30), foi aberto o processo regular de matrículas e serão ofertadas mais de 500 vagas para o primeiro ano do ensino médio em dois turnos.

O novo colégio foi construído pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em parceria com o Plano de Ações Articuladas (PAR), que colocou à disposição dos estados instrumentos eficazes de avaliação e de implementação de políticas de melhoria da qualidade da educação pública.

A escola contará com seis salas de aula, laboratório de informática e área de convivência. Inicialmente, o colégio funcionará nos turnos matutino e vespertino. Serão beneficiados os estudantes da Vila Operária e do entorno do colégio, residentes nos Bairros Cidade Operária, Maiobinha, Cidade Olímpica e Maiobão, Vila Kiola, Cafeteira, Jardim Tropical, entre outros.

Na semana passada o colégio recebeu equipamentos como armários, cadeiras ergométricas de acordo com o padrão exigido pelo Ministério da Educação (MEC), mesas e computadores.

A construção da primeira escola estadual de ensino médio do bairro, situada na Rua 10, foi iniciada em novembro de 2008 e retomada em 2009. O coordenador de Formação Comunitária da União de Moradores da Vila Operária, Manassés Lindoso, avalia que o bairro possui mais de cinco mil moradores e a escola beneficiaria ainda outras oito comunidades situadas no entorno do bairro.

Professora Aurinete Freitas é pré-candidata a Prefeita de Arari

O Presidente do Diretório Estadual do Partido Progressista, Deputado Waldir Maranhão (PP), oficializou nesta semana, durante a reunião do PP Mulher, em São Luís, a pré-candidatura da Professora Aurinete Freitas (PP) à Prefeitura Municipal de Arari. A reunião aconteceu no Diretório Estadual do PP, situado na Lagoa da Jansen, ao lado da Churrascaria Passo Fundo.

Nesta semana, o Diretório Estadual do PP oficializou ainda as pré-candidaturas dos progressistas Edinan Lopes (PP), César Ericeira (PP), Raul Sousa (PP) e Pelézinho (PP), que disputarão vagas de vereadores na Câmara Municipal de Arari. Waldir Maranhão colocou toda a estrutura partidária a disposição da pré-candidata à Prefeitura de Arari, Professora Aurinete Freitas, e dos pré-candidatos a vereadores.

A professora Aurinete Freitas (PP) vem construindo com os progressistas de todo o Estado uma agenda conjunta de trabalho "PP Pra Valer", com foco nas dificuldades enfrentadas pelos moradores da cada município, a exemplo da ampliação do atendimento público de saúde nos povoados de Arari, melhorias nas estradas de acesso, Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração aos educadores e servidores públicos, geração de oportunidades de empregos para os jovens e adultos da região, formação e capacitação de jovens e adultos, por meio da educação de qualidade e ainda a construção de políticas públicas para incentivo à cultura, turismo e proteção ao meio-ambiente, com ações sustentáveis.

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*Este blog coloca-se à disposição de todos os Partidos políticos para divulgar informações que são de interesse da sociedade. Mesmo sendo filiado ao Partido dos Trabalhadores e, o PT em Arari, deve ter candidato a prefeito e a vereadores, inclusive o meu nome está à disposição do PT e da sociedade arariense, uma vez que faço política por convicção na justiça e na igualdade. Não tenho ressentimento e nem odeio pessoas, mas discordo de suas ideias e práticas.

ERRATA

CONFORME COMENTÁRIO NESTE BLOG DA PRÓPRIA PROFESSORA AURINETE FREITAS, RETIFICO A INFORMAÇÃO DE QUE A POSSÍVEL PRÉ-CANDIDATA A PREFEITA DE ARARI, PROFESSORA AURINETE FREITA, MARCOU PRESENÇA NO ENCONTRO DO PP E DOS OUTROS PARTIDOS QUE FARÃO OPOSIÇÃO AO PREFEITO JOÃO CASTELO E AO GRUPO SARNEY NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES. POIS SEGUNDO ELA, A FOTO QUE ILUSTRA O TEXTO, TRATA DA REUNIÃO QUE PARTICIPARA NO FORUM DA JUVENTUDE PROGRESSITA E NÃO DA REUNIÃO DOS OPOSITORES A JOÃO CASTELO E AO GRUPO SARNEY, COMO FOI DIVULGADO.

A MINHA INTENÇÃO É APENAS INFORMAR E TER HUMILDADE DE DESDIZER QUANDO A INFORMAÇÃO NÃO ESTIVER CORRETA. COMO É O CASO. SIMPLES!

28/01/2012

ARARI

REGISTRO

Professora Aurinete, na primeira cadeira da segunda fila

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Professora Aurinete presente no encontro do PP


Possível pré-candidata a prefeita de Arari, Aurinete Freitas marcou presença no encontro do PP e dos outros Partidos que farão oposição ao prefeito João Castelo e ao grupo Sarney nas próximas eleições.

PT realizará eleições indiretas para escolha de seu candidato a prefeitura de São Luís



O vice-governador Washington Oliveira venceu mais uma

Em reunião no Sindicato dos Servidores Públicos Federal do Estado do Maranhão (SINDSEP-MA), na manhã deste sábado (28), os membros do diretório municipal do PT – São Luís decidiram pela realização de prévias indiretas para a escolha do candidato do partido a prefeitura da capital.

Dos 44 membros do diretório, 30 votaram pela realização de encontro de delegados e apenas 14 foram a favor da eleição direta. Sendo assim, não foi atingida a quantidade necessária de 1⁄3 dos membros para garantir a realização de prévias diretas (onde todos os filiados regularizados teriam direito a voto).

O prazo final para apresentação das pré-candidaturas a prefeito de São Luís é o dia 10/02. Na oportunidade foi lida uma carta do deputado estadual Zé Carlos, onde ele anunciou sua desistência da pré-candidatura e seu apoio ao vencedor das prévias.
Publicado em 28 de janeiro de 2012 por garrone

Encontro da Juventude Progressista mobiliza pré-candidatos

Centenas de pré-candidatos de todas as regiões do Estado participaram nesta semana do Encontro Estadual da Juventude Progressista. Conduzido pelo presidente estadual da Juventude Progressista, Max Gleison, o Encontro foi aberto pelo vice-presidente estadual da Juventude Progressista, Tiago Maranhão, representando o seu pai, o presidente do Diretório Estadual do PP, Deputado Waldir Maranhão (PP), que prestigiava no horário a Reunião dos Pré-Candidatos das Oposições de São Luís.

Para Gleison, as metas do Encontro foram atingidas. “Apresentamos o projeto político da juventude às eleições deste ano, orientamos os nossos jovens pré-candidatos e articulamos novas filiações”, disse Gleison. Durante o Encontro também foram implantados os novos Núcleos da Juventude Progressista (NJPs). Participaram do Encontro jovens pré-candidatos às prefeituras e câmaras municipais.

A mesa diretora foi formada por Tiago Maranhão; Dayana Roberta, da Executiva Nacional da Juventude Progressista, Hamilton Ferreira, vice-presidente estadual do PP, a vereadora Layanna Ferreira (PP), da cidade de Pinheiro (MA), Wendel Matos, que representou os pré-candidatos a prefeitos progressistas; Jorge Marcelo, da Executiva Estadual e Edmundo Belfort, da Executiva do PP de São Luís.

