29/11/2010

Introspecção




Eu olhei para tempo


Mas ele passou


Me liguei naquele tempo


E passou como passam todas as outras


E que só em Deus não passará...


Senti as coisas com o tempo


Algumas passaram


Outras moram dentro de mim


Insisti nesse tempo


Mas essas horas se vão... esvaem-se,


Eu permaneço intacto


Pior de que antes


No corpo, na alma, no ser


De impressões hediondas


De um tempo apartado


De visão estética


Perambulo todos os dias


E vou a muitas cidades que o tempo levou


Outras a que o tempo passou


Porém insisto nesses caminhos


Descaminhos, eu sei


Mas quero um porto seguro


Um amigo, um irmão


Nesses mundos que eu habito


Habitei hediondos, sombrios, casarões


Moquifos, cubículos com fomes e sedes


Mas há em mim um paraíso, oásis


Jardins de esperanças, aromas e flores


Nesse velho tempo esquecido


Nesse moço olhar


Um olhar para o tempo


Mas ele se foi


Nesse brotar


Com esse mesmo olhar


Tentarei semear


Sementeiro, talvez!


Quero cantar, correr pelos mundos


Em risos, brinquedos, criança


E nesse eterno menino


Resgatar esse tempo nesse mesmo lugar


Que sedimentei, semeei e amei.

Nilson Ericeira

Firulas de amor

Firulas de amor




Estou chegando


Para pintar em sonhos sorrisos de eterno amor


Vou plantar sementes


E seguirei estradas


Nessa corrente


Farei firulas


Reacenderei esta chama


Farei fogueiras


Por onde for


Só para conquistar você



Eterno amor


Trouxe meu tesouro


Meu boizinho pintado, meu vaqueiro-mor


Encantadoras índias


E a vaqueirama toda animada para conquistar você



Eterno amor


Meu encanto


És meu norte, minha vida é você


Que maravilha todos se animam nesta festa


Como é bonito todos se alegrando!


Em homenagem a meu-bem-querer.



Eterna flor!


Já pintei em mim este jardim de sonhos


Vou reger meu boi pintado


Meu batalhão inteiro pra homenagear você


Tanger com o batalhão inteiro


Minha musa, meu-bem-dizer.


Nilson Ericeira

Enigma do amor

Ela nem sabe

Eu sou dela

Ela nem liga

Estou com ela

Ela nem diz

Não sabe que eu existo

Existo para ela

Ela nem nota

Faço charme e ela não vê

Ela não quer me enxergar

Mas me enxergo nela

No corpo, na alma e no cheiro dela

Ela tem uma beleza rara

A minha não vê

Me arrasto por ela

Ela desliza em mim

Em desfaçatez

E faço juras assim...


Nilson Ericeira

20/11/2010

Eu temo

Que o tempo passe

Do amor esvair-se

Que o homem morra em si

Que o sentimento passe,

Ultrapasse-o.

Que o amor tão efêmero

Não seja eterno

Que o sonho inércia

Latência sejam profundos

Que não nos despertemos do ócio

Consócio do mal.

Eu temo que outros

Não obedeçam a Deus

E que usem seu nome

Por iguarias ou moedas

Mas temo também essa bomba

Explosão

Que não tem estimulado a Paz.


Temeroso eu sou do estupro de ações

Que amesquinham

E levam os justos aos tribunais.


Eu temo a indiferença

O desamor

A maquinagem

O riso fácil

Aperto maldito

As palavras indigestas.

Temo esse mundo

De asneiras e tolices

A besta-fera que se passa por santa

O sedutor elogio de bocas malditas.


Eu temo está acompanhado

E ser solitário

Mesmo festejados por gentes.

Temo a desesperança dos que como eu

Entregaram sua vida a causas

E sucumbem escravos.

Nilson Ericeira



17/11/2010

O Maranhão pode sim

Entendo que o processo político-eleitoral foi positivo para o PT no Maranhão. Não obstante o respeito que tenho por militantes históricos que não concordarem com a minha opinião, assim como me é facultado do mesmo direito (a democracia assim nos permite e fortalece), entendo que o PT ganhou principalmente com a eleição do companheiro Washington Oliveira, vice- governador eleito do Estado do Maranhão; com a eleição dos deputados estaduais e federal e também com a votação dos outros companheiros que muito bravamente enfrentaram a diversidade de nosso Estado na campanha eleitoral.

Nesse contexto, eu também tive o privilégio de ter colocado o meu nome à disposição do Maranhão, no qual agradeço honrosamente 814 votos recebidos neste pleito, muito especialmente em companhia do estimado companheiro Raimundo Monteiro, Presidente Estadual do PT.

Contexto político em que o PT, em Brasília e aqui no Maranhão, pode contribuir com o desenvolvimento humano do nosso Estado. Para isso, é preciso manter as nossas convicções naquilo acreditamos, muito mais que isso, deixar a disputa política para a eleição no seu tempo certo e determinado, no momento conveniente ao embate político. Agora é hora de nos unirmos ao governo de Dilma Rousseff, fortalecemos o nosso sentimento de Partido ideológico forte e capaz, com seu quadro técnico servir o Maranhão e o Brasil. Os desafios que temos no nosso Estado são muitos. Se por um lado, o fosso social a que estamos nos entristece, de outro, nos fortalece a seguir lutando com a convicção de que os bens públicos são patrimônios públicos e que as políticas públicas devem ser revertidas a quem lhes deu forma: o povo. É esse é o único sentido de governar. Há quem tenha dito que governar é fazer o povo feliz!

