17/12/2009

“Êi moço, abre a porta pra mim!”

Que o transporte coletivo de São Luís é ineficiente isso não é novidade para ninguém. Esse é um serviço que tem prejudicado principalmente os moradores deste sítio urbano. É bom que se diga que existem os serviços que são prestados pela iniciativa privada, que é o caso dos ônibus que servem as linhas em bairros densamente povoados como é o caso da Cidade Operária, que faz jus ao nome em que em seu entorno existem inúmeras ocupações, parte delas órfãos de todas as políticas públicas urgentes, essenciais e necessárias para a cidadania e, ainda, serve de válvula de escape a uma eterna celeuma valorada pela expressão metropolização.


E esta condução textual segue viagem à área do Itaqui-Bacanga, em que não é diferente a situação do transporte coletivo, e para o Maiobão outro conjunto habitacional que, assim como a Cidade Operária, tem vários pais e que também ladeia-se por muitas ocupações – que pertence ao município de Paço do Lumiar – Neste grande parte de sua população desenvolve suas atividades em diversos locais desta Ilha. A exemplificação destes bairros serve apenas para tentar mostrar a quem possa resolver pelo menos parte desses os transtornos vividos de maneira geral que só se agravam. Isso porque as já insuficientes avenidas não comportam mais o volume de carros que circulam diariamente nesta Ilha. O transporte de ônibus coletivo em São Luís é um verdadeiro deus-nos-acuda. Bom seria apelar para o prefeito desta cidade, senão aos vereadores que devem observar isto pelo menos nos locais que eles próprios arrogam-se de suas “bases”, talvez, quem sabe ao próprio MP, ou teremos que esperar nova empreitada persuasiva de uma outra estação eleitoreira!


Os problemas que envolvem o trânsito de São Luís não são poucos. Para que se tenha se tenha uma idéia, poderíamos tecer desde a inexistência de faixas verticais, horizontais aos semáforos ou mesmo até a falta da educação para o trânsito tão necessária para todos. Isto deve e pode ser interagido em noções de cidadania ou quem sabe, “enlatado’’ num projeto multicolorido. Mas nos prenderemos a pontuar alguns exemplos de descaso, omissão, inexistência de planejamento ou falta de vontade política e mesmo para no enxugar dos verdadeiros banhos de água de chuva e esgoto que todos constantemente tomamos à mercê de um pedido ao Pai e que somente alguma providência divina seja tomada. Mas eu acredito que os homens são filhos de Deus! Acredito que as autoridades conhecem e se preocupam com alguns dos fatores que têm gerado a cada dia a nossa cidade mais violeta.


Mas é não é só isso, as paradas de ônibus de nossa cidade é um exemplo clássico de como a paisagem está feia ou de todo o que há é um espaço vazio cheinho de gente molhada ou escondida atrás de postes ou outros improvisos. As paradas ou abrigos, quando existem, a maioria está em péssimo estado de conservação, há mesmo os casos que as paradas de ônibus desta capital estão depredadas, em péssimo estado de conservação, há até as que o poder público nunca colocou sequer uma meançaba. Aí, então é querer demais! Querer de menos seria enfeitar as vias de troncos de carnaúba ou outra espécie da vegetação nordestina.


É urgente que esta situação seja resolvida. O que nós usuários sabemos é que não pode é continuar do jeito que está. Pois passa inverno e chega o verão e nada é feito no sentido de humanizar os nossos abrigos. Isto é regra geral, serve tanto para as paradas do centro, dos bairros mais próximos e, por ironia do destino, o problema se agrava cada vez mais quando se avança para a dita periferia.


Falo isso como usuário de transporte coletivo de São Luís, desde os idos tempos de república, quando usando essa opção, ia à casa da minha avó aos finais de semana no São Cristóvão. Lembro-me bem dos busu da empresa São Luís, ônibus compridos, pintado de amarelo com uma lista azul no meio e que até chegar ao destino final eu permanecia sentado bem atrás naquela tampa do motor com um calor infernal. Nesse itinerário passávamos pela Santos Dumont. Tudo era muito mais simples. Agora, a Avenida Santos Dumont está muito pior! É uma merda só! Alguém precisa tirar aquela avenida da merda ou mesmo tirar a merda da avenida. Isso fede. Esgotos abertos correndo no meio da via, mas que via se ali é só buracos! Por falar nisso, mesmo a mídia local dando ênfase quase que diariamente a este problema, há omissão, descaso ou falta de interesse público, um enigma... Posto isto, não sou capaz de desvendar.


Avenida continua como se ali tivessem enterrado uma cabeça de cavalo, é um exemplo fiel de que muita coisa está errada e faz tempo. Como pode uma via pública tão importante que dá acesso a muitos bairros desta cidade e que, muito bem poderia amenizar a situação do fluxo de veículos na capital de nosso estado, ficar desse jeito?


Percebe-se, em São Luís, inúmeros problemas que vão desde a falta de estrutura e saneamento das vias, ônibus em péssimas condições e lotados feito latas de sardinha, ineficiente serviço nos terminais e o pior: desrespeito principalmente aos idosos e as crianças, desrespeito ao ser humano de todas as idades. Nessa ótica, não dá nem para dizer quem é que sofre mais se são estes ou aqueles ou se é a população de um modo geral. A ineficiência nesse sentido é generalizante.


Para que se tenha uma idéia, em boa parte dos terminais, ou por falta de educação ou ineficiência no serviço prestado pelos agentes públicos, há um desrespeito generalizado: os passageiros que estão nos terminais não esperam que os de dentro do ônibus desçam estes, por sua vez, são até molestados por tal insensatez. O que existe é uma corrida desesperada pelo suposto melhor lugar. Faz parte do individualismo crescente, mas também pela ausência de ordem.


Como disse, sou usuário de transporte coletivo há muito tempo e geralmente faço o percurso de casa para o trabalho e da Seduc para a Cidade Operária e em dias de aula, interrompo esse itinerário mais habitual e puxo a sirene após o viaduto do Café. Um dia desses, flagrei senas de desrespeito ao outro, nesse emaranhado sistema decadente de transporte coletivo de São Luís. Nessa parada rumo ao jus, “Ubis societas, íbis jus”, presencie uma criança que estava fardada que deveria ter de nove a dez anos de idade clamando: “Êi!!! Moço!!! Abre a porta pra mim! Abre a porta pra mim, por favor!” Após muita insistência o motorista abriu a porta do ônibus para o menor colegial e acompanhei atentamente os olhares enquanto percebia a aflição que tomou conta deste menino que na sua inocência subiu degraus acima. O condutor seguiu a trajetória do menino com um olhar de repulsa, assim como eu perplexo acompanhei a cena, uma vez que não consigo banalizar a falta de respeito que nós que temos a auto- definição de seres humanos, praticamos uns com os outros. O que o condutor do ônibus quis dizer não sei. Mas a mensagem que ficou gravada na minha consciência cidadã foi a de que nem todos estamos preparados para viver em sociedade. Isso é uma tristeza! Pudera ainda existem empresas que reciclam pessoas! Todos somos muito importantes para que a vida e os valores continuem se sobrepondo a nossos propósitos, às nossas vontades. Eu sei que “nem tudo pode ser perfeito e nem tudo pode ser bacana”.


Olha senhores, de quando em vez, observo centenas de crianças tomando ônibus ali, daquelas escolas públicas da Cidade Operária, quando os ônibus param, os meninos correm em disparadas como se quisesse traduzir uma única opção: um quê de desconfiança de que o ônibus vai não parar. Existem as exceções de que os motoristas param voluntariamente, mas cada vez menores. Aliás, como sofrem crianças e idosos nos transportes coletivos de São Luís. Como sofremos e nos submetemos a uma verdadeira tortura. E o código constitucional é muito claro: “nenhum ser humano pode ser submetido a tratamento desumano e degradante. Apesar da minha insipiência nesta área, bem como naquela, rogo-me que isto também passa pela garantia fundamental do direito de ir e vir. O fato é que todos somos desrespeitados. Que bom que Deus nos fez mortais!


Apenas quis contribuir com uma problemática que não se esgota apenas na parte material do transportes coletivos, mas que presumo seja uma relação interativa, subjetiva e muitas vezes intersubjetiva.

