30/01/2010

homem objeto

Homem objeto
Coisas possíveis
Objetos andantes
Homens andantes
Seres gestuais
Coisas possíveis
Fragmentos sensíveis
Objetos amantes
Seres humanos
Objetos pujantes
Seres pensantes
Obras de Deus!
Homens estáticos
Que se movimentam
E nem imaginam, são vivos
Objetos da matéria amante
E tripulantes
Movem-se no sentido da terra
Ou no anti-horário dela.
Objetos amantes da luxúria
Asneiras, besteiras e tudo
Funda-se em preconceitos
E sucumbem neles.
É esse homem objeto amante
Ser amante
Pequeno diante de Deus.
Oh ser pensante
Não te esqueças de amar
Na tua volta seres incompletos,
Pensantes
Andarilhos e errantes.
Não te esquece de amar,
Acolher, sentir e bem-dizer
Esse homem cuida da tua vida esnobe
Em qualquer estação.
Nilson Ericeira

29/01/2010

Jornal de Itapecuru

Leia ainda na edição de janeiro do Jornal de Itapecuru
♦Bacabeira que cidade é essa
Faz parte da conglomeração de 217 municípios que constituem o Estado do Maranhão. O município de Bacabeira localiza-se numa área 615,761 km², foi emancipado em 10 de novembro de 1994 e com uma população de 15.574 hab. A se do município fica ao longo da Br 222, a 58 km, da capital, pertence à Mesorregião Norte Maranhense, Microrregião de Rosário e Região metropolitana e tem densidade demográfica de 18,5 hab.km². O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é de 0,602 e renda per capita é de R$ 4.581,00.
O atual prefeito é José Venâncio Correa Filho – Venancinho - (DEM). O município de Bacabeira limita-se ao Norte com o município de São Luís; a Leste com o município de Rosário (Maranhão); a Oeste, com o município de Cajapió e ao Sul com o município de Santa Rita. (Box JI).

NA MIRA

À disposição
O vereador... quando perguntado... Afirmou ainda o vereador que apesar...

Jornal de Itapecuru

Leia na edição de janeiro do Jornal de Itapecuru

♦ Novo concurso do estado
A governadora Roseana Sarney determinou a realização de concurso público de nível médio e superior em vários órgãos da administração pública estadual. Serão realizados concursos para as Secretaria de Saúde, Administração e Previdência Social, de Planejamento e Orçamento, da Fazenda, Controladoria, Fundação da Criança e do Adolescente. Leia mais no JI.

♦ Lula veio ao Maranhão pela terceira vez no governo Roseana e lança a ‘Premium’ em Bacabeira

Refinaria deve entrar em operação em 2013. Investimento total é de US$ 20 bilhões que correspondem a aproximadamente 40 bilhões de reais... O presidente Luís Inácio Lula da Silva participou da cerimônia de lançamento da pedra fundamental para a construção da Refinaria Premium I no município de Bacabeira. O presidente Lula chegou, com a sua comitiva, à Fazenda Cristalândia, no dia 15 de janeiro para a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da Refinaria Premium...Leia mais no JI.

♦Uma conversa entre amigos
José Paulo Lopes de Sousa nas páginas do Jornal de Itapecuru, em um verdadeiro ciclone de emoções e sua vasta contribuição para a música de nosso estado...
De acordo com intenção do Jornal de Itapecuru e já com a aprovação de nossos leitores, a nossa conversa entre amigos segue neste 2010. Sendo esta a primeira numa seqüência de valores nutridos nas personalidades de bons filhos do Maranhão que, de alguma maneira, contribuíram e contribui com o desenvolvimento do nosso estado em geral e, muito especialmente, ao município de Itapecuru... Leia mais no JI...

28/01/2010

CONCURSO À VISTA

A governadora Roseana Sarney determinou a realização de concurso público de nível médio e superior em vários órgãos da administração pública estadual. Serão realizados concursos para as Secretaria de Saúde, Administração e Previdência Social, de Planejamento e Orçamento, da Fazenda, Controladoria, Fundação da Criança e do Adolescente.
Ainda estão sendo analisadas a realização de concurso para a Secretaria de Segurança, de Desenvolvimento Social, de Desenvolvimento Agrário e ainda para a Fundação Nice Lobão e Instituto de Terras do Maranhão (Iterma).
Estão previstas vagas para os seguintes cargos: de médico, analista de planejamento, auditor do Estado, auditor e técnico fiscal da Receita Estadual, administrador, bibliotecário, comunicólogo, nutricionista, assistente social, psicólogo, advogado, fiscal de defesa animal, e vegetal entre outras áreas.
Um detalhe importante é que os concursos já foram aprovados pelo Comitê de Gestão Orçamentária e Financeira e Política Salarial, em reunião que aconteceu no dia 20 de janeiro.
Prepare-se,

Frase do dia



Eu amo a vida porque através de um momento me fiz vida!

