26/05/2010

Enigma do amor

Enigma do amor



Ela nem sabe


Eu sou dela


Ela nem liga


Estou com ela


Ela nem diz


Não sabe que eu existo


Existo para ela


Ela nem nota


Faço charme e ela não vê


Ela não quer me ver


Mas me enxergo nela

No corpo, na alma e no cheiro dela


Ela tem uma beleza rara


A minha não vê


Me arrasto por ela


Ela desliza em mim


Em desfaçatez


E faço juras assim...



Nilson Ericeira

15/05/2010

Um poema caduco II

Um poema caduco II


Mudo, surdo,

Vazio

Cheio de mim

E dos outros

Das coisas...

Dos homens incertos

Da justiça cega

Obscura

Inepta

Do prato farto

E, principalmente vazio

Desse vazio.

Estou cheio desse vazio

Dessa forca

E prisão...

Poetizo-me neste encanto caduco

Vazio de poema

De letras, sentimentos

De encantos

Um mundo cineasta da reflexão.

Há emudecidos homens

De indiferença crescente

Num mundo só

Absolutamente sós

Em recintos

Clausuras

Dos homens fechados

Restos, sobras, abutres

Da Soberba

E da pretensão.

Nilson Ericeira

07/05/2010

MInha homenagem às mães...

O amor que se iguala a Deus. o Amor que une, aproxima, acolhe. Umamor sem limites,
que comporta-se na imensidão do sentir. Neste mundo o que vale apena é o reconhecimento dosvalores
do bocado que nunca pode esquecido. Se esta imagem não cala o cora-poeta,
mas irradia dele um outro Amor que advém desse encato, desse céu, dessa luz.
A você minha mãe o mais absoluto Amor de que é a tua raiz, teu sangue formato e gen.
Valho-me desse encanto para tentar expressar, ou melhor, traduzir o que de ti deriva
e me retroalimenta na alma em encantos e sonhos. Você mãe, é a minha única esperança.
Por isso eu sei que a vida vale a pena...
Nilson Ericeira

MInha homenagem às mãe

Da forma que bem ilustra essas criatura maravilhosas. Da esquerda para a direita, minha vó, Cacinha Rosa Chaves Ericeira (Mãezinha), com seu 97 anos; minha mãe Eliezita Ericeira, sendo acariciada pelo Amor da sua querida mãe e tia Antônia,minha tia, um dos 14 filhos de Cacilda. Na expectativa, o filho de Eliezita, o jornalista Nilson Ericeira.


Homenagem às mães

Amor Complacente
Na luz do teu líquido,

Amenizei o meu desejo de ser livre.

Do teu líquido amniótico,

Senti o teu sangue circulando em mim.

Eu sempre fui complacente e serei

De ti,

A vida inteira.


Na tua placenta,

Primeira guarida,

Respiração, amor e tudo...


Na placenta,

Esse amor complacente.

No berço,

Ensinamentos e cuidados eternos.

No mundo,

Dedicação, sapiência e vida.


Nilson Ericeira