30/12/2011

Imagem do consciente II

Não rasgue o meu poema
Pois sangra igual fomes orgânicas
Sangra comigo de igual forma à Nação
Pois não destrua os meus poemas
Pois são razão de vida, mas vida poética
De um amor incessante
Da Justiça desejada
No meu poema não cabe o domínio
dos hipócritas e nem a luxúria
Dos dominadores,
Nem os dominadores
Mas cabe a solidão dos excluídos.
O meu poema é de sangue, tecido e células...
É vida, em sinais de resistência,
De um povo iludido.
Meu sangue é poema, meu ser é verso
Minha estrofe é parte de outros poemas
Minha vida é poemas
Meu ser inspiração,
Pois não me tirem o céu,
minhas estrelas e luz
Minhas nuvens e meu arco-iris único
Meus poemas, enfim...
Não destruam meus poemas
sem os quais não vivo.

Nilson Ericeira
Robrielli

A voz do coração



A encontrei em mim,

No meu céu e sol,

Em meu coração.

Encontrei no amor

inteiro,

Estavas linda!

Contemplei teus gestos,

E corpo inteiro,

Jeito e trejeitos,

Faceirice.

Então, desejei amor,

Deduziste-me ao encanto

Mas queria encontrar o tempo

Revolvê-lo

E devolver em mim o que é só encanto

Mesmo que em vento que abrasa

Ou no silêncio que fala

À voz do coração.

Nilson Ericeira

24/12/2011

MENSAGEM DE ESPERANÇA E FÉ



Neste momento de permanente reflexão em Deus, em que o mundo comemora o nascimento de Cristo, que os homens unam-se no sentimento de Paz e harmonia, dissipando-se do orgulho egoístico que nos diminui e ofusca nosso brio, levando-nos a situações desiguais.

Como disse, é momento de reflexão e adoração a um Deus único que redime os nossos pecados e nos perdoa na sua extrema sabedoria.

Que não nos deixemos levar pelo fácil, belo e fútil, e nos regozijemos apenas do fruto de nosso labor e suor. Que não nos admiremos de orgias e ostentações, pois disso não se agrada nosso Pai.

Um Natal de existência permanente e muitas felicidades durante a vida inteira.

São os votos de Nilson Ericeira

22/12/2011

Pizza de babaçu

Que a palmeira de babaçu tem mil e uma utilidades isso é do conhecimento de quase todos os maranhenses, mas que entre as suas substâncias servem para produção de Pizza, só mesmo perguntando a receita para os deputados estaduais do Maranhão. O detalhe é que a Pizza pode servida em Pires e só preferirem com canjinha de Pinto ou ainda com degustação de café feito direto na Cafeteira.

De Pindaré ao Mearim há muitos babaçuais. E para não gerar nem uma Fofoquinhas, Ed-lázio, ou melhor, é de lá que vai para uma tal Comissão de Ética.

Para saber a dimensão de tudo isto é só morar no Maranhão. Aqui tudo pode, desde que esteja em algum dos Poderes. Esse prato pode ser servido a uma família inteira até se tiver 42 duas pessoas. Ah, sopa de babaçu também é bom para fortalecer a voz e com isso, mais fácil fica iludir por meio da palavra. Por favor, sirva-me uma pizza de babaçu!

21/12/2011

Do deputado Rogério Cafeteira

“Eu sou ferrolho”


Deputado Rogério Cafeteira usou de de linguagem vulgar para explicar que não freqüenta a Beth Cuscuz: “eu sou ferrolho, sou casado e já estou velho para isso”. Falou no Programa Bastidores da Capital, apresentado por Ibson Lima e José Machado. A declaração foi dada hoje dia 21 de dezembro, às 11h

Isso dispensa comentários...

10/12/2011

E se eu pudesse te abraçar



Se a vida me quisesse outra vez,
novamente teu beijo cálido,
Tua face límpida,
Teu caráter, teu riso puro, teu afeto,
abrigo e amor...
Se na vida tu esperasses por mim,
outra vez te amaria com igual intensidade e querer.
Se te olhasse sorrindo, caminhasse ao encontro dos seus
novamente cantaria e contaria histórias para ti.
E se Deus me separasse de ti, sofria de amor
outra vez...
E se meus olhos me transportassem,
alagassem me consolaria no teu alento,
aconchego de amor.
E se nos caminhos me perder seguirei teus exemplos
porto seguro de amor.
E se outra vida eu tiver amarei sempre você.
E se algum poema eu fizer dedicarei a bondade, ao amor
e ternura, sinônimos de ti.
E essa saudade sufocante é teu sinal,
é amor que nunca vou deixar de sentir.
Se ... herdei amor vou multiplicar em homenagem
a ti...

Nilson Ericeira
Robrielli

Quem sabe, faz...


A professora da rede estadual também é repórter fotográfica




ALUNOS DO PAULO VI ASSISTEM A APRESENTAÇÕES DA PRIMEIRA IGREJA BATISTA






Professora Conceição Carneiro, gestora da escola,aplaude em meio aos alunos do Paulo VI
 
O coral emocionou os alunos

ALUNOS DO PAULO VI ASSISTEM A APRESENTAÇÕES DA PRIMEIRA IGREJA BATISTA



ALUNOS DO PAULO VI ASSISTEM A APRESENTAÇÕES DA PRIMEIRA IGREJA BATISTA



Nem na sala de aula e nem no palco, as apresentações foram na quadra da escola. Nesta manhã de sábado, dia 10 de dezembro, centenas de alunos do CE Paulo VI, escola da rede pública estadual, localizada na Cidade Operária, deram as mãos e foram agraciados com apresentações teatrais, de circo, coral e de suwing, seguida de orações e muito aplausos. Muitos aplausos mesmo. Os aplausos foram oferecidos a um Rei: Jesus Cristo.

Ação que faz parte do projeto Resgate, da Primeira Igreja Batista, da Cidade Operária

E continuaram os aplausos - Aplausos também pela importante iniciativa da gestão da escola, para os alunos, para todos componentes da Igreja Batista e principalmente para Deus. Já que é esse o verdadeiro sentido.

O Projeto é direcionado ao jovem utilizando a linguagem do jovem, esse é um dos motes do projeto. Nesse sentido, entendem os protagonistas da ação, que arte não pode ser dominada por grupos, uma vez que Deus foi quem criou toda forma de arte.

Ao todo foram apresentadas três danças, uma apresentação circense, um swing, o coral, que contou com a presença de cerca de 50 componentes.

Mais aplausos, quando alunos da escola num verdadeiro sentido de contrição, respeito e educação lotaram as arquibancadas da quadra.

Sintam-se abraçados todos que souberam tirar proveito desta bela ação, tanto por parte da Primeira Igreja Batista da Cidade Operária, quanto da direção da escola que abriu a escola para que todos fossem acolhidos no amor, por meio de gestos e palavras e, os alunos, que souberam entender a mensagem.

Saudade: substantivo concreto



Hoje eu senti falta de você,

Aliás, eu sempre sinto falta de você.

Sinto saudade...

Talvez fosse bem melhor não falar que me amava,

Que eu era o seu melhor amigo,

E que era um amor de irmão,

Que eu era um verdadeiro irmão...

Talvez fosse melhor não se unir,

Para depois abandonar...

Talvez fosse melhor esconder,

O que me é difícil aceitar.

Há palavras que antes de ser ditas,

Precisam ser hibernadas no amor das certezas.

Agora, eu vago na incerteza de tudo.

Do que me dissestes e do que silencias.

E, principalmente, do que me silencia.

Do que se foi e do que eu não me permiti.

Antes fosse apenas uma brincadeira,

Mas antes não me tivesse roubado o brio.

Resta-me a gratidão e a consciência

Que não roubei você de ninguém.

Mas me levaram você.

Eu perdi você.

Deixando em mim o sujeito de felicidades,

Confusões, ilações, devaneios, incertezas, enfim.

Esse é o sentimento concreto,

No tom do teu silencio que,

A cada instante me esvazia.

Vou senti saudades, mas nunca esquecerei você.

Pois não se esquece o que se tem,

O que se teve e o que se foi...

Você é pessoa concreta,

É só saudade em mim.

Nilson Ericeira

Saudade: substantivo concreto



Hoje eu senti falta de você,
Aliás, eu sempre sinto falta de você.
Sinto saudade...
Talvez fosse bem melhor não falar que me amava,
Que eu era o seu melhor amigo,
E que era um amor de irmão,
Que eu era um verdadeiro irmão...
Talvez fosse melhor não se unir,
Para depois abandonar...
Talvez fosse melhor esconder,
O que me é difícil aceitar.
Há palavras que antes de ser ditas,
Precisam ser hibernadas no amor das certezas.
Agora, eu vago na incerteza de tudo.
Do que me dissestes e do que silencias.
E, principalmente, do que me silencia.
Do que se foi e do que eu não me permiti.
Antes fosse apenas uma brincadeira,
Mas antes não me tivesse roubado o brio.
Resta-me a gratidão e a consciência
Que não roubei você de ninguém.
Mas me levaram você.
Eu perdi você.
Deixando em mim o sujeito de felicidades,
Confusões, ilações, devaneios, incertezas, enfim.
Esse é o sentimento concreto,
No tom do teu silencio que,
A cada instante me esvazia.
Vou senti saudades, mas nunca esquecerei você.
Pois não se esquece o que se tem,
O que se teve e o que se foi...
Você é pessoa concreta,
É só saudade em mim.