Em seu pronunciamento na abertura dos trabalhos, o vice-presidente da Juventude Progressista, Tiago Maranhão destacou a importância dos conceitos “Juventude“ e “Progressista”. “A Juventude Progressista trabalha na organização partidária e participação política focada na educação, no conhecimento e na proposta do PP, que tem a tradição de discutir temas importantes para o país”, disse Maranhão.

“Trabalhamos focados nas eleições deste ano, de 2014 e a seguir. Ser jovem é ser progressista e o PP está de braços abertos para a juventude de nosso Estado. A estrutura do Partido está disponível à Juventude Progressista. Por meio deste primeiro encontro ampliamos a nossa atuação regional e interagimos com jovens progressistas. Seja PP. Faça parte da Juventude Progressista. Acesse: www.pp.org.br”, concluiu.

Progressistas firmam compromisso com pré-candidatos da oposição




O presidente estadual do Partido Progressista, deputado federal Waldir Maranhão (PP), e o secretário-geral da legenda, Hamilton Ferreira (PP), participaram na última sexta-feira, 27, em São Luís, da reunião suprapartidária com os pré-candidatos à prefeitura de São Luís, Tadeu Palácio, presidente do PP da capital, Bira do Pindaré (PT), Eliziane Gama (PPS), Flávio Dino (PCdoB) e Roberto Rocha (PSB).

A reunião contou ainda com a participação do dirigente do PTC, Milton Calado, que representou o pré-candidato Edvaldo Holanda Júnior (PTC). Os dirigentes progressistas e pré-candidatos participaram em seguida de uma coletiva de imprensa e divulgaram nota ao povo de São Luís, onde oficializaram as suas pré-candidaturas e assumiram o compromisso de trabalhar por candidatura unificada e mais competitiva.

“Temos compromisso com São Luís e com o Maranhão. Por isso, estamos oficializando as nossas pré-candidaturas, almejando com determinação uma candidatura unificada mediante entendimento entre os partidos dos pré-candidatos. Uma candidatura que seja uma alternativa vencedora, pois as pesquisas mostram que juntos representamos mais de 50% das intenções de voto. Uma candidatura que irá superar os fracassos administrativos em São Luís e no Maranhão”, diz trecho da nota.

Leia a carta na íntegra:

“Ao povo de São Luís

Agora em 2012 São Luís completa 400 anos e tem uma grande oportunidade de reencontrar um caminho capaz de torná-la uma cidade de oportunidades para todos, bem cuidada, socialmente justa e desenvolvida. É o melhor presente que todos nós podemos dar à nossa querida São Luís.

É com esse compromisso que apresentamos nossos nomes à apreciação da sociedade, dos partidos políticos, dos movimentos sociais, como postulantes a uma candidatura à prefeitura de São Luís.

É hora de renovar esperanças, apresentando uma alternativa às práticas oligárquicas, à incompetência administrativa e ao festival de promessas não cumpridas, que são as marcas dessa política atrasada e patrimonialista que aí está.

Partilhamos do mesmo compromisso de apresentar à cidade um projeto de governo que garanta qualidade de vida ao povo, honestidade na gestão, prioridade às políticas sociais, educação para todos, atenção à saúde básica, prioridade para o transporte coletivo, apoio à cultura e ao esporte, transparência administrativa.

Partilhamos ainda a compreensão de que as eleições de 2012 e de 2014 são etapas da mesma luta que ocorre nos nossos 217 municípios, pela construção de um caminho novo para o Maranhão, que elimine a inaceitável contradição entre um estado rico e um povo pobre e abandonado.

Temos compromisso com São Luís e com o Maranhão. Por isso, estamos oficializando as nossas pré-candidaturas, almejando com determinação uma candidatura unificada mediante entendimento entre os partidos dos pré-candidatos. Uma candidatura que seja uma alternativa vencedora, pois as pesquisas mostram que juntos representamos mais de 50% das intenções de voto. Uma candidatura que irá superar os fracassos administrativos em São Luís e no Maranhão”.

São Luís, 27 de janeiro de 2012

Bira do Pindaré - pré candidato do PT

Eliziane Gama - pré candidata do PPS

Flávio Dino - pré candidato do PCdoB

Roberto Rocha - pré candidato do PSB

Tadeu Palácio - pré candidato do PP

Milton Calado (representando o pré-candidato Edvaldo Holanda Júnior - PTC).

Domingo é dia de escolha do novo diretório do PP de Itapecuru

Empresário José Luiz Maranhão Chaves (PP) será oficializado pré-candidato

O presidente do Diretório Estadual do Partido Progressista, deputado federal Waldir Maranhão (PP), e o presidente de Diretório Municipal de São Luís e pré-candidato à prefeitura da capital, Tadeu Palácio (PP), prestigiarão neste domingo, 29, a Convenção Partidária para Escolha do novo Diretório de Itapecuru-Mirim (108 km da capital). A convenção terá início às 9h, no Plenário da Câmara Municipal de Itapecuru.

Os trabalhos serão organizados pela Comissão Provisória do PP de Itapecuru-Mirim, presidida pelo empresário itapecuruense José Luiz Maranhão Chaves (PP), que será oficializado pré-candidato “Estamos prontos para unir forças com todos os filiados, respeitando-os e respeitando os princípios que regem o Partido Progressista, nos preparando, inclusive, para estarmos representados nas eleições municipais de 2012”, disse José Luíz Maranhão.

26/01/2012

Desvendando máscaras




Temo que a falta de respeito, a violência, a maldade e a corrupção passem a ser a regra ou, até mesmo, que as pessoas acabem pensando e acreditando que a justiça é aquela que é feita com as próprias mãos, aliás, isso nem é justiça, e sim barbárie. Se é que assim se pode classificar. A impunidade também cabe neste contexto.

Tenho refletido muito no que diz respeito à questão dos valores. Imaginemos, por exemplo, um pai que “educa” seus filhos com o fruto da corrupção e das violências? De que maneira conseguem trabalhar valores humanos tão intrinsecamente ligados às relações do homem em sociedade? Boas interrogações. Na realidade as pessoas que usufruem do que é dos outros podem até ostentar, e ostentam por um certo tempo, mas acabam sendo tristes na aparência, solitários na moral, não tem dignidade, e o pior, deseducam os seus cúmplices e familiares, levando-os à cometerem crimes tão perniciosos ou piores dos que lhes foram repassados.

É que existem pessoas que de tão corruptas os seus referenciais foram encubados no ninho da corrupção. Passaram um bom período de maturação. Que coisa hedionda, triste... Melancólica! Acostumaram-se a vida inteira com o mais fácil e de bom manuseio, mas em situações de risco tremem mais as suas vozes que os seus caráteres os denunciam. Tem coisas do seu nicho que não conseguem explicar, por mais que se esforcem. Que vergonha! Ainda passam por bons, realizam sonhos, enchem o peito e passam por cima dos justos. Ah, cabe ainda mais uma pergunta. Estes são tementes a Deus ou brincam de Deus? Dignos de piedade e de uma boa lavada na alma. Pois quando a alma é boa todo corpo é são.

Tem-se percebido o comportamento de algumas figuras do meio político, mas isso é da vida em geral, de tão dissimuladas que são, concretizam-se no seu cinismo. São hilários e profissionais na forma de mentir e iludir. Têm projetos direcionados para os seus próprios umbigos, que, mesmo que os enfeitem, não passam despercebidos. Ninguém deveria rastejar, pois isto não é uma habilidade inerente aos humanos. Felizmente ainda há os que ainda preferem à solidão com a consciência tranquila à algazarra e a aparente felicidade dos injustos. No fundo, no fundo aqueles são dignos é de pena.