22/01/2010


José de Ribamar Sousa - na colação de grau - Licenciatura em Filosofia



Mais de que um título,

um exemplo de superação,

sapiência e obediência a Deus!

José de Ribamar Sousa colou grau no título de bacharel em Filosofia pela Ufma – Universidade Federal do Maranhão. A solenidade de colação de grau aconteceu no auditório do Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, dia 19 de janeiro.

Vale lembrar que o protagonista de mais essa conquista já é graduado em Teologia e há muito vem interagindo na função de professor em faculdades particulares do Maranhão. José de Ribamar Sousa (Riba, Ribamar ou Ribinha) é motivo de orgulho para os seus filhos Lucas e Lael, sua esposa Lucilene e seus pais, Clemente e Eliesita, que se unem a toda família e amigos para comemorarem mais esse titilo.

Eliesita e Crecy, nossos pais, sempre rogaram que bênçãos fossem derramadas sobre a nossa família e sabemos que eles estão se sentindo também muito felizes. Por isso e por tudo, sinto-me orgulhoso de ter contribuído com motivação, ânimo e muita chatice para que meu irmão conquistasse mais esse título. Eu bem posso imaginar o sofrimento e a superação que ele impôs para que esse momento de lucro, glória e capital intelectual fossem conquistados. Parabéns você merece!

Muito agradecido pela dedicatória.

Nilson Ericeira

Asas e gaiolas


Porque até os pássaros não aprendem a voar sozinhos

Um dia desses, numa de nossos trabalhos pelo interior do Maranhão, uma amiga me pediu para parafrasear Rubem Alves numa de seus sapientes e saborosos de que mais gosto: Gaiolas e Asas. Porém, não da mesma forma do protagonista, uma vez que ele confessa ter sido acometido de aforismos, pensamentos que chegam de forma inesperada, que atacam com a força de um raio. Aforismos são visões: fazem ver, sem explicar. Confesso que algo muito particular também me ataca e às vezes consigo chegar bem perto de realizações cognitivas que me fazem cada vez mais livre e diferente.

Dessa liberdade da qual me refiro, encontro forças para acreditar que o ser humano é bom e não deve engaiolar-se na sua própria ignorância. Pois quem se fecha para si próprio poderá ser impossibilitando de alçar outros vôos e, que, dessa forma, permita que uma retroalimentação social aconteça. É evidente também que toda concepção e construção de liberdade dependem de como o nosso estado nos abraça e trata os agentes formadores, ou seja, seu povo. Isso inclui os processos forjados nas instituições nascidos das relações sociais ou do próprio corpo do estado. É oportuno lembrar que quando nos referimos ao estado, focalizamos o real papel de uma instituição única, mas competente no sentido de proporcionar cidadania e felicidades para os seus congregados.

É comum ouvirmos murmúrios como estes: “a vida é uma escola”, ou então, “a vida é que ensina”, e ainda, “ele vai se dá mal na vida”. Isso faz parte de nosso cotidiano, uma vez que a sociedade dissemina escolas e outras instituições com asas, mas também possibilita verdadeiras correntes e prisões que comportam seres humanos em pássaros sem asas, engaiolados.

Todos temos a obrigação de tornamos cada vez mais nossas escolas e outras instituições com asas para evitarmos que se transformem cada vez mais gaiolas. Tarefa nada fácil, mas que tem influência na criação, formação e condução do ser humano. A educação, matéria essencial e nobre na formação, condução e transformação do ser humano, da mesma forma que almejamos para nossos filhos, esta passa pela construção efetiva da liberdade, garantia de direitos, obediência às leis, pela ordem e, principalmente, pelo cada vez mais necessário respeito às diferenças e amor ao próximo. Nada existe sem amor. Todas as relações em que não existam cumplicidade e doação, sedem, movem-se iguais a areia movediça ou falso terreno. Isso se torna cada vez mais evidente.