Nilson Ericeira
Robrielli

Quanto pior melhor



Observa-se que um destes cones poderia ter sido usado para evitar
 congestionamento



Nesta manhã, um carro da Dínamo, empreiteira da Cemar, colidiu com outro veículo, nas proximidade do Forró do Catarino, na Vila Janaina, na mesma rua que dá acesso ao Supermercado Universo.

Nada demais no reino do caos uma simples batida de veículos numa cidade que não existem ações efetivas nem de informação, muito menos de legislação, e, ainda, muito menos educação. Há ausência de autoridades e de autoridade no sentido de que se respeite a lei e se mantenha ordem.

Essa redundância toda, para dizer que dezenas de outros veículos eram obrigados a subir na calçada das casas em virtude de o carro da Dínamo, prestadora de serviço da Cemar , por meio de seu condutor, se recusar de colocar os cones a mais ou menos 50 metros do local da batida no sentido de que outros veículo não subissem nas calçadas ou engarrafasse mais o trânsito. Palavras do próprio condutor do veículo: “problema seu eu não tenho nada a ver com isso”. O fato foi registrado por este jornalista e testemunhado por uma pessoa que mora na Vila Riode.

As imagens falam mais que infinitas palavras.

09/12/2011

A GOVERNADORA ROSEANA SARNEY INAUGURA UPA DO ARAÇAGY




COM INFORMAÕES FORAM ABSTRAÍDAS DO PROGRAMA BASTIDORES DA CAPITAL, DA RÁDIO CAPITAL, QUE É APRESENTADO POR IBSON LIMA E COM COMENTÁRIO DE JOSÉ MACHADO.

ROSENA SARNEY UNAUGURIU NESTA MANHÃ, A UPA DO ARAÇAGY E VILA LUIZÃO. A GOVERNADORA APROVEITOU PARA DESEJAR A TODOS UM FELIZ NATAL E PROMETEU UMA ESCOLA DE ENSINO MÉDIO PARA A VILA LUIZÃO.

A GOVERNADORA DISSE QUE NÃO PODE FAZER TUDO. UM MORADOR DA COMUNIDADE DA VILA LUIZÃO SOLICITOU UMA CRECHE. A CHEFE DO EXECUTIVO MARANHENSE FALOU QUE NÃO PODE FAZER TUDO E QUE ESSA É UMA ATRIBUIÇÃO DA PREFEITURA. ELA PROMETEU TAMBÉM UMA ESTRADA METROPLITANA QUE VAI MELHORAR O ACESSO DAS PESSOAS À UPA. EM SEU PRONUNCIAMENTO DECLAROU QUE JÁ FORAM INAUGURADAS CINCO UPAS.

SEGUNDO A GOVERNADORA, PARA O ANTENDIMENTO DE QUALIDADE NA ÁREA DE SAÚDE, NA GRANDE SÃO LUÍS, FARÁ HOJE A ASSINATURA DE UM CONVÊNIO DO GOVERNO DO ESTADO COM A PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DE RIBAMAR, PARA ASFALTAMENTE DA REGIÃO DO ARAÇAGY.

JÁ O SECRETÁRIO MAX BARROS, DISSE QUE A UPA É COM O QUE HÁ DE MAIS MODENA COM GENTE TOTALMENTE PREPARADA. FALOU DAS OBRAS DO CASTELÃO. EXISTIA UM CONTRATO, QUE FOI REINCIDIDO O CONTRATO ANTERIOR. O NOVO PROJETO DE RECUPERAÇÃO DO CASTELÃO CONTEMPLA A PARTE HIDRÁULICA, ELÉTRICA, AS CADEIRAS. O ESTADO CASTELÇÃO VAI SER UM DOS MAIS MODERNO DO BRASIL E ESTÁ ALTURA DE JOGOS DA SELEÇÃO BRASILEIRA.

MAGNO BACELAR DISSE QUE AFIRMOU QUE DISSERA QUE O DEPUTADA MARCELO TAVARES HAVIA RECEBIDO DINHEIRO NA CAIXA DE SAPATO. O DEPUTADO DISSE QUE NÃO ESTÁ AFIRMANDO, MAS FALA DO QUE ESTÃO DIZENDO A ELE. CABE AO DEPUTADO PROVAR.

O REPÓRTER RAIMUNDO LEITÃO, DA RÁDIO CAPITAL, VOLTOU A INSISTIR NESSA QUESTÃO, MESMO DIZENDO QUE NÃO ESTAVA PRESENTE QUANDO DAS DECLARAÇÕES EM PLENÁRIO FEITAS PELO.

O JORNALISTA DÉCIO SÁ FALOU QUE O DEPUTADO MAGNO BACELAR FALOU DA TRIBUNA QUE MARCELO TAVARES RECEBIA DINHEIRO NA CAIXA DE SAPATO. DÉCIO SÁ REINTEROU QUE A DENÚNCIA É BASTANTE SÉRIA E FOI FEITA DA TRIBUNA DA ASSEMBLÉIA.

DISSE AINDA, QUANDO PERGUNTADO PELO JORNALISTA JOSÉ MACHADO, QUE O SUCESSO DE SEU BLOG ERA A NOTÍCIA. “ISSO QUE VOCÊ FAZEM AÍ, CORRER ATRÁS DA NOTÍCIA E PÚBLICAR A NOTÍCIA COM SERIEDADE”.

08/12/2011

VALE À PENA FAZER PERGUNTAS?

À primeira vista, falar de filosofia parece uma prática totalmente inútil. Afinal de contas – você perguntaria – porque refletir acerca de elementos abstratos, como amizade, verdade, justiça, liberdade, moralidade? Vale à pena fazer perguntas sobre questões como essas e tantas outras que envolvem o universo amplo da filosofia? Refletir implica gastar tempo. E tempo, no universo dominado pela selvageria do capital, é dinheiro. Quem, portanto, se daria ao privilégio tomar tempo para refletir sobre questões tão simples como essas. Viver e praticar não seriam suficientes? E ainda: qual a utilidade de teorias, conceitos e abstrações?

Primeiro, é preciso dizer que o princípio de fazer perguntas sobre o que é o mundo, sobre o que é cada coisa do mundo é bem antigo. Os filósofos anteriores a Sócrates já faziam essas perguntas. O próprio Sócrates, na sua maiêutica, faz compreender que cada coisa no mundo tem que primeiro ser gestada por meio das ideias para depois serem paridas. A maiêutica socrática consiste de dois aspectos. O primeiro refere-se “as dores de parto” onde, partindo do princípio de que nada sabe, leva o interlocutor a apresentar suas opiniões para, em seguida, fazê-lo perceber sua própria ignorância. Mas isso não é o bastante. Para chegar à verdade é preciso que haja o “parto das ideias” (a maiêutica), momento em que o interlocutor, por meio de sucessivas aproximações chega à verdade. É o resultado da inquietação filosófica. É isso mesmo! A inquietação filosófica gesta e trás à luz as ideias, e estas, põe nosso mundo em movimento. Desse modo, é dever fazer perguntas, até sobre as nossas certezas. Afinal de contas, o conhecimento jamais será algo pronto. E o modo de empreender a análise apropriada dos pensamentos é por meio do diálogo – literalmente através do logos, da palavra em movimento. Logos aí não se refere a um vocábulo estático, permanente, e pronto para uso, como nos fazem crer os gramáticos. É mais que isso. Trata-se da possibilidade quase infinita de dialogar com o mundo. Trata-se de voltar à raiz dos conceitos, ao fundamento de cada coisa, situação ou problema. Trata-se de questionar o próprio mundo e obter respostas que levem a novos questionamentos, num devir incessante. Assim, não obstante, seja possível viver sem questionar os reais fundamentos do mundo, dos valores, das crenças e de tudo mais que envolve o nosso dia-a-dia, é preciso dizer que, fazer perguntas, tanto nos transforma como provoca transformação no mundo. Assim como no livro “O pequeno Príncipe” (do autor francês Saint-Exúpery), simples perguntas podem levar a amplas reflexões sobre o sentido daquilo que já está estabelecido como verdade em nós, e gerar grandes transformações. O problema é que estamos ocupados demais com nosso universo particular. Mas, bastam pequenos momentos de quietude e reflexão para que o novo se apresente e tudo ao nosso redor se transforme. O próprio deserto já não será o mesmo, pois ele esconde uma fonte ainda oculta para a maioria. Ao refletir, aquilo que parecia desinteressante e fútil ganha novo valor, até mesmo um insignificante planeta escondido em algum canto do universo. Crenças e valores ganham novos contornos. A vida, como uma flor cultivada e cativada, ressurgirá de repente como a poesia. Ressurgirá também com poesia, musica e alegria. Então, ver-se-á, sem muito esforço, que a vida tem um requinte de todos esses elementos. Dissociá-los um do outro implica em extinguir não somente a vida, mas a própria razão de viver.

