28/06/2011

EDUCAÇÃO DO MARANHÃO

Sindicato e MP discutem calendário escolar

Data de Publicação: 28 de junho de 2011 às 14:05

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A direção do SINPROESEMMA esteve reunida nesta terça-feira, ( 28), pela manhã, na Promotoria da Educação – sede do Ministério Público (Cohama), com o promotor de Educação Paulo Avelar, para juntos, as duas partes - discutirem e encaminharem saídas para o impasse que ora se apresenta diante da problemática do calendário escolar e das vagas excedentes do último concurso realizado pelo governo do estado.

No encontro, a direção destacou o posicionamento da entidade quanto ao calendário escolar, haja vista o governo querer forçar a continuidade de aulas ainda que prejudique os trabalhadores em educação para cumprir com a data de encerramento divulgada no início do ano (23 de dezembro).

No ponto de vista do presidente do SINPROESEMMA, Júlio Pinheiro, o governo é moroso quando se trata da resolução de questões pertinentes a categoria. Segundo ele, o impasse gera indignação, porque até agora, não há definição acerca das férias.

“Os diretores pressionam os trabalhadores que por sua vez, pressionam o sindicato e no final, ficamos sem saber o que fazer, porque o governo não se posiciona”, disse ele, acrescentando que a direção entende a necessidade das escolas comporem seus calendários para 30 dias e em alguns casos até para quinze. “Neste caso, dia 23 passa a ser uma das referências do término e não a única”, ressalta, ele lembrando que cada unidade escolar deve respeitar os dias de aulas aplicadas pelos educadores.

Excedentes

Quanto a questão dos excedentes, Pinheiro ressaltou que já existe uma ação no MP desde o ano passado que levanta a possibilidade de chamar o restante dos educadores (cerca de 600), que participaram do certame, foram aprovados e que mesmo assim, ainda não estão incluídos no processo educacional da rede pública do estado.

Para Pinheiro é inadmissível que trabalhadores concursados fiquem fora do processo, mesmo havendo necessidade de serem contratados. “O Sindicato – diz, fica buscando discussão com o governo, que acaba não delegando poderes a outros que querem resolver os problemas, e concentra o poder de decisão nas mãos de poucos”, queixou se ele ao promotor.

O promotor de Educação Paulo Avelar, disse ser preocupante a questão dos concursados. Ele destacou o prazo de validade que é fevereiro de 2012, mas afirmou que nos próximos dias estará tratando com gestores do governo de todos os assuntos que preocupam neste momento os dirigentes sindicais. “Estou providenciando a vinda da secretária de Educação e do Planejamento do Estado aqui no MP para uma reunião”, disse ele, se comprometendo em pedir um levantamento do número de professores excedentes no estado.

Outra preocupação enfatizada pelo promotor foi a possibilidade da criação de cargos junto à Assembléia Legislativa que venham a preencher todo o quadro, senão, exigir do governo, a realização de um novo concurso em 2012. “Preocupa-me a contratação temporária pro ela ser contra a lei”, disse Avelar .

No que tange às férias de julho, Paulo Avelar ser necessário levantar carga horária de cada escola para daí sim, aplicar as férias de acordo com a necessidade de cada unidade. “Encerrar dentro do calendário é fundamental, mas não pode ser oneroso ao professor. Vejo isso com grande preocupação”, ressaltou.

Opinião - O Governo do Maranhão precisa tomar algumas medidas urgentes em relção à educação. Chamar o professores excendentes do último é uma delas. Afinal, dos itens negociados pelo Sindicato, nenhum deles foi cumprido até, então. A não ser a multa imposta pela Justiça ao Sindicato, que com o término da greve, o estado aceitou retirar a queixa... Mas não é só isso, milhares de promoções e titulações adormecem nas escrivaninhas da Superintendência de Recursosos Humanos/Seduc, sem que nenhuma providência seja tomada. Enquanto isso, os trabalhadores perdem, deixam de receber, em seus contracheques em média R$ 500 reais por cada gratificação de professor não deferida. Tudo isso porque propalavam que ia ser automático. Há registros desse discurso...
Trata-se de uma questão scoial, por isso está passando da hora do Ministério Público se manifestar. Nada contra a administração de A, de B ou Z. Justiça se faz com coerência e respeito aos trabalahadores.


25/06/2011

AMOR VERDADEIRO

AMOR VERDADEIRO
ENCONTRA-SE NA PROCURA
DO OUTRO
É PARTE E O TODO
É TODA ESSÊNCIA DO AMOR
O AMOR VERDADEIRO É O SENTIDO
DA VIDA
É O LHAR PRIMEIRO
O CHEIRO SANTO
O ENXERTO
É AMOR
O AMOR DE VERDADE
CONSTRÓI-SE EM SI
É PARTE INTEGRANTE
É A PARTE
É A FLOR, O JARDIM
ARREBOL
É MUNDO, O TEMPO, ESTRELA
CONSTELAÇÕES...
É AMOR.

NILSON ERICEIRA
ROBRIELLI

Arari e a mitra da minha alma

Arari e a mitra da minha alma
Caminhos descalços
De pés no chão
Camisa rasgada no ombro
Cigarrilha incandescente
Pigarros constantes
No puxado da sorte
Proseiros, caminheiros...
E entre prosas e risos
Em um silêncio compartilhado
Apenas respondido no shuar das folhas ao tempo
Em caminhos e descaminhos e
Tocos em topadas que a vida fez
Histórias minhas, coisas nossas
Rumo ao Lago da sorte
Da morte que em vida alimenta vidas
E não só de peixes viveram aqueles homens
Mas de toda paisagem-gaivota
E sericoras, socós e gaviões...
E as piabinhas branquinhas igual à água
E caminham meticulosos cascas de uruás
E lisos em capins e marta sobreposta a terra
E deslizei naquela terra...
Que é chão tão liso quanto a barriga na espinha
E assim, pesqueiros de outrora me ensinara a amar
Na mira e mitra da minha imaginação
Na mitra da alma
Lembrar-me de coisas nossas
Das minhas coisas, substratos da minha vida
E fé na minha alma
Que os bem-ti-vis acenam a uma nova prole
De espécies
E desse sonho real
Despeço-me por alguns segundos,
Apenas.

Nilson Ericeira
(Robrielli)

ANIVERSÁRIO DA CIDADE DE ARARI DO MARANHÃO

Fui pescado pelo amor compartilhado, amor recíproco, amor, apenas...


Arari nasceu antes de nós. Faz parte de nossas vias, vasos sanguíneos que nos cobre de vida e oxigena o nosso sangue, igual miolo de melancia bem madurinha ou peixe pescado da hora. Isso sim pororoca em nós, igualmente corre no seu interior um rio que nos nutre de vida e alimenta nosso povo. É um cartão postal! Que mesmo antes de nos servir pratos deliciosos de curimatãs, mandis, surubis, capadinhos, camarões sem, contudo, esquecer das carambanjas enganchadas nas redes ou mesmo visgadas com anzol e caniço numa sonora e única música sensacional. Arari é um pesqueiro de amor. É botador, é mitra que mira n’alma que encanta e acalanta gerações.