No Maranhão, há uma grande expectativa no sentido de o PT possa efetivamente fazer parte das discussões e ações no processo de desenvolvimento do Estado, passando pelo enfrentamento e possível resolução de inúmeros problemas que nos enfeiam em relação à dignidade da pessoa, do ser gente na sua plenitude. Esperamos muito mais. Acreditamos que o povo, a população de cada lugarejo desse imenso território, possa de uma forma ou de outra, influir no processo de desenvolvimento humano do Maranhão que, mesmo que o estado esteja permanentemente em nós, ainda buscamos um outro no mesmo ente federativo, idealizado, portanto, justo, acolhedor e próspero e, que, acredito que só por meio do governo e sociedade seremos capazes de reverter ou eliminar dados que nos enfeiam, e que sejamos capazes de transformar nossos sonhos em ações concretas que possam ser sentidas por todas as pessoas componentes que são na realidade o verdadeiro mapa deste Estado. Seja com a melhoria das condições de vida, ou ainda mais pela dignidade respeitada em todos os sentidos da plenitude do ser.

Quando se fala em Política Pública, fala-se na realização do ser humano na sua plenitude, dignidade e na preservação dos direitos dos cidadãos. Nisso eu acredito e sei que o Maranhão pode sim.

Nilson de Jesus Ericeira Sousa

Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e estudante de Direito

Blog: hhttpwww://jornalistanilsonericeira.blogspot.com



16/11/2010

Canção de Amor


Canção de Amor (22.09.08)


Cantarei eterno amor

Regarei teu ser

Igual eterna flor

Flor da formosura de ti

Em mais que este querer assim

Tresloucado em sonhos incessantes

De um amante só

Que a sós

Vive esse sem-tir


Que Diva divagou em mim

No olhar do meu ser ao corpo dela

Igual à-toa nuvens passageiras em mim

Que matreira desfaçatez deste sentir

Mulher única e fôrma de meu desejo

Amante de um amor platônico

Que, entre outras

És a única que defino em mim

Fonte sábia de amor

Céu em azuis iguais de uma primavera contigo

Só e alucinante na busca de ti


Mulher virgem para mim

Feito fôrma acoplas em sonhos perfeitos

Mas que ilusão

Já é noite outro sonho está por vir

E preciso rever meu enredo

Fechar-me em mim

Para outra vez te possuir

Nilson Ericeira

14/11/2010

Outras imagens da candidatura de Nilson Ericeira


No povoado Pimental com a presença da militância

As pessoas esperaram até o final os pronunciamentos de Nilson Ericeira e Monteiro


Nota de Pesar

Arari mais triste

Registro com muita tristeza e dor o falecimento neste dia 14 de novembro, de Raimunda Abas (dona Dica Abas), como era reconhecidamente amada e tratada pela comunidade arariense. Dona Dica era viúva de Benedito de Jesus Abas (Biné Abas, meu padrinho), que foi vereador e prefeito de Arari.

Lamento profundamente o falecimento de dessa grande mulher, mãe e também por ter tido o privilégio, a honra e a glória de ser seu afilhado. Minha madrinha, que Deus a receba no céu com a mesma intensidade que a fez uma mulher digna, honrada, humana e sensível, multiplicando dessa maneira todas as boas ações e práticas cometidas por ela na Terra e que se consolidem como um anjo de Deus em sua glória celestial.

Existem pessoas que não morrem, apenas despedem-se de nós, para que em outro plano possam alegrar ainda mais o nosso Pai. Adeus minha madrinha!

Nilson Ericeira

06/11/2010

Outras imagens da candidatura de Nilson Ericeira







Sê-de-vida

Minha mãe Eliesita Ericeira
Meu pai Crecy e tia Antônia

Sê-de-vida



Que valeu a pena

Mesmo com ausência de alguns

Que valeu a pena pescar

Correr, viver, amar...

Sentar-me à sombra das árvores

Passarinhar

Correr nos campos que agora não existem mais

Andar no sol quente

Em vento morno

Barriga colada na costela

A fome doía

A procura de alimentação

Valeu viver a vida

Falar a verdade

Mesmo que quebrassem os ossos

Alguns

Valeu seguir exemplos

Respeitar, tomar bênção,

Pegar não mão, sofrer junto.

Valeu sufocar aquele velho grito no

Peito, desse jeito,

Perfeita repressão...

Valeu a pena falar, escutar e sumir

Valeu a lápide, a pedra, a poeira, o pó e o chão

Valeu o grito de gol mesmo que não o fora

Muito mais a torcida que o evento

Muito mais as pessoas que suas ações

Valeu a pena sorrir para aquela criança

E ainda muito moço

Senti-me sênior

Muito mais forte e sem opressão

Foi muito bom pular a cerca

Dividir o pão

E nessa vida beber de todas as águas

É a certeza de que outras sedes ainda virão.

Nilson Ericeira


Rios de encanto

Rios de encanto
É riso e encanto


Eu sei

Não mereço

Ser de ti é constante acerto

Em erros e desacertos

Bússola convergente

Desta gente feliz

Palavras a mais

Sintaxe de tudo

Mas a outra sintaxe não define teu ser

Apenas meu eu sem brio

Resvala na luz que ofusco de ti

Porém, ser de Deus devo a honra

De ter prescrutado

E encontrado o caminho

Que é muro, peça gigante

Um amor que imana de ti

É essa Paz esse porto

Que seguro eu sobrevivo de ti

És a evolução

Revolução da minha vida

Estradas, caminhos

Que só há essa luz

Que é sombra

De um brilho que jorra de ti.

Nilson Ericeira