Uma tarefa em que não se pode dispensar na construção sólida da liberdade é a elaboração e reelaboração de valores. Muitos deles herdados de nossos ancestrais.

Então nunca vimos nossos parentes nos ensinarem que devemos tratar a todos com respeito e obediência. Outros, porém, em nome de uma tal “revolução dos costumes” confundem nossas crias quando do verdadeiro sentido de obediência e submissão. Obediência implica respeito, submissão remete a um ser rastejante. A conquista da autonomia passa principalmente pela construção do próprio ser. Esta não se pode confundir com autosuficiência. Tem gente que se acha bom em quase tudo e às vezes nem imagina que diante de uma metralhada de palavras, existem ouvintes capazes, atentos, perspicazes e audíveis ao ponto de saber separar palavra a palavra e, aí sim, elaboram os seus textos e, então, tiram as suas conclusões. Não somos os tais em absolutamente nada, a não ser que nossa vida pudesse ser reinventada na solidão e no individualismo ou mesmo que ela fosse uma bolha! Não é difícil percebermos nossos irmãos engaiolados em si próprios e trancados pela mesquinhez que os maus costumes podem nos proporcionar. Veja que o silêncio muitas vezes diz mais que uma forte conjugação de ruídos!

Assim quero dizer que naquele dia em cuja tarefa me foi atribuída, o nosso aluno-ator recebeu aplausos iguais a festa que fazem os pássaros com asas no seu arrebol e podemos experimentar um pouco desse doce texto: “Gaiolas e Asas”.

Ali, naquela escola, que tinha sido reformada e entregue à comunidade, eu e o nosso aluno-ator acreditamos ser mais uma instância social com asas e que nela se abriguem verdadeiros seres humanos cujas asas sejam rumo ao horizonte do conhecimento e, que, sempre em revoadas sintam-se livres.

Dessa maneira, estou cada vez mais consciente, de que não somente as escolas, mas a nossa vida pode ter asas, mas também podem ser pássaros engaiolados. Observe que a noção de liberdade vai além do direito de ir e vir, mas principalmente passa pela convicção de que é essencial a construção de uma sociedade livre, com bem menos hipocrisia e que o valor das pessoas seja proveniente da ética e do amor ao próximo.

Quem sabe um dia voltaremos a pousar em outros textos, sempre produzidos dando vida a letras para que, elas juntas possam traduzir que assim como os signos, sinais, símbolos e ícones, os homens só ganham corpo quando unidos.

Nilson de Jesus Ericeira Sousa

Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo estudante de Direito

Perfil de um Jornalista

O sonho que se sonha só é apenas um sonho, mas o sonho que se sonha juntos passa a ser realidade.

Nilson de Jesus “Ericeira”Sousa, poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e estudante de Direito, funcionário público há mais de 30 anos. É natural de Arari. Nasceu na Rua da Franca nº16, no bairro de mesmo nome, no dia 8 de janeiro de 1962. Nilson Ericeira é a forma que mais gosta de ser chamado, porém na Educação maranhense, é carinhosamente tratado por todos como Nilsinho.

Nilson Ericeira é o quarto filho de uma prole de oito, sendo que seis estão vivos e dois faleceram precocemente. O pai é Clemente Duarte da Silva Sousa (Crecy) e sua mãe é Eliesita Ericeira Sousa. Seu pai exerceu a profissão de sapateiro, pescava e lavrava a terra para sustentar sua família. Já a mãe, Eliesita Ereiceira Sousa, era lavradora, professora primária e alfabetizadora do Mobral. Nilson Ericeira é pai de João Victor Costa Sousa, razão maior de sua vida.

Nilson Ericeira, concluiu seus estudos primários e ginasiais em Arari, mas desde cedo a sua vontade de migrar de Arari em busca de novos horizontes, não que fosse um vocacionado pelos estudos, mas motivado pela admiração pelo aparente sucesso de alguns de seus colegas de infância que haviam saído da terra natal. Realizou seus estudos primários e ginasiais na terra bela, onde estudou na Escola Municipal Prefeita Justina Fernandes Rodrigues, atual escola estadual Milton Ericeira, no Colégio Comercial de Arari e preparou lições com a professora Angélica Garcia, embora tenha sonhado em estudar no Colégio Arariense, mas seus pais não permitiram por problemas políticos. Somente em 1981, concluiu o 2º Grau no Colégio Cardoso Amorim.