16/12/2009

Porque Considerei Importante

Você diz: isso é impossível
Deus diz: tudo é possível
Você diz: Já estou cansado
Deus diz: eu te darei o repouso
Você diz: ninguém me ama de verdade
Deus diz: Eu te amo
Você diz: eu não tenho condições
Deus diz: minha graça é suficiente
Você diz: eu não vejo nada
Deus diz: eu guardarei teus passos
Você diz: eu não posso fazer
Deus diz: você pode fazer tudo
Você diz: dói
Deus diz: eu te livrarei da angústia
Você diz: não vale a pena
Deus diz: tudo vale a pena
Você diz: não mereço perdão
Deus diz: eu te perdôo
Você diz: não vou conseguir
Deus diz: suprirei todas as suas necessidades
Você diz: estou com medo
Deus diz: eu não te dei um espírito de medo
Você diz: estou sempre frustrado
Deus diz: confia-me todas as tuas preocupações
Você diz: eu não tenho talento suficiente
Deus diz: eu te dou sabedoria
Você diz: Não tenho fé
Deus diz: eu dei a cada um uma medida de fé
Você diz: eu me sinto desesperado
Deus diz: eu nunca te deixarei nem desampararei

14/12/2009

Poema, apenas!

Um verso meu
Estende-me a mão,
Amiga
Que te dou este verso meu
Que me declaro
Derramo-me em amor,
Te dou meu ser,
Apenas.

Leia este verso meu
Que te darei poemas,
Encantos, jardins e essências...
Aceite este verso teu
Que te darei meu necta,
Amor,
Apenas.

Mais um verso
Que poema
Serena, morena
Então aceite este verso meu
Que é teu poema,
Apenas.

Nilson Ericeira

11/12/2009

Meu país e a “política” patética

Não me surpreende os incidentes que acontecem em Brasília. Em Brasília, sede do poder da República Federativa do Brasil, capital do Brasil, centro do poder, que nasceu de forma planejada para gerir políticas, legislações, ações, e órgãos máximos fielmente vigilantes ao cumprimento das leis, para o desenvolvimento da nação brasileira, como símbolo maior entre as capitais, e não para fabricar, proliferar, dotar e adotar corruptos, mas paradoxalmente, hoje, Brasília também representa entre outros símbolos, o da capital de inescrupulosos “políticos” cujas práticas envergonham a nação brasileira.

Eles vêm de todos os cantos deste país continental, entram e saem, discursam, professam: viva o povo brasileiro! Não são, todos, mas pudera, se fossem, a regra se tornaria menos interessante.   O Brasil de Norte a Sul e de Leste a Oeste, em todos os poderes há hospedagem de ineficientes agentes públicos cujo respeito pela sociedade é inexistente. Esse é o pessoal que goza das benéfices e mordomias e que no mesmo momento quando estão na rapinagem, na égide de seus espíritos maus, milhões de brasileiros espremem o suor e sangue de seu corpo em forma de impostos para bancar mordomias e mandados inócuos, que não servem para nada, a não ser para eles próprios ou para um grupo de amigos  ou familiares coniventes, lenientes e cegos a tudo que está a seu redor. Mas Brasília não é assim. Os brasileiros também não o são.

O povo brasileiro é honrado, trabalhador e honesto. Esta á a regra. A exceção é o que fazem os hospedeiros de votos, políticos corruptos, que não dignificam a altivez desse povo. Esses “políticos” acabam não valorando nem mesmo a saliva gasta em seus lábios que parecem treinados para dizer o que eles imaginam que o povo quer ouvir e, dessa forma, continuarem fazendo da política um picadeiro tupiniquim. Política, em sua essência, nada tem a ver com desvio de recursos públicos, corrupção ativa ou passiva de quem quer que seja. Definiria a política como sendo a arte de conduzir o homem ao bem comum por meio de mecanismos que lhes possibilitem paz e harmonia na convivência social. 

Lembro-me quando o nosso presidente Lula, ainda militante da esquerda radical, vinha ao Maranhão fazer comícios na Praça Deodoro. Era uma euforia só! Milhares de pessoas se deslocavam à praça com um sentimento de transformações profundas na forma de governar brasileira. Ele, para mim, era um mito, um “milagreiro”, alguém em que eu me enxergava na minha luta e no meu olhar, às pessoas que mesmo sendo filhos da mesma pátria não tinham cidadania. Mas o tempo passou, nós mudamos, o presidente da república, antes militante e hoje presidente, não precisa mais que façamos militância igual soldados convocados a uma defesa justa e que incorporam o sentimento de nação a cada emboscada enfrentada.  A praça está vazia, o eco do povo já não é mais o mesmo e, o discurso, ah, este também silenciou. Estamos carentes de líderes! O Brasil precisa disso, a juventude precisa reacender a chama de esperanças e continuar alimentando a nobre capacidade de se indignar.

O jogo precisa ser jogado. Brasília nasceu para ser suprema e para abrigar pessoas de bem cujo símbolo representa a capital da República. Precisamos agir com mais rigor quando formos experimentados na política e na cidadania escolhendo melhor, presidente de associações de moradores, nossos vereadores, deputados, prefeitos, governadores, senadores e até o nosso presidente. Devemos nos imaginar no sofrimento do outro, na tolerância e constrangimento de nossos compatriotas e tirarmos as dúvidas possíveis para melhor nos orientar na hora do voto. O voto tem o seu valor útil durante a nossa construção de cidadania. É possível que não tenhamos bolas de cristal, mas muitas das nossas mancadas, que acabam prejudicando coletivamente a sociedade, poderiam ser evitadas, caso não fóssemos ludibriados por charlatões, enganadores, que muito bem disfarçam suas máscaras, usando cada uma delas conforme suas conveniências, geralmente de quatro em quatro anos, conforme a estação eleitoreira.  

O povo já é muito constrangido e ceifado em seus direitos, quando escapam e passam ao largo de seus lares direitos sagrados por leis universais. Não lhe basta à ausência de políticas públicas tão necessárias para uma vida em felicidade, harmonia e prosperidade, em comunidade, faltam-lhe mais: falta-lhe Estado. O que acontece de fato é que a impunidade tem gerado uma violência sem precedentes e, o custo disso, gera abismos intransponíveis, feridas incuráveis, cânceres intermináveis...

O que acontece em Brasília lamentavelmente é comum no Brasil. Justo e admirável seria se os fatos recentes nos levassem a entendê-los como fatos isolados com expectativas otimistas em relação à administração pública. Mas não o é, pois o que tem acontecido é uma relação cíclica de corrupção na história política desta nação chamada Brasil. O Jurisconsulto Miguel Reale nos ensina na sua célebre obra, Lições Preliminares de Direito: “quando perdemos a idéia de valor perderemos a substância da própria existência humana”.  

Nilson de Jesus Ericeira Sousa
Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e estudante de Direito

04/12/2009

Reminiscências ou histórias da alma

Lembro-me quando pequeno, meu pai costurava capota de Jipe forte – era sapateiro por profissão -, fazia chuteira com travas de couro, botinas, polia sapatos para alimentar meus irmãos. Minha mãe, na cozinha, passava o café, mas era um café tão gostoso que quando o aroma vagava pela Rua da Franca e a notícia corria muitos amigos vinham prosear. Era Gentil Piancó, seu Horácio da Graça, prof. Rafael, Zequinha Ericeira, Marcelo, Constantino, Pedro de Aprígio, Eliziê, seu Nena, Wilson Cafusul e outros que não consigo lembrar.

Meus avós de classe sociais bem distintas e nos amavam a sua maneira. Meu avô Pedro Ericeira exerceu influência política na cidade (foi vereador e vice-prefeito e formou chapa com o ex-prefeito Raimundo Prazeres, num duelo com o intelectual, grandíolo e bom filho de Arari, acadêmico José Fernandes). Já Meu avô Eulálio (avô por parte de meu pai Clemente), jazia com sua entrega de azeite de côco, ovos e banana no seu cavalo velho alazão. Mas é essencial nutrir de esperanças essa prole e esse encanto que nos formou íntegros, honestos, obedientes, diferentes no respeito às diferenças, mas submissos jamais.

Na Fazenda Velha, que era de popriedade de meu inesquecível avô Pedro Ericeira, só sinto uma enorme saudade de quando ele chegava e que até o sabiá parecia notar a presença dele e de seus vaqueiros. Seu Pedro chegou! “Chove Chuva, chove chuva, para criar capim, para boi comer, ... para sabiá criar seus filhos”. O vaqueiro Mano Silva berra. As vacas mugem. O boi nelore faz continência abanando as orelhas e balançando o rabo ou por uma mutuca que o deixa inquieto ou como se quisesse anunciar que o vaqueiro vai campear e as vacas banda de ubre, cara-preta e malhada, três vaquinhas leiteiras de estimação, saíram porteira a fora.