Quanto ao alfabeto do entendimento. Alguns até entendem o complexo mundo de maldades que disseminam, mas preferem um pouco mais no bolso dos seus a fazer o que é justo e devido a quem de fato e de direito tem direitos.

O conhecimento começa a nos angustiar mais ainda quando descobrimos nas pessoas seus signos verbais e não verbais e detectamos textos implícitos de suas reais intenções, e linhas inteiras de seu caráter. E a angústia provocada pela injustiça continua nos incomodando quando nos deparamos com pessoas tão insipientes gerindo coisas tão vitais para a humanidade. Isso sim nos violenta.

Nilson de Jesus Ericeira Sousa

Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e estudante de Direito

25/01/2012

VIOLÊNCIA

VIOLÊNCIA EM SÃO LUÍS NOS ASSUSTA, advogado é assaltado no centro da cidade


Um cidadão de nome Ricardo foi assaltado agora à noite na Rua Barão de Itapary, próximo ao Hospital Presidente Dutra, no centro da capital.

O carro de placa HPY 1884 – Honda Fiti – dourado, foi levado e todos os pertencentes do proprietário inclusive dinheiro. Ricardo que fez o comunicado à Rádio Capital, no programa Comando da Noite, que é apresentado pelo jornalista Gilberto Lima, e que estava realizando Boletim de Ocorrências no Platão da Refesa. A vítima também conversou por telefone com o Cel. Jerfeson Teles, Comandante do Destacamento da Região Metropolitana de São Luís, que determinou que todas as vias de São Luís fossem fechadas em Blitz para tentar apreender os meliantes.

Segundo o advogado Ricardo, eram dois os bandidos que o assaltaram, usaram de palavras de baixo calão, chutes e empurrões. Os dois estavam armados com armas de fogo. Por pouco não o levaram como refém.

Do site da educação do Maranhão


Governador em exercício discute Plano de Reforma das Escolas do Maranhão
O governador em exercício, Washington Luiz Oliveira, recebeu em audiência no início da noite desta segunda-feira (23), no Palácio dos Leões, o secretário de Estado de Educação (Seduc), João Bernardo Bringel, ocasião em que foi apresentada uma síntese do Plano de Reforma das Escolas do Maranhão. O projeto é uma ordenação dos colégios nos municípios, a fim descentralizar o ensino fundamental e qualificá-lo na esfera educacional. Presentes os secretários Luís Henrique Bulcão (Cultura), Hildo Rocha (Assuntos Políticos) e o deputado Alexandre Almeida.

Conforme explicou o secretário de Educação, a proposta é também especializar as escolas nos ensinos fundamental e médio. O objetivo é produzir uma educação de maior qualidade e com as estruturas mais adequadas ao padrão pedagógico de cada município maranhense.

“O Estado do Maranhão tem um quadro de 30 mil professores, chamará mais mil docentes e quantos mais forem necessários; a reforma vai colocar nas escolas especialização por nível de ensino aproveitando melhor os educadores”, afirmou o secretário Bringel.

Bernardo Bringel informa que a mudança não está sendo imposta pela Seduc e que o Plano de Reforma das Escolas está sendo discutido com todos os municípios. Ele adiantou ainda quem tem feito encontros com gestores de várias prefeituras. Sua última visita ocorreu na quinta-feira (19) à cidade de Bacabal.

“Em todos os municípios, as necessidades devem ser acordadas porque o Município tem precisão de espaços físicos, assim como o Estado. Se pudermos compartilhar as estruturas que temos todos sairemos lucrando”, enfatizou o secretário de Educação.

23/01/2012

DROGAS: RICOS E POBRES SE IGUALAM NA DESGRAÇA

Alguns dados me chamaram à atenção em relação ao uso de drogas, principalmente do crack:

Que 91% dos municípios brasileiros já têm viciados;

Que há dez anos os números eram de 200 mil viciados e que em dez anos esse número subiu para 800 mil;

Que, quando da incursão da polícia, na Cracolândia em São Paulo, constatou-se que dos 178 ocupantes de 24 prédios, 17 destes ocupantes têm curso superior completo, e 24 estavam matriculados na universidade;

Que em três anos, a quase totalidade dos viciados estará gravemente somente, terá se envolvido em crimes e visto a família se desmantelar;

Que no fim do quinto ano de consumo, um terço dos usuários estarão mortos: vítimas de homicídios e overdose são mais freqüentes;

Que o crack eleva em 900% o nível de dopamina, o neurotransmissor que regula a sensação de prazer. Nada provoca estímulo tão poderoso;

Que 90% dos que deixam de usar crack, sofrem recaídas nos primeiros oito meses, metade desiste do tratamento e volta de vez para a pedra;

Dos usuários que passam de um ano sem usar, 90% conseguem voltar para estudar e trabalhar;

Que me grande parte das vezes, os usuários nunca conseguem se livrar de recaídas eventuais;

Que na Bolívia, 1 kg de pasta-base de coca custa R$ 11.000,00 e no Brasil cerca de R$ 130.000,00.

Outras informações que envolvem valores foram omitidas por entender prejudiciais, despertando a gula a um negócio nefasto, hediondo e desumano.

• Os dados são da Revista Veja, Ed. 2253 – ano 45 – N 04 – de 25 de janeiro de 2012.

21/01/2012

Meu pedacinho do sol

Um bocadinho de luz
Uma gotícula d’água,
Um arzinho neste poema,
No meu silêncio matinal invadiu-me,
Um pedacinho de sol:
A luz, um clarão...
E pelas flechas me iludiu
E degustei ilusão de,
Ser menino outra vez,
Ser poente e nascente,
O começo, o meio e o fim e,
Recomeçar tudo outra vez
Que despertou meu silêncio-poema
E respirei luz de esperança.
E de novo essa luz me invadiu.
Às vezes se evadiu e correu matreira de mim
E apenas no ocaso.
De pecados, incauto e despido de fé.
Mas essa luz é serena-esperança,
Faz-me em amor ressurgir.
Esse pedacinho de luz.
Acho que se chama Jesus.

Nilson Ericeira
Robrielli

18/01/2012

Arari em texto poético do notável Pedro Neto

Recebi com muita alegria, mensagem de Pedro Neto, um dos intelectuais do Maranhão. Pedro Neto é poeta, professor e escritor. Tem muitos trabalhos de muita qualidade. Como escritor, Pedro explora com magnitude a poesia e a interação do conhecimento. É natural de Vitória do Mearim, mas tem também o seu coração e a sua alma são voltados para Arari, onde desde criança corre ruas, escreve parte da história e se notabilizou entres os que são também filhos desta terra.

Particularmente, sinto-me orgulhoso de me considerar um de seus amigos. É dele este poema maravilhoso e de estética e conteúdo diferenciados.

Posto o poema de Pedro Neto para o bem do Maranhão, para o aprendizado dos que têm sede de saber e, principalmente, para que na forma de espelho, possa refletir sentimentos que temos por nossa Arari.