Aprender a refletir, a fazer perguntas sobre o que pensamos ser certo ou errado, bem ou mal, lícito ou ilícito, bom ou mau, verdadeiro ou falso, belo ou feio... É de um valor inestimável. Torna-nos capazes de não crer no imediato; de não aceitar aquilo que nos é dado como pronto, útil e indispensável. Torna-nos capazes de decisões mais sensatas. Gera saudável ponderação diante das questões que nos são postas pelos sistemas do mundo; ajuda a valorar de modo mais coerente nossas escolhas, crenças e valores. Torna-nos seres mais livres. Conscientiza-nos da necessidade de constante transformação e estar aberto para mudanças sempre surpreendentes. Então, vale a pena fazer perguntas? Vale à pena buscar respostas? Pelas razões exposta aqui e por tantas outras que você mesmo descobrirá, parece que sim. Então, comece já a sua própria reflexão.

José de Ribamar Ericeirra Sousa

Teólogo e filósofo

04/12/2011

PROFESSORES DO PAULO VI ASSISTEM ÀS APRESENTAÇÕES

ALUNOS DO PAULO VI PARTICIPARAM ATIVAMENTE DE ATIVIDADE DE CIDADANIA

ALUNOS DO PAULO VI DÃO AULAS DE CIDADANIA

ALUNOS DO PAULO VI DÃO AULAS DE CIDADANIA

ALUNOS DO PAULO VI - AULAS DE CIDADANIA

"ALUNOS DO PAULO VI" DÃO AULAS DE CIDADANIA





Informar para cuidar e transformar

A cargo da professora Cristiane Costa de Carvalho, Bióloga e Mestre em Saúde e Ambiente, aconteceu a culminância nos dias 03 e 04, nas ambiências da Escola Paulo VI, na Cidade Operária, e contou com o imprescindível apoio da gestão da escola e todo o corpo docente e discente dessa instituição de ensino público da rede estadual.

O objetivo principal do Projeto, desenvolvido no Paulo VI, é o desenvolvimento de estratégias que estimulem nos alunos hábitos saudáveis em relação ao próprio corpo, garantindo melhor qualidade de vida.

No bojo do Projeto que é desenvolvido durante todo o ano letivo, os alunos também se envolvem nas dinâmicas, de modo a repensarem sobre a combinação sexo-adolescência, alertando para as doenças sexualmente transmissíveis (DSTS) e gravidez não planejada. Também sensibilizá-los quanto às questões: cuidados com a saúde, os impactos psicológicos e sociais da gravidez não planejada, uso de drogas psicoativas... Nesse sentido, alunos e professores tiveram acesso a literatura acerca do assunto.

A escola Paulo VI tem vivido muitos momentos especiais, o que se reflete no empenho de professores, alunos, todos os técnicos da escola, coordenadores e de seu quadro gestor. Exemplo demonstrado sábado, dia 01 de dezembro, em que os alunos, os principais protagonistas desta ação, saíram em passeata, pelas principais avenidas da Cidade Operárias, acompanhadas bela banda marcial da escola da rede estadual Henrique de La Roque, momento em que distribuíram panfletos informativos, preservativos e emitiram palavras de ordem, num verdadeiro protagonismo cívico-estudantil.

As exposições dos trabalhos – Alunos e professores, coordenados pela professora Cristiane, bem antes de saírem às ruas, expuseram painéis informativos sobre questões de interesse público. Também seguiram com apresentações em que puderam demonstrar todo potencial numa verdadeira aula de interpretação no que foram aplaudidos intensamente pelo público, sempre aos olhos da banca de professores que lhes conferiram notas, atribuídas ao desempenho de cada apresentação e seus respectivos componentes.

O ESCRITOR E JORNALISTA BENEDITO BUZAR LANÇA MAIS UM LIVRO: “NO TEMPO DE ABDALA ERA ASSIM”.

Buzar autografa o livro e oferece a Gonçalo Amador

O LIVRO FOI LANÇADO EM ITAPECURU, SUA TERRA NATAL. BUZAR TEM SE PERMITIDO ADENTRAR PELA HISTÓRIA DE ITAPECURUR E DO MARANHÃO, AO MESMO TEMPO EM QUE OFERECE AO MARANHÃO SEU BELO, MAGNÍCO TEXTO, COM PECULIAR INTELIGÊNCIA.

NO MOMENTO, O AMIGO ESCRITOR E JORNALISTA BENEDITO BUZAR AUTOGRAFA UM EXEMPLAR DO LIVRO, SEU MAIS NOVO TRABALHO, AO SER HUMANO DE IGUAL IMPORTÂNCIA GONÇALO AMADOR, EMPRESÁRIO E FUNDADOR DO JORNAL DE ITAPECURU. ESTE É MAIS UM DOS GRANDES MOMENTOS E ENCONTROS QUE O CONHECIMENTO DE PESSOAS IMPORTANTES DO PONTO DE VISTA DO CONTTEXTO EDUCACIONAL, DE DIVULGAÇÃO E TRANFORMAÇÃO NOS TRAZ.

03/12/2011

Ser mentecapto

Cheio de mim
e do resto do mundo
em que sobra-me impaciência
e parcimônia.
Falta-me tempo para me censurar,
gela-me na alma
em insipiências.
Congelo-me em ser inexpressivo
em meio a tantos sonhos e devaneios
que sucumbiram, sumiram...
encheu, sobrou asneiras, tolices enfim.
Transborda em recipientes de células mortas
que proliferam solidão.
Nas beiras de uma vasilha vazia
Nas beiradas transborda, transpira ignomínias,
contradições de um ser inútil
que afoga-se nas suas próprias inutilidades.
é um ser objeto, travestido de homem,
de espectro seco, xoxo, insensato que
num invólucro se esvazia e se esgota no de que se enche.
sem estatura, esconde seu rosto, não tem face
olhos arregalados, tristes pois só enxerga-se
e ver-se num retrato narciso,
feio, moribundo, mentecapto
infeliz...
E segue mentecapto num labirinto sem fim.

Nilson Ericeira
Robrielli

26/11/2011

Língua insensata!

Oh, língua insensata!


Às vezes me perco na complexa simplicidade da tua ousadia.

Reconheço-me serva.

A minhas custas, pinta e borda,

Costura e rasga,

E depois me remenda.

Enfim (ou em meio) ergo-me em retalhos

Pra te mostrar que nasci para abusar de ti.

És o meu céu e o meu inferno.

Gisela Cruz

Língua insensata!

Oh, língua insensata!
Às vezes me perco na complexa simplicidade da tua ousadia.
Reconheço-me serva.
Às minhas custas, pinta e borda,
Costura e rasga,
E depois me remenda.
Enfim (ou em meio) ergo-me em retalhos
Pra te mostrar que nasci para abusar de ti.
És o meu céu e o meu inferno.


Gisela Cruz

LER PODE FAZER MUITO MAL

Riba Ericeira Sousa


Estes dias nas minhas meditações cheguei à seguinte conclusão: ler faz muito mal e deveria ser terminantemente proibido, você não acha? Não há dúvida, ler faz mal, e muito. Veja só: ler acorda os homens para realidades quase impossíveis, tornando-os inconformados com o seu universo vivencial. Há ainda,

um outro problema não menos sério: ler pode causar loucura de caráter irreversível, pois é capaz de transportar o homem da sua aparente normalidade para espaços de conflito, gerando novas realidades muitas vezes não compreendidas pelo contexto social do leitor. Quem lê também tornar-se possuído por um estranho desejo de transformar o mundo; de mover estruturas envelhecidas; de pintá-lo com novas cores. E só os loucos pensam em reformar o mundo. E isso tem conseqüências. Que o digam Sócrates, Platão, Calvino, Gandhi, Mandela, Chico Mendes, Dorothy Stang, etc. Estes aprenderam a ler não apenas livros, mas a natureza e alma das pessoas. E você, o que tem lido?

Estou cada vez mais convencido que ler pode fazer muito mal. A criança ou o jovem que se habitua a ler pode transformar-se gradativamente num adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo ao seu redor. Quem ler pode ser levado a crer que tudo pode ser diferente. Quem ler pode vir a questionar o modelo de educação que lhe é oferecido, a estrutura física da escola, a ausência de investimentos, etc. E isso pode lhe causar problemas no próprio contexto escolar. Afinal de contas, quem lê passa a dispor do incontrolável poder da imaginação, conhece a liberdade, cria asas e lança-se a voos cada vez mais altos. Por tudo isso, transforma-se em um ser estranhamente perigoso para os donos do poder e os para os supostos donos do saber.