É preciso chegar mais cedo, mas a canoa pesa o rio corre e a prosa é comprida. Andorinhas beliscam as águas e a palmeirinha é vista com primeiro sinal de um porto seguro. Todos se alegravam num saudosismo que nenhuma canção, nenhum exílio traduz. Já meu avô Eulálio, recebeu de nós uma junção de palavras que bem traduz o seu amor: Palaio, é da formação do léxico de pai com o final da expressão Eulálio. Mas que em português mais bem posto: ele era brancarão, olhos azuis e pele avermelhada e quando falava a corrente com maior evidência entoava pelas fossas nasais. Suas plantas, seus bichos e sua horta complementavam sua renda e alimentavam sua vida.

Algumas pessoas nem precisavam ser chamadas, pois eram atraídos pelo cheiro do café que minha mãe preparava. Era o café da zitan, tão bom quando o pão quentinho da padaria de Zé Ericeira. Eu meus irmãos brincávamos de um dia ser grande. Mas que utopia, meus pais têm uma complexão física desavantajada e que por muitas vezes fomos discriminados, não só por isso, mas pela carência material. Eu, o mais arrastado e moco, esperava o meu irmão “engenheiro” engendrar suas peças: seus carrinhos, gaiolas, geringonças, pontes, estradas, edifícios, palácios encantados e nossos times de botão. Eu estava certo. Pastor Riba, meu irmão, é teólogo, filósofo e garimpa almas para Deus. Nós tínhamos sempre os últimos modelos de automóvel da época: fusca, gordinho, [zé wilis], rural ou mesmo jipe de Salim Salomão que meu pai costurava os buracos da capota na sua máquina esquerda, que nos nutriu e hoje nos nutre destes referenciais eternos.

Lembro-me com saudade! Pedro de Aprígio (meu compadre querido), que não está mais entre nós e que me considerava muito; Figueiredo com suas peripécias, ideologias e sua agulha matreira; Pedro de Zé Ericeira (Burué) insistente pretendia os últimos retoques no seu velho bute que meu pai deveria esmerilar ele fazer bonito na festa de Bom Jesus. Cirianinho, Zé de Fátima, Bistoca, Nonato, Adelino Fernando, Delegado, Jorge e Eliziê traziam as últimas notícias da CIA - Companhia Inimiga do Trabalho. Postavam-se o dia inteiro no pedaço de madeira que meu pai condecorou de “pau da paciência”. Quem não lembra de seu Dico Prazeres, o mais experiente dos jovens, padrista fiel que transpirava conhecimentos na sua vida ali já sessentona. Nas manhãs da Franca, Zé Melo exibia-se na sua bique ou em seu ford, Ataulfo, moço e afeiçoado e já servia à pátria, Bical (de quem guardo simbolicamente a minha primeira bola na minha infância), Maria Célia, Maria Antônia, Carmem, Altino, Adelino, César, Joãozinho e Nonato de Crispiano.

Na mesma rua e ainda na mesma época, sob o aroma do café, dona Cândida acolhia filhos netos com seu coração infinito. Seu Bina e seu sax entoava notas eternas e decifráveis somente na alma. E dona Leonor cuidava zelosamente de filhos e netos e observava a patró que raspava a Rua da Franca e ainda segura a cerca de sua plantação. Mundicos, Zezinhos, Sarney, pedrinhos na algazarra da rua. Mas é preciso correr porque Bier ainda quer pescar no Tanueiro que a estrela dalva já saiu. O carvão ardia na palha de arroz queimada, os pássaros cantam de tristeza e engaiolados sofriam.

A meançaba, o poste, o grupo, o tamarindeiro e os arizeteiros que contemplam o Mearim. Ele silencioso parece compartilhar dessa vida que nutre em nós. Os pés descalços deslizam no esmeril, os mandis exigentes e esnobes, ainda escolhem a isca. E lá no algodoal escuto tintinritim do martelo e faço a prece. Ninguém sabe onde estou! Num reino encantado, eu sou de Arari! Alegria, encanto, poesia, ternura, saudade e vida abundante numa placenta de amor incondicional. É desse berço que devo grande parte da minha formação.

Nilson de Jesus Ericeira Sousa
Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e estudante de Direito

02/12/2009

Recorte

As lembranças nos remetem

A essa procura interminável.

Inquietude constante

Em sentimentos que afloram

Raios que convergem

No sentido dos pólos de nós



Sentimentos completos

No Amor caminho

Descaminhos

Vida

No mundo

Contemplação...



Os namorados

Enamoram-se

Festejados

Pela natureza

Em silêncio

Escutando

A voz do coração



Num despertar

Que em brados

Festejam, escutam a voz

Num verbo

Com conjugação

Abarca amantes

Escultores do corpo


Da alma

E sono

No despertar de quem nasce

Do outro lado de mim.


Nilson Ericeira

Recorte II

Em tempos quaisquer


Numa ótica


De quem sempre enaltecerá o amor


Num namoro que nem começou


Na gênese


Nessa gênese


Eu sei foi Deus quem fez...




E nessa eterna cantilena do namoro


Nasce o Amor


Nascem e crescem as relações




Em novas atitudes


Águas cristalinas


Em impulsos


Vibrantes neurônios


Assim que o encontro se faz...

Nilson Ericeira

28/11/2009

O tempo não apaga

São coisas que o tempo não apaga.


Têm encontros muito importantes em nossa existência. Fiquei muito feliz ao encontrar o poeta, professor, musicista, jornalista e funcionário público Ivandro Coelho. Trata-se de um dos grandes nomes do Maranhão. Ivandro Coelho participou da Comae – Conferência Maranhense de Educação, na condição de delegado pela regional de Chapadinha.

O jornalista Ivandro Coelho é intelectual de primeira hora, com quem tive a felicidade de dividir muitas interações e ensinamentos na Ufma, quando cursávamos Comunicação, com especialidade em Jornalismo. Ivandro Coelho vive um momento muito feliz com o nascimento de sua filha.

Ivandro eu vou esperar a letra da música de que te falei. Entendo ser este um momento muito propício.

Entre o nosso diálogo eu propus reconhecermos a nossa geração de excelentes jornalistas! Parece brincadeira, mas num dado instante tive a impressão de que nossos hábitos não mudaram. São coisas que o tempo não apaga.

24/11/2009

Conferência de Educação



Fique por dentro:

Aconteceu nos dias 12 e 13 de novembro, no auditório do Uniceuma – Campus III – Anil, A COMAE, Conferência Municipal de Educação. No bojo das discussões: temáticas relacionadas à educação do Maranhão. Nesse sentido, a organização da Conferência dividiu em salas de I a V. No Eixo I – Justiça Social Educação e Trabalho: Inclusão Diversidade e Igualdade; no eixo II: Qualidade da Educação. Gestão Democrática e Avaliação; no Eixo II: Democratização do Acesso, Permanência e Sucessão Escolar; no Eixo IV Forma de Valorização dos Profissionais da Educação e no Eixo V: Financiamento da Educação e Controle Social.

A próxima – De 25 a 27 de novembro, no Espaço Renascença – acontece a Conferência Maranhense de Educação – Etapa importante porque entre outros objetivos elege delegados para a Conferência Nacional.

A exemplo da Conferência Municipal, que envolveu municípios da Região Metropolitana, cuja organização foi um sucesso, a etapa estadual promete.

A abertura será às 17h e contará com a presença do Secretário de Estado da Educação Professor César Pires. Perto de 700 delegados participarão da Conferência. Serão representados o poder público, os movimentos sociais, entidades ligadas à educação de todos os municípios maranhenses.

A temática é: “Construindo o Sistema Nacional Articulado de Educação: Plano Estadual de Educação, Diretrizes e Estratégias de Ação”. As Conferências Intermunicipais aconteceram nas 19 sedes das Unidades Regionais de Educação do Estado do Estado. Na Conferência estadual serão eleitos 70 delegados que deverão que irão representar o Maranhão na Conae – Conferência Nacional de Educação, que acontecerá de 28 de março a 1º de abril de 2010.

23/11/2009

Frase do Dia

"O CLAMOR DO SILÊNCIO É BEM MAIOR E MAIS ELOQUENTE DE QUE OS GRITOS DE QUEM DISCURSA".