Nilson Ericeira

ARARI

ARARI


o menino retorna à cidade que guardou no fundo do coração
cada lembrança é para o menino a silhueta de uma ilusão
ilusão de que o tempo não apaga as razões de se viver
ledo engano o tempo tem na mudança a sua razão
de ser o rio permanece lá nas águas o reflexo
da história lavou as ruas nas enchentes e
deixou no mar o lodo da escória o rio
mearim descansa na lama dá de
beber a toda gente a vida é
um rio passa depressa
fica a saudade em
sua torrente
o tempo
cristaliza
a aflição
da queda
e o riso da
alegria na rua
de piçarra o menino
via raiar e desaparecer
o dia a música fluía da torre
da matriz e derramava-se pela
cidade à boca da noite muriçocas
surgiam num açoite de pura maldade
as crianças frequentavam o arariense o
comercial e o milton ericeira brincavam nas
ruas da franca do sol e coronel matheus vieira
a paquera rolava nas escolas beijos eram roubados
em plena praça do cruzeiro o dia bocejava mole de sol
leve faceiro o menino volta à cidade no coração cheio de
calor Arari mais que um torrão meu coração e grande amor
Pedro Neto

17/01/2012

A família, outras instituições e o resgate de valores

Todos exercemos o nosso papel na construção da nossa sociedade. Muitos nem se dão conta que ajudam a tecer todos os dias funções muitos importantes para esse equilíbrio. Tanto é que em diferentes estratos sociais há maneiras diferentes de influenciar no processo contínuo, portanto, cultural de desenvolvimento.

Tanto que, inclusos nesta textura, todos são importantes. Incluem-se também as instituições. Algumas seculares, outras mais recentes. De forma que mesmo nascendo de forma abstrata contribuem para o equilíbrio social. Citar algumas dessas instituições (subjetivas ou não), remete-nos à família, à religião (igreja e sua concepção filosófica), os movimentos sociais, à democracia na sua forma dinâmica, à política na sua real acepção, o estado e todo seu aparato formador, a cidade desde as comunas, laboradores de toda ordem, as diferenças de ver, enxergar fatos e coisas, enfim, um rol de entidades vivas ou nascentes que pulsam com os povos diferentes.

Vale ressaltar que se forjou e se entendeu necessário um ordenamento jurídico que nos levasse ao verdadeiro sentido de justiça e no fizesse alcançar o estado justo. Tanto que a busca da equidade por meio do Direito, nos seus diferentes ramos, também contribui desde tempos indos da história humana. Sempre foi assim: há coisas que se podem fazer e há as que não são permitidas. Quem se distancia do direito e da justiça, oportuniza-se ao ajustamento da lei. Quem transgride, afronta, deve se submeter ao julgo da lei. É simples. Na instituição familiar as regras têm que ser cumpridas e as ordens obedecidas por quem, por natureza social, os legisladores, as definem. É só isso. Fator que em muito poderá diminuir perversões, não permite ceifar vidas ainda nascentes para a sociedade e diminuir as violências.

Conheço pessoas e até autoridades que no afã de justificar descaminhos e desviar os rumos quando de seus discursos, querem dividir responsabilidades até pelo poder coercitivo de que tem o estado de coibir a instabilidade dos homens retos, que vivem harmonicamente em sociedade. Se as conseqüências da ausência ou ineficácia da aplicação de recursos públicos e/ou de políticas públicas e do conseqüente desvio de finalidades na ligeira mística entre o Estado uno e o Estado único, e aquele que se distancia da família, mas é familiar, amigável, oligarca, particularizado, prostituído politicamente, e, por meio de mídias, insistem em nos convencer do impossível. E nesse aspecto precisamos nos preparar todos os dias para enfrentar os mundos de que querem nos impor. Esses mundos nada mais são de que os sentidos de que nos querem incutir como o justo e o correto, quando na realidade, não há justo e muito menos correto quando, do que nos pregam, nutrem-se violências de todas as ordens, principalmente aos que estão na periferia do sistema. Patrocinando com isso, a exclusão em todos os sentidos.

Mas há a inegável e indiscutível necessidade de se rebuscar valores, ou pela preservação do que se estabeleceu ou para a ampliação, no que cabe a imposição e radicalização de limites. Nisso há de se resgatar também o valor essencial e fundamental da família. O mundo, cada vez mais cibernético e necessário, não pode impor regras mecânicas dos toques digitais. O homem só é capaz de amar a si próprio ou a outro homem, no sentido real da palavra. O apego às máquinas nos condicionam a estéreis. Pois as máquinas nos proporcionam revolução, desde à primeira em se substituiu a forma de produzir e o relacionamento dos operários, mas nossa alma, nossos sentimentos são regados de endereçamentos humanos. Isto precisa ser compreendido. Nossas impressões são do nosso cérebro e simbolicamente do coração e não de dígitos que embora necessários na ordem do progresso, não alimentam nosso ser e muito menos nos preparam para o amor.

Os homens não saciam seus sentimentos e nem amadurecem as suas relações com máquinas e sim com os seres assemelhados. Neste sentido é que, a família, a escola, a sociedade e outras instituições devem continuar insistindo na agregação dos homens pelo amor, pelo afeto, pela importância no contexto social. Mesmo que para isto, tenhamos que estabelecer regras de uso de consumos dos impulsos eletrônicos que, a cada momento se pensam mais atraentes e viciadores. Embora tenhamos que nos ocupar em cobranças que a família estabeleceu desde a sua base e voltarmos a cobrar com veemência e insistência a obediência de nossos filhos. São coisas bem simples, mas que nos tornaram bem diferentes. Um rol de responsabilidades repassadas e que ajudam a concretizar os sentidos da vida. Mas da vida em sociedade. Respeitar e ser respeitado, por exemplo.

Admite-se até que a família, mesmo que tenha algum tipo de problema, não se dê oportunidade de tratar de determinadas coisas, porém quanto à relação com os filhos, não há justificativa para que não pratiquem o diálogo e se dediquem, pai e mãe, instruindo aquele ser humano no sentido de incutir valores e de engrandecimento nas relações com o outro, para que possam no futuro se tornarem pessoas dignas e úteis à sociedade. Agentes do bem.

O estado não é responsável sozinho pelo prumo de seus agentes e já não o faz por causa dos desvios de finalidades ou da particularização do que é público e, ainda, espera-se como que num milagre, que este venha intervir de forma a sanar feridas feitas no fulcro de uma desestruturação que pode ser evitada na estruturação das instituições. Então, percebe-se que ninguém é responsável individualmente pelo descaminho de ninguém e as instituições ainda têm poder de se revigorar e contribuírem para que vidas não sejam estancadas e que famílias inteiras sofram por desvio que levam pessoas a se transformarem em estojos. Homens brutos que devem viver encarcerados, perturbadores da “ordem”.

E assim, conclui-se que muito do que é produzido nesse cenário de violência que nos desalenta, muito bem poderia ser inibido caso a sociedade não banalizasse valores de instituições importantes no contexto social e, que, se bem que poderiam, como no passado recente, funcionarem como pilastras para uma vida harmônica e com menos violência. Ainda há tempo.

Sempre deve haver tempo para os seus e essa é uma missão interminável. O homem nas suas relações é uma construção permanente. Pais, responsáveis e a família de maneira geral, são as maiores células. Os valores que são edificados pela família não são encontrados em jogatinas ilusórias e muito menos em relacionamentos apressados e temporariamente excitantes. Neste sentido, o tempo tem sido prejudicial na corrida por outros afazeres modernos e de necessidades vitais, porém não devemos esquecer que atenção, dedicação e amor são valores insubstituíveis e que tem que ser regado em dosagens no tempo certo e por pessoas de que mais esperamos e precisamos. Apartar-nos de quem mais amamos é sufocar nossas células, ofuscar sentimentos e sucumbir sem desfrutar do que mais precioso há entre os humanos: sentimentos de solidariedade, amizade, amor e acolhimento.