É uma terra que plantando de tudo dá, tem ares do meu Brasil e é a nossa pátria. É agradabilíssima e lugar melhor não há. Arari é assim tão fascinante quanto é seu povo inteligente, hospitaleiro, ordeiro, “politizado” e amado uns pelos outros. Quem não escuta costumeiramente esta pergunta-provocação: quando vamos lá> Eu às vezes não respondo porque estou nela e ela está em mim (cometeria um paradoxo), meu beco, meu encanto, meu mundo meu céu de poesias líricas. Só isso! É somente o que me basta para viver e amar, igual nossos bem-ti-vis matreiros que nos animam a cada manhã e, ao entardecer, se despendem em sinfônico sentido de quem também faz parte de nossa vida. Bom mesmo é viver nesse lugar. Lá não se tem as aflições que se tem por cá.

Pororoca em mim o amor desse portal de esperança que Deus me quis amar incondicionalmente, da mesma forma das balas que Zeca foi batizado, com do discurso de Davi, do aêêê derressol, de Fortunato, Xavante e Tinga, da gaiola de Gabelha, da música de Super-Homem (Zeca Perone), da eterna saudade de Zezinho, das traquinagens de Jô Campos, do show de Mauro, do saque de Bina e da despedida do maior maestro nos seus eternos anos de glória Martins. E que batalha teve seu Dico Batalha e Dona Batalha (sobrenomes muito bem apropriados) para educá-los com muita dignidade, serenidade e muito, muito respeito ao ser humano, todos os seus filhos na divisa da Franca com o Carne Sêca. E é de outra safra, a traíra pescada por Felipa e Ozébia, o velho cofo de seu Aprígio e outras gerações que parecem indiferente a tudo isso. Essa é a nossa Arari, cidade que igual não há. Nos seu 147 anos de revezes e vitórias, mas que ainda precisa melhorar na sua teia social, principalmente na questão da dignidade pelo trabalho e na consciência política de muita gente. Arari ainda sofre do mal da ausência de políticas públicas e falta de planejamento. A crítica passa longe de ser de cunho pessoal, birra, briga ou coisa menor, mas é preciso que quem dela usufrui não se esqueça que homens e mulheres ainda enfrentam enormes dificuldades para sustentar suas famílias, criar seus filhos e educá-los dentro dos costume da nossa tradição. Coloque-se uma vez por dia no lugar deles! Têm ruas na cidade que não tem a menor infraestrutura de ser rua, isto passa pela dignidade humana. Pensar na cidade é pensar na dignidade de todos. Isso é amor.

Mas se a cidade aniversaria não seria hora de num banquete qualquer fossem chamados os vereadores deputados, governadores, prefeitos e senadores, políticos enfim, que receberam boa votação dessa gente! Não caberia no momento de não somente aparecer para cortar o bolo, escutar saraivada de foguetes, fazer discursos eloqüentes e “generosos”, mas trazer o presente em forma de políticas públicas para mais de 27 mil pessoas que acreditam neles. Nesse aspecto, perdoem-me ironia, mais não acredito e nem me arriscaria a provar de tal receita. Desculpem-me mais uma vez, porém precisamos cantar os parabéns e nenhuma vela precisa apagar antes disto. Deixe-as queimando até que se anuncie um verdadeiro rol de obras de cunho eminentemente social.

Então, coordene o hino do poeta maior: o Zé de todos nós: José Fernandes ou, se preferir, conte as coisas e gentes da minha terra, nas escolas, nas bibliotecas, em casa e não se esqueça dessa raiz também tão bem narrada por Horácio da Graça. Isso é amor! Nesse nosso céu não existe antônimo do amor, há Antônimos, Marias e Joões. Esse amor intenso e incessante que se faz um alfabeto de tantas letras, signos, ritmos, cores, sons, cujo soneto é amor redundante e pleno por toda vida. Amor circulante, amor jorrante. Dessa seiva que se criou Paulo, Pedro, Fernando, José, que auxilia e que maestria na nossa divina flor de Cacilda que é Rosa em que eu [Crescy] nela.

Desse jardim conheço as rosas, o tempo, o vento, a estação, a primavera e o verão. Conheço os lagos, estradas, caminhos e descaminhos por onde passei. “Conheço as manhas e as manhãs.” São moradas eternas, objetos de meu admirar. Neste instante eu digo: a idade da cidade é bem menor que a imensidão em nós. Existência, oásis, sentido e direção. Por isso, apesar do amor incondicional, precisamos enxergar nossa cidade para todas as gerações.

E se nosso peixe falhar? E se toldarmos a nossa água com dejetos? E se o administrador não fizer? Antes disso, precisamos ficar alerta a não nos deixar sucumbir ante a mídia eletrônica que nos enche de pororoca como se nosso único prato fosse esse ser levado na onda. Arari é mais que nós próprios. Como disse, é nosso sangue, nosso melhor amigo e nossa casa. Arari é a nossa conversão. E nela nos encontramos, fazemos nossa festa, bem antes de chegar, já estamos. Ser filho dessa terra é igual a pular da ponte, pescar camarão, contar estórias com os amigos, rever pessoas, tomar cafezinho na porta dos vizinhos, trazer à última notícia, falar de política, ser adversário sem ser inimigo, conquistar o amor por meio do amor, andar de bicicleta na avenida, namorar na praça, freqüentar o bar Justino, banhar no esmeril, escutar o sino da igreja, jogar no Palhoção, ver o gol de Telesco, sentir o frio do inferno e, isso é viver, é amar...

Pela vida e pelas ruas que avenidas em mim, saúdo Arari e seu povo por 147 anos de emancipação política – das outras emancipações ainda corremos atrás, nestes dias 25, 26 e 27 de junho, na certeza de que exercitaremos o nosso papel político de cobrar das autoridades, romper se preciso for, zangar e até não ser compreendido, mas na condição de um amor que não conseguimos mensurar. É verdade que compartamos uma cidade dentro de nós com a mesma guarida.

Mas antes que seja tarde, corre compadre vem jantar, pois sinto o cheiro do peixe que acabei de pescar: são peixes tarrafeados no amor, cheinho de felicitações a todos que acordam felizes por ser dessa terra tão querida por todos nós. Esta é a minha homenagem que tomou forma de um mapa sentimental. Fazer o quê! Parabéns Arari e seu povo.

Nilson de Jesus Ericeira Sousa

Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo, estudante de Direito

Blog: jornalistanilsonericeira.blogspot.com, e-mail: nilsondearari@ig.com.br



PARABÉNS ARARI




Fui pescado pelo amor compartilhado, amor recíproco, amor, apenas...

