14/12/2017

Fio a fio



Eis que um brilho silenciou-me.
Eis que uma umidade me molhou,
Eis que vagarosamente um calor emergiu.
Um fogo em mim me implodiu.
E silenciosamente um mundo em mim encobriu.
Um amor mais que perfeito me silenciou.
Na minha contravenção me despertou.
E no pretérito tudo em mim, reminiscências.
Eis que na minha imperfeição declarei.
Amor que por ti silenciei.
E vaguei vagueando, viajando, sonhando...
Em que as noites frias e doídas em mim viraram sina.
Daquele amor que outrora me aqueceu.
Cinzas revolucionaram fraquezas de um pretérito.
E no tempo e no espaço calei em mim dores terríveis.
Eis que igual a um novelo de fio sem pontas.
Vaguei tecendo fio a fio os meus desencontros.
Ilusões e devaneios de amar.
Mas mesmo assim te trouxe de volta pra mim.
Naquele mesmo brio que me silenciou.
A fagulha desse amor incontido.
O mesmo corpo que me faz doer os ossos.
O mesmo calor que outrora me aqueceu.
E no presente, o mesmo amor que me dá vida.
O loci que sempre me guardou.
O teu coração que sempre me pretendeu.
E no som as batidas de mim...

Nilson Ericeira

PENSAMENTO DO DIA: Nossos sentimentos devem ser nutridos com atitudes do bem, pois em assim agindo, alegramos os nossos corações e deixamos fluir a nossa felicidade. (Nilson Ericeira)

PARA REFLEXÃO: Quando se quer tirar vantagem de alguma situação ou pessoa, geralmente se é solicito, cortês e até ‘amigo’, após a conquista do que se pretende, a indiferença serve como resposta. (Nilson Ericeira)

13/12/2017

PENSAMENTO DO DIA: Aprender uns com os outros naquilo que nos permitimos ser justos e verdadeiros. Eis um dos sentidos da vida. (Nilson Ericeira)

PARA REFLEXÃO: Não devemos nos permitir crescer e nos sentir importantes ao ponto de deixamos, por desleixo, orgulho ou soberba, pessoas especiais e importantes em nossas vidas escaparem. (Nilson Ericeira)

Os inimigos que não conseguimos evitar



Tenho pensado que o que não nos faz falta não nos dá prejuízo, pelo menos em tese, por isso entendo que, melhor seria sabermos quem são os nossos inimigos. Isso, porém, nem sempre é possível, haja vista que alguns inimigos se travestem de amigos.  Já pensou, amigos travestidos!  Infelizmente é dessa forma que alguns se comportam com objetivo de tirar vantagens.
Não conseguimos evitar determinadas situações em nossas vidas e a inimizade subliminar é uma delas, pois existem pessoas que lhes ‘admiram’, tecem elogios e até lhes dão presentes, mas no fundo não gostam de você por motivos diversos que elas mesmas criam para dá sustentação as suas reais intenções. Estão nesta nomeação os invejosos, frustrados e mal resolvidos consigo próprios, tendo em vista maquinarem de plantão para não perder de vista suas más intenções.
Da mesma forma não conseguimos evitar o riso, o afago, o elogio dissimulado e nem as palavras de algumas pessoas, pois são profissionais em desarmonia. É nesse sentido, que às vezes, percebemos as artimanhas desses inimigos gratuitos que lhes são conexas à sua vida social por consequência de relacionamentos. Ainda assim, somos vítimas de suas maldades. Ficar atento, cuidadoso, meticuloso, ouvir mais que falar e precaver-se de uma forma geral, é uma medida, mas não podemos deixar de dizer que eles usam de método e trazem por índole, o dolo e ódio camuflado.
Por que falar de um tema tão indesejado? Porque vivemos em relações harmônicas e desarmônicas, visíveis e invisíveis cujas consequências são sentidas na nossa pele.
Por fim, seria bom se nos fizéssemos algumas perguntas e uma delas é de como fica a consciência de quem finge ser amigo e maquina para destruir a quem lhe faz juras de fidelidade? Quem não tem consciência ou se apequena por vantagens materiais ou de status e, por isso mesmo, não há a possibilidade de tal reflexão. Pois o seu êxtase é a miséria alheia, da mesma forma que alguns animais cuja sobrevivência depende da vida do outro. Há quem diga que quem age assim não mais se importa com escrúpulos.

Polos existenciais



Meu sujeito passivo.
Minha omissão destoante.
Meu mundo egoístico.
Minha fala muda.
Meu ser pequeno.
Minha justiça camuflada.
Meu olhar opaco.
Minha tristeza desse desamor.
Meus mundos, conflitos.
Meu silêncio, dor resistida.
Esse brado, essa voz...
Ninguém escuta, ninguém ouve.
No meu céu de abrigos.
No amor reprimido, no beijo, no toque.
E ser.
No poema ,oxigênio.
Na minha omissão: dor.
Na minha água, sede de amar...
Na minha introspecção, textos, falas, sentidos...
Mas no meu coração ‘jorrante’, guarida.
Em todos os ângulos, inquietudes.
E sigo nesses polos de que me apego.
Pra anunciar o bem, comunhão, espírito.
Mas eu sei, existo.

Nilson Ericeira