Nilson de Jesus Ericeira Sousa

Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e estudante de Direito

16/01/2012

Paraíso

Arari cedinho
Passam vizinhos
irmãos...
O frio dói nos ossos
Chuvisquinho chato
E, aos poucos, a cidade
move-se à rua, seu povo,
sua gente,
Desperta.
Os bentivis há muito,
nos postes, festejam
a natureza de ser desse lugar...
Chove fino, o sol maroto brilha
sempre em nós.
E o frio despede-se e andam mais gente
São irmãos, primos, des-cendentes
que fazem a cidade andar
Uns caminham, outros correm...
sempre no pulso do coração
E para isso,
É paraíso esse nosso lugar.
E chia lá fora, é café fresquinho
que cheira mais que a natureza dá
é feito aqui no paraíso: Arari o nosso lugar.

Nilson Ericeira
Robrielli

10/01/2012

LIGADO NA MÍDIA

NESTE MOMENTO ESCUTO O PROGRAMA COMANDO DA NOITE, DA RÁDIO CAPITAL, COMO QUASE TODOS OS DIAS O FAÇO, APRESENTADO PELO COLEGA JORNALISTA GILBERTO LIMA. OS ENTREVISTADOS SÃO A PROFESSORA MARILEIDE ROCHA E SEU ESPOSO DEUDETH SOUSA, PAIS DO DEPUTADO FEDERAL WEVERTON ROCHA.

Arari nossa fonte de inspiração

• Nilson de Jesus Ericeira Sousa





Além de uma paisagem maravilhosa, ladeada pelo Rio Mearim, campos naturais e de um povo acolhedor e diferenciado, Arari destaca-se pela produção de arroz, pescado, melancias, pelo fenômeno natural da Pororoca, pororocam em nós um sentimento de amor e fraternidade uns com os outros tanto que, nos finais de semana e feriados, nosso endereço é em direção ao lugar que melhor nos encontramos e que mais nos sentimos bem. É certo que também somos atraídos pelo Festival da Melancia, pela manifestação religiosa de Bom Jesus dos Aflitos, pela festa de Nossa Senhora da Graça e de tantas manifestações culturais, mas principalmente somos pelo necta de amar.

Com igual sabor também nos alimentamos do orgulho provocado por um grupo seleto de ararienses que descreve com tanta maestria em poesias, contos, artigos, contos, cifrados em coisas de nossa terra. Pessoas que Deus os diferenciou pela inteligência e têm tido a oportunidade de divulgar suas pesquisas e impressões sobre Arari, têm enriquecido ainda mais a nossa literatura e deixado a gerações trabalhos de valor indescritível. Disso eu também me alimento: do fazer literário dos intelectuais de Arari que nos colocam entre as cidades do Maranhão de peculiar intelectualidade.

Há ainda os anônimos por opção ou por falta de recursos e políticas culturais para divulgação de seus trabalhos e os que, de uma nova lavra, fazem um excelente trabalho nas comunidades sociais ou em outras mídias. Nesse bojo há a inegável contribuição de novos bons professores que se somam aos ao labor dos que já há muito contribuem com as suas sublimes missões de interagir. Num dia desses, em que as pessoas de nossa cidade aos poucos despertavam, sendo recepcionadas para um dia no paraíso da Baixada Maranhense, indo ao mercado, comprar pães, ou mesmo tomar cafezinho na praça, ou mesmo prosear em rodas com a última ou primeira informação do dia, conversando com um dos tantos escritores anônimos de Arari, que me produzia na infância, permitindo viajar no lúdico com bugigangas que me transportavam a famosos engenheiros, engendrador de mundos, talvez. Falou-me de dois artigos que estão na sua cachola e já já transportam-se a páginas permissíveis às letras. Pelo que vi está dentro do campo dos valores da família e educação formal. E mais a frente, outro me declamou poemas seus. Este descreveu coisas próprias que, de tão nossas, dão forma, cor e idéias a poesias. Encantos que só em Arari encontramos. Ou melhor, nos encontramos.

Há também aqueles que já são da galeria dos imortais, a exemplo, posso citar o senhor Horácio da Graça de Sousa Filho, em cujo legado político, tendo sido vereador, vice-prefeito e prefeito de Arari, dedica-se à poesia e a história das famílias de Arari. Contador de ricos causos e lembranças eternizadas na sua grafia, senhor Horácio é um poeta que se encuca tanto na sua arte que deve ter uma boa lavra de belos poemas e muitas histórias sobre Arari e seu povo. Orgulho-me de me considerar seu amigo, e seguir trajetória contínua a consideração a seus filhos que também compartilharam da minha infância feliz vivida em Arari, entre as ruas do Sol e do Mercadinho. Outros atores, autores, artistas multifacetados que se transformam para ajudar Arari, como é o caso de José de Ribamar Teles (nosso Maisena). Professor, desportista, locutor, funcionário público, e inegável reserva cultural de Arari, seja pelos seus feitos ou pelos importantes cargos que já exercera na sua vida pública. Como se percebe a veia cultural de Arari é pulsante, ao nominar, não seremos tão justos com tantos outros de igual valor. A exemplo, referencia-se a família Everton, nas pessoas de Marcelino e Luiz Henrique que além de realizações profissionais por meio de uma luta muito digna que lhes foi repassada pelos seus pais, honram-nos com seus escritos em livros e páginas dos principais jornais do Maranhão. Outro que não deixa por menos é o nosso conterrâneo doutor Nerle Cutrim, médico, filho de Arari, que há algum tempo realiza trabalho de igual grandeza a nosso povo. Falo de pessoas que não se deixaram levar pelo modismo imediatista do capitalismo e reservam parte de seus tempos ao enriquecimento de nossa história. Parabéns para nós de Arari cujo solo brotou gente tão grandiosa assim. Gente que talvez sem pretensão, escrevem a história de Arari à luz de suas percepções, mas muito motivados pela sensibilidade que esta terra nos proporciona.

Nessa mesma esteira, colocam-nos também num lugar de destaque intelectual, os já consagrados escritores João Batalha e José Fernandes. Fazendo coro a esse quadro o intelectual Hilton Mendonça Correa Filho (Hiltinho), que realiza rico trabalho de reportagens fotográficas seguidas de textos em português escorreito de que muito enriquece a história de Arari, assim como nos transborda de orgulho e felicidade. O trabalho de Hilton é uma fonte que revolve nossa sensibilidade e nos transporta a tempos, lugares, seres e fatos que de muito nos alegramos. Aliás, o ramo da constituição de sua família só nos engrandece e enobrece. Tais pais, tais filhos! Isso para não homenagear um por um como numa contrição de quem reconhece em vocês uma índole vocacionada apenas para o bem. Mas isso é semente. Explicam-se, então os frutos...

Por ironia, ou por devido merecimento, destaca-se a polêmica em poesia por meio de seu livro Ironia, de cuja veia satírica nos presenteou o poeta e escritor Paulo César, que também tem produzido inúmeras crônicas e artigos sobre coisas nossas; que tem se dedicado à comunicação e a história política de Arari; que inegavelmente, trata-se de um mais um auto-ditada que tem produzido sem alarde coisas nossas com a capacidade proativa de nos remeter a diferentes épocas históricas de nossa terra. Destacam-se também nessa nova lavra os bons escritores os filhos de Arari César Abas, filósofo-professor e ativista da política local que desde jovem dedica-se a fomentar a cultura de nosso Município, desde muito cedo engajado e militante em nossa terra. E recentemente tive acesso à literatura na poética de José Silva, um cidadão de bem que narra em sua poesia em linguagem acessível e de grande valor e contribuição para todos nós.