Arari nasceu antes de nós. Faz parte de nossas vias, vasos sanguíneos que nos cobre de vida e oxigena o nosso sangue, igual miolo de melancia bem madurinha ou peixe pescado da hora. Isso sim pororoca em nós, igualmente corre no seu interior um rio que nos nutre de vida e alimenta nosso povo. É um cartão postal! Que mesmo antes de nos servir pratos deliciosos de curimatãs, mandis, surubis, capadinhos, camarões sem, contudo, esquecer das carambanjas enganchadas nas redes ou mesmo visgadas com anzol e caniço numa sonora e única música sensacional. Arari é um pesqueiro de amor. É botador, é mitra que mira n’alma que encanta e acalanta gerações.

É uma terra que plantando de tudo dá, tem ares do meu Brasil e é a nossa pátria. É agradabilíssima e lugar melhor não há. Arari é assim tão fascinante quanto é seu povo inteligente, hospitaleiro, ordeiro, “politizado” e amado uns pelos outros. Quem não escuta costumeiramente esta pergunta-provocação: quando vamos lá> Eu às vezes não respondo porque estou nela e ela está em mim (cometeria um paradoxo), meu beco, meu encanto, meu mundo meu céu de poesias líricas. Só isso! É somente o que me basta para viver e amar, igual nossos bem-ti-vis matreiros que nos animam a cada manhã e, ao entardecer, se despendem em sinfônico sentido de quem também faz parte de nossa vida. Bom mesmo é viver nesse lugar. Lá não se tem as aflições que se tem por cá.

Pororoca em mim o amor desse portal de esperança que Deus me quis amar incondicionalmente, da mesma forma das balas que Zeca foi batizado, com do discurso de Davi, do aêêê derressol, de Fortunato, Xavante e Tinga, da gaiola de Gabelha, da música de Super-Homem (Zeca Perone), da eterna saudade de Zezinho, das traquinagens de Jô Campos, do show de Mauro, do saque de Bina e da despedida do maior maestro nos seus eternos anos de glória Martins. E que batalha teve seu Dico Batalha e Dona Batalha (sobrenomes muito bem apropriados) para educá-los com muita dignidade, serenidade e muito, muito respeito ao ser humano, todos os seus filhos na divisa da Franca com o Carne Sêca. E é de outra safra, a traíra pescada por Felipa e Ozébia, o velho cofo de seu Aprígio e outras gerações que parecem indiferente a tudo isso. Essa é a nossa Arari, cidade que igual não há. Nos seu 147 anos de revezes e vitórias, mas que ainda precisa melhorar na sua teia social, principalmente na questão da dignidade pelo trabalho e na consciência política de muita gente. Arari ainda sofre do mal da ausência de políticas públicas e falta de planejamento. A crítica passa longe de ser de cunho pessoal, birra, briga ou coisa menor, mas é preciso que quem dela usufrui não se esqueça que homens e mulheres ainda enfrentam enormes dificuldades para sustentar suas famílias, criar seus filhos e educá-los dentro dos costume da nossa tradição. Coloque-se uma vez por dia no lugar deles! Têm ruas na cidade que não tem a menor infraestrutura de ser rua, isto passa pela dignidade humana. Pensar na cidade é pensar na dignidade de todos. Isso é amor.

Mas se a cidade aniversaria não seria hora de num banquete qualquer fossem chamados os vereadores deputados, governadores, prefeitos e senadores, políticos enfim, que receberam boa votação dessa gente! Não caberia no momento de não somente aparecer para cortar o bolo, escutar saraivada de foguetes, fazer discursos eloqüentes e “generosos”, mas trazer o presente em forma de políticas públicas para mais de 27 mil pessoas que acreditam neles. Nesse aspecto, perdoem-me ironia, mais não acredito e nem me arriscaria a provar de tal receita. Desculpem-me mais uma vez, porém precisamos cantar os parabéns e nenhuma vela precisa apagar antes disto. Deixe-as queimando até que se anuncie um verdadeiro rol de obras de cunho eminentemente social.

Então, coordene o hino do poeta maior: o Zé de todos nós: José Fernandes ou, se preferir, conte as coisas e gentes da minha terra, nas escolas, nas bibliotecas, em casa e não se esqueça dessa raiz também tão bem narrada por Horácio da Graça. Isso é amor! Nesse nosso céu não existe antônimo do amor, há Antônimos, Marias e Joões. Esse amor intenso e incessante que se faz um alfabeto de tantas letras, signos, ritmos, cores, sons, cujo soneto é amor redundante e pleno por toda vida. Amor circulante, amor jorrante. Dessa seiva que se criou Paulo, Pedro, Fernando, José, que auxilia e que maestria na nossa divina flor de Cacilda que é Rosa em que eu [Crescy] nela.

Desse jardim conheço as rosas, o tempo, o vento, a estação, a primavera e o verão. Conheço os lagos, estradas, caminhos e descaminhos por onde passei. “Conheço as manhas e as manhãs.” São moradas eternas, objetos de meu admirar. Neste instante eu digo: a idade da cidade é bem menor que a imensidão em nós. Existência, oásis, sentido e direção. Por isso, apesar do amor incondicional, precisamos enxergar nossa cidade para todas as gerações.

E se nosso peixe falhar? E se toldarmos a nossa água com dejetos? E se o administrador não fizer? Antes disso, precisamos ficar alerta a não nos deixar sucumbir ante a mídia eletrônica que nos enche de pororoca como se nosso único prato fosse esse ser levado na onda. Arari é mais que nós próprios. Como disse, é nosso sangue, nosso melhor amigo e nossa casa. Arari é a nossa conversão. E nela nos encontramos, fazemos nossa festa, bem antes de chegar, já estamos. Ser filho dessa terra é igual a pular da ponte, pescar camarão, contar estórias com os amigos, rever pessoas, tomar cafezinho na porta dos vizinhos, trazer à última notícia, falar de política, ser adversário sem ser inimigo, conquistar o amor por meio do amor, andar de bicicleta na avenida, namorar na praça, freqüentar o bar Justino, banhar no esmeril, escutar o sino da igreja, jogar no Palhoção, ver o gol de Telesco, sentir o frio do inferno e, isso é viver, é amar...

Pela vida e pelas ruas que avenidas em mim, saúdo Arari e seu povo por 147 anos de emancipação política – das outras emancipações ainda corremos atrás, nestes dias 25, 26 e 27 de junho, na certeza de que exercitaremos o nosso papel político de cobrar das autoridades, romper se preciso for, zangar e até não ser compreendido, mas na condição de um amor que não conseguimos mensurar. É verdade que compartamos uma cidade dentro de nós com a mesma guarida.

Mas antes que seja tarde, corre compadre vem jantar, pois sinto o cheiro do peixe que acabei de pescar: são peixes tarrafeados no amor, cheinho de felicitações a todos que acordam felizes por ser dessa terra tão querida por todos nós. Esta é a minha homenagem que tomou forma de um mapa sentimental. Fazer o quê! Parabéns Arari e seu povo.

Nilson de Jesus Ericeira Sousa

Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo, estudante de Direito

Blog: jornalistanilsonericeira.blogspot.com, e-mail: nilsondearari@ig.com.br







24/06/2011

EDUCAÇÃO DO MARANHÃO




Sinproesemma defende direito de férias dos educadores

Data de Publicação: 22 de junho de 2011 às 22:48

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Mais uma vez o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (SINPROESEMMA) reúne com o governo do Estado para definir os termos de ajustamento do calendário escolar 2011, uma necessidade gerada diante da greve dos educadores públicos estaduais, que paralisaram suas atividades por 78 dias, este ano.