É essa vida!

Que valeu a pena


Mesmo com ausência de alguns


Que valeu a pena pescar


Correr, viver, amar...


Sentar-se à sombra das árvores


Passarinhar


Correr nos campos que agora não existem mais


Andar no sol quente


Em vento morno


Barriga colada na costela


A fome doía


A procura de alimentação


Valeu viver a vida


Falar a verdade,


Mesmo que quebrassem os ossos


Valeu seguir exemplos


Respeitar, tomar bênção,


Pegar não mão, sofrer junto.


Valeu sufocar aquele velho grito no


Peito


Perfeita repressão...




Valeu a pena falar, escutar e sumir


Valeu a lápide, a pedra, a poeira, o chão


Valeu o grito de gol mesmo que não o fosse


Muito mais a torcida que o evento


Muito mais as pessoas que suas ações


Valeu a pena sorrir para aquela criança


E muito moço.


Senti-me sênior


Muito mais forte e sem opressão


Foi muito bom pular a cerca


Dividir o pão


E nessa vida beber todas as águas


Ter certeza que outras sedes virão.

Nilson Ericeira

16/11/2009

Conferência de Educação elege Delegados

Aconteceu nos dias 12 e 13 de novembro, no auditório do Uniceuma – Campus III – Anil, A COMAE, Conferência Municipal de Educação. No bojo das discussões: temáticas relacionadas à educação do Maranhão. Nesse sentido, a organização da Conferência dividiu em salas de I a V. No Eixo I – Justiça Social Educação e Trabalho: Inclusão Diversidade e Igualdade; no eixo II: Qualidade da Educação. Gestão Democrática e Avaliação; no Eixo II: Democratização do Acesso, Permanência e Sucessão Escolar; no Eixo IV Forma de Valorização dos Profissionais da Educação e no Eixo V: Financiamento da Educação e Controle Social.


O Secretário de Estado da Educação abriu o evento conclamando a todos no envolvimento da educação do Maranhão. Também elogiou a organização do evento em nome de quem parabenizou a equipe, citando a professora Sônia Maciel pelo empenho, dedicação e responsabilidade com que tem conduzido às ações na Unidade Regional de Educação (URE) de São Luís.

Na conferência Maranhense de Educação foram escolhidos os delegados à Conferência Estadual. Após esse momento houve a posse dos delegados e pose para foto oficial.

As questões da Conferência foram amplamente discutidas e a participação dos atores do processo educacional se fizeram representar nas plenárias com direito a vez, voto e participação.

A Conferência Estadual de Educação já está marcada para os dias 25, 26 e 27 de novembro.

No encerramento da Conferência as professoras Sonia Maciel, Lúcia Helena (Gestora da URE de Rosário) e Narcisa Enes agradeceram a presença de todos.

11/11/2009

Tintinritins!

No dia 08 de novembro, fiz aniversário, a data foi comemorada ao lado de meus pais, meus irmãos, meus sobrinhos, e minhas amigas Joana e Elisamar. Algo de diferente aconteceu. Apesar de quando os filhos se tornam adulto cada um vai para o seu lado. Ontem foi assim: como um encontro daqueles de infância que fazemos na hora do almoço ou do jantar. Naquela alegria! Tornamo-nos meninos outra vez!


Sinto-me muito feliz quando em datas assim, ladeiam-me pessoas cujos presentes são os que menos significam, aliás, tenho mania de fazer mais questão da presença e troco sempre o presente pela presença da pessoa amiga. Aquela que ama e que faz questão de você da maneira que você é. Sem tintinritins.

A áurea - Tenho uma idéia de como era a vida de meus pais quando eu nasci. Foi na Rua da Franca, em Arari, na Casa do senhor Manoel de Sousa, que era alugada para a nossa família. Depois nos mudamos para a outra casa na mesma rua. Meu pai era sapateiro e pescava para complementar a “renda”. Naquele dia 08 de novembro de 1962, minha mãe me conta que foi uma alegria só. Dona Àurea, a parteira, me pegou pela primeira vez e daí em diante só deu eu! Pretensioso não! Depois fui acolhido por outras mães: mãezinha, minha avó, Biô e Tereza de Azin que me amamentou. Eu era levado da breca, como dizia meu avô Palaio. Tenho dito que sou um milagre de Deus!

Luta - Depois veio o impaludismo - malária infecção causada por protozoário do gênero Plasmodium, transmitida pela picada de mosquitos e que se caracteriza por calar frios e febre - aquela febre [braba] que alguns chamam de Sezão e também muita luta contra a nanição, subnutrição.

Um pedido - Se eu tivesse que fazer um pedido a Deus eu pediria para proteger meus pais e vigiar meu filho eternamente, onde quer que ele vá. E que a primeira e a última flor da minha vida nunca se espalhe em pétalas e sim, em essências. Nada de material me agrada, aliás, estou com a síndrome de abstinência à hipocrisia. As coisas são para serem usadas e as pessoas para serem amadas.

No cardápio – A lembrança de amigos que nunca me esquecem e muitas gargalhadas. Eu confesso que já fui mais solitário. O tamanho da solidão era exatamente igual ao tamanho do que eu pensava que merecia. A solidão depende muito de quem estamos acompanhados e de que forma estamos gerindo a nossa vida. Essa é a receita! Os amigos são amigos independentes da crise que se evidencia. Não move o pé nem nas catástrofes e nem no oases.

À minha mãe Eliesita Ericeira – A certeza do amor que ela sente por nós, seus filhos. Essa plenitude no falar e no agir igual a uma pessoa sapiente e bondosa cujo coração suporta a dor com simplicidade. A ela os ensinamentos e a humildade que quero ter a vida inteira, a ela eu dedico todas as minhas glórias. Quando eu rio eu penso que rio por ela. Quando eu me imagino inseguro eu lembro de cada gesto, de cada frase e de tudo que me passou. Minha mãe é a minha vida.

07/11/2009

A Escola Santa Tereza é entregue a comunidade

O Secretário de Estado da Educação, professor César Pires, entregou nesta sexta-feira 06, às 10h, a Unidade Integrada Santa Tereza. Trata-se de mais uma escola totalmente reformada e entregue no atual governo e que fica localizada na Cidade Operária. Ressalta-se que a Unidade Integrada Pedro Alvares Cabral também passou por ampla reforma. Esta escola localiza-se na Avenida 01 do Jardim América, Cidade Operária. A escola Padre Newton Pereira está entre as escolas em que o governo autorizou a reforma e que as empresas já assinaram a ordem de serviço.


A escola Santa Tereza foi totalmente reformada e ainda ganhou duas quadras, uma poliesportiva e uma de piso de areia. No momento da entrega da escola o secretário de educação ainda apresentou a ordem de serviço de cerca de dez prédios escolares. No momento, os representantes das empresas responsáveis pelas reformas, assinaram a ordem de serviço. Estavam presentes nessa solenidade, professores, alunos pais de alunos, gestores das escolas estaduais e autoridades da Seduc que o acompanharam.

A diretora da Unidade Santa Tereza, foi à primeira autoridade a se pronunciar. Ela disse que estava emocionada e muito feliz e que aquela ação se traduz na luta de todos que constroem a escola, mas reconheceu o empenho do secretário César Pires. O secretário por suas vez esclareceu que não abre mão da política de educação que tem sido disseminada no Maranhão, no governo da governadora Roseana Sarney. Entre outros aspectos fez questão de enfatizar o aspecto pedagógico no contexto educacional, porém também se referiu à ambiência da escola como fator agregador desses valores que sustenta a educação de boa qualidade.

Percebe-se que na Escola Santa Tereza um ambiente agradável. Momento antes da entrega da escola pela autoridade da educação estadual, alunos lanchavam num dos pátios cobertos da escola. Percebia-se a ordem e a disciplina dos estudantes que, enfileirados tomavam o lanche. Nesse dia os alunos lancharam pão e suco. (Foto do registro dos alunos na hora da merenda)

29/10/2009

Um amor assim

Amor é assim,


Jasmim.

Entra e saiFica e olha em mim.

No peito,

Amor!

Nos olhos,

Os olhos meus.

Na minha imaginação,

Há todo o momento dela em mim!

É uma flor!

Essência, só.

Quem é essa flor menina.

Que anda em mim,

Circula.

Está no meu sangue corrente,

É meu corpo.

