22/03/2010

Uma patativa na Moita da Franca

Ainda escuto teu canto, contemplo teu encanto, embebeço-me do teu vôo na esperança que outros possam se deleitar do doce desse lugar

Nosso tempo de criança, nossas brincadeiras, galhofadas e gargalhadas num tempo poeril, de quem ama a terra e dela transforma substratos em essência para a vida inteira, de quem é a parte e o todo, o nascer e o pó. O tamarindeiro velho de dona Cotinha, o pé de figo de Tia Rosinha, a amendoeira de Zé Ericeira, o pátio, a rua, as ovelhas e o berro: Binnnééé!!! No que eram imediatamente repreendidas por seu Wilson Calmon, pai de Welson. Não se trata de saudosismos, mas de reminiscências ou alimentos da nossa alma.

Esta, talvez, não na estratificação de Platão, mas dos tantos e tantos poetas-meninos, intelectuais orgânicos de cuja terra-mãe brotará sempre. Ah! Se a academia não se renova que se faça como numa igreja que se constrói sem colunas matérias, mas espirituais. Acredito que enquanto o elitismo preconceituoso perdurar em meio aos “ditos intelectuais”, esquecemos que verdadeiras pérolas nascem, crescem, morrem e vivem em total ostracismo, até que se tenha um programa de resgate cultural público eminentemente socializante que contemple todo nosso povo. É querer demais! Não, é apenas tentar fazer visível o que essa cidade tem de melhor: a sua gente, esse povo sem o qual não conseguem, os ararienses, respirar nos diferentes aspectos culturais que Deus nos quis diferentes, apenas.

O município de Arari é assim: nosso chão. Arari é nosso Estado, um estado de contemplação. É nossa nação! Lá, na nossa infância, éramos livres e voávamos iguais os pássaros que sabiamente escapavam de nossas armadilhas de infância. Nesse tom que nós, meninos de Arari, vivíamos em nossa terra. Éramos passarinheiros, pescadores, aprendizes e vendedores de rua, engraxates, biscateiros, picolezeiros, prematuros. Éramos felizes! Nunca me cansarei de falar bem dessa terra e até me atrever contribuir para que nossas gerações tenham dias melhores e sejamos bem melhor representadas no cenário político, com raríssimas e honrosas exceções.

Ainda que o tempo passe e os detentores do poder se incomodem para o bem ou para o mal, não me cansarei da postura mais ética em relação à sociedade arariense: sempre ao lado dos que mais precisam, respeitando os direitos à vida, a liberdade e, principalmente, o direito de ser feliz nesse lugar, independente de a quaisquer tipo de convicção, uma vez que a liberdade é um pressuposto básico para conquista da felicidade. Lá é nosso oásis.

Num desses retrospectos em minha memória, de sol brando, começo de manhã, num espaço em que hoje vai de mais ou menos da estação rodoviária Antônio Anísio Garcia, que já cede lugar a outra, até próximo da Br 222, avistávamos uma moita de mato (Moita da Franca) cercada de veredas e de transeuntes, homens na labuta, meninos moleques na disputa de bigodes, [coboquinhos], papacapins, patativas... e outros que se atrevessem a nossas estripulias. Ao longe, escutava-se o relinchar de jumentos pastando, as vacas de seu [Tuneco] ruminando e, ao fundo, o som do berrante. É hora de pegar a bacia e comprar a piranha fresquinha pega com isca de preguiça ou fato de boi, numa relação comensal, mas tão gostosa que igual não há. E nesse rio que passa e circunda a cidade e que meara nossos corações de amor, e de peixes fresquinhos cuja culinária no Maranhão não há. É assim nossa gente. Mas como disse, Arari é nossa pátria! Uma nação que no orgulha, uma aldeia que nos fortalece em figuras de dimensão universal, somente capaz de abarcar na eternidade de pe. Brandt, de Super homem, (Zeca Perone), na literatura de Zé que não é mais só Fernandes, é de todas as gerações; de Zezinho meu mais estimado irmão, que Deus levou para contribuir com seu humor, companheirismo, amizade, inteligência, humanidade... que dor! Lembro-me que compomos até uma letra, cujo cenário, sentados em cima de umas pedras em frente ao armazém do saudoso Dico Prazeres (o rei da Rua da Franca), talvez o mais padrista de todos os padristas, se é que se pode assim dizer de um período rico, controverso, admirável, salutar para a democracia de nossa terra. Pois é, e a música? “Vou contar uma história, história de amor. As pessoas que passam me olham e não falam para me ajudar. Mas vou contar uma história, história de amor, menos que passam. Mas vou vivendo sozinho e em meu cantinho, tudo mudou”. (letra de Nilson Ericeira e Zezinho)