Alguns pontos como a garantia dos 200 dias letivos exigidos pelo Ministério da Educação (MEC) e a extensão do calendário para janeiro, de acordo com a realidade de cada escola, foram acertados na reunião realizada no final da tarde desta quarta-feira (22), entre a direção do SINPROESEMMA e técnicos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Porém, continua o impasse em torno das férias de julho dos trabalhadores.

Desde o início das negociações, após a greve, o sindicato defende o direito de férias integrais em julho aos trabalhadores da educação, contrapondo-se à posição do governo de incluir o mês de julho no calendário, com aulas normais, a fim de cumprir o prazo determinado pela Seduc de encerrar o ano letivo no dia 23 de dezembro.

Na reunião desta quarta, o presidente do sindicato, Júlio Pinheiro, acompanhado por mais sete diretores do SINPROESEMMA, mais uma vez defendeu a categoria que representa e argumentou que as férias é um direito dos trabalhadores e que deve ser respeitado.

A equipe do governo, liderada pela secretária adjunta de Ensino, Graça Tajra, apresentou proposta de conceder uma semana de férias no mês de julho aos educadores. A direção do sindicato não concordou com apenas uma semana de descanso, mas flexibilizou na defesa do direito integralmente e propôs que os trabalhadores tivessem pelo menos 15 dias de férias. Como não houve consenso, pois a secretária Graça Tajra alegou não ter prerrogativa para dar a palavra final sobre a questão, o fechamento do acordo foi adiado para próxima segunda-feira.

Outro ponto de divergência entre o governo e o sindicato foi quanto ao término do calendário. A Seduc propôs à categoria que fosse mantido o dia 23 de dezembro como referência para o encerramento do ano letivo, levando em conta que nem todas as escolas participaram da greve.

Por outro lado, o SINPROESEMMA defendeu que para não haver prejuízo aos alunos, deveria ser definida outra data limite, em janeiro, considerando que os profissionais que participaram da greve, mesmo comprometendo parte das férias de julho, não conseguiriam cumprir o ano letivo até o dia 23 de dezembro, assim como deveria ser considerada a realidade de cada escola, com base no levantamento feito pela Seduc sobre a participação de todas as escolas no movimento grevista.

Diante dos argumentos da direção do sindicato, houve alteração na redação da proposta do governo ficando garantido o cumprimento dos 200 dias letivos, com base nos calendários específicos de cada escola, elaborados de acordo com a quantidade de dias de adesão à greve.


23/06/2011

O PT DE ARARI TEM PRÉ-CANDIDATOS


O PT DE ARARI TEM NOMES PARA A DISPUTA MUNICIPAL. TANTO CANDIDATOS A VEREADOR QUANTO A PREFEITO. PRÉ-CANDIDATOS A VEREADORES TÊM MUITOS BONS NOMES, A DEPENDER DA DISPOSIÇÃO DO CONTIGENTE DE JÁ FILIADOS E MILITANTES E DE CONSIDERÁVEL QUE SERÁ FILIADO POR TODO ESTE MÊS ATÉ SETEMBRO, CONFORME A LEGISLAÇÃO.

O VEREADOR CAFEZINHO, HÁBIL, INTELIGENTE, É UM BOM NOME TANTO PARA CONCORRER PARA UM NOVO MANDATO DE VEREADOR, QUANTO PARA COMPOSIÇÃO DE UMA ALIANÇA OU CHAPA PURA DE PREFEITO. DE MANDATO ATIVO, PROPOSITIVO, CONTROVERSO, REJEITADO PELO GOVERNO MUNICIPAL, ANTE A SUA POSTURA CRÍTICA, CAFÉZINHO ESFRIA-SE QUANDO O ASSUNTO É POSTURA IDEOLÓGICA QUE JÁ NÃO É MAIS AS DAS MAIS CONTUMAZES. DE FÁCIL PENETRAÇÃO NAS ALAS DO PRÓPRIO PT E, MAIOR AINDA, NO GOVERNO DO ESTADO, EM QUE APOIOU DEPUTADO ESTADUAL GOVERNISTA, E MANTÉM AMIZADE PROFÍCUA COM HILDON ROCHA, (SAUDOSO) LUCIANO MOREIRA E TAMBÉM MATÉM FORTE E FIRME CONTATO COM O VICE-GOVERNADOR WASHINGTON OLIVEIRA (PT) E COM O PRESIDENTE DO PT ESTADUAL RAIMUNDO MONTEIRO. É UM DOS QUE VESTEM LITERALMENTE A CAMISA E TEM MUITOS ATRIBUTOS. PODE SER CANDITATO A VEREADOR OU A PREFEITO. É DELE ESTA FRASE: “TEM QUE SER PROFISSIONAL”.

O ENFERMEIRO LUIS FERNANDO – EX-SECRETÁRIO DE SÁUDE DE ARARI, GOZA DE UMA LIDERANÇA INQUESTIONÁVEL E TEM EXECELENTE FOLHA DE SERVIÇOS PRESTADA A NOSSO MUNICÍPIO. PODE SER CANDIDATO A VEREADOR (A REVÉS DO MESTRADO QUE DEVE ESTAR NA FASE DE CONCLUSÃO), TRABALHA NO INSTITUTO FLÓRENCE ONDE GOZA DE PRESTÍGIO E LIDERANÇA, TANTO NA PARTE ADMINISTRATIVA QUANTO PEDAGÓGICA, DESEVOLVE ATIVIDADE BENEFICENTE E É O PRESIDENTE DO SINDICATO DE ENFERMEIROS DO MARANHÃO. TRABALHOU EM VÁRIOS MUCÍPIOS DO MARANHÃO. O TEXTO FOI SINTETIZADO, EM VIRTUDE DO VASTO CURRICULUM DOS DOIS PRETENSOS CANDIDATOS. TATA-SE DE UM SER HUMANO QUE MERECE ADMIRAÇÃO DE TODOS E QUE NÃO TÊM INIMIGOS DADA A SUA ENORME CAPACIDADE DE ACOLHIMENTO. FOI UM DOS MAIS CONTRIBUI NO ÚLTIMO PROCESSO EM QUE CUMINOU COM A ELEIÇÃO DA ATUAL GOVERNADORA ROSENA SARNEY E DO VICE-GOVERNADOR (PT-MDB), ALÉM DE SÍLVIO PREIRA, JOÃO BRITO (ATUAL PRESIDENTE DO PT DE ARARI) E OUTROS ESTIMADOS COMPANHEIROS. SINAL DE QUE DEVEMOS ABSORVER A LUTA DE FORMA COLETIVA E QUE NÃO NOS PODEMOS CONFUNDIR PROBLEMAS INDIVIDUAIS OU CAOS PONTUAIS  COM A CONSTRUÇÃO DO PT EM ARARI QUE SEGUE FIRME, APESAR DOS PESARES.