Ela sou eu em mim.

Minhas vozes,

Meu encanto,

Com vozes,

Aplausos.

Sons, Cores

E formas.

Indescritíveis.

É esse todo decifrável na alma

Que não é pequena

É vida em mim.


Nilson Ericeira

27/10/2009

Encaixe desencaixe

Deforma


Conforma

Informa

Peforma

Transforma

Desforma


Forma

Fôrma

Formação

Formatura

Informa



Ismo

Conforme

Disforme

Transforme

Forme.

Nilson Ericeira

15/10/2009

Aos Professores do Maranhão


Os semeadores de fé e esperança
Porque o Jardim é a própria vida, apesar dos espinhos

A essência do ser humano é a capacidade de ajudar a transformar homens em pessoas sociáveis, é ajudar os outros no dia-a-dia, seja com uma palavra amiga, com um pouco de atenção ou, talvez, com um enxergar diferenciado. Eles nos ensinam a olhar e agir com o sentimento de solidariedade e respeito. São estes seres humanos muito especiais, os professores, que ajudam as pessoas a se tornarem capazes e seguras para seguir seus próprios destinos, motivando-os a trincheiras de cidadania e, em lições de vida, a conquistarem valores insubstituíveis, incomensuráveis e indecifráveis, afins somente à liberdade.

Penso que os professores estão em nossas vidas assim como os nossos pais são na nossa eternidade. Nossos mestres representam sapiência, amor ao próximo, compartilhamento de pão e letras e sobre tudo, exemplos devida que nos devem servir iguais espelhos. Os professores nos proporcionam enxergar a nossa cara da forma real, sem retoques. Tenho dito que o caráter é o verdadeiro retrato das pessoas, traduzem em flashes de honra, liderança e serenidade. O que seríamos caso os professores não regassem nossos caminhos? Eles abrem caminhos, veredas e ainda semeiam e posteriormente, no período de maturação, a sociedade colhe os frutos. São iguais a semeadores [sementeiros] que sempre regam novos canteiros e constroem novos jardins. E no jardim da vida! É que me refiro a um amor sem igual: a abnegação de doar-se pelo outro sem preço e sem medida, em símbolos que apenas o tempo incomensurável traduz.

Imagino que a aula já começou e na chamada me refiro a um aluno em seus primeiros dias de aula, de um bebê nos primeiros gestos e encantos numa relação recíproca de sensibilidade, de interações com o meio. O que bem nos ensinaram Levi Vygotsky e Henri Wallon e deste modesto jornalista-professor e eterno aprendiz. Em breve remissão, imagino também que tantos mestres me deram e continuam me dando asas e a proporcionar outros vôos. Insisto dessa maneira, apesar das dificuldades, em ser insaciável a letras, em um vislumbrar da existência de seres humanos com suas diferenças, mas que sempre sejam respeitados e valorizados em quaisquer idades. Aproveito-me deste mandato para externar aminha gratidão, respeito e apreço aqueles que representam o que há de melhor em nosso Estado: os nossos professores!

Refiro-me a esses trabalhadores da educação que no labor cotidiano tem contribuído com seu suor, seu sangue e com ume grito polissêmico disseminado em sonhos que se materializam na sala de aula, em muitos cubiculos, nas escolas barracões e onde quer que o processo educacional se forje. Fala de sonhos que só se materializam com o encaminhar, no professar e no bem dizer. Por tudo isso, queridos mestres, escutem os nossos aplausos! Recebam com garbo, deferência e respeito os aplausos de todo o povo do Maranhão e em especial dos alunos de nossa terra.

Os professores são seres humanos, portanto portadores de virtudes e defeitos, de erros e acertos, de vitórias e (de)ilusões, de salários e de fomes orgânicas e inorgânicas. Mas apesar dos percalços, eles resistem bravamente em não aceitar os cárceres que favorecem apenas aqueles que nos desejam subjugados, humilhados e rastejantes, iguais a seus métodos e ideologias. Penso que qualquer governo ou governante por mais que defina de esquerda, de direita ou de centro, antes disso, deverá encontrar-se com a soberania do povo.

É do conhecimento de todos de que da educação enquanto política pública depende o nosso Estado para diminuir às desigualdades sociais, gritantes e deprimentes. Registra-se também o papel essencial que deverá ter o professor na superação dessas mazelas. Não obstante, eles ainda se ressentem de planos diferenciados de região para região do Estado, o que nos faz pessimistas em relação às leis. Só para que se tenha uma idéia, ainda existem situações no Maranhão em que os Planos de Cargos e Salários não passam do discurso; em que os salários são abaixo do Salário Mínimo Nacional e, quanto ao Piso Nacional de Salário, a gritaria é quase geral (apesar de entender o PNS com retrocesso), mas é a minha opinião. O professor precisa ser respeitado como agente que trabalha com o que há de maior valor numa sociedade: a educação.

Desta forma, os professores devem contribuir sempre com aprendizados, interações e virtudes que lhes são peculiares, ou seja, com o verdadeiro conceito de política que contemplem às políticas públicas e não aos políticos. Não precisamos de estatísticas, talvez apenas para nortear algumas ações, pois muitas vezes são dados estáticos e se escondem em axilas inescrupulosas como bases dos primeiros degraus ou de trampolins. Necessitamos de um maior índice de políticos realmente comprometidos com nossas crianças, muitas delas desnutridas de políticas de toda ordem. Igualmente se ressentem muitos adultos e seniores por falta de perspectivas e qualificação profissional. Já apensamos também que os jovens tem sido usados apenas para estetizarem slogans-midiáticos ou para um suposto furor de um novo tempo.

Reflito que para muitas de nossas autoridades está faltando é amor ao próximo, da forma com nos ensina o nosso Pai: “Amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado”. As autoridades administram os recursos da sociedade e esta lhes confiou determinada função. A educação não se faz com fórmulas ou receitas. Educação é ebulição social constante. É luz que se renova e não se esgota no seu meio muito menos em seu fim. Falo de Educação enquanto política pública. O que torna um Estado soberano, liberto a partir de seu povo, e não a partir do querem que o povo seja. É comum ouvir de alguns políticos: “o meu destino está nas mãos do povo”. E o destino do povo está nas mãos e mentes de quem?

Imaginem o que estes mestres desejam a seus alunos! As aspirações dos professores se estendem a seus vizinhos, a seu bairro, sua comunidade, a seu município e Estado. Os professores são também os responsáveis pela permanente construção de uma nação. O que se traduz, quando em atitudes de professar, um ser humano é encaminhado rumo a um destino promissor? Os nossos professores sentem amor por seus alunos, matéria essencial e indispensável na convivência social. Mas o que nos reserva a educação além da sua transcendência? Talvez aprendamos ainda ser, a conviver, a conhecer e a aprender a aprender. Isso se traduz na matéria prima da bondade, do amor ao próximo, e do exercício permanente de cidadania e, acima de tudo, da sensibilidade e do compromisso social que a maioria dos professores tem. Essa é a prática.

Nessa radiografia, há inegavelmente na memória de quem compõe a nossa sociedade o inequívoco reconhecimento de quem nos constrói, nos estimulando a permanentes desafios, nos ensinando os primeiros passos, com letras, códigos, sinais e muita abnegação. Além de que nos apontam os caminhos e seguram firmes as nossas mãos, iguais guias eternos no encaminhar da vida: nossos professores. Pela história, pela vida e pela luta, parabéns professores do Maranhão!

Nilson de Jesus Ericeira Sousa
Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo e estudante de Direito

10/10/2009

Essência do Amor

Amar é uma coisa tão boa

Que mexe comigo

E me faz ser cada vez mais ser humano

Amar é tão bom que faz muito mais chorar

De alegria e tristeza

Amar é uma coisa tão boa que me deixa assim

É um sentimento e me faz tão à-toa

Amar é tão simples que eu rio

E então, me derramo todo em lágrimas

Do teu oceano

Amar é tão simplesmente que é muito mais

Que apertar minhas mãos,

È abraçar-me, sentir-me contigo

E amar é tão essencial que mexe comigo

Mas não me basta provar deste pão

Amar é tão bom que me enxergo em você

Me encontro no outro

É tão bom que me faz ser um poeta assim

Mas amar é tão bom que faz sensitivo

Amante das coisas

Das pessoas

E do mundo...

Amar é tão bom

Que este poema é uma homenagem a ti.

