26/02/2010

JORNAL DE ITAPECURU - FEVEREIRO-2010

Na edição: o empresário Gonçalo Amador
discute a pauta com o jornalista Nilson Ericeira

Leia na edição de fevereiro do Jornal de Itapecuru:


Carnaval de Axixá

Carnaval de Belágua

Carnaval de Itapecuru

Carnaval de Nina Rodrigues

Carnaval de Miranda do Norte

Carnaval de Vargem Grande

E mais

Câmara de Vereadores de Vargem Grande

Bastidores políticos movimentam candidatos

Evangélicos – a primeira dama de Anajatuba pode vir a ser candidata

Câmara de Vereadores de Itapecuru
E muito mais...

22/02/2010

A GOLEADA

A goleada,




Numa partida de futebol num interior qualquer do nosso país, o placar de dois a dois colocava os times de Jiquirir e Porteira Velha em condições decidirem nos penalts. Um compadre meu vez dois golaços no tempo normal, batendo penalidades.

Na hora da decisão, um colega da mesma equipe alertou o meu compadre para que chutasse no outro canto da trave, uma vez que já havia convertido dois gols do mesmo lado.

Cala tua boca João, deixa que eu sei o que estou fazendo, não observou que o goleiro é cego do olho direito.

20/02/2010

Teu rosto

Teu rosto


Encantei-me

Enquanto encanto, encontro

Que me permitem cenários

E convergem leituras

Faces

De mulheres

E impulsiona-me a uma única

Mil faces de mulheres

De muitos encantos

Que me encantam

Encontram-me

E ter teu rosto

Para esculpi-lo

Possuí-lo

Regozija-me

Desse encanto...

Nilson Ericeira

O gosto do amor


O gosto do amor


Amarga quando não se realiza

É mel e se eterniza

O gosto do amor

É marca e se materializa

É sonho de um poeta inundado em desejos

Numa abstração redentora

No riso que diz

Nos gestos que nos encontramos

De um olhar mais bonito

Ícones dentro de mim.

O gosto do amor

Os desejos de amar

Amargam quando não se realizam

Mel que eternizam.

O gosto do amor

É a marca que se materializa

É sonho de artista

Do poeta inundado em desejos

De uma abstração redentora

No riso que fala

Gestos que se encontram

Daquele olhar mais bonito



Expressão da flor cortejada

Garbo dos que se parecem iguais

É o gosto do amor

De quem parece está próximo

Machuca no peito

E dilacera o todo do ser.

Nilson Ericeira

POLÍTICA

Política


Pelo menos três nomes surgem no cenário político maranhense como possíveis candidatos a governador do Estado.

Um dos candidatos é Roseana Sarney, atual governadora, com menos de dois anos no cargo e que chegou pela terceira vez ao governo após a cassação do ex-governador Jackson Lago. Este por sua vez poderá ser novamente candidato ao governo do Maranhão. Jackson Lago tem viajado pelo interior do Maranhão, tem visitado as bases e desponta com uma boa fatia nas pesquisas eleitorais. A exemplo da governadora Roseana Sarney que também aparece com excelente desempenho.

Ainda surgem os nomes de Flavio Dino, que atualmente é deputado federal – PC do B e do também deputado Roberto Rocha, filho do já falecido ex-governador Luiz Rocha.

Que primeiro lanço seu nome para concorrer ao cargo do executivo maranhense foi João Melo de Sousa Bentivi. Este já foi vereador por São Luís e sempre tem disputado eleições concorrendo a cargos importantes no cenário político do Maranhão.

Podem aparecer ainda nomes do PCB, do PT, PSTU, PSOL e outros. O certo é que pelo que se observa atualmente, as eleições para governador do Estado deverão ter segundo turno.