Nilson Ericeira sempre considerado pela maioria dos observadores como um aluno arrastado, o que de fato pode ser comprovado nos sucessivos fracassos nos vestibulares em que, obteve aprovação somente no 11º vestibular na Ufma – Universidade Federal do Maranhão - para Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo. O prazer pelos estudos e a vocação pelo conhecimento podem ter surgido na Casa dos Estudantes, ou ainda na convivência com colegas vestibulandos ou ainda pela interação saudável com muitos funcionários da Seduc que o incentivaram a esse caminho. Os frutos desse desempenho são duas pós-graduações: sendo uma em Língua Portuguesa (Cefet-MA) e outra Psicopedagogia (UEMA) e, atualmente, cursa o 2º período do curso de Direito. Só para que se tenha uma idéia, Nilson Ericeira começou fazer vestibular em 1981 e só foi aprovado em 1991, portanto, dez anos depois. Em 1996, colou grau em Jornalismo, função que mais gosta de exercer, embora se ressinta da precariedade da profissão. Sentido em que na condição de comunicador, ainda vislumbra fazer um programa de rádio.

Em Arari, Nilson Ericeira viveu uma infância pobre, em que vendeu bolinho de manuê, banana, maxixe e pimenta doce, pão, picolé, bombons, e ainda fazia caeira de palha de arroz, confeccionava vassoura e espanador extraído da palha de carnaúba, coletou côco de babaçu e tucum, vendia gaiolas e pássaros. Na infância, quando passava férias na casa de sua tia, em Miranda do Norte, vendia pastéis na estação rodoviária. Na sua pré-adolescência, Nilson trabalhou nos serviços de rua, para prefeitura ou empresas que se instalavam no município, como é o exemplo da obra de construção do CEMA, atual escola estadual Cidade de Arari. Foi ainda engraxate da oficina de seu pai.

Desde muito cedo, Nilson Ericeira começou a trabalhar e pescar para ajudar no sustento da família. Em 21 de janeiro de 1979, ele veio para São Luís, em cima da carroceria do caminhão de senhor Antônio de Gentil, mesma época em que se empregou na Secretaria de Estado da Educação (Seduc), ocasião em que morou no bairro do Codozinho, em pelo menos cicno casas, na Vila Bessa, na Rua Paulo Kruger nº 101, nos bairros da Belira e do Lira, na rua de São Pantaleão e na Casa dos Estudantes Secundário do Maranhão (Cesm), estreando sua vida de república – por longos dezesseis anos a fio, e experimentava seu primeiro emprego na Secretaria de Estado da Educação (Seduc), na função de Servente, pela Conservadora Vicol, Conservação e Serviço Ltda.

Nilson Ericeira - Na Casa dos Estudantes – conheceu ilustres maranhenses da envergadura de Cícero Alves, Washington Luís, Ney Figueiredo, Luís Raposo; Zé Luís e Ribeiro (no quartinho da Vila Bessa), o médico veterinário, advogado e professor Bento Vieira e outros. Mas foi com os conterrâneos João Batista Ericeira, Alberto de Zé de Nem-Nem, Benedito Pinheiro (Biduca), José Bendito Sousa (Zequinha), Tó de Dico de Canuto, Nonato Sousa (Môser), José Machado, José Cosme (Bebê) e outros que fundaram a Associação Mirim, cujo trabalho renderia em uma das mais famosas festas da época, trata-se da Noite da Amizade Arariense, um time de futebol de nome e uma escola de samba que abrilhantava o carnaval da cidade. Mirim, Mirim, grito forte, vermelho e branco no sambar e no esporte!

