31/12/2010

Poemará

Os pólos do homem



As lembranças nos remetem


A uma procura interminável...


Em inquietudes crescentes


E sentimentos que afloram


Raios que convergem


No sentido dos pólos de nós.


Em sentimentos completos


No amor


E na vida se dão para o mundo


Contemplação...


Enamorados enamoram


Festejados e vigiados pela natureza


Em silêncio escutam a voz do coração...


É amor.


Ao despertar em brados


Festejam, escutam essa voz


Num verbo só


Em conjugação a amantes


Escultores do corpo e da alma


Do sono e do despertar


De quem nasce a cada instante


De um lado e de outro.


Nilson Ericeira

Para minha mãe

Mãe


Meu universo

Céu de mim

E amor incondicional

Mãe

Deusa de luz

Morada segura

Fonte inquebrantável

Que nasce da flor.

Mãe

Criatura de Deus

Que tomamos para nós

Mulher mãe

Guerreira em defesa das crias

Em cada cria uma história

Tomarei teu ser em poemas assim.

Nilson Ericeira

Para reflexão...


O ser humano não é obra do capital

Neste final de ano eu tive tempo para refletir sobre as atitudes humanas no que se refere a corrida desenfreada do ter mais e do ser mais. Contexto em que é comum, mas não deveria ser principalmente em repartições públicas e em outras instâncias sociais, abordagens em nada educadas do tipo: quem é você? De onde você é? Sabe com quem está falando? Diante desse desnível, costumo responder minha feliz origem, sou de bem aí de Arari. Às vezes essa abordagem transpira insipiência, falta de tato e letramentos. Que bom que nunca confiei em cursos de reciclagem e condicionamento para humanos, pois o primeiro se adéqua a coisas e o segundo, a outros animais, conforme a recompensa.

É que, no mundo “moderno”, acabamos nos identificando pelo ter e pelo ser. Entendo que o capitalismo por si só não justifica tal destempero e pressa alucinante ao poder, ao ter, ao ser e ao status maior possível. A nossa condição de resgatar e estabelecer valores é fundamental para que convivamos numa sociedade capitalista, (como é o nosso o caso) sem deixar que objetos estéreis nos sufoquem, nos emudeçam, nos transformem e até nos devorem, antes mesmo que nos transformemos em pó. Os seres humanos serão sempre mais fascinantes que as máquinas, estas são objetos e sempre serão manuseados, usados, descartados, como são infelizmente submetidas certas pessoas nos mais diversos ambientes sociais, jogadas no canto como se fossem frutos de uma geração espontânea ou de experiências em laboratórios, depreciados e até colocados no lixo, que mesmo regenerados na reciclagem, não se bolem, não gemem, não respiram, apenas transformam-se em seres não menos estéreis... Que coisa!

Os homens, ao contrário, são criaturas de Deus, criado a sua imagem e semelhança, afeitos a emoções, razões, sentimentos, trocas, relações, ossos, postura, posições ideológicas, biológicas, físicas, humanas, pátridas, e apátridas, interações... Alguns pensam, outros pensam e raciocinam, aqueles sensatos pensam, racionam, refletem, alimentam-se não só de comidas, mas de tudo que nutre corpo e alma. Então, celebra-se a vida! Um Ser excelso diz: “se os olhos forem bons, todo teu corpo será iluminado.” Mas o tempo e as relações sociais definem nossa relação tão menos ou tão mais animalesca, conforme for a nossa competição. Queira que nosso guia de luz não se canse de tanta ingratidão de nós uns com os outros e de nós para com Ele (nosso vetor, começo meio e fim) e, no seu imenso e incomensurável amor, nos perdoe. O homem é dotado de amor, o maior dos sentimentos, por isso não deve deixar de olhar e enxergar sempre em si e nos outros, um ser humano feito para dar e receber e se permitir, nas suas relações, que as coisas não vivas servem apenas para satisfazer necessidades de vida nas relações mecânicas e não como um sinônimo de poder que ultrapasse o limite do racional. Infelizmente vê-se muito isso. Trata-se de egoísmo destrói e provoca solidão. E que solidão: a de se sentir só, mesmo quando acompanhado, de mudo, mesmo que emita sons lamentavelmente inaudíveis, de surdez mesmo com um dos sentidos aparentemente perfeitos, e de cegueira total mesmo em imenso clarão.