E mudou para mim, no vácuo enorme deixado pela ida desse melhor amigo, melhor abraço, melhor riso, melhor flecha, melhor tudo, na nossa infância de rebatidas no muro do grupo, ou tampinha que não acertava o quadrado que circundava nossas peripécias. Adeus! Um dia nos encontraremos na mesma convicção de amor, cumplicidade e novamente sentirei tuas mãos na minha, teu ser inigualável, fruto de um coração generoso que somente os que te conheceram bem de perto são capazes de decifrar. Você sempre me dizia que fazia muita questão de me abraçar porque via em mim um ser humano do bem. Vindo de ti Zezinho, (José Cosme Ericeira), não poderia deixar de me sentir orgulhoso. Sabemos que Zé Roxo muito bem simboliza tua vocação para ser bom, desde referenciais como o time do São Paulo da Rua da Beira, do Recanto Florido como queiram. Sem ilações, quem viu não mais verá num só time, Nhô de Zé Pires, Zezinho e Zé Roxo.

É essa mesma patativa que ronda nossas vidas, nosso encanto por um chão que cresce rumo à rodovia e que ainda carece de políticas públicas de todos os gêneros, faz tempo. Assim em meio a arremedos de felicidade e a contemplação do que mais amamos: Arari. Encontramo-nos nas ruas com o tom da diferença de sermos diferentes. Na abordagem em quaisquer lugares do mundo que nos encontremos, marcamos os minutos para te contemplar, pisar no teu chão, provar da água, a nutrição do teu peixe, nosso sangue, viver e amar. E ainda voam muitos pássaros e nós passarinheiros da felicidade nos encantamos e nos orgulhamos de ti. Esperamos que com a melodia e dos encantos das patativas de Arari, possamos cada vez mais deixar nossas marcas para o bem, assim como fazem os trabalhadores filhos dessa terra que tecem seu progresso todos os dias. Muitas vezes com eventos aparentemente simples, mas que dão liga a esse amor incondicional. Até que de outro aforismo eu me seja acometido.

Nilson de Jesus Ericeira Sousa
Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e estudante de Direito

Uma patativa na Moita da Franca

Nesse tempo

Nesse tempo


O combate

A trincheira

O ralo

A plebe

O capital

O símbolo

O luxo

A coisa

O fútil

A soberba

O pré-conceito

A raça

O irascível

O homem

O santo

O impostor

O céu

O inferno

O justo

O direito

A negação deles

A febre

A dor

A complacência

A dignidade

O vírus

O mal

Onisciente

Presente

O ruído

A comunicação...

Nilson Ericeira

08/03/2010

Dia das mulheres

Homenagear as mulheres neste Dia é ter convicção de que esta demonstração não seja apenas um momento, mas que se materialize em todos os instantes de nossas vidas. As mulheres não representam somente um ser especial, mas alguém que contribui fortemente para que todos possam viver em felicidade. Ser especial, que assim como o homem, tem entre outras funções, a de multiplicar lições, ensinamentos de amor à vida e de fraternidade.

Mulheres do mundo inteiro, a vida agradece a presença de vocês em todas as atividades humanas. Feliz Dia das Mulheres!

Nilson ericeira

07/03/2010

O dom de amar

O dom de amar


No meu tempo que passa

E você não está

Nesse tempo que foge

Nesse tempo de amar

E você não está.

Mas o meu tempo de mar

Se bem que poderia ser outro

Meu objeto, sujeito e desejo

Pois tenho todo tempo do mundo

Para te amar.



Esse meu dom de te amar

Num tempo que se esvai

E você não está

Apenas no meu céu

Que é um peito compasso

E esse meu jeito de amar

No meu tempo que passa

Você não está.



E no teu tempo que passa

Ainda partes e dilacera

Meu coração, teu abrigo

Nesta minha forma de amar

E esse tempo me parte em pedaços

Meu coração é teu compasso

Num silêncio de amar.

Nilson Ericeira

04/03/2010

ARARI EM MIM

EM ARARI AS PESSOAS SÃO ASSIM

Hoje, dia 04 de março, 2010, encontrei-me com o professor e filósofo César Abas, meu conterrâneo. Ele já exerceu as procurações diretas e indiretas de vereador e secretário de educação de Arari.

O encontro foi por a caso, mas o suficiente para que interagíssemos sobre nosso município e principalmente sobre o momento político.

Não faltou da pauta o ilustre pe. Bradt que, embora já esteja em outra dimensão, é presença viva em muitas gerações e cujas marcas inegavelmente estarão nas que se sucederem.

A informação da qual o professor César Abas desejava, a ele foi concedida por este humilde repórter.