POR FORA, CAMINHA ESTE HUMILDE SERVIDOR NILSON DE JESUS ERICEIRA SOUSA, QUE SE PRETENDE UMA LIDERANÇA SERVIDORA E QUE, ENTREGA-SE À MISSÃO DE SERVIR À SOCIEDADE E, NAS PRÓXIMAS  ELEIÇÕES MAIS UMA VEZ COLOCA-SE À DISPOSIÇÃO DO PARTIDO. COM MUITA CONVICÇÃO DE QUE TODA LUTA VALE APENA E COM A CERTEZA INABALÁVEL QUE NADA DEMOVERÁ O SEU SENTIMENTO DE JUSTIÇA, CORREÇÃO DE CARÁTER, AMOR AO SER HUMANO E OXIGENADO PELA ESPERANÇA DE QUE AS INSTITUIÇÕES UM DIA DEIXEM DE SER EXTENSÕES DE PARTICULARES, ABRIGO DE CORRUPTOS E BATINA DE FALSOS LÍDERES.

O CERTO É O QUE PT TEM BONS NOMES E, COM CEERTEZA, NÃO FICARÃO FORA DA DISPUTA DO PRÓXIMO PLEITO. O PARTIDPO EM ARARI REABILITOU-SE DE RUGAS DO PASSADO E CAMINHA COESO, MESMO COM DIVERGÊNCIAS INTERNAS E EM NÍVEL ESTADUAL (QUE SÓ SE AFLORAM QUANDO DA DISPUTA DOS PEDs), MAS COM PASSOS FIRMES NO SENTIDO DE CONTRIBUIR COM ARARI. SEM ISSO NÃO TERIA SENTIDO. SEJAM QUEM FOREM OS CANDIDATOS SOMAREMOS FORÇAS COMO SEMPRE FIZEMOS PARA QUE A REPRESENTAÇÃO DO PARTIDO SEJA COLETIVA E QUE O ÊXITO SEJA DA SOCIEDADE.

ASSUMO A RESPONSABILIDADE JORNALÍSTICA DO TEXTO, BEM COMO CONFIRMO CONSULTA A ALGUNS MILITANTES ANTES DE POSTÁ-LO.

19/06/2011

PARABÉNS SINHÁ

Hoje é aniversário de Cacilda Rosa Chaves Ericeira, mimha avó. Uma pessoa que merece todo nosso carinho e admiração. Mãe de 14 filhos, dez estão no nosso meio. Além do acolhimento de José Machado que é filho do seu falecido esposo, Pedro Ericeira.

Nossa Sinhá, nossa mãezinha, completa 98 anos de vida. É lúcida e muito inteligente. Escreve poemas, canta várias músicas de seu tempo e quer dançar com os netos. Hoje mesmo danço comigo. Me abraça. Me beija, me convida para dormir com ela, da mesa maneira que quando éramos crianças.

A maioria de seus filhos e netos, hoje, estão fazendo uma bela e merecida homenagem. Eu acho que estou fazendo pouco por ela, ou quase nada, por essa razão não vou à festa. Fui à casa dela bem cedo. Sempre faço isso. Nunca me esqueço de mãezinha. Lembro-me dela todos os dias.

Cacilda Rosa é mãe Eliesita que é minha mãe. Um presente que Cacilda Rosa nos deu. Quero que Deus continue dando vida a minha avó, pois ela se dedicou ao máximo a seus filhos, netos, bisnetos e tataranetos. Quando eu brinco com ela que ela tem muito parentes. Ela me responde eu vou ter “escanchaneto”.

A Pedro Paulo, Marcelino, Luiz, Amparo, Maria José, Benedita Ericeira, Genezina, Antônia Lobo Ericeira, Josefina (Zefinha) e Tio Zé Machado a certeza de que Deus nos abençoou com essa grande mulher, cuja inteligência nos impressiona. O nosso avô Pedro Paulo Ericeira neste momento também felicita nossa generosa avó com todas as bênçãos de nosso Deus. Eu sei que não sair na foto, mas prefiro seguir a minha consciência. Nossos afazeres às vezes nos deixa distante das pessoas com quem gostamos mais de estar perto. Sinto muito isso. Todos os risos de felicidade serão dedicados a vocês com todos esse anos de extrema dedicação a família e ao amor.

Nilson Ericeira


ARARI



Fui pescado pelo amor compartilhado, amor recíproco, amor, apenas...

Arari nasceu antes de nós. Faz parte de nossas vias, vasos sanguíneos que nos cobre de vida e oxigena o nosso sangue, igual miolo de melancia bem madurinha ou peixe pescado da hora. Isso sim pororoca em nós, igualmente corre no seu interior um rio que nos nutre de vida e alimenta nosso povo. É um cartão postal! Que mesmo antes de nos servir pratos deliciosos de curimatãs, mandis, surubis, capadinhos, camarões sem, contudo, esquecer das carambanjas enganchadas nas redes ou mesmo visgadas com anzol e caniço numa sonora e única música sensacional. Arari é um pesqueiro de amor. É botador, é mitra que mira n’alma que encanta e acalanta gerações.

É uma terra que plantando de tudo dá, tem ares do meu Brasil e é a nossa pátria. É agradabilíssima e lugar melhor não há. Arari é assim tão fascinante quanto é seu povo inteligente, hospitaleiro, ordeiro, “politizado” e amado uns pelos outros. Quem não escuta costumeiramente esta pergunta-provocação: quando vamos lá> Eu às vezes não respondo porque estou nela e ela está em mim (cometeria um paradoxo), meu beco, meu encanto, meu mundo meu céu de poesias líricas. Só isso! É somente o que me basta para viver e amar, igual nossos bem-ti-vis matreiros que nos animam a cada manhã e, ao entardecer, se despendem em sinfônico sentido de quem também faz parte de nossa vida. Bom mesmo é viver nesse lugar. Lá não se tem as aflições que se tem por cá.

Pororoca em mim o amor desse portal de esperança que Deus me quis amar incondicionalmente, da mesma forma das balas que Zeca foi batizado, com do discurso de Davi, do aêêê derressol, de Fortunato, Xavante e Tinga, da gaiola de Gabelha, da música de Super-Homem (Zeca Perone), da eterna saudade de Zezinho, das traquinagens de Jô Campos, do show de Mauro, do saque de Bina e da despedida do maior maestro nos seus eternos anos de glória Martins. E que batalha teve seu Dico Batalha e Dona Batalha (sobrenomes muito bem apropriados) para educá-los com muita dignidade, serenidade e muito, muito respeito ao ser humano, todos os seus filhos na divisa da Franca com o Carne Sêca. E é de outra safra, a traíra pescada por Felipa e Ozébia, o velho cofo de seu Aprígio e outras gerações que parecem indiferente a tudo isso. Essa é a nossa Arari, cidade que igual não há. Nos seu 147 anos de revezes e vitórias, mas que ainda precisa melhorar na sua teia social, principalmente na questão da dignidade pelo trabalho e na consciência política de muita gente. Arari ainda sofre do mal da ausência de políticas públicas e falta de planejamento. A crítica passa longe de ser de cunho pessoal, birra, briga ou coisa menor, mas é preciso que quem dela usufrui não se esqueça que homens e mulheres ainda enfrentam enormes dificuldades para sustentar suas famílias, criar seus filhos e educá-los dentro dos costume da nossa tradição. Coloque-se uma vez por dia no lugar deles! Têm ruas na cidade que não tem a menor infraestrutura de ser rua, isto passa pela dignidade humana. Pensar na cidade é pensar na dignidade de todos. Isso é amor.