O homem pode começar em si próprio e a partir daí morrer para a sociedade se agir com irracionalidade diante do seu semelhante. Assim como pode multiplicar-se em boas ações, lições e ensinamentos que poderá deixar para seus iguais. Exemplo desses valores, percebe-se pelos pais que não se cansam, esgotam ou esvaziam em lutar pelos seus filhos (isso é amor); na verdadeira igreja que acolhe e agrega; na família na sua base sólida que concebe justiça e igualdade; o Estado que socializa políticas diversas e num só sentido igualitário (isto não deveria ser utopia), sem preceitos e preconceitos para a comuna; o homem despido dos seus narizes e umbigos produzidos fatalmente para o mal e, principalmente, da vital necessidade da permanente construção de uma teia social que se desenvolva a partir do que é justo porque é para todos e não porque privilegia quem está no poder.

Que nestes natais às vezes produzidos de estética e furor possamos refletir e nos encontrar com o verdadeiro Natal todos os dias de nossas vidas e que não percamos a esperança melhorar nas nossas relações como verdadeiros filhos de Deus. Que nunca nos sintamos solitários e que nenhum bem seja maior que o amor. Que nunca consigamos ser o outro, mas nós mesmos, pois tal projeção nos leva a inveja, ao sentimento de avareza, pobreza de espírito e fraqueza e isso acaba nos tornando homens estéreis, algumas vezes satânicos. Tudo isso para dizer que o ser humano não é obra do capital.


Nilson de Jesus Ericeira Sousa

Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e estudante de Direito

Blog: jornalistanilsonericeira.blogspot.com

Arari acontece


Na hora do almoço

Ainda no mês de novembro de tive o prazer de receber a visita do amigo Luiz Fernando. Pessoa de fino trato e de intelectualidade comprovado. Mas o que mais o faz ser admirado por todos inclusive por mim é a sua imensa capacidade de servir ao próximo. Sempre faz isso de forma simples, sem rodeios e o mais importante com o coração. Deus tem escutado os clamores dos justos.
No detalhe, o professor Luís Fernando de quem tenho orgulho de me considerar amigo.

Mais um detalhe: Luís Fernando é nome forte do PT de Arari e muito me ajudou na minha campanha.

30/12/2010

Cidade Operária

O conjunto Cidade Operária está mesmo abandonado pelo Poder Público. No detalhe, uma cratera que se abre cada vez, mais toma conta da avenida. Fica em frente a um sinal, na avenida principal, defronte de um posto de gasolina e próximo ao Colégio Paulo VI e da UEMA.
Lembrando que esse local é um cruzamento de avenidas de entrada e saída da Cidade Operária, com grande movimentação de veículos. Nele há um semáforo e, quando abrem o sinal de uma lado ou de outro, os motoristas acabam entrando na via um do outro, ou seja, na contramão.

Essa é uma situação que já perdura há vários meses e nenhuma providência por parte da Prefeitura de São Luís foi tomada. Em 2011, espera-se que pelo menos essa buraqueira que tem congestionado o trânsito desde o retorno da UEMA até o acesso à grande Cidade Operária.
A Cidade Operária é mesmo despresada pelas autoridades estaduias e municipais. Porém, na época de eleição, é intensa a campanha dos candidatos a vereador, deputado, senador, governador e prefeito. Quando passa a eleição o que se vê é um bairro totalmente abandonado.  

25/12/2010

Arari e meu Natal

Arari e meu Natal...
Estou em Arari, não obstante, ainda não sair de casa, nem mesmo para olhar as pessoas que passam nas ruas. Estou um pouco adoentado, frio, gripe e dengue. Não sou médioco, sou jornalista, graças a Deus.


Estou no lugar que mais gosto na minha vida, Arari, principalmente na casa de meus pais. Mesmo um pouco doente, só tenho alegria. Eles são parte da minha alegria e o todo em minha vida. .

Mostro fotos de minha mãe e eu interagindo quando produzia alguns textos, dos quais não consigo viver. Não sei se escrevo bem ou mal, mas eu sei que não consigo ficar sem fazê-lo. Acho que em algum caminho eu vou trilhar, ou para alguma coisa deve servir.

Minha mãe é uma leitora voraz de jornais. Têm muitas informações que ela me diz em primeira mão. E quando não tem jornal para ler sente-se mal...

Ontem à noite o clima de Arar era frio, isto é, o clima da natureza, temperatura, pois as pessoas estavam eram fervendo em relação ao que chamam de Natal. Nisso entram, festas, bebidas, desrespeito às pessoas com poluição sonora e falta de respeito ao direito indisponível.

Agora, 20h, chove lentamente, minha mãe prossegue na cozinha, inquieta e sábia, fala com TiTiti (uma gata que ela cria). Eu não aprecio esta atitude, mas se ela gosta, conversa e trata bem essa nova enteada, eu até já estou me acostumando. Depois eu conto mais. Tomara que eu tenha algo mais útil.