EDUCAÇÃO DO MARANHÃO

Professores aprovados no concurso serão convocados


Hoje, dia 4 de março de 2009, no auditório da Seduc, os secretário Luciano Moreira e César Pires concederam entrevista coletiva a imprensa. Eles divulgaram a relação dos aprovados no concurso público para preenchimento de vagas na Educação estadual.

A convocação, no limite de vagas acontecerá em todas as Unidades Regionais de Ensino (UREs), no período de 8 a 13 de março – período em que acontecerá preenchimento e análise dos documentos. A posse acontecerá do dia 22 a 27 de março.

Vale ressaltar que os professores que forem convocados nesta primeira fase serão dentro do limite de vagas oferecidas no concurso, ou seja, de acordo com o edital, porém o secretário Luciano Moreira declarou com exclusividade a este repórter que os excedentes serão chamados, de acordo com a necessidade do Estado, dentro da vigência do concurso.

03/03/2010

EDUCAÇÃO DO MARANHÃO

Amanhã, quarta-feira, dia 4, às 10h, os secretário de Estado, professor César Pires (da Educação) e Luciano Moreira (da Administração) concederão entrevista coletiva à imprensa.



A entrevista coletiva será no auditório da Seduc, na Rua Code D’eu, no Monte Castelo.



01/03/2010

AULA INTERATIVA

LÍNGUA PORTUGUESA-

AULA INTERATIVA


• COMPLEMENTOS VERBAIS

►São os termos que na oração complementam o sentido dom verbo.


OS COMPLEMENTOS VERBAIS SÃO:

►OBJETO DIRETO – Completa o sentido do Verbo Transitivo Direto=VTD.

►OBJETO INDIRETO – Completa o sentido do Verbo Transitivo Indireto=VTD.


Comprei o livro. – VTD + OD

Lavei o carro. – TTD + VTI

O carro atropelou /um pedestre. VTD + OD

Não conheço Arari, aliás, ninguém conhece.

A empregada limpou os quartos e a cozinha.

Meu filho João Victor/ vendeu todos os seus brinquedos.

S.S. VTD OD=O.SUBST. OBJETIVA DIRETA

Analise cada frase e diga:

Se o Verbo é Transitivo Indireto (VTI) o seu complemento é _____________________

Se o Verbo é Transitivo Direto (VTD) o seu complemento é ______________________



Não sei se Nilson Ericeira já chegou.

Não quero que você viaje.



►OBJETO DIRETO – é o complemento do Verbo Transitivo Direto, sem auxílio de preposição.

►OBJETO INDIRETO – é o complemento do Verbo Transitivo Indireto com auxílio de preposição.
Eu/ gosto [(de) trabalhar]. {Eu} = Sujeito – {gosto de trabalhar} = predicado – de {preposição} – {de trabalhar} = OI, {gosto} = VTI

Eu Acredito em Deus.

Não concordo com você.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
1) Não esqueça de estudar Transitividade Verbal.

Obs.: O aprendizado se torna muito mais consistente quando o fazemos de forma contextualizada.

2) Quando o objeto indireto vier representado por uma oração, teremos, então, uma oração substantiva objetiva indireta. A mesma maneira se deve analisa a Oração objetiva Direta, quando vier representada por uma oração, temos uma Oração Substantiva Objetiva Direta. (O.S.O.D.)

3) Devemos sempre atentar para o detalhe de que as Orações Objetivas Indiretas (O.O.I.) podem não trazer a preposição pedida pelo Verbo Transitivo Indireto, mas está subentendida.

4) O pronome “O” e variações só exercem a função de Objeto Direto. Os pronomes “me, te se, nos, vos” exercem a função de OD e de OI, conforme o contexto. O pronome lhe e variações exerce a função de OI.
Procurei o livro em todas as livrarias, mas não o encontrei.

Fui a casa dele e paguei-lhe.

Ninguém me encontrou.

Ninguém me pagou.

Atenção! Na próxima aula teremos a interação sobre Complemento Nominal, Adjunto Adnominal, Vocativo e Aposto.

Jornalista Nilson Ericeira

A CACHACINHA

A cachacinha brasileira

Esta eu vou contar, mas autoria é de um certo Tom Chico. Este fato aconteceu na Holanda. Isso mesmo na Holanda! Podem acreditar que esta estória é verdadeira.

Um dia desses os marinheiros estavam no porto de Amsterdan, na Holanda e, não é que o comandante do navio sentiu uma vontade enorme de beber uma cachacinha brasileira. E mais que de repente, o moço de convés disse que pegaria um jatinho e viria compraria uma cachacinha no Rio de Janeiro. Só para agradar o chefe.

Verdade ou mentira?