Como se pode perceber, Arari é um celeiro de escritores, poetas, comunicadores, intelectuais enfim. Nessa pequena amostra, cuja nominação não pretende ser injusta com os que mesmo não tendo sido nominados, sintam-se representados no refúgio de suas reflexões e na conseqüente inspiração que Arari nos faz.

Nosso ponto final se encontra com a urgente necessidade de investimento em nossos valores humanos, tarefa que prescinde de sensibilidade dos que se eternizaram, contribuindo com seus saberes, bem como do esforço do Poder Público no sentido de valorizar nossa história, nossa literatura e indicar novos passageiros em outros caminhos...

Nilson de Jesus Ericeira Sousa

Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e estudante de Direito

09/01/2012

No silêncio de amar


No silêncio de muitos
No que diz cada ser que não diz
No silêncio de seus mundos
No querem dizer e fazer
No que não dizem e no que dizem
No silêncio de amar
Na introspecção do ser
Na imensidão do caminho
No grito contido
No amor escondido
Na timidez do beijo primeiro
No que sabe e não se sabe
No silêncio oprimido
No despertar para o amor
No obstáculo superado
No peito sarado e no amor abrasado
Nessa trincheira de gente
Nesse silêncio incomum
É esse amor incontido...

Nilson Ericeira
Robrielle

08/01/2012

Minha terra tem Palmeiras




No Brasil, as palmeiras de babaçu encontram-se em cerca de 18 milhões de hectares entre a floresta amazônica e das terras semi-áridas do Nordeste. No Maranhão está presente principalmente nas Regiões do Itapecuru e Mearim, e vem há algum tempo sendo destruída indiscriminadamente. E olha que só no nosso estado a extração de babaçu envolve o trabalho de mais de 300 mil famílias. Principalmente mulheres (quebradeiras de côco) que, geralmente são acompanhadas de crianças.

Mas poucos são os que reconhecem a importância desse trabalho. Essa árvore nativa do Maranhão e de parte da região amazônica, aqui tinha sua importância porque era a principal produto extrativo para fabricação de óleo vegetal e produtos derivados. Lembro-me ainda de armazéns na região do Mearim. Em Arari se dava esse comércio. Na casa do senhor Dico Batalha havia grande quantidade de sacas de amêndoa, e que de quinze em quinze dias era transportada por batelões ou lanchas que trafegavam no Mearim. Era o resultado do trabalho das quebradeiras de côco que vendiam a amêndoa na lata, geralmente a comerciantes exportadores.

As que antes palmeiras que inspiravam e provocavam saudade da Terra e por isso, dignas de poemas de exaltação e o Maranhão tão contadas e decantadas em versos por dos nossos poetas, como que num hino de amor e de tão célebre que não merecia desmerecido e descabido plágio.

Da exaltação dos poetas ao anonimato político, as palmeiras de babaçu que circunda o território maranhense ganham notoriedade, não pelas pessoas que subsistem de sua variedade e multiplicação de utilidades. Tanto é que do seu mesocarpo faz-se delicioso chocolate que muitas vezes é feito sobre fogo forte na casca do próprio côco, carvão de casca, que também eram muito utilizados nos foles de oficinas metalúrgicas.

Na extração do babaçu, as trabalhadoras sentem não somente as fadigas do árduo e digno labor, mas principalmente de ausências de políticas publicas para essa área que, na nossa modesta opinião, geram além de fadigas, náuseas. As quebradeiras de côco do Maranhão usam, para seu trabalho, uma série de apetrechos, mas principalmente a manchada e manceta. Depois de serem coletadas geralmente embaixo das palmeiras ou em suas proximidades, carregam para um local, em que batem sobre o fio do machado com mais jeito que força, no que demonstram uma habilidade incomum, partindo o côco e extraindo a amêndoa. Tarefa que lhes rende um tempo de horas e para alcançarem uma porção que possam vender no mercado e ajudar e às vezes, até sustentar suas famílias.

A história digna do Maranhão é também construída assim numa fadiga digna, honesta e briosa. Nem só de corrupção se vive aqui. É certo que existem os que optam pelas fadigas, náuseas e nojo que a corrupção putrefaz. Preferem deixar propalar seus nomes, mesmo que não tenham culpa nenhuma, a agir como espelho de si próprios e do povo que os elegeram. Deixam, com isso, com raríssimas exceções que suspeitemos de suas honestidades e que propalem e sejam midiatizadas a tom de caixa. Refiro-me a especulação que suposta propinagem têm gerado no seio da sociedade do Maranhão por meio do suposto envolvimento de alguns parlamentares da Assembleia Legislativa do Maranhão. Eu mesmo não acredito nisso. A minha somatização de valores não corroboram para acreditar nessa podredão, mesmo porque do tronco de babaçu produz-se estrumes, que em nada se assemelha estercos. Prefiro continuar acreditando que na minha Terra tem palmeiras onde não somente o sabiá canta, mas que gera mil e uma utilidades para as pessoas do interior maranhense. Prefiro ainda acreditar que as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá. Que os rumores daqui não são os mesmo de lá. Neste caso não há carapuça e sim palmeiras a não ser que de seus subprodutos também convenhamos produzir máscaras.

Pasmem, mas de uma hora para outra, a palmeira tornou-se celebridade. É árvore, fruto suspeito de propinagem na Assembléia Legislativa do Maranhão, a Casa do Povo. Tenho a intuição de que milhares de maranhenses não acreditamos nisso, mas preferimos que a Casa do Povo se permita investigar a deixar ruir suas colunas que nem de palmeiras são, mas de homens que o povo confiou suas procurações. Parodoxal! Logo a AL fica plantada em área ecológica e de preservação ambiental! Tamanho paradoxo, uma vez que se especula que alguns deputados teriam recebido cerca de 50 mil reais para aprovarem o Projeto da Lei do Babaçu na Ilha de São Luís. Não, não acredito. Não pelo pouca cifra, uma vez que existem os que gastam verdadeira fortuna para chegarem ao parlamento e que nem de perto representam tal ninharia. Mas porque na vida e na história, precisamos de referenciais valorativos como bases de uma sociedade justa e, principalmente, o Poder Legislativo, que têm entre as suas atribuições a de criar, aprovar ou desaprovar leis...

Ainda bem que minha terra tem palmeiras, sabiás e políticos e entre estes os deputados honestos, que para boa impressão junto a seus eleitores e de sua família deveriam radicalizar nesta questão. Mas pelo visto, os deputados que aqui legislam não legislam com lá. Se bem que ninguém cisma, dedura ou recebe sozinho, tem que ter pelo menos uns trinta e dessa maneira prazer nenhum encontramos por cá. Mas não permita Deus o assunto das palmeiras morra, caia no esquecimento, em panos quentes sem que pelo menos o Ministério Público traga à tona a podredão desse lugar.

E continua o enredo do exílio sem palmeiras, sem babaçus, sem amêndoas, ou moedas, e com deputados protelando uma investigação que muito bem poderia creditar junto à população a atuação da Assembleia Legislativa. Presume-se e, até se acredita, que todos deveriam que o obscurantismo dessa denúncia viesse às claras. E se se morre de amor pelo Maranhão, pelo menos uma demonsração de efetiva responsabilidade na representação de cada um dos nossos 42 deputados faria um bem enorme para a democracia. Fora disso, caímos apenas no lugar comum, de discursos, apenas.