22/12/2010

uma caçambinha de plástico

• Nilson de Jesus Ericeira Sousa



Mas o que tem a ver uma caçambinha de plástico com o Natal

Não é de hoje e nem deste inverno que as pessoas supervalorizam o Natal e a chegada de um novo ano com o prenúncio de que devemos nos confraternizar, abraçar o nosso irmão e esquecermos as nossas diferenças, como que se apenas no Natal, especificamente no mês de dezembro, devêssemos externar tais sentimentos de fraternidade, amor ao próximo, união, obediência a Deus...

Mas que bobagem, se devemos nos amar o ano inteiro, o tempo todo e por toda a vida! Mas pelo comportamento da maioria, temos que obedecer a “ética” de um consumismo voraz e tão acelerado quando desnorteador.

Mas como eu gostei e me marcaram tanto àquelas duas caçambinhas de plástico que Papai Crecy me dera naquela noite de Natal frio e de muita pobreza material, ali na Rua Da Franca. E como eu esperei por tanto tempo que Papai Noel lembrasse de mim, uma vez que rondava as casas vizinhas e não encostava com seu trenó imaginário num número tão fácil, uma vez que naquela casa constituía-se em nossa manjedoura e nos dera vida.

As grandes ações nem sempre vêm recheadas de um pérola ou esmeralda ou um de um outro mineral valioso qualquer, mas vêm regadas de um sentir que deixa marcas, como as deixadas por aquelas caçambinhas amarradas no punho da minha rede fria no mês de dezembro em Arari. Acordei com a sensação que Papai Noel não esquecera de mim e, de fato, me acompanha por toda vida. Ele, o menino Deus, é objeto incessante dos meus pensamentos, da minha, glória, do meu sofrer e resignar, mas e principalmente do meu respirar. Esse pai que me dera o presente me fez acreditar num Papai Noel diferente. Não necessariamente de barbas e com voz roca, mas pode ser de barba ou sem barba, alto ou baixo, branco ou negro, pobre ou rico, que tem a voz do coração independente do timbre, mas que sabe amar e na sua sabedoria de amar demonstre em gestos que só o amor vale apena. Um Pai sem rótulos e sem modismos, mas que ame e acolha todos.

Nesse sentido, entendo que os pais precisam mostrar para seus filhos o verdadeiro valor do Natal e de sua simbologia para os humanos. Para que Cristo veio ao mundo? Estes ensinamentos nos formarão numa sociedade menos violenta e eficaz nas relações humanas. È necessário agirmos com o mesmo calor dos nossos discursos ou então seremos hipócritas travestidos de bons moços.

Eu sei que neste Natal não terei aquelas mesmas caçambinhas, mas pudera já faz tanto tempo. Mas de uma coisa eu tenho certeza de Jesus Cristo tem visitado a minha família numa simbologia regada no amor que retribuo a meus semelhantes com a mesma grandeza que faz valorizar atitudes que nos levem ao bem.

O fio da minha caçambinha por um segundo escapou-me da minha mente, resgato agora para esticar o seu fio condutor a tantos pais que dão o seu máximo para os seus filhos na grandeza desse sentimento e responsabilidade que lhes foram designadas por Deus.

Nilson de Jesus Ericeira Sousa

Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e estudante de Direito



16/12/2010

Nesse enigma do amor...

Nesse enigma do amor...


Meu bocado de sorte

Ainda bem que Deus me protege

Nas asas de minha imaginação

Encaminha-me a um porto seguro:

O teu amor só para mim.

Nesse bocado de sorte

Caminho em trilhas à tua sombra

Feito menino ninado

Esperança, abrigo e proteção.

Esse amor verdadeiro que me vira à cabeça

Estonteia-me, é certo

Mesmo discreto,

Nessa viagem incessante

Só busco a ti...

Nilson Ericeira

Sintaxe de amor eterno

Êta amor eterno

Que num coração em festas

Que amizade à dor suporta

Ser assim

És assim

Ser mulher!

Que guarda segredos

Que só eu sei

Mais os que a vida fez

Em todos os braços

Donos nossos abraços

Uma homenagem a ti

Que enalteces amor

E, em cada tempo e por todo tempo

Em minha ignorância

Crepúsculo diante de ti

Levo-te por toda vida

Que nesta minha ida não sem ti

Que na minha própria vida só abstraiu em ti

És um canto deste de meu ser

Fragmento primeiro

Meu pó e significância do todo

Que sem ti evapora

És minha sintaxe

O muro que não separa iguais

Evolução de vida

Estradas em

Outros caminhos que a tua luz me – ensina

Nilson Ericeira

Blogger in Draft

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