É verdade! Podes crer! Ler faz mal mesmo! Pode provocar o inesperado e, aqueles que estão acostumados com a rotina e a mesmice, podem ser tomados por uma inexplicável revolta contra quem decidiu ler. Ler pode aplainar caminhos tortuosos, abrir portas de oportunidades para novos caminhos. Ler pode despertar o espírito inventivo guardado dentro de cada pessoa. Ler gera criatividade, estimula os sonhos menos prováveis. Ler pode levar a acreditar que a vida é mais que o visto no cotidiano. Ler abre novos horizontes, impulsiona para novos desafios. Por tudo isso, quem lê expõe-se à ira dos anacrônicos e medíocres, ainda que ricos e titulados.

Ler faz mal e pode ser perigoso, pois estimula a imaginação, libera a fantasia, transporta para os espaços da magia e para a além do que os olhos podem ver. Ler faz acreditar que a vida se estende para além das escórias do egoísmo, da insensibilidade e da insensatez. Ler pode fazer perceber que há sempre algo novo e interessante a descobrir em nós mesmos e no outro. Ler pode varrer o preconceito insano e substituí-lo pela tolerância, pelo respeito e pelo acolhimento.

Portanto, para o bem de todos, que não se estimule a leitura entre crianças e jovens; que os pais deixem definitivamente de ler e de contar histórias para os seus filhos; que os educadores proíbam seus alunos de freqüentar as bibliotecas. Tudo isso pode fazer muito mal. Essa gente pode tornar-se inquieta, inquiridora, inconformada e isso pode causar danos irreparáveis no território dos dominadores. Compreende agora a dimensão do problema?

Ler pode fazer mal. Pode gerar consciência cidadã. Pode formar cidadãos críticos, engajados com os problemas da sua cidade e do mundo. Ler pode, como bem demonstra a “Alegoria da Caverna” de Platão, quebrar as amarras da ignorância e estabelecer um novo paradigma de convivência entre as pessoas, apontando definitivamente para geração de um mundo melhor. Mas pode despertar a ira dos dominadores que insistem em manter os prisioneiros longe da verdade.

Neste sentido, tenho que concordar com os maus políticos: é melhor que todos permaneçam sem ler, e continuem prisioneiros da ignorância. Desse modo, a democracia continuará sendo apenas uma farsa bem montada para a manutenção dos mesmos figurões no poder. Os corruptores continuarão se reelegendo e tudo permanecerá do jeito que está: sem segurança, sem saúde adequada, sem moradia digna para todos, sem infra-estrutura rural e urbana, sem boa alimentação escolar para as nossas crianças, sem ensino de qualidade, sem médico nos hospitais que atendam a contento à população, sem transporte público adequado e sem emprego para a maioria. Tenho que dar a mão à palmatória: os governos estão certos quando anunciam uma revolução na educação apenas na mídia. Fica tudo mais fácil quando não se lê, pois não haverá quem pergunte: que revolução é essa? Que educação é essa, com salas superlotadas, espaços físicos inadequados e pouco atrativos, professores mal remunerados e desmotivados? Sou professor por vocação, estou em sala de aula e posso afirmar: do jeito que está sendo tratada pelo Governo, a educação é uma “via expressa para o caos”. No Maranhão, por exemplo, enquanto o governo anuncia a realização da Via Expressa a um custo de mais de cento e cinco milhões de reais, professores são contratados à revelia por míseros R$734,00 para dar aulas em duas escolas em dois turnos, numa espécie de “operação tapa buracos” da educação, enquanto milhares de professores concursados permanecem sem serem nomeados. Neste sentido, é preciso saber ler também o que está na “mira” da propaganda oficial. Não custa lembrar que, quem não lê, não vê.

Como se pode ver, ler pode ser uma prática subversiva e extremamente perigosa. Ler pode transformar. Basta uma simples leitura para que haja uma reviravolta na vida, nos valores na maneira de enxergar o mundo e de se relacionar com o diferente de nós. Ler, portanto, não deve ser coisa boa. Afinal de contas, ler é ter poder: poder para ver, dialogar com o mundo, para falar, questionar, protestar, etc. Quem não lê é cego e mudo. Cegos e mudos não protestam. Quem lê não silencia diante da injustiça e da violência. O silêncio é a linguagem da subserviência. Como se pode ver, ler é uma prática subversiva e pode fazer muito mal!



Riba Ericeira Sousa

Pastor, professor e filósofo

23/11/2011

NO MARANHÃO, CASO DE POLÍCIA! JÁ DIZIAM OS MAIS EXPERIENTES QUE PRUDÊNCIA E CALDO DE GALINHA NÃO FAZEM MAL A NINGUÉM

REFLETE EM TODO ESTADO DO MARANHÃO A REVOLTA DOS POLÍCIAIS MILITARES E BOMEIROS DO MARANHÃO EM DECORRÊCIA DO DESCUMPRIMENTO POR PARTE DO GOVERNO DO ESTADO DE ACORDO CELEBRADO ENTRE AS PARTES. O ACORDO TRATA DA REPOSIÇÃO SALARIAL PLEITEADO PELOS MILITARES.

TENHO PERCEBIDO QUE O MOVIMENTO É FORTE, AO MESMO TEMPO QUE, POR PARTE DO GOVERNO DO MARANHÃO, HÁ INESPLICAVELMENTE UM CERTO AMODORISMO. A NÃO SER QUE NÃO ESTEJAM SE IMPORTANDO COM OS ENORMES ARRANHÕES QUE OS MOVIMENTOS PAREDISTAS DEIXAM. FOI ASSIM COM OS PROFESSORES E COM OS DELEGADOS. ISSO NÃO É BOM. SEM FALAR QUE SE PERCEBE CLARAMENTE QUE A SOCIEDADE APROVA A GREVE DOS POCIAIS. GREVE? POLICIAIS SÃO VETADOS DE FAZER GREVE, MAS SÃO ACOLHIDOS POR OUTROS DISPOSITVOS CONSTITUCIONAIS.

OS DELEGADOS TAMBÉM PARARAM EM DECORRÊNCIA DA FALTA DE CUMPRIMENTO DE ACORDOS.

OS PROFESORES SÓ VOLTARAM APÓS 77 DIAS DE GREVE E AINDA NEGOCIAM ITENS DA PAUTA E PRINCIPALMENTE O ESTATUTO DO MAGISTÉRIO. O GOVERNO NÃO TEM ACERTADO NA ÁREA DE EDUCAÇÃO PORQUE NA EDUCAÇÃO TEM MUITA GENTE QUE TOMA CONTA DESSA ÁREA E É INSENSÍVEL.

ISSO SÓ NOS FAZ LEMBRAR QUE, DE DUAS UMA: OU O GOVERNO QUER PROTELAR AS DEMANDAS DOS TRABALHADORES, EMPURRANDO COM A BARRIGA ATÉ QUE SATISFAÇA SEU INTENTO DE SÓ NEGOCIAR NO MOMENTO EM QUE, SEGUNDO A PRÓPRIA GOVERNADORA ROSEANA SARNEY, SÓ CONCEDERÁ AUMENTO SALARIAL NO PERÍODO EM QUE TODOS OS TRABLAHDORES DO SERVIÇO PÚBLICO NEGOCIAM SEUS SLÁRIOS. MAS NO CASO DOS PROFESSORES E DOS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES TRATA-SE APENAS DE REPOSIÇÃO DE PERDAS SALARIAIS.

OS POLICIAIS OCUPAM NESTE MOMENTO A SEDE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO MARANHÃO. HÁ INFORMAÇÕES DE ESTÁ ACONTECENDO UMA REBELIÃO EM PEDRINHAS.

VIATURAS DA FORÇA NACIONAL PASSARAM NA AVENIDA JERÔNIMO DE ALBUQUERQUE EM FRENTE A ASSEMBLEIA O QUE PROVOCOU UM CERTO ALFOROÇO. POLICIAIS MILITARES FORAM PARA FRENTE DO PRÉDIO E FICARAM EM ALERTA.

A INFORMAÇÃO DA REBELIÃO NO PRESÍDIO DE PEDRINHAS NÃO ESTÁ TOTALMENTE CONFIRMADA.

ESTRANHO MESMO É A FALTA DE HABILIDADE DE AUTORIDADES INTELIGENTES QUE FAZEM PARTE DO ROL DE MSECRETÁRIOS E ASSESSORES DO GOVERNO ESTADUAL.

A POPULAÇÃO DO MARANHÃO TEME PELO CONFRONTO. OS REFLEXOS DESSAS MANIFESTAÇÕES AFETAM A VIDA DE TODOS NÓS.

20/11/2011

CIDADANIA É UMA CONQUISTA




Preocupa-me a ausência efetiva de políticas públicas no Estado brasileiro. O que existem são apenas intenções ou projeções configuradas na ideologia persuasiva, portanto intencional cujo resultado é recheado de retórica e paliativo assistencialista.

Na minha modéstia opinião, não se constroem valores do dia para a noite ou numa sacada de “gênio”, da forma que se tem presenciado na corte nacional e nos estados federados desta nação. Assim, trazem conseqüências irreparáveis para a sociedade tendo em vista que os recursos públicos desviados por má aplicação, resultado de corrupção, são declaradamente nocivos e prejudiciais e com o agravante que considero muito sério: é gerador de violências. Levando-se em consideração ainda que um percentual altíssimo desses recursos públicos não é devolvido à sociedade. E, então, persiste a impunidade e a conseqüente violência que nos amedronta e assusta nos levando a descaminhos...