18/02/2010

EDITORIAL

EDITORIAL

O país e a “política” patética

Não nos surpreendem os incidentes que acontecem em Brasília e em outro lugar deste nosso país continental. Em Brasília, sede do poder da República Federativa do Brasil, centro do poder, fundada de forma planejada para gerir políticas, legislações, ações, e órgãos máximos vigilantes ao cumprimento das leis, para o desenvolvimento da nação brasileira, símbolo maior entre as capitais. Hoje, Brasília também representa, com raríssimas exceções, entre outros símbolos, o da capital de inescrupulosos “políticos” cujas práticas envergonham a nação brasileira.
Eles vêm de todos os cantos em cada revoada eleitoreira. São geralmente bem articulados, mesmo que não tenham letramento, logo, logo se acostumam, entram e saem, discursam, professam: viva o povo brasileiro! Não são todos, mas pudera, se o fossem, a regra se tornaria menos interessante. O Brasil de Norte a Sul e de Leste a Oeste, em todos os poderes, há hospedagem de ineficientes agentes públicos cujo respeito pela sociedade é inexistente. Paradoxalmente é esse o pessoal que goza das mordomias e, que, no mesmo momento de sua rapinagem, na égide de seu espírito mau, milhões de brasileiros espremem o suor e sangue de seu corpo em forma de impostos para bancar mordomias e mandatos inócuos, que não servem para nada, a não ser em benefício próprio ou para um grupo de amigos e familiares coniventes, lenientes e cegos a tudo que está a seu redor. Mas Brasília não é assim, o Brasil não é assim. Os brasileiros também não o são. A sociedade, por sua vez corrompida na sua raiz, apodrece e o limite torna-se assustador.
O povo brasileiro é honrado, trabalhador e honesto. Esta á a regra. A exceção é o que fazem os hospedeiros de votos, políticos corruptos, que não dignificam a altivez desse povo. Esses “políticos” não valorizam a saliva gasta de seus lábios e parecem treinados para dizer o que eles imaginam que o povo quer ouvir. Política, em sua essência, nada tem a ver com desvio de recursos públicos, corrupção ativa ou passiva de quem quer que seja. Política é arte de conduzir o homem ao bem comum por meio de mecanismos que lhes possibilitem paz, harmonia e felicidade na convivência social.
Estamos carentes de líderes! O Brasil precisa disso, a juventude precisa reacender a chama da esperança e continuar alimentando a nobre capacidade de se indignar.
O jogo precisa ser jogado. Brasília nasceu para ser suprema e para abrigar pessoas de bem cujo símbolo representa a capital da República. Precisamos agir com mais rigor quando formos experimentados na política e na cidadania escolhendo melhor os presidentes de associações de moradores, nossos vereadores, deputados, prefeitos, governadores, senadores e até do nosso presidente. Devemos nos imaginar no sofrimento do outro, na tolerância e constrangimento de nossos compatriotas e tirarmos as dúvidas possíveis para melhor nos orientar na hora do voto. O voto tem o seu valor útil durante a nossa construção de cidadania. É possível que não tenhamos bolas de cristal, mas muitas das nossas mancadas, que acabam prejudicando coletivamente a sociedade, poderiam ser evitadas.
O povo brasileiro tem sido ceifado em seus direitos, quando escapam e passam ao largo de seus lares direitos sagrados por leis universais. Não lhe basta à ausência de políticas públicas tão necessárias para uma vida em felicidade, harmonia e prosperidade, em comunidade, faltam-lhe mais: falta-lhe cidadania, Estado... O que acontece de fato é que a impunidade tem gerado uma violência sem precedentes e, o custo disso, gera abismos intransponíveis, feridas incuráveis, cânceres intermináveis...
O que acontece em Brasília lamentavelmente é comum no Brasil. Justo e admirável seria se os fatos recentes nos levassem a entendê-los como fatos isolados com expectativas otimistas em relação à administração pública. Mas não o é, pois o que tem acontecido é uma relação cíclica de corrupção na história política desta nação chamada Brasil. O Jurisconsulto Miguel Realle nos ensina na sua célebre obra, Lições Preliminares de Direito: “quando perdemos a idéia de valor perderemos a substância da própria existência humana”.
Você tem fome de quê? Tem sede de quê? Tem medo de quê? A cada nova estação eleitoral, o povo também se veste de quem ele acredita melhor representá-lo. São os mesmos sem-escolas, sem-educação, sem-teto, sem-terra, sem-pão, sem-nada que vestem camisas iguais e, em atos cívicos iguais, jogam a cidadania no lixo votando no que apenas aparenta, na embalagem. É hora de pensarmos que a cidadania não se constrói individualmente, mas passa pela complexa relação social. Essa relação que nos permite esboçar nossos sentimentos, nossos desejos e nossas mancadas. Mas, cuidado, quando agimos apenas pelo nosso umbigo, esquecermos que somos seres sociáveis e que do nosso analfabetismo poderemos diretamente fadar a vida das pessoas a correntes da escravidão.

10/02/2010

LER IMAGENS!