Mas se a cidade aniversaria não seria hora de num banquete qualquer fossem chamados os vereadores deputados, governadores, prefeitos e senadores, políticos enfim, que receberam boa votação dessa gente! Não caberia no momento de não somente aparecer para cortar o bolo, escutar saraivada de foguetes, fazer discursos eloqüentes e “generosos”, mas trazer o presente em forma de políticas públicas para mais de 27 mil pessoas que acreditam neles. Nesse aspecto, perdoem-me ironia, mais não acredito e nem me arriscaria a provar de tal receita. Desculpem-me mais uma vez, porém precisamos cantar os parabéns e nenhuma vela precisa apagar antes disto. Deixe-as queimando até que se anuncie um verdadeiro rol de obras de cunho eminentemente social.

Então, coordene o hino do poeta maior: o Zé de todos nós: José Fernandes ou, se preferir, conte as coisas e gentes da minha terra, nas escolas, nas bibliotecas, em casa e não se esqueça dessa raiz também tão bem narrada por Horácio da Graça. Isso é amor! Nesse nosso céu não existe antônimo do amor, há Antônimos, Marias e Joões. Esse amor intenso e incessante que se faz um alfabeto de tantas letras, signos, ritmos, cores, sons, cujo soneto é amor redundante e pleno por toda vida. Amor circulante, amor jorrante. Dessa seiva que se criou Paulo, Pedro, Fernando, José, que auxilia e que maestria na nossa divina flor de Cacilda que é Rosa em que eu [Crescy] nela.

Desse jardim conheço as rosas, o tempo, o vento, a estação, a primavera e o verão. Conheço os lagos, estradas, caminhos e descaminhos por onde passei. “Conheço as manhas e as manhãs.” São moradas eternas, objetos de meu admirar. Neste instante eu digo: a idade da cidade é bem menor que a imensidão em nós. Existência, oásis, sentido e direção. Por isso, apesar do amor incondicional, precisamos enxergar nossa cidade para todas as gerações.

E se nosso peixe falhar? E se toldarmos a nossa água com dejetos? E se o administrador não fizer? Antes disso, precisamos ficar alerta a não nos deixar sucumbir ante a mídia eletrônica que nos enche de pororoca como se nosso único prato fosse esse ser levado na onda. Arari é mais que nós próprios. Como disse, é nosso sangue, nosso melhor amigo e nossa casa. Arari é a nossa conversão. E nela nos encontramos, fazemos nossa festa, bem antes de chegar, já estamos. Ser filho dessa terra é igual a pular da ponte, pescar camarão, contar estórias com os amigos, rever pessoas, tomar cafezinho na porta dos vizinhos, trazer à última notícia, falar de política, ser adversário sem ser inimigo, conquistar o amor por meio do amor, andar de bicicleta na avenida, namorar na praça, freqüentar o bar Justino, banhar no esmeril, escutar o sino da igreja, jogar no Palhoção, ver o gol de Telesco, sentir o frio do inferno e, isso é viver, é amar...

Pela vida e pelas ruas que avenidas em mim, saúdo Arari e seu povo por 147 anos de emancipação política – das outras emancipações ainda corremos atrás, nestes dias 25, 26 e 27 de junho, na certeza de que exercitaremos o nosso papel político de cobrar das autoridades, romper se preciso for, zangar e até não ser compreendido, mas na condição de um amor que não conseguimos mensurar. É verdade que compartamos uma cidade dentro de nós com a mesma guarida.

Mas antes que seja tarde, corre compadre vem jantar, pois sinto o cheiro do peixe que acabei de pescar: são peixes tarrafeados no amor, cheinho de felicitações a todos que acordam felizes por ser dessa terra tão querida por todos nós. Esta é a minha homenagem que tomou forma de um mapa sentimental. Fazer o quê! Parabéns Arari e seu povo.

Nilson de Jesus Ericeira Sousa

Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo, estudante de Direito

Blog: jornalistanilsonericeira.blogspot.com, e-mail: nilsondearari@ig.com.br






18/06/2011

Encontro do PT



Eu estou ao lado da forte liderança que vem do interior. Trata-se de Genilson Alves que é pré-candidato
a prefeito de São Mateus. A contar pela votação que ele teve para Deputado Estadual, é sem a menor
dúvida um nome de muito peso.
Ressalto que o conheci assim que ele chegou a São Luís, por meio do não menos inteligente
jornalista ,  saudoso Cícero Alves.
Toço para que o nobre amigo não somente avance na luta por melhores dias a seus
munícipes, mas sobretudo, que tenha sempre uma carreira promissora, como tem sido
desde que o conheço. Trata-se um ser humano muito especial de quem me orgulho de ser amigo.
Todos estes predicativos extende-se a seu primo Zezinho, de quem tenho o privilégio de
também ser amigo.

ENCONTRO DO PT


Importantes lideranças do PT de Arari compareceram ao encontro

ENCONTRO DO PT DO MARANHÃO

Da programação


Dia 17/06;11

19:00h aconteceu a abertura do encontro em que a mesa foi coordenada pelo Secretário Estadual de Organização do PT;

20:00h aconteceu exposição por Paulo Frateschi – Tema: Eleições 2012, Reforma Política e Reforma Estatutária do PT.

Dia 18/06/11

08:30h – Exposição e Treinamento sobre o Sistema de Filiação do PT – Sisfil;

12:00h – almoço

14:00 – Exposição e Treinamento sobre o Sistema de Filiação do PT – Sisfil;

16:00h – Orientação sobre os sistemas SGIPex e FILIAWEB DO TSE;

17:00h – encerramento.





PT DO MARANHÃO REALIZA ENCONTRO



Começou ontem e encerra hoje (18), o Encontro Estadual de Organização - Partido dos Trabalhadores (PT-MA). Pela manhã, estivemos no local do evento – FETAEMA. Registramos a presença de lideranças de todo o Maranhão. Destaque para os companheiros Silvio Pereira e Luís Fernando, ambos do PT de Arari.

Também registramos a presença de outros militantes como Genilson Alves, Luís Fernando Silva (sec. adjunto da Seduc e presidente do PT municipal de São Luís), Fernando Magalhães, Raimundo Monteiro (presidente do PT estadual), Bira do Pindaré (Deputado Estadual), o vice-governador do Estado do Maranhão, Washington Oliveira (que estava na parte externa do prédio chegando ao evento) e outros importantes militantes.