Fatores outros, que juntados a estes, possibilitam que milhões de brasileiros nasçam na orfandade de Estado, cresçam nela e desapareçam sem ter conquistado um dos valores mais legítimos e necessários no Estado Democrático de Direito: a cidadania. Pois esta está para a dignidade do ser humano assim como todos os direitos fundamentais contidos art. 5º da Constituição Federal/88, estão. Mas isto será um conquista permanente e caberá em outras interrogações e exclamações.

A política, na sua real concepção, deveria abranger a todos indistintamente, mas lamentavelmente o seu lado podre (e não é política, mas a deformação dela), percebe-se é a banda maior destrói valores, corrompe e de forma astuta é representada por crápulas, estojos, que no seu intento irascível e dominador são indiferentes não se importando com a destruição da nossa gente brasileira e que vítimas da corrupção, passam por privações de toda ordem. Então, mostrem as suas caras reais, antes que o poder essencial midiático o desmoralize. A história tem mostrado que os fatos por si se provam. Tem gente que ainda tenta esconder-se do que ele próprio provocou, não cabendo sua cara em seu próprio corpo.

No Brasil há notícias de corrupção na corte e em todos os poderes, ante a um descrédito que no ato da eleição perde força, e então entram em novas cenas os pretensos ocupantes de cargos públicos maquiando-se e sobrevivendo na corrupção, no seu caldo nutritivo, em novos super-heróis. Verdadeiros salvadores da pátria! Às vezes são os mesmos que nos visgam não só por assistencialismos emergentes, mas pelo bolso e barriga, quando não, nos prendem nos dentes e entristecem as nossas almas. São “políticos” travestidos de homens bons que voltam a enganar o povo. E a cidadania? Esta não se enquadra no lixo na frente da escola, na escola sem teto e estrutura, na ausência de planejamento, na falta segurança preventiva, saúde educação e outras políticas... Da mesma maneira que não cabe em um Estado que se queira construir justo diante da corrupção que parece generalizante e tem sido a regra e não a exceção neste solo pátrio.

Mas não estava errada a acepção de nosso documento literário lusitano em solo de Vera Cruz que lhe dissertava que plantando aqui tudo dá. E dá mesmo! “A terra é de bons ares...” E que bons ares! Disso ninguém pode provar o contrário, basta só fazer uma comparação/infográfico do rendimento de um político desonesto e o seu patrimônio em tão pouco tempo de procuração. Isto não precisa de fotografia, as cenas estão nas letras da mídia nacional. Ainda bem.

Nilson de Jesus Ericeira Sousa

Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e estudante de Direito

19/11/2011

Sol nascente
Meu poente distante
Minha vida em maresia
e por você e em você oceano...

Meu Sol poente
De raios nascentes
Que de teu amor
É ocaso em mim...

Minha vida estrela cadente
Meu mar tão revolto
Que me ilha em sol poente
ponho-me no nascedouro de ti...

Meu sol em rio e riso, oceano em lágrimas
Vi teu jeito revivi teu riso
Contemplei teus olhos em pranto
E naquela lágrima sobrevivi amor.

Nilson Ericeira
Robrielli

Sol nascente


















Sol nascente
Meu poente distante
Minha vida em maresia
e por você e em você oceano...


Meu Sol poente
De raios nascentes
Que de teu amor
É ocaso em mim...


Minha vida estrela cadente
Meu mar tão revolto
Que me ilha em sol poente
ponho-me no nascedouro de ti...

Meu sol em rio e riso, oceano em lágrimas
Vi teu jeito revivi teu riso
Contemplei teus olhos em pranto
E naquela lágrima sobrevivi amor.
Nilson Ericeira
Robrielli

18/11/2011

EDUCAÇÃO DE CASTELO DÁ PASSOS DE CÁGADO

A PROFESSORA LINDALVA, EM ENTREVISTA Á RÁDIO CAPITAL, HOJE PELA MANHÃ, DISSE QUE FORA AGREDIDA PELO PREFEITO DE SÃO LUÍS, JOÃO CASTELO.

VEJA SÓ O QUE A PROFESSORA DECLAROU DO PREFEITO: “ ELE DISSERA NÃO QUIRIA CONVERSA COM TRÊS PESSOAS QUE USAM SAIA: UMA SERIA PADRE, JUIZ E MULHER.

E SEGUEM AS PALAVRAS DO PREFEITO JOÃO CASTELO: “EU NÃO QUERO CONVERSA COM ESSA MULHER QUE ELA SÓ VEM AQUI PARA BRIGAR”.

A PROFESSORA DECLAROU QUE SE SENTIA AGREDIDA FÍSICA E MORALMENTE E QUE BUSCARÁ À JUSTIÇA. SEGUNDO A PROFESSORA NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE É AGREDIDA PELO PREFEITO. A AGRESSÃO FÍSICA SE DEU PORQUE OO PREFEITO A PUXOU PELO BLAISER.

ALÉM DISSO, A PROFESSORA LINDALVA DENUNCIOU QUE VÁRIAS ESCOLAS DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO ESTÃO SENDO ARROMBADAS E QUE O PREFEITO NÃO TOMA PROVIDÊNCIAS. ENTRE AS ESCOLAS CITADAS PELA PROFESSORA ESTÃO A TANCREDO NEVES, NASCIMENTO DE MORAES E MATA ROMA, TODAS NA CIDADE OPERÁRIA.

SEGUNDO AINDA A PROFESSORA, AS ESCOLAS COEDUCMA, PASSO A PASSO E DA IGREJA ESTÃO SEM SEGURANÇA E A MAIORIA DAS ESCOLAS DA REDE MUNICIPAL ESTÁ EM ESTADO PRECÁRIO.

EM RELAÇÃO A GARANTIAS, A PROFESSORA LINDALVA DISSERA QUE CASTELO TEM NEGADO DIREITOS ADQUIRIDOS, LÍQUIDOS E CERTOS. ENTRE ESSES DIREITOS NEGADOS PELO PREFEITO, CONTAM DA TITULAÇÃO, PROMOÇÃO E REAJUSTE SALARIAL.

OUTRA INFOMAÇÃO RELEVANTE É SOBRE OS PRÉDIOS ONDE FUNCINAM OS ANEXOS, EM ALGUNS DELES AS AULAS ESTÃO APRADAS POR FALTA DE PAGAMENTO DOS ALUGUÉIS, QUE DE ACORDO COM A LEI, DEVEM SER REGIDOS POR CONTRATOS.

OPINIÃO – NADA DE PESSOAL CONTRA O PREFEITO E NUTRO ADMIRAÇÃO PELO ATUAL SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO, MAS A INSTITUIÇÃO POLÍTICA CHAMADA EDUCAÇÃO, E NESTE CASO A EDUCAÇÃO MUNICIPAL, PRECISA DE URGENTES PROVIDÊNCIAS.

17/11/2011

APROVADO O REAJUSTE DOS PROFESSORES

APROVADOS PELA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO MARANHÃO O PISO SALARIAL E REAJUSTE PARA OS PROFESSORES

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, nesta quinta-feira (17), o projeto de lei que assegura o reajuste salarial e a aplicação do piso nacional para os professores da rede pública estadual de ensino. De acordo com informações a diferença salarial deve sair até o dia 25, sexta-feira, EM FOLHA SUPLEMENTAR.

OS EXCENDENTES - Agora a pauta é aprovação do Novo Estatuto da Educação, bem como reivindicar que o Estado chame os excedentes do concurso. Os excedentes do concurso estão sendo substituídos por professores contratados pelo Estado e recebem bem abaixo do valor normal de uma nomeação no nível inicial.

Acredita-se que em pouco tempo, não só se elimine de vez com esses contratos precários, mas que os excedentes sejam convocados e que novos concursos sejam realizados, tendo em vista a grande demanda na área do magistério.

12/11/2011

EDUCAÇÃO – SITE DO SIMPROESEMMA

Sindicato solicita audiência com governo para discutir nomeação de excedentes

Data de Publicação: 12 de novembro de 2011 às 22:25

O direção do Sinproesemma solicitou audiência, em caráter de urgência, com o secretário de Estado de Educação, João Bernardo Bringel, para tratar sobre a nomeação dos professores aprovados no último concurso, realizado pelo Estado em 2009, e que estão na lista de excedentes, à espera de nomeação.

O presidente do sindicato, Júlio Pinheiro, que protocolou o pedido pessoalmente na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), considera que o governo do Estado deve priorizar, com urgência, a nomeação dos professores para reduzir a carência de profissionais efetivos na rede, atualmente, em torno de 10 mil vagas, sendo grande parte ocupada por contratos precários. “É preciso acabar definitivamente com a prática dos contratos temporários, que configuram precariedade no trabalho, haja vista que os contratados realizam as mesmas atividades dos efetivos, cumprem a mesma carga horária, mas recebem remunerações bem abaixo dos salários dos nomeados e não têm direitos trabalhistas, como férias, décimo terceiro salário, entre outros benefícios”, explica o sindicalista.