Nilson Ericeira - na Vicol – Seduc - Comind, IBGE, Banco Econômico, Banco Nacional, Cima, Mais tarde ingressou no serviço público na função de Datilógrafo (Seduc). Após formar-se em Comunicação – Jornalismo, em 1986, – seguiu para o Curso de Formação de Professores, exerceu a função de professor nas escolas estaduais Erasmo Dias, José Justino Pereira, Vitório Silva, em Iguaíba (Paço do Lumiar), em cursinhos da Cidade Operária e também foi repórter contratado pela Fundação Sousândrade, prestando serviço na Seduc, isso o obrigaria a pedir exoneração de Datilógrafo, ou seja, o vínculo com a esta instituição, o que duraria pouco tempo, tendo em vista a sua relação umbilical com a Seduc, pois Nilson Ericeira obteve aprovação nos dois concursos para o Magistério estadual. Além disso, Nilson foi chefe do controle de Freqüência da Folha de Pagamento do Estado, coordenador e assessor de Comunicação. Atualmente, exerce suas funções no Cerimonial da Seduc.

O jornalista Nilson Ericeira tem mais de 300 artigos e poemas publicados nos grandes Jornais do Maranhão e uma folha de serviço inquestionável na educação estadual.

É militante do Partido dos Trabalhadores desde a sua fundação, criou com outros companheiros, o Sindicato dos Funcionários Públicos Estaduais e o PT de Arari. Candidatou-se a vereador em Arari, em 1986, obtendo 130 votos, o que o levaria a suplência. Teve uma ligeira passagem pelos municípios de Araioses de Pirapemas, no primeiro, recebeu o convite para ser Secretário de Educação e no segundo, para o cargo de Secretário de Comunicação, Cultura e Turismo. Com mais de 30 anos de serviço público, Nilson Ericeira já fez Mestre de Cerimônias para Secretários de Estado, Prefeitos e Governadores, em sindicatos, cerimônias religiosas e até em solenidades fúnebres. Sentido em que conhece quase todas as cidades do Maranhão. Mesmo assim, ainda luta contra a insipiência, o desrespeito, o constrangimento e qualquer discriminação de quem quer que seja. Neste sentido já foi elogiado por importantes autoridades do Estado por ser detentor de uma leitura clara e eficiente e por primar pela Língua Portuguesa bem escrita, bem falada e que tenha objetividade no que se quer esclarecer.

A Feira da Cidade Operária - de 1996 a 2006, era obrigado a sustentar sua família. Período coincidente com a formação para o magistério, no Cefet-MA. Considerada uma verdadeira escola, a Feira da cidade Operária praticamente obrigou o jornalista recém formado a viajar para as cidades de Fortaleza, Toritama, Santa Cruz de Capiberibe e Caruaru. Período difícil em que Nilson além de viajar tinha que vender o produto que comprava nas feiras das sobreditas cidades e em que exercia literalmente a função de sacoleiro. Mesmo assim, Nilson Ericeira pós em prática um pouco da comunicação que supôs ter conhecido na universidade, para tanto elaborou um cartilha de abordagens, observou a abordagem dos feirantes, camelôs e causou problemas com os concorrentes ou causaram com ele. Nessa tarefa, contou com a inestimável companhia de sua esposa Concita Costa, (com as superações de dificuldades que pareciam intransponíveis cujo sofrimento nos fez mais fortes) e de seu irmão José de Ribamar Sousa e a esposa dele, Lucilene de Jesus Luz do nascimento.

Nessa tarefa de vender a qualquer custo, Nilson Ericeira sofreu muitos constrangimentos e humilhações, porém não se deixou abater e deu a volta por cima enveredando no serviço público estadual. Na feira fez parte da diretoria da Associação dos Feirantes e militou em oposição a algumas gestões da Cooperativa. Ainda na feira elaborou uma apostila de Dicas de Português que presenteava seus clientes.

Nilson Ericeira - colabora na função de jornalista com o jornal de Itapecruru - por obra e graça de seu proprietário, Gonçalo Amador, o primeiro a reconhecê-lo após a injustificável e injusta exoneração do cargo de assessor de Comunicação da Seduc. Embora não haja vínculo em empregatício, produz matérias jornalísticas ou edita quando o Jornal precisa desse serviço. Considera a gratidão uma das maiores virtudes do ser humano. Idealizou jornais periódicos, alternativos e por último, editou o Jornal O Bentivi, jornal do PT em Arari. O Jornal do PT, quando da fundação do PT em Arari, era produzido com recortes de revistas e jornais. Nesta tarefa contou com a intelectualidade de dois ex-companheiros, Mendubim e Lucivaldo que costumavam freqüentar a casa onde o jornalista Nilson Ericeira morava e ficavam até as tantas da noite sonhando com um mundo melhor e debatendo políticas.