• Trata-se de leituras abstraídas por mim e que de agora em diante postarei no meu blog e arquivarei nesta pastas. Por esse motivo colocarei sempre entre aspas todos os textos aqui postados, quando, porém, forem de minha lavra, assinarei. Sempre estarão em tipo 4, para melhor visibilidade e diferençá-los dos demais postados.

Ler imagens e criticar imagens
“Crianças que hoje estão em idade pré-escolar são alfabetizadas pelas imagens. Aprendem a ler logotipos. Por meio do contato visual com eles, dessa maneira, experimentam as primeiras sensações de ler alguma coisa. São alfabetizadas pelas marcas das mercadorias, em outras palavras sabem ler marcas.
Além de que compreendem o mundo das imagens eletrônicas; o mundo das palavras escritas; do pensamento; da abstração e o mundo expressado pelo discurso do professor.
Televisão e educação: fluir, pensar a TV.
A TV não é um mal em si, faz mal quando tiraniza pela lógica do consumo e só por essa lógica.
A formação para a cidadania não pode mais dispensar uma consistente educação para as mídias em especial para a mídia televisual. O professor deve educar para a cidadania, para os direitos, para além dos imperativos consumistas.
Fazer uma boa escola é muito importante, garantir a qualidade é mais ainda.”

O-MISSÃO

O-missão
Cale-se
Se não podes fazer
Cale-se
Se não consegues expressar
Cale-se
Se não pensas
Cale-se
Senão amas
Cale-se
Se já não enxergas
Cale-se
Se não lutas
Cale-se
Se aceitas tudo
Cale-se
Se contribuis com injustiças
Cale-se,
Pois és um omisso.
Nilson Ericeira
Acredito que um pouco do que eu sou eu conquistei com muita luta, muito respeito pelas pessoas,porque acredito que é possível a gente, como ser humano, ser um cidadão, ser alguém, sem precisar pisar os outros.
Nilson Ericeira

Tenho pressa

Em ouvir a voz dos oprimidos
Em escutá-los
Em formar legiões
De revolucionários
De irmãos diferentes
De patriotas desiguais
De desiguais conscientes.

Apressa
Apressa teus sonhos
Concretiza-os
Trona-os livres

Nessa pressa
Livrar-me-ei
De ratos, abutres humanos
Genocidas conscientes
Nilson Ericiera

08/02/2010

Tabuleiro velho

Tabuleiro velho

Velho tabuleiro de
De vestes
E rugas
De quem sapateirava
Sapateava
Sapatinava
Sapiençava
Era sapateiro de profissão.

Ele esmerilava
E colava
Lixava e pregava
E cheirava
E cortava
Moldava
Engraxava e
Entregava
Era nosso único pão.

Orlava
E secava
Brilhava após
Uma escovada
Com perfeição.

E cola
Arestes
Preguinho
Nesse imã
E pôncio
Que não Pilatos
É pé-de-ferro
Que esmerila na lixa
Bate coração
Na perna mais fina
Ou na panela aberta
Nas sobras de ontem
E esse tabuleiro velho
Bem diz nossa ceia
Ou senão uma teia
Desse amor infinito.

Uma máquina
Esquerda
Em agulha grossa
Tirava os arranhões
E costurava
Os capotões.

Corta o bico
Da torquês
Do ferro-de-bico
Que a faca afina
E o afiador amolava.

Tabuleiro velho
Bem dividido
Uma fonte uma mina
De onde todos sapateirávamos
Eu e meus irmãos
Tirávamos nosso pão.

Debrum de cola
Design
Bem dividido
Eu acredito ter aprendido a lição.
Nilson Ericeira

O bêbado

E A tira de hoje é de um compadre meu, aliás, vou contar muitos de seus causos, muito deles fruto da ficção dele. Se ainda estivesse entre nós, lendo estas tiras ele certamente diria: “meu compadre Robrielle (nome que ele [fixou] em mim, digo, inventou), não isso aí que senhor ta dizendo, mas é invenção, mesmo, ou melhor, mentira!
O Bêbado –
Um certo dia, um bêbado enjoado sobe a rua do Sodomínio e vem todos os dias quase no mesmo horário e sempre fala: “aqui na Rua do Sodomíno só mora corno! É isso ai, e repete: aqui só mora chifrudo!
Um desses dias já de costume – meu compadre chega até a cancela de sua cassa e ao lado de sua esposa quando ela retruca: “fulustreco faz alguma coisa, reage!”
Ele então diz: “eu hein, vocês é que devem reagir, pois eu não sei se ele não tá falando a verdade.”