Nilson Ericeira

09/10/2009

Política

João Melo de Sousa Bentivi é pré-candidato a governador do Maranhão. A declaração foi dada por ele mesmo, no Programa “Bom Dia São Luís”, comandada por Renato Sousa. Bentivi disse ainda que vai concorrer pelo PT do B e que o Partido terá chapa completa.
Quando questionado se Jakson Lago voltaria ao governo do Estado, em relação ao atual momento político, foi enfático: “Não! Roseana terminará o mandato”.

Aulas Interativas – Exercícios – Cont.

w) Rasgaram a folha. (VTD)

k) Esta mulher vive doente. (VL)

a.a) Meu pai vive em Brasília. (VI)

a.b) O Rapaz virou a mesa.

a.c) a moça, agora, virou santa. (VL)

a.d) A criança permanece quieta. (VL)

a.e) A criança permanece aqui. (VI)

a.f) A moça chegou à escola. (VI)

a.g) A moça se tornou agressiva. (VL)

a.h) Todos chegaram ás dez horas. (VI)

a.i.) Parece que estou febril. (VL)

a.j) Fomos ao teatro e voltamos. (VI),(VI)

a.l) Levei as crianças à escola. (VTD)

a.m) O caminhão transporta cana para a usina. (VTD)

a.n) Entregou-me duas melancias. (VTD)

* Devemos observar que na resposta dos itens, um a um, tornam-se desnecessárias explicações detalhadas, tendo em vista que a regra para cada caso é geral, ou seja, VTD, sem preposição; VTI, complemento com preposição; VI, não tem complemento necessariamente, mas apenas por uma questão de entendimento ou, quando a clareza no sentido da oração assim exigir. Quanto ao verbo de ligação (VL), devemos lembrar que este denota uma qualidade, defeito (PS) Predicativo do Sujeito.

Aulas Interativas - Respostas

a) O motor enguiçou. (este é um caso de VI, Verbo Intransitivo que encerra o significado nele mesmo).
b) Testei o televisor. (este é um caso de VTD, verbo que tem complemento e não é regido de preposição).
c) Só confio em Deus. (este é um caso de VTI, verbo que tem complemento e é regido por preposição).
d) Comecei o discurso. (VTD, verbo que tem complemento e não é regido de preposição)
e) Começaram as aulas. (este é um caso de verbo intransitivo (VI). Observe que o sujeito desta oração está deslocado. As aulas começaram, portanto, é a forma direta. O sujeito desta oração é as aulas.
f) Mataram os animais.  (VTD)
g) Esqueci tudo. (VTD) – lembre-se que o complemento do VTD é Objeto Direto (OD).
h) Esqueci-me de tudo. (VTI)
i)  Ninguém escapou. (VI) – o sujeito desta oração é ninguém.
j)  O aparelho falhou.  (VI)
l)  Temos bola e rede. (VTD)
m)Dei um passe a Riba. (TDI)
n) Tornei-me doutor. (VTD)
o) Fiz-lhe uma pergunta. (VTDI)
p) Estou nervoso. (VL)
q) Não existem rios no deserto. (VI)
r) Tudo parece brincadeira. (VL)
s) Não existe vida em Marte. (VI)
t) Não há vida em Marte. (VTD)
u) O filho preocupa o pai. (VTD)
v) Preocupo-me com você. (VTI)
x) Ninguém ficou gripado. (VL)
z) Seu pai está zangado. (VL)
y) Sua mãe está em Recife. (VI)

Outros Concursos Virão

Pergunte ao Secretário de Estado da Administração, Luciano Moreira, sobre a realização de concurso para a área administrativa da Educação.

A minha pergunta foi formulada assim:

Secretário Luciano Moreira, sabe-se da enorme carência de servidores da área administrativa no quadro de servidores da Educação, administrativos, agentes de vigilância, Auxiliares Operacionais e outros, o Estado vai realizar concurso para essas funções?
Luciano Moreira – Vai acontecer sim, só que em outra etapa. Numa etapa comum.

Nilson Ericeira (repórter): Como assim?

Luciano Moreira – vai ser um concurso geral para as Secretarias entre elas, Educação, Segurança, Saúde e outras e aí as Secretarias demandam as necessidades e os servidores serão lotados, conforme a necessidade.

Esta informação foi abstraída quando do lançamento do concurso público para preenchimento de 5.300 vagas para professores dos ensinos Fundamental e Médio, bem como da modalidade de Educação Especial.

Opinião – Há uma grande carência de profissionais da educação no quadro de servidores da Educação, da rede estadual de ensino. Há falta de servidores administrativos, mesmo com a realização do concurso ainda faltam cerca de 6.000 professores, faltam Supervisores e Administradores escolares. Só para que se tenha uma idéia tem escola que não tem a figura do Supervisor nem do Administrador Escolar.

Trata-se de uma realidade que precisa ser normalizada é, que, existem muitos servidores contratados ou em forma de bolsas o que contraria preceito Constitucional. Não estou falando de cargo comissionado em que também a Constituição determina que sejam preferencialmente ocupados por funcionários de carreira.

Eu escrevo, mas não invento.

06/10/2009

Nota de Falecimento

Faleceu na madrugada de hoje, dia 06, terça-feira, o senhor Eurico Costa. Senhor Eurico (seu Eurico) como era reconhecido pelos colegas da Seduc.

Ele nos deixou para a morada eterna, aos 97 anos, sendo que exerceu por mais de 35 anos bons serviços na Seduc.

O corpo de senhor Eurico está sendo velado na Pax União, na Rua Grande e o sepultamento será no Parque União, em Paço do Lumiar, às 4:00h.

Eurico deixa seus familiares, amigos e funcionários da Seduc com profunda dor, mas conscientes de que quando nos fez companhia trilhou pelos caminhos do bem e alegrou a todos com seu jeito sereno de ensinar compartilhando experiências, respeitando e sendo respeitado por todos.

A certeza de seu caráter coerente com seus valores, a lucidez no trabalho e, principalmente, o companheirismo com todos que o cercavam, serão sempre lembrados por todos que aqui ficam regozijando-se de ter feito parte da história dessa liderança-servidora de quem todos nos orgulhamos.

Adeus Eurico!

Nilson Ericeira

Poeta, jornalista, professor, psicopedagogo, estudante de Direito e servidor da Seduc

03/10/2009

Sem norte

Sem norte

E normalmente incapaz

Diante de uma vida fria

De amor e de dor...

Penúria voraz de um ser castrado

Em ínfimos desejos

De busca incessante

Do amor de mim mesmo,

Distante,

Mas há vazios,

Desencontros ,

Confrontos e desilusões.

Terno homem,

Já com a cor pálida,

Olhos osfuscados,

Avermelhados.

No amor machucado.

Silencia-se em perturbações

E destroços

E ainda assim acredita em sonhos.

Nilson Ericeira

(Poema produzido em 28.03. 1998)

Amor infinito

Eu não cessei esse Amor

Não me refugiei desse querer

Eu não te aprisionei em mim

Eu te possuo e não cessei em te querer

Não desnudei desse Amor

Nem escamoteei um querer assim

Não ofusquei desejos

E nem me esqueci daquela lágrima

E, que,

O tempo não me leve a outro tempo

Que não seja a ti

Em uma saudade assim.

Eu não cessei em te querer

E por isso teço poemas

Juras, encantos...

E sonho.

Em cada fio desse sem-ti

Em cada ponta e em toda linha

É esse Amor na extensão de ti.

E essa lágrima que tece esse sentido

Igual a um fio,

Infinito desejo

De teu corpo, em teu seio,

Saciar Amor.

Nilson Ericeira

30/09/2009

Minha vocação pelo jornalismo: do que mais me realizo.

· Entendo que minha vocação pelo jornalismo vem desde criança, ainda nas ruas de Arari. Ali eu “imitava” Luciano do Vale. Lembram quando ele narrava: “Por pouco muito pouco, pouco mesmo! Deus é quem te paga Leão”. Além disso, tive algumas experiências em documentar sentimentos de minha geração colegial e observar detalhes que hoje, conto e enceno de forma legítima.

· Antes de ser jornalista escrevi para jornais que nós, do PT na época idealizávamos. Alguns eu escrevia sozinho mesmo, outros, eu contava com a preciosa ajuda de Mendubim, Lucivaldo, Silvio Pereira e outros.

· Alguns desses jornais eram colocados nas portas das residências às altas horas da madrugada. Não me arrependo de nada. Guardo com muito carinho alguns desses jornais que fazem parte da minha vida.