Da lista com cerca de seis mil concursados excedentes, só foram nomeados cerca de 800 profissionais. “O déficit de professores na rede estadual de educação é muito alto. O governo deve cumprir as determinações legais que condenam a permanência de contratos temporários e respeitar a classe trabalhadora, assim como qualificar a educação, que ganha com a atuação de profissionais valorizados na rede”, explica o presidente, que espera ter uma resposta breve do secretário João Bernardo Bringel para a realização da audiência

11/11/2011

Vida sem senti-do

Que gentinha é essa
que não se mexe e não se bole
E nem se toca
Que povinho é esse que não se toca
e não reage
Que vidinha é essa
Mesquinha e sem Graça
Que amizade é essa
Tão dissimulada e falseada
Que amor é esse tão sem cor
e sem tom
Que querer é esse
Se me esquece logo que o segundo passa
que caminho é esse
Se só me dou voltas
e me vou...
Devaneiando assim.

Nilson Ericeira


Robrielli

10/11/2011

ALUNAS DO CE PAULO VI COMEMORAM TÍTULO EXIBEM A TAÇA

UMA DEMONSTRAÇÃO DE QUE O ESPORTE É UM DOS FORTES AGREGADOS DA  EDUCAÇÃO. QUANDO NA ESCOLA, SEJA PÚBLICA OU PARTICULAR, HÁ A PRÁTICA ESPORTIVA, OS RESULTADOS, NÃO SÓ NO ESPORTE, MAS TAMBÉM NA EDUCAÇÃO, REFLETEM.
AS ALUNAS DO TIME DE HANDEBOL DA ESCOLA PAULO VI, INSTITUIÇÃO DE ENSINO DA REDE PÚBLICA ESTADUAL, ESTÃO DE PARABÉNS. O RESULTADO DESSA CONQUISTA FAZ TRANSBORDAR DE ORGULHO TODO O CORPO DA ESCOLA.
AS ALUNAS DO PAULO VI, PROTAGONISTAS DESSA CONQUISTA, TEM O RECONHECIMENTO  DA DIREÇÃO DA ESCOLA, DOS TÉCNICOS, DOS SEUS PROFESSORES E, EM PARTICULAR E PRINCPALMENTE, DESSE ABNEGADO PROFESSOR AMARAL, QUE SE SE DIVIDE E SE MULTIPLICA PARA CONTEMPLAR SOMANDO ASPIRAÇÕES, AJUDANDO A REALIZAR SONHOS E CONQUISTAS QUE APONTAM CAMINHOS COM OS PÉS NO FUTURO. É ESSE UM GOL DE PLACA!

ALUNAS DO CE PAULO VI CONQUISTAM A OLIMPÍADA MASTER DE HANDEBOL

O protagonismo esportivo é um forte elo entre a educação e a transformação das pessoas. A escola está de parabéns! Os alunos regozijam-se do triunfo! E acenam para novas conquistas.

EM PARTIDA DISPUTADA ENTRE AS ALUNAS DO CE PAULO VI E AS ALUNAS DA EQUIPE DO COLÉGIO MASTER, O PAULO VI SAGROU-SE CAMPEÃO E VENCEU A EQUIPE DO MASTER PELO PLACAR DE 19 A 10.

A EQUIPE DE HANDEBOL DO PAULO VI É TREINADA PELO PROFESSOR AMARAL.

PROFESSOR AMARAL ENTREGA A TAÇA PARA A GESTORA DA ESCOLA, PROFESSORA CONCEIÇÃO CARNEIRO.

NO OUTRO DETALHE, AS ALUNAS DO PAULO VI, ATLETAS CAMPEÃS.


04/11/2011

Qual a cor da paz

ela se pinta igual um pássaro
E após a muda regozija-se de ser bela
ela é o tom de todas as cores
a forma do arco Iris
a tarde que promete ser a outra
que é passo do seu passo
o compasso do coração aflito
o dizer dos justos mais nobres
é flor em essência
a vida brotando a cada nascer
a forma, a fórmula ela é
menina, mulher linda!
de quês extasiante em mim
devora-me amor
transpira-me
é flor!

Nilson Ericeira

Robrielli

02/11/2011

Espírito incauto

Minha paz de espírito
Minha consciência consciente
Meu ser físico sem putrefações
E podridões
Meu eu menino
Minha voz introspectiva
Quer subliminar amor
Minha paz de sono
E sem as tempestades dos falsos
Que de desumanos,
Mentem meticulosamente
Pois são frios.
E sigo na minha paz comigo e com os outros
Com um e outro me encontro
Com o Ser
Com a voz do mesmo coração que resigna
Mesmo que inverdades proliferem
Minha alma sem o câncer da maldade
E nem com os trovões da prostituição de espírito
Da alma de do ser pequeno
Apequenado, agachado, rasteiro, réptil...
Minha luz de consciência é minha própria consciência
Que me meu ser incauto parece sucumbir a monstros
Em saciar seus insaciáveis cânceres, gânglios...
Mas tenha piedade Senhor
Da fome dos falsos e da ilusão dos hipócritas.

Nilson Ericeira
Robrielli

30/10/2011

ALUNOS DO MARANHÃO ASSINTEM À AULA DEBAIXO DE PÉ DE MANGA

O fogão onde é feita a alimentação escolar dos alunos da escola campal

ALUNOS DO MARANHÃO ASSINTEM À AULA DEBAIXO DE PÉ DE MANGA

OBSERVE AS FOTOS:

ALUNOS DO MARANHÃO ASSINTEM À AULA DEBAIXO DE PÉ DE MANGA

A MATÉRIA É DO JORNAL DE ITAPECURU

JI na comunidade
E fomos ver a escola do povoado Mangal, lá constatamos o que disse o vereador JR. Antes mesmo de chegar ao local pensamos estar longe, quando encontramos um senhor carregando um botijão d’água numa bicicleta e, então, perguntamos a ele se estava perto do povoado Mangal e da casa do presidente da Associação de Moradores. O senhor respondeu: Aqui já é Mangal e a presidente mora em frente onde têm uns meninos estudando debaixo de um pé de manga. Isso mesmo, pé de manga e não é notícia fantástica. Daí a reportagem não teve mais dúvida, pois constata-se a verdade do que dissera o vereador JR. Conversamos com a presidente daquela comunidade e também professora aposentada a senhora Raimunda Bispo dos Santos Almeida (Conhecida por Dica). Bem comunicativa, dona Dica falou das dificuldades que eles enfrentam para conquistar algo, dizendo que ela era presidente da associação quilombola comunitária do povoado Mangal do Ipiranga, com 56 associados morando e trabalhando em terras de herança. Acrescentou que só foi feito pelo prefeito Junior Marreca um poço ainda no primeiro mandato, quando estava em campanha para se reeleger. E continua o relato: ele (o prefeito) chegou aqui se reuniu com a comunidade e disse não iria esperar o outro mandato, ia logo fazer e fez, só que até hoje, nunca funcionou! Segundo ela e outros moradores, a água é boa, mas botaram a caixa de 15mil litros com ramal e torneira nas casas, inventaram que iram fazer análise da água e nada foi feito. “Nós estamos carregando água no balde, de um poço cacimbão que tinha aqui há muitos anos. O programa luz para todos este veio e estar funcionando” repudiou.
A escola de aula campal – O nome da escola até que é sugestivo, pelo nome do povoado, mas contrasta com a educação, pois as aulas acontecem mesmo é a céu aberto, no desalento, embaixo de uma mangueira - Quanto à escola dona Dica disse que é do jeito que o senhor está vendo. A merenda! “Vou levar para você”, falou a merendeira Firmina, conhecida como dona Miruca, no que mostrou o fogão coberto com uma toalha. Antes, porém, o repórter, perguntou aos alunos da escola campal o que eles iriam merendar naquele dia? Os alunos disseram que naquele dia não tinha merenda, talvez fosse comer manga quando cair do pé, pois a professora já guardava uma em cima da mesa.
E relata dona Miruca que recebeu para a merenda: 2kg de Feijão; 4kg de arroz; 8 Pacotes de Macarrão;5 Pacotes de Biscoitos Creme Crak;7 Latas de carne Bovina; 01 Pacote de Corante; 3 Pacotes de Mistura para Mingau; 01 Lata de Óleo; 01kg de Sal; 03 Risoto de Carne; 100g de alho;300g de Cebola.

E o cardápio? O cardápio fica assim: 2ª feira: bebida lacta com biscoito
3ª feira arroz com feijão; 4ª feira: macarrão com carne de lata; 5ª feira: risoto de carne; 6ª feira: mingau de tapioca.
Para exercer esta função dona Dica recebe apenas R$ 170,00 por mês e este ano só recebeu duas vezes.