Opinião – O PT é um dos Partidos Políticos mais organizados do Maranhão. Nasceu da militância dos trabalhadores e de intelectuais de esquerda. Hoje tem o vice-governador do Maranhão, com funções de destaque no Governo e elegeu três deputados estaduais e um deputado federal. Tem prefeitos, vereadores e centenas de lideranças no Maranhão inteiro. Não obstante as divergências que são naturais do processo políticos existem alguns poucos que se aproximam do PT para tirar proveito (nunca se identificaram com a nossa luta por justiça e igualdade social para todos). Por outro lado, a maioria de seus filiados compõe-se de lideranças forjadas na luta dos trabalhadores por melhores condições de vida.

De certo modo e, na minha opinião, o PT vive um momento diferente. Ocupa ou exerce importantes Secretarias no Governo do Maranhão e deve fazer diferente. Ressalta-se, porém, que o PT deveria exercer a gestão da Secretaria de Estado da Educação, fato que até o momento não aconteceu. Mesmo assim, lá tem assessores filiados ao PT no alto escalão que deverão mostrar serviço. Espera-se.





17/06/2011

Desculpa aos leitores


Não estou atualizando o blog por absoluta falta de tempo. Temos uma série de informações para tratar. Assim que terminar algumas das responsabilidades que a vida me impõe, voltarei ao texto. Aliás, não consigo viver sem ele.

No mês de julho, daremos uma nova feição a este espaço. Para que isto aconteça contarei com a ajuda de um amigo. Já tenho a ideia de como ficará, mesmo não sabendo produzi-lo.

Aceito sugestões e recebo textos assinados sobre os grandes temas do nosso estado.

E-mail: nilsondearari@ig.com.br,nilsonericeira@hotmail.com,nilsonericeira@gmail.com

12/06/2011

É AMOR

A SAUDADE DE TI ME FAZ SOFRER

É AMOR

QUE ENCHE OS MEUS OLHOS

ALAGA MEU CORAÇÃO DE AMOR INCOMUM

EU ME DERRAMO,

ME ACALMO E ME AFLIJO POR VOCÊ

É A FONTE E MEU ESTADO ESSE AMOR

MEU DESALENTO

MEU RELENTO E ABRIGO

ESSE AMOR...

A BASE DE TUDO É O AMOR

E ESSA SAUDADE SE ME TRAZ DE VOLTA A TI

REVOLVE-ME AO TEMPO DE OUTRORA

QUANDO ME VIA NO BRILHO DE TEUS OLHOS

E NO PROCURAR MATREIRO DE UM PELO OUTRO

E OUTRA LÁGRIMA QUE ROLA SILENCIOSA ASSIM

É SAUDADE VIVA ME LEVA A TI

ME AFASTA E TE ENCONTRA ONDE ESTIVERES

É AMOR

ESSE SENTIMENTO VIVO EM LEMBRAÇAS

QUE O CORAÇÃO ALCANÇA

É AMOR...

Nilson Ericeira
(Robrielli)

10/06/2011

PARA REFLEXÃO


Da revista Super Interessante – 291-maio/2001

Tem coisas que quando você se depara você se ver nela. Recentemente tenho tido mais tempo para a reflexão. Quando estudei no Código Penal, por força da obrigação de estudante, muito mais por isso, pois gosto muito mais de Comunicação, os artigos 138, 139 e 140 do Código Penal brasileiro. Logo pude observar que inúmeras vezes somos vítimas de Calúnia, Injúria e Difamação. O que a falta de conhecimento não faz! Neste aspecto sou réu confesso. Pois também me conduz uma das primeiras constatações a todo aluno da área de Direito penal: “não crime sem anterior que o defina”. Opinião minha: o legislador é quase perfeito. Nós é que nem sempre estamos preparados para operar.

Mas não é bem este assuntos que quero enfatizar e tentar interagir com meus interlocutores. O assunto é da Revista Super Interessante. E o assunto é mesmo super-interessante: PSICOPATAS NO TRABALHO. O texto é de Maurício Horta. Selecionei fragmentos da matéria que julga importante. Quando uma funcionária X desabafa com o amigo de trabalho sobre uma suposta falta de ética da empresa Y. O colega também se mostrava sentir indignado com o que ela proferia ou o confidenciou. Seria apenas uma conversa der trabalho se num momento em que ela se distraiu, “o seu amigo” pegou o celular dela e ligou para o seu patrão que, mesmo tendo caído na secretária eletrônica, toda a conversa entre os dois colegas de trabalho fora gravada. Resultado, a funcionária X fora demitida e o senhor Y assumiria a vaga que seria dela. Trata o texto como cretinice. Eu também concordo. Mas segue o texto: Ele age como psicopata e há 69 milhões de psicopatas no mundo. O que corresponde a 1% da população. Refere-se aos lugares em que se encontram mais psicopatas, e a cadeia é um deles. Eles são 20% da população carcerária e 86,5 (oitenta e seis vírgula cinco por cento) são serial Killers. Afiram que um psicopata necessariamente não vira assassino, na verdade ele vai atrás daquilo que lhe dar prazer. Neste sentido estão inclusos, STATUS, PODER E DINHEIRO. Por isso outro local que esses psicopatas se encontram é no ambiente de trabalho. Há o exemplo de vários locais onde eles se encontram. O importante é que os psicopatas enxerguem no ambiente de trabalho uma chance de controlar um grupo de pessoas para conseguir o que quer. Segundo ainda o texto da matéria, “Psicopatas são atraídos por empregos com ritmo acelerado e muitos estímulos, com regras fáceis e manipuláveis”. Segundo uma pesquisa em empresas americana, 3,9% dos executivos das empresas podem ser psicopatas... Finalizando esta reflexão, vejam o que diz estes fragmentos:

“Eles não matam os colegas, mas usam os cargos para barbarizar, cancelam férias dos subordinados, obrigam todo mundo a trabalhar de madrugada, assediam a secretária, demitem, transferem sem dó nem piedade. Isso quando não cometem crimes de verdade. E segue o texto falando dos psicopatas corporativos... “são capazes de apunhalar os empregados e clientes pelas costas, contar mentiras premeditadas, arruinar colegas poderosos, fraudar a contabilidade e eliminar provas para conseguir o que querem”.

Opinião – Os justos sempre devem escutar as duas partes e não julgar precipitadamente na primeira impressão. Não há nada mais digno de que conhecer as pessoas por elas próprias. Se os psicopatas destroem vidas e expectativas por que eu vou ter que agir apressadamente?

Precisamos ficar alerta aos discursos



Eu não tenho nada pessoalmente contra o prefeito João Castelo, politicamente o acho fora de tempo. Porém em não sendo amigo ou correligionário do prefeito, isento, portanto, de quaisquer juízos que não sejam o jornalismo e o exercício de cidadania. Negar o caos em que a cidade de São Luís foi submetida nestes quase três anos de administração é negar fatos.

Vai autorizar, está autorizando e autorizar obras e obras. Não já era tempo? Isto tem que ser feito. É bom que se diga que o povo não vive de retórica e ilusão.