Nilson de Jesus Ericeira Sousa

Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e estudante de Direito

21/01/2010

Governo e Simproesemma discutem novo Estatuto do Magistério

Foi realizada hoje, 21 de janeiro, no auditório da Seduc, na Rua Conde D’eu, no Monte Castelo, reunião entre os diretores do Simproesemma – Sindicato dos Profissionais da Educação e os secretários Prof. César Pires (de Educação) e Luciano Moreira (da Administração). O secretário Luciano Moreira não permaneceu na reunião até o seu término em virtude de um outro compromisso, mas deixou pediu que o prof. César Pires continuasse representando o Governo na reunião e delegou à Comissão da Administração para possíveis intervenções.

Na pauta da reunião a discussão sobre o novo Estatuto do Magistério em que foi discutido item a item. Porém, como bem disse o presidente do sindicato, Júlio Pinheiro, esta é uma primeira formatação do que será o novo Estatuto.
Já os secretários César Pires Luciano Moreira acenaram positivamente para a maioria dos itens decorridos, porém, um ponto ou outro do Estatuto levantou polêmicas, principalmente os que impactam financeiramente à folha de pagamento de pessoal do estado. Mesmo assim, as partes acordaram que haverá uma reunião dia 25 de janeiro, segunda feira, em que a Comissão, formada por técnicos da Seduc e Administração mostrarão item a item o impacto financeiro aos representantes classistas.

Segundo o secretário César Pires, depois de exaustivas discussões da comissão tripartite encontraram pontos de convergência em mais de 85% e os pontos de divergências em que alguns foram superados e há outros que podem ser discutidos de ordem muito forte. O secretário de Educação se referiu aos pontos que podem ainda a serem superados e que não há competência dessa comissão e que serão levados pela Secretária de Administração para o Comitê Gestor do Estado que sejam observados os impactos e para verificar se situação orçamentária suporta. Ainda segundo ele, atual administração resgata uma situação histórica com a categoria de professores.

O presidente do Simproesemma, Júlio Pinheiro, disse que a reunião foi para apresentação da primeira formação em que chegaram ao primeiro momento em que na discussão encontraram algumas divergências que são essenciais. Ainda conforme informação do presidente do Sindicato, o limite da Comissão já foi exaurido agora serão tratados com o Governo os temas como o conceito de Promoção, a inclusão e o enquadramento dos profissionais de escola e todos os outros que passarão no futuro. Ele também se referiu à LDB em relação à garantia dos direitos dos trabalhadores.
É pretensão dos diretores do Sindicato que Governo e Simproesemma cheguem a uma proposta de consenso e que o Novo Estatuto seja encaminhado à Assembléia Legislativa do Estado até 8 de fevereiro, data em que os deputados voltam do recesso.

20/01/2010

Eliesita

Se a minha poesia não me nutrisse
Se a minha inspiração teimasse estéril
Se o meu encanto sucumbisse
Se a minha estatura pequena
Se meu tempo se esvaísse
Se o sentimento camuflasse
E se o tempo me apagasse
E se por acaso todos se afastassem de mim
Mesmo assim eu sou forte
Eu tenho forças, energia, encantos, amor e
sonhos ...
Eu tenho você!
Nilson Ericeira
*Este poema é dedicado a minha mãe Eliesita Ericeira

Marginal

É o governo que não governa
É o Estado sem Estado
É o dito pelo não dito
É a nação sem cor
Sem, forma, sem tons
È essa pátria pária
É o zero muito além das esquerdas
É a letra da sigla
Letra morta da lei
É a vida morrendo
É o grito
E o silêncio
É a dor que não sai
É mentira dos falsos
É o menino de slogans
É a criança sem lar
É essa ordem,
Sei lar!
É o forte e podre
É essa gente de plástico
Eletrônica
Talvez
É ilusão isso eu sei.
É o vazio em tantos
É hipocrisia incessante
É o Estado prezepeiro,
E ausente
É a natureza morta
É água fétida
É a centina dos ricos
É o escarro
É espirro
É essa água ardente
É o nosso próprio veneno
É a burguesia estetizada
É a polícia assassina
É a justiça cega
E o homem sem Deus
É a ganância do lucro fácil
É o discurso vazio
É o aplauso irascível
É o velho chavão.
É o pobre
É a vida
É a nova estação
Nilson Ericeira