• Os nomes da rua e dos personagens são fictícios, porém os personagens reais existem e a rua existe, também a história e proseada numa cidade do Maranhão.

04/02/2010

Parabéns para você!

DILANE,
Minha mensagem hoje é para Dilane Freitas. Refiro-me a uma pessoa que se pode considerar, confiar e melhor: compartilhar da amizade e do bem-querer.
Temos compartilhado de muitos momentos no nosso ambiente de trabalho: alegres e tristes, da forma que é a vida. Mas sempre estamos juntos seja no regar da semente, seja na colheita dos frutos, não importando os intempéries.
Neste dia de muita alegria, homenageio ao sorriso fácil e ao coração acolhedor de um ser humano que sabe cativar e amar e, tem sido acima de qualquer coisa, companheira. Pela alegria da amizade que nos une a cada instante e por tudo que nos tem sido permitido pelo nosso Deus, acredite que, todos nós, não nos permitimos vê-la solitária. Aos que agora te homenageiam e te rodeiam no dia-a-dia com aplausos silenciosos somente ressonantes no coração. Eu acredito sinceramente que almas benevolentes de teus pais, irmãos, filhos e sobrinhos, nossos melhores e únicos umbilicais, festejam com muito furor a tua vida que é motivo de todo sentimento nobre que brota no jardim da amizade.
Esta é a minha mensagem, ou melhor, este um recadinho de todos que te querem bem.
Nilson Ericeira

03/02/2010

A vaca

A vaca

Um certo dia, alguns pescadores tentavam passar num caminho que vai dá no igarapé. Mas uma vaca os impedia de passarem investido contra eles todas as vezes que tentavam avançar na caminhada.
Aí chegou um daqueles mais corajosos e se admirou de tamanha moleza dos pescadores. Então, tirou o facão da bainha e foi em direção à vaca dizendo: “mas rapaz vocês não são home não?” Mas para surpresa do pescador afoito, a vaca partiu para agredi-lo. Ele pegou um bolão de lama visguenta e atirou num dos olhos da vaca e o animal balançou a cabeça e partiu para a segunda investida e, o pescador, mais que de repente, pegou outra bola de barro e tascou na vaca! E aí ela ficou sem enxergar e balançado os chavelhos e todos passaram e pescaram e até hoje contam essa estória para boi dormir.

01/02/2010

Ações educacionais

O Seduc entrega dois prédios escolares reformados e ampliadas

O governo do Maranhão, por meio da secretaria de Estado da Educação (Seduc), entrega mais dois prédios escolares reformados e ampliados. A solenidade esta prevista para acontecer terça-feira, dia 02 de fevereiro e contará com as presenças de secretária de educação César Pires e outras autoridades ligadas à área educacional de nosso estado.
As escolas que serão entregues são O centro de Ensino São Cristóvão e a Unidade Integrada Gervásio Protásio dos Santos, a primeira fica localizada no bairro do São Cristóvão e a segunda fica no Angelim.
Além dessas ações, a Seduc também lançara o projeto Alfa e Beto, nesse mesmo dia.

Frase do dia

"Antes só do que mal acompanhado"

A PESCARIA

Disporei neste blog uma página de humor para que todos possam ao mesmo tempo que se divertir, realizar uma reflexão sobre temas gerias.
Entendo que no Maranhão também há excelente humoristas e que devemos vislumbrar por mais esse caminho, muito pouco explorado, até então:

- Um certo dia dois amigos do interior do Maranhão foram tirar gongo
(bicho de côco) para pescar capadinhos, pagrinhos (anojados). Antes, porém, pararam em um posto de gasolina para tomar uma pinga. Num dado momento, aparece um daqueles viajantes que de tudo tira sarro: - maranhense o que é isso? E aí, um dos pescadores começa a explicar e!
Foi imediatamente interrompido pelo viajante que dissera:

- Ah, maranhenses, vocês tão por fora, lá na minha terra a gente pega um bolinha de algodão e molha do óleo e, então, o anajojado [pensa] que é bicho de côco e pega a isca!
Aí, o maranhense disse; Nada disso nós tamos aqui é nos divertindo, aqui no Maranhão, nós tamos bem mais evoluídos, para que você tenha uma idéia a gente pega uma bolinha de papel, enrola bem enroladinha e escreve o nome congo. Então a anojado vem e pega a isca. Há, há, há!!!