A mesma e com igual dimensão estende-se a critica à governadora Roseana Sarney que, ainda não mostrou valer os votos que a reconduziu em primeiro turno.

Do mesmo encanto da sereia não pode viver o povo do Maranhão. Tem-se que ter ações em todos os municípios do Maranhão. Não apenas seminários para dizer com este ou aquele gestor deverá aplicar projetos, ou mesmo apresentá-lo com objetivo de auferir convênio. Para isso se acredita que tenham técnicos no Maranhão. Existem certas conversas que não encaixam por mais que do bolo o recheio seja o mais sobressalente.

Nada de pessoal também, mas nada, absolutamente nada acontece neste Estado. Upa! Enganei-me, a população do Maranhão em sua maioria não tem sequer emprego digno e uma legião não sabe ler ou escrever. Precisa mais!


08/06/2011

DESCONFIÔMETRO

PERCEBO QUE VÁRIAS PESSOAS ESTÃO COMBINADAS PARA LIGAREM PARA OS PROGRAMS DE RÁDIO, DE FORMA ORQUESTRADA PARA DEFENDER A ADMINISTRAÇÃO DO PREFEITO JOÃO CASTEOLO. HÁ UMA COINCIDÊNCIA NA DEFESA E, TÃO LOGO ALGUÉM FAZ UMA CRÍTICA, O SUPOSTO ENCOMENDADO TELEFONA E PARTICIPA NOVAMENTE REFORÇANDO A SUA DEFESA.

EU CONHEÇO MUITO BEM ESSA TÁTICA, BEM COMO CONHEÇO POLÍTICO QUE ESTABELE ESSE MEIO.

COLÉGIO ARARIENSE

Imponência de uma instituição que educa gerações, sob a inspiração do
monsenhor pe. Brandt, o Colégio Arariense é hoje muito bem administrado
seguindo na esteira de seus princípio "vim para servir".

Hoje fui à Seduc


Hoje fui à Seduc. Conversei com amigos. Saciei saudade. Interagir. O tempo foi pouco ante tantas coisas. Contemplar pessoas de boa índole, dignas ainda é uma das razões de amar minha instituição. Não obstante, como em todo lugar lá também tem gente falsa dissimulada que age feito cobra. Deixam vítimas e ainda se compadecem. Esse é o lado cancerígeno. Felizmente essa é a exceção. Alguns deste se aproximam de mim para saber o que penso da política, da administração da Seduc. É lógico que tenho minha impressão, mas não declaro por força de artimanhas. Só faço alguma coisa quando sinto o desejo de fazer. Métodos mesquinhos não me persuadem. Esse é lado podre.


Como tudo na vida tem seu lado bom e ruim nos ambientes dos prédios da Educação não são diferentes.

Construir amigos na Educação. Não os troco por dinheiro, fama status ou cargo, ou qualquer coisa sob o céu e sobre a terra. Aliás, os amigos são nossas fortalezas, independem da nossa condição social ou quaisquer constituições que o equivalham. A bíblia diz: “deitai e sossegai”. Infelizes são os que maquinam contra seus semelhantes na calada da noite ou mesmo com polimento de escrivanhinhas.

Falando em coisas boas um dia Deus vai me proporcionar a possibilidade de por em práticas alguns projetos que os guardo na memória em relação à educação. Só não sei quando.

O lado bom e o lado ruim

Hoje fui à Seduc. Conversei com amigos. Saciei saudade. Interagir. O tempo foi pouco ante tantas coisas. Contemplar pessoas de boa índole, dignas ainda é uma das razões de amar minha instituição. Não obstante, como em todo lugar lá também tem gente falsa dissimulada que age feito cobra. Deixam vítimas e ainda se compadecem. Esse é o lado cancerígeno. Felizmente essa é a exceção. Alguns deste se aproximam de mim para saber o que penso da política, da administração da Seduc. É lógico que tenho minha impressão, mas não declaro por força de artimanhas. Só faço alguma coisa quando sinto o desejo de fazer. Métodos mesquinhos não me persuadem. Esse é lado podre.


Como tudo na vida tem seu lado bom e ruim nos ambientes dos prédios da Educação não são diferentes.
Construir amigos na Educação. Não os troco por dinheiro, fama status ou cargo, ou qualquer coisa sob o céu e sobre a terra. Aliás, os amigos são nossas fortalezas, independem da nossa condição social ou quaisquer constituições que o equivalham. A bíblia diz: “deitai e sossegai”. Infelizes são os que maquinam contra seus semelhantes na calada da noite ou mesmo com polimento de escrivanhinhas.
Falando em coisas boas um dia Deus vai me proporcionar a possibilidade de por em práticas alguns projetos que os guardo na memória em relação à educação. Só não sei quando.

03/06/2011

Amar o Maranhão

Se amar que é mata virgem

Se o mar que me mata é vento

Se o mar que mata é morto

Por que sobrevive em mim!

E se no meu sangue é vida

É dor nos meus irmãos, então.

Mas se este mar que me afoga

É revolto

Por que silenciar esta paixão

Amor, gratidão...

Porém se este mar é ar

É vida,

Que vai e volta,

Balança e estraçalha gerações.



Esse este mar amar seu povo

Em sua gente não haverá aflição

É mar e é amar

É o Maranhão...

Minha crista e emoção

Minha pátria meu chão.

É onda de amar,

Alimentação

É amar na terra, no mar

Oásis em mim.

Oh Maranhão

Que emoção, veias aortas

Em meu coração.

Ondas que vão e vem, balançam

E tu segues revolto no amor de uma geração.

Nilson Ericeira
(Robrielli)
Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e est. de Direito

Dicionário do mano

Mano não vai embora, vaza.

Mano não briga, arranja treta.

Mano não bebe, chapa o coco.

Mano não cai, toma um capote.

Mano não entende, se liga.

Mano não passeia, dá um rolê.

Continua aqui…

Mano não entra, cai pra dentro.

Mano não fala, troca idéia.

Mano não dorme, apaga.

Mano nunca ta apaixonado, tá a fim.

Mano não namora, dá uns catos.

Mano não mente, dá um migué.

Mano não ouve música, curte som.

Mano não se dá mal, a casa cai.

Mano não acha interessante, acha bem loco.

Mano não tem amigos, tem uns truta/uns camaradas

Mano não mora em bairro, se esconde nas quebradas.

Mano não vai para o Guarujá, cai pro litoral.

Mano não tem namorada, tem mina

Mano não faz algo legal, faz umas paradas firmeza.

Mano não é gente, é mano

E para finalizar:”sangue na veia de mano não corre…tira racha”

CERTO, MANO?!

(texto extraído da Internet em 2003)

Do livro: PORTUGUÊS, Linguagens – Literatura – Produção de texto – Gramática

Autores William Roberto Cereja e Thereza Coachar Magalhães
* Este texto deve ser usado em sala de aula para a construção de outros textos, dependendo do regionalismo ou falas populares. O maranhão é rico nesse tipo de recurso.