Mil e uma utilidades - Então voltemos ao palmeiral. Dada a grande diversidade da utilidade da palmeira de bacaçu, dela se aproveita tudo. Quando nova, dela extrai-se o palmito, palha para confeccionar vários objetos, entre os quais o côfo, o abano, a meançaba, o jacá, maromba de casas e cobertas, troncos para cercas, carvão, troncos para escadas e jiraus... Concentram altos teores de matérias graxas, ou seja, gorduras de aplicação alimentícia ou industrial. Assim, o principal destinatário das amêndoas do babaçu são as indústrias locais de esmagamento, produtoras de óleo cru. Constituindo cerca de 65% do peso da amêndoa, esse óleo é subproduto para a fabricação de sabão, glicerina e óleo comestível, mais tarde transformado em margarina, e de uma torta utilizada na produção de ração animal e de óleo comestível.Suas folhas servem de matéria-prima para a fabricação de utilitários - cestos de vários tamanhos e funções, abanos, peneiras, esteiras, cercas, janelas, portas, armadilhas, gaiolas. Das palmeiras jovens, quando derrubadas, extrai-se o palmito e coleta-se uma seiva que, fermentada, produz um vinho bastante apreciado regionalmente.

As amêndoas verdes - recém-extraídas, raladas e espremidas com um pouco de água em um pano fino fornecem um leite de propriedades nutritivas semelhantes às do leite humano, segundo pesquisas do Instituto de Recursos Naturais do Maranhão. Esse leite é muito usado na culinária local como tempero para carnes de caça e peixes, substituindo o leite de coco-da-baía, e como mistura para empapar o cuscuz de milho, de arroz e de farinha de mandioca, leite de côco que substitui o leite de vaca.

Outros produtos de aplicação industrial podem ser derivados da casca do coco do babaçu, tais como etanol, metanol, coque, carvão reativado, gases combustíveis, ácido acético e alcatrão.

Nilson de Jesus Ericeira Sousa
Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e estudante de Direito

06/01/2012

Para uma flor mimosa

Como um vislumbre entre as flechas perpassam
Com o meigo escombro obscuro de hora tingindo
O amor de longe saudoso se enlaça
Segregamente o coração pungindo
Em cada instante da lembrança passa
Teu corpo meigo como que fingindo
Um anjo que lentamente voar-se
Alimentando o nosso amor bem vindo
Sinhá o teu lindo nome
Indica uma flor mimosa
Tens a beleza da flor
Que também se chama Rosa
Não sabe quanto eu te amo
E quanto sou por ti querido
Basta só que tens o nome da minha rosa Casilda
João Itelvino

(Dedicado a Casilda Rosa e tia Rosinha quando do casamento da segunda)

02/01/2012

Casilda Rosa Flor: nosso presépio de amor!


No detalhe: Benedita Ericeira, Josefa e Eliesita, filhas de Casilda Rosa


No alvorecer do dia 19 de junho de 1913, nasceu em Arari, Casilda Rosa Chaves Fernandes Ericeira, vó Sinhá, mãezinha, que era filha de Marcelino Eduardo Chaves e Joana Tereza Chaves. Que ainda menina perdeu sua mãe e, que, logo após conheceu Raimunda, sua segunda mãe, que teve as irmãs do primeiro casamento de seu pai: Rosa Clara Chaves Pestana (tia Rosinha), Maria Chaves, Edite Chaves (que era esposa de Manoel La Bas), Manoel Antônio (Senhor), Nazir Chaves, Zilfe Geni Chaves, Dulce Chaves (que era casada com Wlisses). Casilda sorriu, sofreu, pariu, criou filhos e netos, resignou. E do casamento com Pedro Paulo Ericeira ela deu “à luz” a 16 brotos: Josefa Ericeira Lobo (tia Finha), Genezina Ericeira Pestana (tia Genéca), Luiz Flanklin Chaves Ericeira (tio Luís) Marcelino Chaves Ericeira (tio Macico), Antônia Ericeira Lobo (tia Antônia), Benedita Ericeira Ericeira (Dudu), Eliezita Ericeira Sousa (Lelé, Elié, Mãequitinha), Maria do Amparo (tia Amparo), Maria José Ericeira (tia Maisé) e Pedro Paulo Ericeira Filho (tio Pedro). Dissemos dezesseis filhos, mas Deus levou prematuramente, Jona Tereza, Maria de Nazaré, Rosa, Raimunda, Raimundo Benedito e José de Ribamar. Ainda neste contexto, que dos três matrimônios de seu pai, ainda eram suas irmãs do terceiro casamento, Didi, Emir e Jesus, e do primeiro casamento Deominda, Mazoni e Raimundo.

Referimo-nos a uma mulher de muita fibra que mesmo de porte pequeno e franzino, agigantava-se em seu interior o desígnio de unir, mas unir pelo amor e pela contrição com Deus e em Deus. Mãezinha comportava uma série de virtudes que a tornaram grande em nós do jeito que sentimos e já sabíamos ser verdadeiro esse amor. Um amor que nos habita (é nossa existência), que nos fortalece, nos orgulha, preenche e nos renova no espírito... Um ser humano especial que sofreu, mas nunca se deixou fraquejar diante das intempéries da vida, tanto é que mais ou menos aos 25 anos teve paralisia infantil, o que lhe condicionou por um período a uma cadeira de rodas. Que viveu parte de sua vida na Fazenda Velha ajudando Pedro Ericeira, seu esposo, a laborar a terra e o gado e que tinha domicílio na Rua de Santa Luzia, e que depois se mudou definitivamente para São Luís, no Tirirical, no que foi motivada para acompanhar os estudos de seus rebentos mais novos. Mas que se ressalte no esplendor de seus poemas que enfatizavam declarações de amor por Arari, pelos seus filhos e por Pedros que, feito rochas edificam a mensagem. Arari do peixe, da melancia, do Mearim, dos compadres, e dos especiais compadre Tonico e comadre Socorro Santos. Da sua especial mensagem de verdadeira devoção por Bom Jesus, e disto tanto se alimentava que, quando agosto chegava, animava-se para a Graça e, em setembro, prostrava-se em orações a nosso padroeiro maior. Arari fazia parte de sua vida e de seus poemas e os declarou até pouco antes da sua despedida o ardente desejo de voltar, e assim parafraseando Gonçalves Dias sem nunca ter lido. A sublime missão de uma arariense que cantou, orou, andou, correu, recitou, celebrou poemas de amor. Que amou ou seus filhos com toda intensidade que se dedicou também a seus netos e bisnetos como se filhos fossem. E o eram... Que orou, rezou e nos guardou no seu coração imenso de uma grande mãe que sublimemente a chamávamos de mãezinha. Que dividia o pouco entre muitos e sempre nos ensinava que o muito sem Deus é nada e pouco com Deus é tudo.

E caminho de um presépio de amor, nas estradinhas com aves, animais diversos, ovelhas, bois, cavalos e burros que pastavam ante a estrela que anunciavam a chegada do menino Deus. Lembramo-nos que quando crianças íamos contemplar Jesus Menino, na manjedoura que mãezinha construía todos os anos. Presépio que simboliza uma procissão de fé e que há mais de 60 anos vem sendo armado, pensado e produzido todos os anos como numa tradição. Agora, confiado a uma de suas netas essa tarefa de fé, transfiguração do real, traduzindo no presépio de Sinhá que deve seguir com base na pilastra de nascer de novo, renovar-se na fé, na união e na prosperidade.