Poder público – A Secretária Municipal de Educação do Município de Itaepecuru, professora Elisângela Marinho, quando perguntada sobre a situação da escola Campal, declarou que sim e que se trata de um problema que está perto de ser resolvido. Informou que nessa escola funcionando em dois turnos, no matutino e na Educação de Jovens e Adultos, que funciona no noturno. Que já foi aberta a licitação para a construção de 24 escolas na zona rural de Itapecuru, uma das quais será construída no povoado Mangal, ainda este ano. Acressecentou a secretária, que a escola estava funcionando numa capela, mas como está demorando a licitação para a construção do prédio da escola, a comunidade resolveu não aceitar que às aulas continuassem na capela, como uma forma de forçar à construção da escola daquela comunidade. “Fomos lá e até nos prontificamos de ajudar na construção de um barracão para a escola funcionar enquanto fosse construído o prédio”. Segundo ainda a secretária essa proposta não foi aceita pela comunidade que só sairiam daquele local “campal” quando a escola estivesse construída.
A Secretária Municipal de Educação disse que se trata de um compromisso do prefeito Júnior Marreca que antes de terminar o seu mandato, construir todas as escolas.

A MATÉRIA NÃO FOI EDITADA PRODUZIDA POR ESTE JORNALISTA.

A casa de paizinho

Um retrato que não sai da minha memória

Na Rua de Santa Luzia – Arari – MA. Era uma casa grande com muitas portas e janelas e tinha um quintal grande. O vizinho da direita era senhor Jorge Oliveira, um enfermeiro de primeira hora e contador de muitos causos dele, que já nos deixou há algum tempo. Da parte esquerda, a professora Benedita Ericeira “Dudu” esposa do senhor Raimundo Ericeira (nossos tios). Meus avós maternos são Pedro Paulo Ericeira e Casilda Rosa Fernandes Chaves Ericeira. Parte da minha infância eu traquinei entre a casa de paizinho e casa de meus pais.

Nessa residência funcionava um comércio com três portas de frente e uma para o lado da casa dos tios, duas janelas de frente, uma no fundo copa e dezenas nos corredores, coberta com telhas antigas e pintada de branco. Ali tudo era muito rústico, a começar pela cômoda de paizinho que era cheia de bregueços. Tinha uma porta de entrada para com acesso ao que chamavam de sala de visitas e uma outra entrada pelo jardim (onde rentintim, o cachorro de Raimundo Ericeira me mordeu quando fui levar curimatãs pegas na mitra por meu pai Crescy para vovó Sinhá); a sala de visitas ficava eternamente fechada e tinha ladrilhos grandes e decorados, o quarto de mãezinha era de assoalho. A sala de visitas só se abria quando havia alguém “mais importante”. Pedro Ericeira foi vereador, presidente da Câmara e vice-prefeito de Arari.

Na cozinha, havia um fogão à lenha com uma chaminé, as bocas estavam quase sempre acesas; um jirau de cimento liso, com um canalzinho para água descer e escorrer pelo canal entre tijolos no quintal. Havia também o armazém velho, com muito carvão, ração de animal e coisas úteis, mas velhas. Lembro-me que eu. Tânia, Verinha e Fernando passávamos o dia inteiro brincando. Éramos tão proprietários de fazenda quanto meu avô o era da Fazenda Velha, ou Canto do Sabiá. Volta e meia passamos nossas cabeças em roupas estendidas no quintal ou em carne que secava no quintal. Na divisa da serca ao fundo o pica-pau tritura estacas com o seu bico forte. No alto a goiabeira de estimação de minha avó: eram goiabas-peras tão grandes que o gosto não tem igual. Para pegar-lhes entre as galhas, só com autorização de Sinhá. A sua horta e seu jardim eram tão especiais quanto ela é em nós.

Do Lado da casa de Raimundo Ericeira, havia um portão grande para entrada de cavalos e outros animais, ao mesmo tempo em que mãenzinha cultivava uma horta e aves. Ainda no quintal, existia o lado do jardim e um peitoril onde era cultivado um outro tipo de plantação. Ali existiam bananeiras, laranjeiras da terra (que mãezinha fazia doces que iguais não há), samambaias e outras plantas ornamentais. Do lado central do quintal, havia duas mangueiras, um pé de caju e uma azeitoneira, bem na divisa da cerca dos fundos tinha um pé de coqueiro. Ali brincávamos próximo ao armazém de paizinho e da estribaria. Os banheiros eram no quintal e tinha uma parte só de lavagem, com a centinha separada.

Lembro-me do pica-pau furando as estacas da cerca do fundo, assim como me lembro dos pés de manga de seu Jorge. Pareciam às frutas mais saborosas e nos instigavam ao desafio de tê-las para nós. Não o fazíamos porque temíamos ao próprio dono e a paizinho que não admitia tal atitude. Levávamos horas e horas brincando no quintal. Posso dizer eu e meus primos que inventávamos mil e uma peripécias. Eu e Tânia Lobo éramos mais “explorados” por paizinho porque ele nos denominou espertos e queridinhos dele. Naquele quintal, éramos vaqueiros, casais, desbravadores de estradas da nossa imaginação. Engenheiros que a viagem ao lúdico nos faz. Pontes, carros, casinhas, bois, porcos e arvoredos, chuva, sol e o céu de nós... Do Lado direito, tinha o famoso pé de goiaba prata. Eram as mais saborosas que já degustei e que era vigiado por mãezinha.

Lembro-me também do tanque que ficava entre o corredor estreito de muitas janelas e sala que saia no jardim. Ele enchia ou com chuvas ou com muitas caminhadas dos meninos de senhor Marajá. Na cozinha fogão à lenha, na copa um contorno escultural que nos remetia às casas coloniais; no mesmo corredor uma série de oito janelas de dois vãos, um quartinho onde paizinho colocava apetrechos da fazenda e de que fosse usar seu dia-a-dia. Após o almoço, sentava-se em uma cadeira preguiçosa e bradava a seus súditos do que precisava. Fumando seu tabaco de fumo forte chega enchia de fumaça nos quatro cantos da sala, enquanto um quadro da grande ceia nos vigiava sobre a proteção das eternas orações da velha Sinhá. Na quitanda, a velha Zifi (irmã de mãenzinha) arrastava com sua destreza incomum. Vigiava-nos. Ali, caixotes de arroz, farinha, sal, açúcar bruto e café. A preta Lourdes com sua cisma se fazia de rogada e dificultava operações dos menores na cozinha ou em qualquer compartimento de consumismo. Mesmo assim, Casilda dava um jeito de diblar à censura. Com seu azeite de amor, azeitava nossas vidas de amor, bem-quer, e alimentava-nos com uma comida que mais saborosa não há.

Serviam a Fazenda Velha, o preto Justino, os vaqueiros Dazico Lobo (encarregado do gado e da fazenda) e depois Manoel Silva (Mano). Mas essa é uma outra bela história. Nesse contexto não podemos esquecer de Canuto e Marajá que se avizinhavam.

Na hora do almoço, paizinho apimentava a sua comida e sempre perguntava por mais comida. Mãezinha economizava e sempre, nesse quesito, desagradava o coronel. Colocava os netos na perna e orgulhava-se disso. À noite a cena se repetia e ele não agüentava ouvir dizer que comida fazia mal a alguém. Sempre dia que a barriga não sabia se era dia ou noite e então tudo podia! Ele também tomava umas pingas e andava o dia inteiro de lá e pra cá reclamando e dizendo como deveriam ser as coisas. A velha Casilda, como uma rosa, a obedecia em quase tudo.

São desses cenários que reconstruo tantos outros que a minha abstração me dá e assim vou vivendo a vida.

Nilson de Jesus Ericeira

Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo, estudante de Direito

27/10/2011

Washington Oliveira ai assumir o Governo do Maranhão


O jornalista Nilson Ericeira e o vice-governador do Maranhão
Washington Oliveira (PT) vai assumir o governo do Maranhão. A governadora se afastará para tratar de problemas de saúde e o vice-governador comandará o Estado.

Constitucionalmente o vice-governador deve exercer o mandato de governador, quando a titular da pasta se afasta. Porém o vice-governador tem papel de destaque n Governo Roseana.

Washington não deve fazer mudanças nos escalões, porém dará o tom da agenda do Governo do Maranhão. Algumas injustiças que acontecem no governo em relação à aliança, Oliveira não tem conhecimento ou foi mal informado sobre tais problemas.

E o tempo segue.






26/10/2011

E no jardim II

Eu não sabia que doía tanto
Eu não sabia que não compreendia esta partida assim.
Eu não sabia que suportaria esse amor um dia partir.
Eu não sabia se me despedia, e me desprendia desse
amor em mim.
Eu não sabia que não suportaria essa dor imensa de te ver assim.
Mas eu já sabia que você unia, que você amava,
que você sorria...
Eu não sabia que doía tanto e tá doendo em nós.
Mas eu já previa e também sabia que Deus te recebia
em sua alegria no seu reino eterno.
Mas também eu não sabia que essa lágrima lasca nossos corações.
Eu já sabia que naquela casa a saudade dela vai doer mais em nós.
Eu proporia que esse amor imenso, esse sentimento só florisse mais.
Pois se ela souber vai sorrir no amor e nos conforta a dor.
Mas eu não queria que naquela casa e em seus jardins
a saudade dela doesse tanto em nós.
Mas se eu soubesse que essa dor imensa não fosse passar,
Eu me agarraria no seu leito, feito menino para essa dor passar.
Mas eu não suportarei a tua ausência, essa dor imensa que devora nós.
Meu amor eu...
Não suportaria repetir palavras pelo amor de Deus...
Mas sei suportaremos esse amor em nós.
e você menina, e você Cacilda, e você Sinhá,
e você vozinha essa dor imensa tá doendo mais.
Mas eu já sabia que nosso Pai eterno tá sorrindo,
vai...


