21/02/2018

Teimosia de palavras



Palavra soltas, ao vento, ao tempo, ao relento...
Há palavras que vagam, há as que ficam.
Há palavra que viram pedras, tornam-se obstáculos.
Há as que sãos escadas, há os caminhos.
Palavras minhas, palavras tuas, palavras nossas.
Mas existe a palavra: a palavra Dele!
Há palavras que criam asas,
pois voam e saem pelo ar.
Por isso mesmo somem na imensidão do tempo.
Há palavras oxigenadas, pois se constituem de amor e de vida...
Onde eu for, quero viver com bastante palavras.
Mas há palavras que são setas, há palavras que tem gumes.
Há palavras que cortam, quem ferem e que matam.
Há as que nos salvam, nos dão graças, nos acolhem, nos abraçam.
Há palavras que não dizem nada...
Há as que nos encaminham.
Porém, não devemos nos permitir afogar nas nossas palavras.
Em toda palavra há um esconderijo.
As palavras são a vida que queremos dá.
Há as que nascem no nosso coração.
Mas há as que nos deixam feios, pequenos, hipócritas...
Palavras de inveja!
Há palavras que não saem, não andam, são mentiras.
Há palavras cálidas e generosas.
Ah que saudade!
A saudade de não saber o que é.
Há palavras de fé.
Há palavras para tudo: para o dito e o não dito.
Há palavras do infinito.
As palavras do grito!
Estas são de justiça.  

 Nilson Ericeira

Memória afetiva Seduc


O mestre Altemar Lima - à época, Secretário de Estado da Educação, e a professora Elen, Secretária Adjunta de Educação, em Seminário, em Alto Alegre do Pindaré.
Este humilde jornalista acompanhou a comitiva da Seduc, na função de Assessor de Comunicação.

CONVITE A UMA REFLEXÃO – A democracia depende de nós!



A junção das pessoas por objetivos comuns para a mudança do status quo mesmo que para que isto aconteça, vidas sejam sacrificadas. Estamos é longe de vivermos numa democracia em que o que vige é a vontade do povo. Em que do povo emana o poder e em seu nome deverá ser exercido! Em nome de Deus! Vejam só, em nome de Deus! Quanto romantismo numa sociedade esdrúxula e corrupta. A salvo, é claro, homens e mulheres de notável valor e moral. Pessoas que não se desnudam e que têm consciência de que quem rouba dinheiro de Políticas Públicas essenciais como da Educação, da Saúde e da Segurança Pública, guarda dinheiro podre.
O quadro é deprimente, caso fôssemos transcorrer sobre os valores a que devemos preservar e aos quais transferimos para os nossos ‘representantes’, tudo seria muito bom. Mas no fundo o que se ver é o público sendo usado como se privado fosse, até abusivamente. Gestores que têm pleno discernimento, portanto, agem com dolo, beneficiando-se da máquina pública como se fora de ordem estritamente particular. Funcionam, os órgãos públicos algumas vezes, como que uma sociedade de um sócio majoritário: o próprio gestor. Mas bem aí, não reside toda a frustração, pois a maior frustração é quando percebemos que os serviços para os quais fora colocado lá, não andam, e quando andam, a passos de cágado.
Porém, podem ficar certo que iguais manias serão vistas nas próximas eleições: carradas de terra, tijolos, telhas, madeiras, cimento, asfalto jogado nas vias sem o devido preparo do solo e sem esgotamento ou algum tipo de saneamento indexo, favores, que deveriam ser serviços coletivos, portanto, públicos de igual dose para todos.
E os Partidos Políticos, ah estes merecem contexto à parte, pois são freios e contrapesos da corrupção, em alguns casos servem somente aos que os detém. O Poder que os Partidos oferecem rendem cargos, interesses, fatias maiores ou menores na corrupção. São chamados aliados!  Mas este é um assunto para depois.  

Da série: poemas antigos e inéditos


PENSAMENTO DO DIA: Uma vez que nos permitimos amar e ser amado, aos poucos percebemos o valor essencial de pessoas especiais em nossas vidas. (Nilson Ericeira)

20/02/2018

Da série: poemas antigos e inéditos


Flor ou esfinge



Indiferente ao amor parece uma flor sem pretensões
Mas sei que a raiz que diz nasceu no me coração
Que com suas pétalas tão lindas esbanjas sensualidades e essências
Mesmo que ignore a minha existência, mas não consegues se dissipar do meu amor
Rompe intempéries, tempestades dia e noite parece fria de sentimentos estéreis
Não sei como consegue tão pretensiosa desfaçatez essa flor tão formosa
Eu vejo e sinto que em todo começo de manhã ainda consegues esnobar corações
Mas quando pretendi lançar meu olhar, minhas mãos...
Em forma de flor somente encontrei os teus espinhos
Então me recolhi de tanto sofrer
Nunca sentir tanto frio de meus ossos a doerem
Então me fechei para parar de morrer todos dias
Mesmo sendo flor todos os dias, e esnobar de mim todas as manhas, sejas a chuva ou quando o sol irradia
Para mim és igual a uma esfinge
Que no esplendor e exuberância, nem nota dos teus espinhos em mim.
Às vezes fico a pensar, se flor ou esfinge.
Pois num exíguo momento, só rir para mim.
Noutro, esnobas este coração. 

Nilson Ericeira