Casilda sempre nos deu aulas de humildade e de relacionamento sem nunca ter nos cobrado nada, nem mesmo em gestos reclamava da distância dos que poderiam estar mais por perto. É certo que ela muito pouco freqüentou a escolas tradicionais, mas detinha uma sabedoria somente atribuída aos intelectuais de nascença. Dessa destreza no olhar, no falar, no dançar, no recitar e no produzir, imaginamos alguns assemelhados em descendência e inteligência. Muito mais que teus filhos, netos e bisnetos, somos de teu sangue e nos orgulhamos de ter derivado e convivido com uma pessoa que de tão especial que é, chama-se Rosa. E seguindo, regando no teu jardim, rebuscando em tuas lições e bênçãos que são o nosso patrimônio imaterial e incomensurável. Pois se trata de essência e essência não tem forma, mas só a sentimos nos transpirar e, neste caso do teu gen.

E o que corre em nós é essa Rosa que não somente é o nosso jardim, mas nossas rosas, flores, amor, primavera, estações enfim. Deixou-nos uma saudade, um vazio e o oceano de lágrimas que não cessam, pois são fontes: de amor, o nosso amor! Do amor de Sinhá, já nos seu maior estágio da vida, aos 98 anos, recitou poemas seus com avidez e o brilhantismo dos intelectuais orgânicos que, mesmo com poucos livros e muitas letras, nos ensinou apenas a amar. Arari e Deus eram as suas inspirações maiores de vida e de existência pedia que Este não permitisse que ela morresse sem que voltasse para lá. Nos seus últimos dias e horas pediu para voltar de onde nunca saiu, pois nossa Terra era uma constante em seus versos e causos... Arari era sempre verbalizada no seu encanto e magia. Bastava alguém se referir, e isso é doce no nosso orgulho, para exaltar personagens do seu mundo e vividos em sua época.

Mas, no alvorecer do dia 26 de outubro de 2011, Deus a levou para a glória e ficou em nós saudade, a saudade de amar, a saudade o seu encanto e vocação para alegria, e para bem servir. Às vezes parava, como se tivera intacta, quando o assunto era contrição com Deus. Muitas vezes nas nossas aparições constantes à sua casa, a surpreendemos no seu refúgio na Rua Flavio Bezerra, no São Cristóvão, interagindo com Deus, pedindo mais para os seus que para si própria, coisa digna dos bons corações, de quem tinha vocação apenas para o bem. Tantas vezes saciaste as nossas sedes e fomes, estancaste as nossas angústias e nos alimentaste com teu doce de amar. E agora, o tempo parou, o tempo nos parou, e tentamos superar uma saudade profunda que nos isola, nos ilha, nos desalenta, mas nos sustenta no teu espelho, na tua vida digna e história em nós. De uma vida irretocável. Um caráter de conduta ilibada. Um ser humano maravilhoso. Você é tudo! O nosso amor e o que de nós reflete. Nosso sangue, nosso amor! A alegria é você! Você está em nós. Você é essência, sorriso, alegria e a paz que sentimos no conforto de nossas consciências. Sabemos que agora você dorme no reino da glória e de virtudes de amor. Foi o que sempre fez: servir sem olhar a quem. Seus filhos, netos e bisnetos choraram e choram a dor da partida como algo que rasga nosso ser, algo que não sabemos explicar e explica-se em você, sentimento de perda que nos dilacera e todos vivemos na sua despedida dias de muita aflição e desalento. Mas saiba que nossas lágrimas são fontes de amor compartilhado, de um sentimento a que sempre só nos ensinou a amar. E seguimos nos firmando, segurando-nos em teus ensinamentos de humanidade, cristandade e solidariedade que são valores postados em nossos corações iguais derivações de pedras, Pedro ou rochas.

Retemos e reproduziremos a sua sabedoria de mulher guerreira que sofreu, mas não demonstrou, que resignou e suplicou a paz pela nossa união. Que antecipou saudades que sentiria de teus filhos quando Deus a levasse. E, ... que externou saudade transcendental que sentiria na partida e isso, se fez... Para cada um deles disseminou o melhor. Com sabedoria e agregação distribuiu amor por inteiro a todos. Casilda você nunca passou da medida do amor, mas disseminou na medida da grandeza de teu ser, sem acepções. Isso só se explica num coração magnificente.

E no dia da despedida em nossa Terra, todos os seus descendentes, ali, com o coração gelado, com o corpo esquálido, com pés que indicam o mesmo caminho, com gente da mesma áurea, nos becos de outrora, dobramos as ruas e avenidas como se em cada esquina as angélicas do jardim de dona Êusda desabrochassem com a mesma essência e no mesmo feito que dobrávamos o canto da casa de Totó Vale e dona Dinoca, no mesmo tom de que recepcionava Canuto e Marajá na prosa na sala da Casa Velha, na Rua de Santa Luzia. Nas mesmas lembranças de Lourdes, Justino, Mano, Aninha e de tantos outros que também fizeram parte da sua história. Escutamos os latidos de feroz e não-digo, subimos nos pés das azeitoneira e mangueiras e saboreamos goiabas pratas que com tanto zelo te dedicaste. E seguimos pelos becos do armazém, abrimos, o portão, fomos atendidos na quitanda, sentindo cheiro do café torrado no moinho, tão gostoso que igual não há, e escutamos trincar das janelas e portas grandes, e escutamos o chuar-chuar da água caindo no tanque grande. Ali, maroto o pica-pau, na divisa da cerca dos quitais de seu Jorge Oliveira e Flávio, bichinho maroto nos espiava meninos... E seguimos a rua como se não quiséssemos acreditar que estávamos a cada instante nos despedindo desse amor que nos ensinaste. Mas..., naquele dia, a saudade inexplicável de muitos dias, nos tomava de uma dor insuportável, víamos perto de um ser benevolente, acolhedor, do mesmo jeito que declaramos nosso amor por você por todas as nossas vidas. Se fóssemos repetir palavras outras vez nos declarávamos de corpo e alma a esse ser maravilhoso que Deus nos presenteou. Mas o que se explica por Deus nos consola na nossa maior angústia, nos sara dessa paixão e nos revigora e nos ensina a nos aprimorar ainda mais nas nossas relações com os outros. Nós seguiremos sendo espelhos em que te enxergamos e nos enxergamos numa projeção de amor, de virtudes, de religião, de obstinação e agregação em nome do altíssimo. Essa foi à lição de vida que nos deixaste como patrimônio incomensurável, amor irresolúvel, que em nós se transforma no maior tesouro que nos deixaste...

Mesmo sabendo que em Arari e em todo o Brasil, poucos são os que cultuam a memória dos seus filhos ilustres, mas edificaremos esse nome e vida de Casilda Rosa, teus poemas, teus causos, tua vida de acolhimento que se materializar num futuro bem próximo com a criação de uma entidade que irá servir às pessoas cujo Estado lhes apartou. Faremos isso, pois, se não o fizermos estaremos negando o nosso sangue e sobrando a vela antes de acendê-la. Sabe-se ainda que não temos o costume de lembrar dos homens bons e mulheres que fazem a nossa história e muito menos de valorizar os verdadeiros referenciais de nossa terra, mas da mesma forma que contribuíste para que nosso avô Pedro Paulo Ericeira para que fosse vereador e vice-prefeito de Arari, não deixaremos de lutar pelos que mais precisam e nunca deixaremos de alçar a bandeira da justiça.

Nilson de Jesus Ericeira Sousa

Paulo César Ericeira de Sousa