Nilson Ericeira
Robrielli

25/10/2011

REAJUSTE DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO SERÁ PAGO EM FOLHA SUPLEMENTAR, A INFORMAÇÃO FOI DADA EM REUNIÃO COM O SIMPROESEMMA

Governo se compromete a pagar o reajuste salarial a todos os professores e profissionais da educação, contemplados no Estatuto do Magistério, ainda no mês de outubro, em folha suplementar.

Espera-se, pois cada vez que o governo não cumpre com a categoria, representado pelo seu sindicato, aumenta o abismo entre governo e trabalhadores da educação. Tomara que tenha alguém de sensibilidade na Seduc que possa agir proativamente e não permitir mais desgastes...

Caso o professor João Bernardo Bringel queira realmente praticar uma boa gestão na Educação terá que afastar dinossauros que tem atrapalhado a ações no sistema.

Opinião com base na realidade - Trata-se de pessoas (não são muitas, mas são fortemente apadrinhadas) cujas amarguras, passados comprometedores (a mídia divulgou, é caso de contratos, delator, constrangimentos...), portanto há arquivos, não dignificam os cargos que ocupam. Em alguns setores da Educação os servidores são maltratados. No serviço de Pessoal, por exemplo, a gestora maior não informa com clareza nenhuma para a pessoa interessada, mesmo sendo um direito seu. Fala por metáforas e ainda pergunta o que aconteceu com o servidor que é obrigado a ouvir um monte devaneios. Eu fui vítima e provo. É o tribunal da inquisição. Vai fazer um ano que me submeti a essa deposição constrangedora. Igual a Sócrates, prefiro beber cicuta a suportar a dissimulação dos incompetentes.

Mas há um sistema enorme que o secretário precisa conhecer. É urgente. Rodei-se de pessoas que conheçam e queiram fazer pela sociedade. Assim com certeza dará algum fruto. Caso opte pelo suor das aquixilas, ou a pequenez de mentes fracas, cuja propensão é só para mal, lamentavelmente perderemos mais uma oportunidade de construir algo de concreto.

Esta opinião tem base em 33 anos de convivência e de observação, estudo, muito estudo.

Patrulhamento maldoso a Flávio Dino

QUEM DISSO CUIDA DISSO USA

Não tem menor fundamento associar a imagem de Flávio Dino a qualquer pessoa que esteja sob suspeita de algum crime, seja desvio de recursos públicos ou de qualquer conduta atípica. Não sou amigo de Flávio Dino e nem votei nele na última eleição. Vejo com ar de maldade esta associação, proveito político, talvez.

Flávio Dino, desde os tempos da academia, que o conheço, sempre foi uma pessoa honesta. Não há nada que macule a sua imagem.

Não é correto esse tipo de associação e as pessoas que a fazem sabem disso. Isso sim é desonesto.








24/10/2011

E num jardim... Numa homenagem que faço a minha avó Cacilda Rosa Chaves Ericeira (Vó Sinhá, mãezinhá), com a transpiração de quem ama e reconhece-se no amor. E, se algo raga nossso peito, dilacera nossos corações, âncoramo-nos no nosso Deus buscando força!

E num jardim...
Nosso amor nasceu, sofreu, venceu,
Iluminou.
Nosso amor brotou, floresceu, amadureceu,
Floriu.
Nosso amor amou, secou-molhou, respirou,
Nasceu.
Nosso amor molhou, reviveu, regou, sorriu,
Encheu, transbordou.
Nosso amor: jardins, jasmins e rosas, estações, enfim.
Amigos...
Nosso amor,
É esse amor que viveu,
Sofreu, lutou, venceu...
Nosso amor sentiu, resistiu, resignou,
Aplaudiu...
Nosso amor viveu, amou, felicitou,
Chorou.
Sentiu saudades, amou, pacificou, orou,
Uniu.
Rezou, ter-ceu, resignou,
Adoçou-nos...
Esse amor rogou, semeou e contagiou amor.
É esse o nosso amor.
Nosso amor em Deus viveu, acudiu,
Recitou, declamou, produziu, serviu,
Criou, abriu caminhos,
Amou...
Abençoou-nos.
É esse amor,
O nosso amor...
Sinhá.

Nilson Ericeira
Robrielli

22/10/2011

EDUCAÇÃO DO MARANHÃO: DE MAU A PIOR

Não é miragem. A educação do Maranhão nunca esteve tão mal. Estas cenas são do povoado Campal, no municípiio de Itapecuru. Alunos assitem a aulas debaixo de uma árvore. Na cena, professora e alunos num esforço fora do normal , insistem em ensinar a aprender numa situação que, infelizmente ainda existem no século XXI.

Aula campal, no Município de Itapecuru-Mirim-MA


20/10/2011

A INVEJA


O vírus da inveja é a deformação de uma projeção

A inveja é tão vil e vergonhosa que ninguém se atreve a confessá-la, mas dissimulá-la. Em determinadas situações não é possível esconder, pois o invejoso traz características estampadas na cara do detentor, possuidor-proprietário, cujos sujeitos passivos são as pessoas com quem se relaciona ou além delas.

Ao logo dos anos, principalmente depois que comecei a estudar e trabalhar, após meus 17 anos de idade, e quando me ensinaram a ter prazer pela leitura, logo após à minha vida para a Seduc, digo vinda, tenho percebido que cada vez aumenta mais o número de invejosos, principalmente nos ambientes de trabalho, na vizinhança, na igreja, na política, na disputa de poderes e onde quer que haja disputa por alguma coisa, principalmente se esta coisa for material. Mas isso não é um mal só desses espaços. A inveja é uma fraqueza humana de quem se projeta nos outros para realizar seus sonhos, chega ao ponto do invejoso, portador do vírus transmissor, até se ver substituído, idealizado, encarnado num ser inocente que as vezes nem percebe, mas a todo instante está sendo molestado por muxoxos, por perseguições e outras práticas, por gestos outros de repulsa ante uma presença que o ameaça. Para que haja realização plena do invejoso, antes a sua vítima não existisse, pois ela lhe provoca náuseas, tristeza na aparente alegria. Os detentores desse vírus do mal, a inveja, até conseguem escamotear por algum tempo sua rejeição excessiva à outra da pessoa, chamando-o de amigo, presenteando-o, desejando-lhe muitas felicidades, mas no fundo, no seu íntimo se corrói, a sua bile dilacera enquanto não suga o sangue de sua vítima. Para o invejoso, o sucesso do outro é a sua desgraça permanente. É a sua própria morte. Fator que o faz perseguir, tentar destruí-lo e até eliminá-lo, tirando-o de seu caminho, não se importando com os métodos.

O invejoso tem uma característica quase comum a todos que detém esse vírus: é bajulador e dissimulado. É desonesto consigo próprio e com o mundo... Ancorado na mentira e hipocrisia, julga-se o melhor de todos, mas consome-se ante ao insucesso iminente. Rir de si, pesando rir dos outros. E tece seu próprio veneno. Tem mais tempo, aliás, perde seu tempo admirando-se, é narciso, ama-se tanto, esquecendo-se de si, que se destrói numa projeção impossível: a de ser igual à sua vítima. Sempre quer ser o outro, mas esse é um desejo inatingível. Lendo a sua face, analisando seus elogios forçados, seus disfarces, quase imperceptíveis, sua voz alternante, seu riso às vezes sonoro, mas amarelo e entre os dentes, somos capazes de identificá-los.

Não sou especialista neste assunto, embora vítima, o abomino, mas entendo problemática relevante para que menos vítimas sejam afetadas por esse mal. Trata-se de um convívio anti-social, asqueroso cujas vítimas sofrem mutilações que vão da injúria, infâmia, difamação à propalação de inverdades que se caracterizam como se verdade fossem e, alastram-se, proporcionando prejuízos à vida e a moral das pessoas. Chega a afetar a família, fazendo a vítima sofrer prejuízos financeiros e causar desestabilidade emocional. A impressão que temos é que os mentirosos são coroados, mas que, travestidos em suas hipocrisias, no seu farto repertório, inclui-se a bajulação. Vis e imorais, rastejam-se feito bichos...

Quando fazemos menção a um caráter deformado, temos dificuldade de compará-lo mesmo sabendo que se trata de gente que precisa ser tratada, precisa de piedade e muito cuidado, principalmente por parte de suas presas que, de aparente amigas, terem suas vidas destroçadas.

*Nilson de Jesus Ericeira Sousa

Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e estudante de Direito