· Eu sei que não sou um jornalista tecnicamente bom, apenas regular, mas já conseguir avançar com a preciosa ajuda do experiente França (Miterran), forma que não sei de onde tirei,mas o chamo assim;da não menos competente Celina Mendes, Raimundo Castro, Marcos Caminha, Nilson Amorim, Delmes Lindo( deleto amigo e irmão que Deus me deu de presente, Antônio Carlos (Toninho),o mais poeta de todos; o inestimável amigo, professor, conselheiro, descobridor, Nilson Amorim, que em cifras não o pagarei nunca; do melhor jornalista do Maranhão, César Scansset, dos focas Rafael Garretho, que embora não sendo jornalista, cresce no texto técnico e aproveita bem as oportunidades e, ainda, é uma jóia a ser lapidada; Miguel Haid, uma das pessoas a que mais admiro pelo caráter e sinceridade, valores os quais os torna um ser humano muito especial e muito que tenho em mim como exemplos de que posso tirar algum proveito.

· Se eu fosse apontar uma frustração da minha vida eu apontaria o fato de ainda não ter trabalho como âncora no rádio maranhense. Ninguém tem culpa disso, uma porque ainda não procurei e a outra talvez seja porque ainda preciso crescer mais...

· Um detalhe: não me sinto frustrado a ponto de negar valores ou de não me relacionar bem com os outros seres humanos que me procuram para interagir.

· No próximo texto, escreverei com detalhes, a minha curta passagem pela ASCOM/SEDUC, da discriminação que sofri a pós a minha volta ao trabalho e de esclarecimentos que talvez possam ser reparados na justiça.

Jornalista graças a Deus

2324

28/09/2009

Poetizar

Posto este poema com intenção de fazer recordar e por muita consideração que, muitos funcionários da Seduc, têm por Marina. Uma pessoa que exerceu com muita dignidade a função de Auxiliar Operacional de Serviços Diversos, na Seduc, no gabinete do Secretário. Quando da minha chegada à Seduc, eles me ensinaram muitas coisas boas. Marina por diversas vezes matou a minha fome com pedaços de bisnagas e café. Coisas pequenas! Muito grandes para minha formação. Recentemente encontrei com Pedro de Alcântara, num supermercado de São Luís. Lembramos de idos tempos, memoráveis.

Marina

A luz que te levou

É a mesma que te conduzia aqui

Mas Marina Morena

O tempo passou e você não está tinha

Mas Marina Morena

Eu lembro da mulher brava

Que sofrimento não,

Pois fingia não conhecer.

O que eu sei Marina |Morena

Que Cafezinhos servistes

A doutores famosos

Que a teus pés não chegam.

Olha o cafezinho de Marina!

Quem não tomou não sabe o que é bom!

Marina Morena

Escuto os passos de tuas pelecatas,

As brigas com França,

Zé Ativo,

Que amarelam os olhos brancos dela.

Adeus Marina Morena

Nós Aqui na te esqueceremos

Haveremos de escutar os teus conselhos,

Sempre.

Nilson Ericeira

Aula Interativa – Exercício nº 01

Tratam estes exercícios de transitividade verbal, mas é bom verificar o assunto estudado anteriormente, ou seja, nossas primeiras aulas interativas. Fica bem melhor resolver estes testes consultando as aulas anteriores. Lembram quando nós falamos da transitividade verbal! Pois é, então vamos recordar.

1 - Resolva os exercícios dizendo se os verbos são transitivos ou intransitivos. Caso os verbos tenham complementos, diga-os, explique-os.

a) O motor enguiçou.

b) Testei o televisor.

c) Só confio em Deus.

d) Comecei o discurso.

e) Começaram as aulas.

f) Mataram os animais.

g) Esqueci tudo.

h) Esqueci-me de tudo.

i) Ninguém escapou.

j) O aparelho falhou.

l) Temos bola e rede.

m) Dei um passe a Riba.

n) Tornei-me doutor.

o) Fiz-lhe uma pergunta.

p) Estou nervoso.

q) Não existem rios no deserto.

r) Tudo parece brincadeira.

s) Não existe vida em Marte.

t) Não há vida em Marte.

u) O filho preocupa o pai.

v) Preocupo-me com você.

x) Ninguém ficou gripado.

z) Seu pai está zangado.

y) Sua mãe está em Recife.

Aula Interativa – Exercício - Cont.

w) Rasgaram a folha.
k) Esta mulher vive doente.
a.a) Meu pai vive em Brasília.
a.b) O Rapaz virou a mesa.
a.c) a moça, agora, virou santa.
a.d) A criança permanece quieta.
a.e) A criança permanece aqui.
a.f) A moça chegou à escola.
a.g) A moça se tornou agressiva.
a.h) Todos chegaram ás dez horas.
a.i.) Parece que estou febril.
a.j) Fomos ao teatro e voltamos.
a.l) Levei as crianças à escola.
a.m) O caminhão transporta cana para a usina.
a.n) Entregou-me duas melancias.

25/09/2009

Aula Interativa

Hoje estou inspirado!
Então vamos à nossa interação!

Estava com saudade do predicado.
Sujeito: Elíptico = eu
Predicado: estava com saudade.

Como disse, a nossa interação hoje é sobre os tipos de predicado.
* Predicado verbal =
* Predicado nominal =
* predicado verbo-nominal =

PREDICADO VERBAL – COMO O PRÓPRIO NOME JÁ DEFINE, PREDICADO VERBAL É AQUELE EM QUE A SUA PARTE MAIS IMPORTANTE É O VERBO, OU SEJA, O NÚCLEO DO PREDICADO É O VERBO. LEMBRE-SE SEMPRE, QUANDO FALAMOS DE PARTE, NA VERDADE ESTAMOS FALANDO DE ESTRUTURA, FORMA DA FRASE.

Eu e meu irmão/ brincávamos com um carrinho.

       Suj.                       Pred. Verbal

O professor de Ciência Política / ensina obediência civil.

            Suj.                                   Pred. Verbal

O Brasil / foi achado por Cabral.

     Suj.       Pred. Verbal

PREDICADO NOMINAL – QUANDO O NÚCLEO DO PREDICADO É UM NOME (SUBSTANTIVO, ADJETIVO). ESTE PREDICADO VEM ACOMPANHADO DE UM VERBO DE LIGAÇÃO. É BOM RECONHECER OS VERBOS DE LIGAÇÃO NA FRASE.

O NÚCLEO DO PREDICADO NOMINAL É UM NOME

Aula Interativa 04 – Começo da aula

01-17-01_080757 Vocês já devem ter assimilado que a minha intenção é contribuir com os que mais precisam.

Meu nome é Nilson Ericeira e sou formado em Comunicação. Sou – jornalista profissional e com muito garbo entendo que é o que mais me completa. Tenho duas especializações: uma em Língua Portuguesa e outra em Psicopedagogia e agora estou no primeiro período do curdo de Direito. Não falo isso para aparecer ou tirar proveito de alguma coisa, mas como uma forma de incentivar as pessoas ao conhecimento. Minha vida tem sido de bastante luta, apesar de ter também muita dificuldade para apreender fragmentos do conhecimento. Insistirei sempre nessa caminhada! Ainda tenho um sonho: fazer um programa radiojornalístico.

Aula Interativa 04 - Cont.

PREDICADO VERBO NOMINAL - NOMINAL – COMO O PRÓPRIO NOME TAMBÉM JÁ O DEFINE: PREDICADO NOMINAL É AQUELE QUE DOIS NÚCLEOS: UM NOMINAL E UM VERBAL, OU SEJA, UM VERBO E UM NOME. 

Eu Riba / brincávamos distraídos
Obs.:
É só analisarmos assim: As crianças brincavam e estavam distraídas. Há, portanto, nesta interpretação um verbo de ligação na oração que, mesmo sem aparecer explicitamente, formata a oração.

O professor de Ciência Política corrigiu as provas apressado.
Desdobre esta oração da mesma maneira do exemplo acima.

Eu / cheguei de Anajatuba exausto.

* Na nossa próxima interação, teremos exercícios e revisão das aulas anteriores.

Aula Interativa 04 - Cont.

Obs.:

Alguém poderia interrogar. Mas frase não tem verbo? Eu explico: há frase que tem verbo e frase sem verbo. É que, lembrando o entendimento do que é frase, aprendemos que frase é todo enunciado que comunica. Portanto, fique certe de que há frase com verbo e frase sem verbo. A frase com verbo pode ser oração ou período. É bom entender que a frase pode ter ou não verbo. Fique certo de que nem toda oração é uma frase, mas nem toda frase é oração.

A criança ficou feliz.

Suj. Simples = A criança.

Predicado nominal = ficou feliz.

Predicativo = feliz.

Obs.: Não me repreendam, mas gosto de explicar as coisas da mesma forma que gosto que me expliquem.

PREDICADO NOMINAL - VEM ACOMPANHADO DE VERBOS DE LIGAÇÃO, ISTO É, VERBOS QUE NÃO TEM CONTEÚDO SIGNIFICATIVO. É SÓ LEMBRAR DE NOSSOS “ÍNDIOS” (NATIVOS), POR CAUSA DO ENGANO DA TERMINOLOGIA QUANDO DO NOSSO ACHAMENTO.

OBSERVA-SE QUE MUITOS ÍNDIOS NÃO USAM O VERBO DE LIGAÇÃO. ELES USAM NAS SUAS LINGUAGENS O SUJEITO DIRETO AO PREDICATIVO.

Nativo feio.

Mulher bonita.

Criança ferida.

Seu filho bonito.

Agora exemplificando melhor:

O homem é feio.

Meu pai está feliz.

O professor está infeliz.

O tempo parece quente.

O senhor permanece sentado.

* Este assunto pode ser mais aprofundado. Estude nas gramáticas de Faraco e Moura e Luiz Antônio Sacconi.

17/09/2009

Professores farão nova reunião

 O Sinproesemma reuniu ontem, dia 16 de setembro, quarta-feira, com autoridades do Governo do Estado, com objetivo de avançar nas negociações com vista a uma pauta discutida pela categoria. Entre os itens da pauta está o aumento salarial de 19,2% (recomposição salarial), mas não houve avanço e a categoria não aceitou a proposta do Governo. O Governo ofereceu 6,1% .

A proposta do Governo está muito abaixo do apresentado pela categoria e será apresentada na assembléia regional, no dia 21 de setembro, segunda feira, às 15h, no auditório do prédio da faculdade de arquitetura.

Opinião – pela modesta experiência ma Seduc, quanto tempo leva uma negociação que envolve profissionais da educação, mais se acirram os conflitos e os reflexos sociais não são bons para os governantes.  Dito isto, eu lembro as greves de 2004 e 2007, com conseqüências desastrosas do ponto de vista político e muito mais para a sociedade.

14/09/2009

Paralização à Vista

PAUTA DOS PROFESSORES

Recomposição da Tabela Salarial;
Reformulação do Estatuto do Magistério e inclusão dos Funcionários de escola;
Concurso público imediato para os trabalhadores em educação;
Concessão das Promoções, Progressões e Titulações;
Regularização de concessão da licença-prêmio;
Formação inicial e continuada aos educadores;
Ampliação do Programa PróFuncionário;
Regionalização da assistência à saúde;
Eleição direta para diretor de escola;
Cumprimento da legislação vigente quanto ao limite de alunos em sala de aula;
Fim do subsídio para funcionários de escola;
Equiparação salarial dos contratados aos efetivos;
Reajuste do vale-transporte;
Fim da terceirização e precarização das relações de trabalho;
Celeridade no processo de aposentadoria;
Melhoria das condições de trabalho.

Professores em Alerta

Os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão – Sinproesemma - reuniram dia 10, terça-feira, com o Secretário de Estado da Educação, Professor César Pires, e com o Secretário de Estado de Administração, Luciano Moreira.

Outra reunião já está marcada para o dia 15 de setembro, terça-feira, e uma paralisação também acontecerá dia 16, quarta-feira, em frente à Biblioteca Pública Benedito Leite em que os professores seguirão em passeata até o Palácio dos Leões.


O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma) confirmou a paralisação das atividades nas escolas da rede estadual na próxima quarta-feira (dia 16), em decorrência da programação do Dia Nacional de Luta pelo Piso Salarial Nacional.

Na minha opinião, o Governo deve ter habilidade para negociar com os professores por meio de  seus líderes, pois todo cuidado é pouco quando se trata de uma categoria tão importante para a sociedade. Os itens da pauta dos professores não são desconhecidos das autoridades, da sociedade e há muito vem sendo colocados em pauta, entretanto, alguns deles carecem de sistematização, organização e, principalmente, vontade política.

Os professores pedem 19,25% de reposição salarial e a contemplação de direitos consagrados como é o caso das progressões por titulação, por tempo de serviço (progressão) e a Gratificação por Titulação, que englobam a pós-graduação, seja especialização, mestrado e doutorado. Outro aspecto relevante da pauta é a concessão de licença Prêmio, que há muito tem sido negado pelo Estado, em função da carência de outro profissional para substituir o licenciado.

Na pinha opinião, não há ebulição social que mais enfraqueça um governo que as greves, principalmente quando elas são justas. As últimas greves de professores – a de 2004 e a de 2007, esta última durou 87 dias. Entendo que os prejuízos para ensino público, que uma greve causa, são nocivos, irreparáveis e jamais serão amenizados com medidas paliativas.  Cabe o alerta: “prevenir é melhor que remediar”.

12/09/2009

Sete de Setembro em Arari, segue a tradição: muito garbo e amor à Pátria


As Fanfarras: Uma tradição da terra de muitos músicos.

Pelotão conduz as bandeiras do Brasil, do Maranhão e de Arari!!

Nosso céu tem mais estrelas!!
Detalhe do Desfile Estudantil de 7 de Stembro em homenagem à Independência do Brasil

09/09/2009

Aula Interativa 04

☻... e o predicado aonde você vai?

☻Vou procurar me encaixar após esse sujeito!

Observe que este pequeno diálogo estabelecido entre um ser fictício, criado pelo autor, e o predicado serve apenas para fixarmos que o predicado se encaixa após o sujeito, mas ele pode vir antes ou depois. Temos que saber identificá-los na oração para que possamos caminhar nesta aula interativa.

☻Olha o predicado de novo!

O que é predicado? E tudo que se atribui do sujeito. É tudo que se informa do sujeito. Tudo que sobra do sujeito é o predicado. Observe que o predicado também traz uma palavra mais importante. Aquela que está diretamente ligada ao núcleo do sujeito. Essa palavra é o núcleo do predicado.

Minha namorada /me cumprimentou (NP) com beijos. (Namorada cumprimentou. Estas duas expressões mais importantes do sujeito e do predicado)

Sujeito simples: Minha namorada. (SS)

Predicado: me cumprimentou com beijos. (P)

Meu amigo dança (NP) todos os finais de semana.

SS P

Inventaram (SI)

uma nova hipocrisia. (P)

O calor em Arai deixou as pessoas resfriadas. (P)

Os alunos nomearam Nilson representante da classe.(P)

TIPOS DE PREDICADO:

♦ predicado verbal

♦ Predicado nominal

♦ Predicado verbo-nominal

OBS: NÃO PRECISA DIZER, MAIS O FAREI POR UMA QUESTÃO DIDÁTICA: O NÚCLEO DO PREDICADO VERBAL É O VERBO. O NÚCLEO DO PREDICADO NOMINAL É O NOME. OS NÚCLEOS DO PREDICADO VERBO-NOMINAL É O NOME E O VERBO.

A criança/ brincava com a bola.

O professou/marcou a data das provas.

Meu amigo/ foi à festa.

Estou muito feliz.

O aluno ficou contente.

O menino/ brincava contente.

Hoje, postei esta aula por uma questão de ofício, então peço desculpas. Na próxima aula nos aprofundaremos.

Idiossincrático amor

Volúpia


Em desejos e sonhos

De um querer assim

De encantos e sonhos

Sombras de uma realidade em mim

Sonhos de encontro

Amor sem fim

No primeiro toque

No vento que subtraio de ti

Amante

Apenas...



E sei que matreira mulher

Regozija-se desse pulsar amante

Mesmo que por num instante te possuir

Em sonho e desejos incessantes

Ao encontro comigo

No fundo meu eu

Declama teus versos

Suga teu ser

Tanto sonho

Quanto amor...



De ser passageiro errante

Que respira teu ar

Saboreia teu jeito

Sente sede

É fonte de um amor assim.

Que alimenta alma

Acalma e silencia

Com certeiro vento

Que deslizou de ti.


Nilson Ericeira